História 23 de Fevereiro - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Casal, Casamento, Drama, Filhos, Fotos, Memórias, Nostalgia, Perca, Perda, Sozinho, Tragedia
Exibições 4
Palavras 744
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, possível leitor ou leitora.

Dois informes: "23 de Fevereiro" é uma das primeiras estórias que escrevi, pouco revisada e alterada desde seu rascunho, assumindo assim uma fidelidade com minha antiga (refletida na atual) forma de narração. O conteúdo foi dividido em quatro partes, apenas, e aborda um cenário, uma área do meu imaginativo que nunca cheguei a considerar, refletir muito, sobre. Talvez seja este o projeto mais diferente que já produzi, por parecer tão ordinário no que diz respeito aos acontecimentos - não há qualquer fantasia ou ficção impossível no que vem a seguir. Ou seja, é algo embasado em "algo que poderia acontecer a qualquer um", seja na parte feliz ou não, e, sobretudo, é bem simples.

Então, sem delongas, desejo uma boa leitura, seres apaixonados.

Capítulo 1 - Café e Batom


Era meu dia de folga.

Meu frio dia de folga, cuja manhã não seria conforme planejei – mesmo que os planos não fossem tão extraordinários –, eles se foram ao momento em que acordei e virei para o lado, sentindo um espaço muito livre na cama.

“Bom dia, flor do outono” ela falou para mim, com a voz bem animada para a ocasião, enquanto afastava cada uma das cortinas da janela para os lados opostos, permitindo que a luz pálida iluminasse todo o quarto. “Como está se sentindo?”, sentou-se no espaço vazio ao meu lado, “dormiu bem?”.

“Já se levantou?” perguntei retoricamente, a voz mais rouca que o usual. Já sabia a resposta, mas assim fiz por ainda estar meio sonolento. Puxei minha esposa para perto, fazendo-a deitar-se ao mesmo tempo em que liberava um gritinho de surpresa.

“Ei!”

“Tudo bem, tá legal” eu ri, diminuindo a força dos meus braços nus que permaneceram envolvidos ao corpo dela, libertando-lhe um pouco. “Dormi bem sim, nuvem da manhã” e beijei seu pescoço, no espaço abaixo da orelha. “Ainda estaria, aliás, caso você não tivesse me largado nessa cama gelada”.

Foi vez d’ela rir, sentar-se defronte a mim.

“É, o dia começa cedo para os trabalhadores” brincou, só por eu estar no meu primeiro, de três, dias de folga.

“Até havia esquecido... Mas a vida continua nessa tarde fria, né?” E em resposta, vi sua expressão divertida: um sorriso de lábios marotos, que sempre surgia quando eu acreditava estar certo, apesar de não, estava ali. Os olhos brilhavam. “O quê?”, perguntei, outra vez já sabendo a resposta. Olhei para o relógio na mesinha ao lado da cama e constatei que eram 8h17, e não 17h8. Ou seja, restavam-me, mais ou menos, quatro horas e quarenta e três minutos com a minha mais perfeita companhia. Ou pelo menos deveria restar...

“Sairei mais cedo hoje, por causa dos eventos finais do pessoal de lá, horas para preencher e tudo mais...”. Ela havia adivinhado e antecipado minha próxima pergunta. Então se levantou e vestiu a jaqueta de couro cinzento e marrom que estava pendurada por ali – a mesma jaqueta que lhe comprei de presente seis meses atrás, no dia 23/02/25. Olhei-a de cima a baixo, e ela não notou, ainda de costas para mim. Peguei o travesseiro mais próximo e o atirei, bem devagar.

Quando as penas fofas dentro do tecido a acertou, ela imediatamente se virou e, “Ô garoto! Enlouqueceu, foi? Só pode”, foi o que disse antes de empossar o travesseiro e atirá-lo de volta. Esquivei-me, levantando e rindo, estremecendo com o frio que subiu do chão para meus pés e com o vento fraco que entrava relutante por uma fresta da janela, imperceptível na posição anterior, protegido pelo edredom. Minha musa não havia percebido isso, portanto, fui até ela, que se olhava no espelho alto embutido a parede, e a abracei.

“Não tem como ficar mais um pouquinho? Uma horinha?”

“Quisera eu que sim, mas não tem” e virou-se para mim, elevando os dedos e usando suas pontas para tocar minha barba. “Desculpe”.

"E estará de volta no horário normal?” Ela, agora, já sacava sua bolsa da poltrona e seguia em direção à cozinha. Aparentemente, havia preparado tudo enquanto eu roncava.

“Eu não sei, meu amor. Acho que até já começaram alguma coisa sem mim”. Um gole, o último, do café que já estava pronto, dentro de sua xícara e da chaleira sob o fogão. “Tantas histórias, pessoas... Provavelmente demorará um pouco, mas, enfim”, e seguíamos em direção ao quintal, passando pelos cômodos, “acho que estarei de volta até cinco da tarde”.

Fiz um muxoxo e olhei ao redor, a cabeça completamente vazia enquanto um pequeno conjunto de pássaros saltava dos galhos da árvore que marcava o centro de nosso quintal, próxima à garagem, para o céu cinza. “Certo, darei um jeito de me divertir sem você por perto” e sorri.

“Como se fosse difícil” ela retrucou. “Aproveite suas horas livres, senhor”, e deu-me um beijo com gosto, aroma de café e batom.

"Cuide-se” ouviu de mim, quando a cinco passos da porta de entrada. Então entrou no carro e respondeu: “E você, vista-se”, zombeteira, expressão divertida, por eu estar somente de bermuda. Deu a partida.

 Fui até a calçada e vi-a acenar enquanto se afastava, dirigindo. Fechei o portão manualmente, abaixando-o, e saí correndo pelo gramado, para dentro de casa.

 Estava um frio de lascar... E eu já tinha localizado planos para as minhas horas vagas.


Notas Finais


Um novo olá para você, que chegou até aqui. Bem, você acabou de ler a parte 1/4, e, caso tenha sentido qualquer sensação, boa ou ruim, em relação ao conteúdo, gostaria que registrasse, que deixasse-me saber, sim? Os comentários, que servem para tanto, também estão ai para isso. Até a próxima.


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