História 21 Meses Com Você (Romance gay) - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Gay Drama Comédia Amizade Faculdade Sexo
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Palavras 3.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Sete


- Preciso da sua ajuda, hoje vou escolher o vestido. – disse Júlia, debruçada ao balcão da cozinha, bebendo suco.

- Não posso, vou sair com o Theo...

Eduardo estava bem arrumado e perfumado. Parecia com pressa, pegando uma garrafa azul de água dentro da geladeira. Em seu ombro, levava uma bolsa de praia, feita de palha.

- Vou levá-lo ao Parque Jardim da Luz.

- Já está nesse nível? Levando o namorado para o seu lugar favorito. Daqui a pouco vou estar no altar, esperando você chegar. – disse Júlia rindo.

- Há, há... Engraçadinha! Estou saindo...

- Divirta-se!

- Eu vou!

O dia estava frio, mas o sol já estava querendo sair, para sorte de Edu, já que a chuva atrapalharia todos os seus planos de ir ao parque. Na bolsa levava pizza, vinho, em uma garrafa de plástico, queijo cortado em um pote e duas maçãs. Parecia um ótimo passeio romântico em sua cabeça.

Chegou cedo ao parque. O relógio marcava 8:30,  meia hora antes do horário combinado com Theo. Estava ansioso... Tentou se distrair olhando as plantas ao redor e as pessoas que passavam, mas sua mente só pensava no amado, se ele iria gostar do passeio... Será que ele gosta de parque? Não teria sido melhor ter ido a outro lugar? Mas e se ele for alérgico a queijo? Bom, pelo menos trouxe maçã... E vinho! De vinho ele gosta, eu sei! E pizza... Todo mundo gosta de pizza! Mas nela também tem queijo... E agora? - refletia consigo mesmo enquanto os minutos lentamente passavam.

Quando deu por si, já eram 9:15 da manhã. Theo estava atrasado... Devo ligar pra ele? Talvez aconteceu alguma coisa, um imprevisto... Mas são só quinze minutos, o trânsito é sempre caótico em São Paulo, então sossega... - pensava. Dez horas da manhã e Edu já estava impaciente, angustiado. Afinal, uma hora de atraso já é demais... Theo não respondia as mensagens de texto. A última visualização tinha sido na noite anterior. Vou ligar! – pensou novamente - Caixa postal.

Finalmente, às onze horas da manhã, Edu desiste de esperar e de entrar em contato com Theo. Volta pra casa chateado, pensando no que teria feito de errado, os motivos de ter sido esquecido. Será que ele tem outro? Será que está só brincando comigo? – pensamentos passavam em sua cabeça.

Ao chegar em casa, caminha cabisbaixo, passa pela portaria, sobe até o apartamento sem nem olhar para ninguém. Se sente envergonhado, como se todos pudessem notar que tinha sido feito de bobo. Ao entrar, vai direto para quarto e, sozinho, chora em seu leito, abraçado ao travesseiro e, entre lágrimas, adormece.

Quatro horas da tarde. Edu finalmente acorda, graças ao barulho que vem da porta da frente, mas não tem força pra sair do quarto. É Júlia que chega toda esbaforida, arrancando o sapato, ligando a TV e invadindo o quarto de Edu.

- Oi... Chegou cedo... Pensei que ia voltar só de noite. Que cara é essa?Tá tudo bem? – indagou Júlia, ao vê-lo deitado no escuro.

- Não.

- Levanta daí e me conta! Vocês brigaram?

- Não.

- Porra, o que foi então? O pau dele é pequeno?

- Júlia, respeita meu sofrimento...

- Okay, mas vamos conversar, me conta o que aconteceu.

- Tá bem... Nós não brigamos... Porque para brigar, ele teria que ter ido ao encontro.

- Levou um bolo?

- Uhum...

- Não acredito! Ele parecia tão apaixonado... Alguma coisa deve ter acontecido. Você ligou pra ele? Enviou uma mensagem?

- Claro, né... Mandei mais de trezentas mensagens, liguei, deixei recado... Ele sumiu.

- Tentou sinal de fumaça?

Ele a olhou revirando o olho. Péssima hora para brincadeiras! – pensou.

- Poxa, que filho da puta! - disse ela.

- Pois é... O que eu tenho de errado?

- Tirando a cabeça grande... Nada. – ela sorriu sozinha. - Falando sério, você não tem nada de errado. Você é maravilhoso! Quem está perdendo é ele! Não fica assim, levanta dessa cama...

- Não consigo... Tá doendo demais.

- Para de drama... Levanta logo essa bunda mole!  

- Pra que? Não tenho mais nada pra fazer mesmo... Sou um fracassado!

- Ah, por favor né... Theo nem era tão bom assim. 

Ele olhou bem para ela, e disse:

- Sério?

- Ta... Vamos ver filme então, comer pizza, tomar sorvete e engordar... Sei que vou me arrepender disso e talvez não entre no vestido, mas fazer o que... Faço tudo para te ver bem.

- Hum... Parece uma boa proposta.

                              ***

- E eu nem perguntei como foi lá – disse Eduardo enquanto pegava a pizza do forno e levava para a bancada.

- Foi tudo normal, vestido, branco, babados, sogra chata... Nada de novo.

Ele sorriu.

- Queria está lá. – voltou ele a dizer. - Assim poderia te divertir enquanto aquela chata falava. Ia ser até melhor...

- Verdade... Pega a pizza e vamos para o sofá, quero te mostrar fotos que tirei do vestido.

- Mas não dá azar tirar foto vestida de noiva?

- Querido, eu já nasci com o azar. Uma foto a mais não vai fazer diferença.

- Isso é verdade. – sorriram.

Por volta das sete da noite, a campainha toca, despertando Edu e Júlia. Por incrível que pareça, Theo estava em pé a sua porta. De braços cruzados e rosto inchado, que sorriu ao ver Eduardo.

- O que você quer? – perguntou Eduardo grosseiramente. – Já não me chateou demais?

- Desculpa...

- O que aconteceu com o seu rosto? Você apanhou?

Ele afirmou com a cabeça.

- Acabei de sair da delegacia... Uns rapazes me bateram, enquanto caminhava para o Parque.

- Nossa!

Eduardo levou Theo para dentro, o ajudando a sentar após ver manchas roxas por todo o corpo. Provavelmente, não só deram socos em seu rosto, também levou chutes.

- Vou deixar vocês sozinhos... Qualquer coisa estou no quarto. - disse Júlia.

Eduardo o olhava, agora com uma expressão de pena. Infelizmente a homofobia os cercavam. Por mais que pensassem que não, que quisessem esconder, uma hora ia acontecer. Muitas vezes a intolerância é maior que o amor.

- Me desculpe por só te avisar agora... Meu celular estava sem bateria. - Explicou Theo.

- Achei que tinha me esquecido, que estava brincando comigo...

- Nunca, meu amor!

Ele sorriu aliviado. Meu amor – repetiu em seus pensamentos algumas vezes. O famoso frio na barriga tomou conta de seu corpo. Novamente se sentia uma adolescente. Mesmo naquele momento que podia se considerar ruim, ele não conseguia esconder o sorriso tímido e apaixonado.

Edu já havia esquecido o seu "dia difícil". Ele só queria mimar Theo, e faze-lo se sentir bem. Levou ele para o seu quarto, e o ajeitou na cama. Pegou pedaços de pizza, e deu a ele também. Não era o encontro perfeito, mas gostou de dividir sua cama com outra pessoa. Ali ficaram abraçados, conversando e ouvindo música, até o sono chegar. O dia seguinte com certeza seria Melhor - pensou Eduardo.
 
                              ***

Não existe nada pior do que ir trabalhar cansado, com muito sono porque a noite passada foi boa demais. Passou o domingo dançando, cantando e bebendo com Theo, Júlia e Pedro. Mesmo não gostando do Pedro, noivo da Jú, eles se divertiram. Nem parecia o cara chato que só fala de esporte e academia.

Eduardo estava acabado. Depois que almoçou com Theo, correu para o trabalho. Theo fez questão de o acompanhar até o trabalho. Pela primeira vez Edu não se importou de pegar ônibus, era ótimo passar mais tempo ao lado do seu amor, ele repetia isso para si diariamente, era boa a sensação de pensar que tem alguém.

- Poderíamos viajar, no próximo fim de semana... O que acha? - perguntou Theo, apertando a mão de Edu no ônibus.

- Pode ser... Tipo ir ao Canadá?

Theo arregalou os olhos, mesmo tentando esconder o desconforto que sentia com aquela conversa, Edu percebeu.

- O que foi? Tá me escondendo alguma coisa?

- Não! - respondeu Theo rapidamente. - É que... Nunca levei alguém em casa antes.

Edu sorriu.

- Ah, tudo bem, eu entendo. Podemos ir para um chalé, por aqui mesmo.

- Seria ótimo.

Um sentimento chegava perto de Eduardo, e não era só paixão, era desconfiança. Não sabia porque, mas sentia que algo estava errado. Balançou a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos indesejáveis. E voltou a admirar Theo.

- Eu te amo... - declarou ele. Já não conseguia mais esconder. Com certeza teria pelo menos um mês de romance com Theo, era o planejado, porque não adiantar o "te amo".

Theo sorriu em resposta.

***

Caio é irmão de Emanoel, que são filhos de Felipe, que tornou-se pai solteiro após sua esposa sofrer um grave acidente de carro. Caio nascera em Santos - SP. Morou no local até conseguir um bom trabalho para morar sozinho.

O rapaz trabalhou em apenas dois lugares a vida toda. O primeiro foi em um supermercado, ganhava pouco e trabalhava muito, logo o cansou. E o segundo em uma ONG. Foi lá que conheceu o amor, ele se chamava Eduardo. Por incrível que pareça, Caio idealizou uma longa vida juntos. Com direito a filhos, casamento, viagens no fim de semana em um trailer... Mas não foi muito longe. Ele se sentiu inseguro, amedrontado e ameaçado com o relacionamento, foi então que preferiu manter apenas na amizade. Nunca contou o que sentia de verdade para Edu, e nem admitia para si mesmo, porém sabia que uma hora teria que contar.

Ele havia chego cedo ao trabalho, mais que o normal. Adiantou o seu trabalho enquanto pode. Para se distrair, colocou uma playlist de Lady Gaga, e se deliciou com um cappuccino  sua caneca amarela.

- Bom dia - disse Eduardo entrando em sua sala.

Para a infelicidade dos dois, teriam que sempre conviver um com outro, aliás, faziam um ótimo trabalho juntos.

- Bom dia... Como você está? Não vai para a faculdade hoje? - respondeu Caio.

- Estou muito bem... Hum, não. Hoje não tem aula. E você, está bem?

Eles sabiam que a conversa acabaria depois que Caio respondesse. Eles nunca mais se falaram como antes, as conversas eram bem curtas, até por mensagem. Podiam até responder o que o outro falaria depois de qualquer pergunta. Apesar de trocarem pouquíssimas palavras, se conheciam muito bem.

- Estou ótimo! - respondeu Caio.

Júlia abriu a porta, deixando um ar quente invadir toda a sala. Aquela seria uma manhã de calor, mesmo estando no inverno.

- Só passei pra te lembrar que hoje vou almoçar com o Pedro. E acredito que você não vai querer ir comigo, né?

- Não mesmo... - respondeu Eduardo.

- Caio, leva o Edu para almoçar então... Vai me fazer um favor.

Eduardo arregalou seus olhos pequenos, que ficaram bem parecidos com o de Caio... Não tinham assunto nem no trabalho imagina em um almoço.

- Tá bem... Vamos almoçar na minha casa. - disse Caio, deixando Edu surpreso. Mesmo sabendo que tudo podia dar errado, não custava nada ser gentil com o ex.

***

- Vou fazer nhoque... Ainda gosta? - perguntou Caio, colocando sua mochila em cima do sofá e seguindo para a cozinha.

- Como não gostar? - respondeu sorrindo.

- Vinho?

- Não sei...

- Hoje nem temos mais trabalho. Vamos aproveitar para beber um pouco... Prometo que não abuso de você quando ficar bêbado.

- Há, há... Me dá uma taça logo!

Caio pegou em seu armário de bebidas um vinho tinto. Abaixou para pegar duas taças, e levou queijo cortado para acompanhar, enquanto o nhoque cozinhava. Sentaram na varanda da casa, que dava para um lindo quintal florido e grama verde. Caio estava simpático até demais - pensou Edu. Mas mesmo desconfiado, retribuía a gentileza.

- Como estão as coisas? - perguntou Caio.

- Que coisas? Não faço nada além de faculdade, pizza e trabalho.

Sorriram.

- Ta bem... Não quer contar, então não vou forçar.

- Contar o que? Melhor ir direto ao ponto, assim não vou precisar adivinhar.

Caio respirou fundo antes de falar qualquer coisa. Pensou bem se seria certo conversarem sobre isso, apesar que ele não tinha nada a ver com a vida de Edu. Ele que quis terminar.

- Vou preparar o nosso almoço... Já volto.

Enquanto o bacon fritava, cortava queijo e presunto, e separava o creme de leite e manteiga para preparar o molho. Tomava um gole de vinho no intervalo do preparo de cada ingrediente. Talvez quisesse tomar coragem. Arrumou a mesa, e serviu nos pratos. O cheiro estava bom, parecia um bom prato. Caio chamou a atenção de Edu, cinco minutos depois se deliciavam com o nhoque de molho branco e bacon.

- Você continua cozinhando muito bem! - elogiou Eduardo. - Tenho que admitir que estava com saudades.

- Eu sabia - sorriu.

Eduardo percebeu como havia se apaixonado antes pelo rapaz de cabelos escuros e pele clara. Ele tinha um sorriso encantador e um humor negro, como o de Júlia. Talvez isso o encantasse em um homem.

- O que acha de vermos um filme antes de você ir embora?

Eles já haviam acabado de comer, uma sugestão de filme não cairia mal no momento, mas Edu sabia que não podia misturar as coisas.

- Acho melhor eu ir embora...

- Por que? É só um filme. - insistiu ele.

- Vou encontrar o Theo mais tarde.

Caio foi tomado por uma sensação de tristeza e raiva, o que fez ele sem querer soltar:

- O Theo não é uma boa pessoa...

Eduardo o olhei o repreendendo, e ao mesmo tempo não imaginava que ele ainda sentia ciúmes. Achava quase um absurdo, aliás, foi Caio quem o deixou quando mais precisava.

- Eu procurei sobre ele, sobre a vida dele... Ele não é tão bom como você pensa.

- Você fez o que?! Você tem como provar isso?

- Não, mas... Até agora só sei que ele morava no Canadá com os pais. Mas eu vou descobrir!

- Ah, por favor! - disse com desdém. - Você está ficando paranóico!

- Estou cuidando de você! - respondeu se levantando. - Ele não é o cara certo pra você.

Edu gargalhou sarcasticamente, se levantando também e se aproximando de Caio.

- E quem é o cara certo pra mim? Você? - Uma onda de silêncio tomou conta daquele cômodo. Edu suspirou algumas vezes antes de voltar a falar. - Ah, sabe de uma coisa? Eu tô cansado das pessoas acharem que eu sou o coitadinho. Eu não sou! E estou cansado de vc também!

- Tudo bem... Eu sei que você só esta um pouco estressado.

- Não, não estou "só estressado". Eu estava feliz, me sentindo amado a meia hora atrás! Não preciso de babá, não preciso de você.

- Só queria o seu bem...

- Não! Você quer tudo pra você, quer controlar tudo!

- Eu amo você!

De repente aquele foi o único som que corria pelas paredes da casa. Edu ficou paralisado. Não sabia se sorria ou chorava. Se falava "eu também" ou se saia correndo daquele lugar. Estava confuso com tantos sentimentos que fez parte dele naquele instante.

- Eu amo você de verdade... - Caio repetiu mais uma vez.

- Acho que não... Você não me ama. Não quero que faça isso comigo de novo.

- O que eu fiz?

- Você quis terminar do nada, nem perguntou o que eu queria, sentia...  E depois ainda saiu com um monte de caras diferentes, não teve a consideração de esperar, como eu fiz.

- Como você sabe... Ah, a Júlia! - Ele se aproximou de Edu, olhou bem dentro de seus olhos, como se fosse entrar dentro dele por ali. - Terminei com você porque tinha medo de te perder...

- Nossa, e terminar é uma ótima ideia pra não me perder?

- Eu sei que te perdi da mesma forma, mas... Ah, você tinha planos e sonhos maiores. Queria fazer outra faculdade, sair do país... Eu não sou assim. Não tenho nem mais objetivos. Só queria ficar aqui com você, e quando eu vi tudo mudando me senti ameaçado e decidi terminar. Pensei que ser só seu amigo seria melhor para nós dois.

- Você está se escutando? Tem medo que eu cresça, não quer me ver bem...

- Não! Pelo contrário, terminei com você para que pudesse fazer tudo que sempre quis sem ter alguém te atrapalhando.

Edu ficou em silêncio, encarando Caio. Suspirou algumas vezes, antes de voltar a dizer algo...

- Queria realizar os meus sonhos com você, ao seu lado. – disse Eduardo por fim. - Eu te amava tanto...

- Me perdoa?

- Não temos tempo para perdão... Preciso ir embora. – disse pegando sua bolsa carteiro.

- Espera! Só queria que soubesse que vou está sempre com você. Se precisar de qualquer coisa, eu estou aqui.

Ele balançou a cabeça negativamente e saiu.

***

Ao chegar em casa, Júlia estava na bancada da cozinha comendo bolo.

- Sabe porque amo bolo sem glúten? Posso comer mais a vontade, sem culpa... – disse ele comendo um pedaço. – Apesar que comer de mais da culpa também, e eu amo glúten. - comeu mais um pouco. - Ah, quer saber? Que se dane a minha sogra, ela quer me ver super magra pra entrar naquele vestido, mas eu não quero! Eu amo o meu corpo e odeio ficar sem glúten.

- Hoje não, Júlia – respondeu sentando no sofá.

Eduardo fez Jú largar o bolo de chocolate para dar atenção a ele. Vendo o amigo desanimado, perguntou:

- Theo fez alguma coisa de errado de novo?

- Caio disse que ama ainda, que quer cuidar de mim...

- Ahh, não acredito... Vou ligar para ele e mandar tomar naquele lugar! Não aguento mais.

- Não precisa fazer nada... Preciso me afastar do trabalho por um tempo. Quero viajar com o Theo para esquecer umas coisas que aconteceram no meu passado... – suspirou enquanto Júlia o olhava atentamente. – Vamos ir para algum país ou estado, não sei ainda... Só quero sair daqui.



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