História 2xx - segunda vez - - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Visualizações 18
Palavras 2.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


To tentando postar rapidinho hahahah Espero que gostem!!!
Vem novidade aí! 💘

Capítulo 5 - Capítulo V


Fanfic / Fanfiction 2xx - segunda vez - - Capítulo 5 - Capítulo V

Dois meses depois


Às coisas estavam fluindo bem entre eu e David. A mais ou menos um duas semanas atrás seus pais estavam aqui e digamos e dona Regina não gostava mais de mim como antes.

Senhor Ladislau não se importava tanto, ele sempre ficava na dele e era educado comigo todas às vezes que nos falávamos.

Regina já não fazia muita questão de falar comigo. Ela não era mal educada, mas ela também não falava muito. Ela sabia de toda minha história com David, e é super compreensível que ela não goste de mima agora. Eu fiz David sofrer muito, mas ele também me fez. Na verdade não era uma competição de quem faz quem mais sofrer. A gente só se machucava sem saber que estávamos nos machucando.

Além disso David era filho dela. Então el está mais do que certa em não gostar de mim. 

Os dois iam voltar daqui a cinco semanas. 


×÷

Estava sentada na sala de espera da ginecologista de Larissa. Minha menstruação estava atrasada, e eu me recuso a acreditar que pela primeira vez que David e eu nos descuidamos eu ia está grávida. 

Obviamente tivemos outras relações sexuais depois daquele dia, mas nós tomamos cuidado. 

Eu estava tendo alguns enjôos também. E por isso meu medo em está aqui agora.

Eu não menstruo, na verdade eu menstruo sim. Mas ocorre vezes em que minha menstruação da a louca e fica um tempo sem vim, e eu de verdade estava fazendo tudo para acreditar que era só isso.

Dessa vez eu estava com cólica. Eu cheguei a tomar alguns remédios, mas não estava adiantando. Então eu precisava buscar ajuda profissional. 

Eu lembro de uma vez, depois daquele dia eu cheguei a comentar com ele sobre filhos. 


"- Não acho que seja bom ter filhos agora, amor. Porque a gente não é casado, e eu fazia parte do "eu escolhi esperar" - ele suspirou - não ia pegar bem, nem pra você e nem pra mim.

- Ninguém nunca acreditou naquilo, David

- Não é porque eu não fiz o que a campanha pediu que significa que eu não apoie.

- Eu não disse isso.

- Você disse o que então?

- Ok David, deixa isso pra lá

- Ué, vamos conversar agora.

- Não, eu já tenho a resposta do que eu queria. 

- Você fez alguma pergunta?  

Dei as costas para David e fui para o banheiro. 


Ele "não" queria ter filhos agora porque ele quer casar primeiro. Eu não casaria às pressas para David ter a faminha de bom moço.

E não casaria também porque eu não quero apressar às coisas. Não quero.

Eu estava nervosa, isso é uma coisa que acontece comigo frequentemente e dessa vez eu estou apavorada. Eu nem sabia o porquê desse medo todo.


- Liz, você deveria se acalmar, você vai sumir na minha frente - Larissa disse olhando o celular - O David vai aceitar isso de boa, eu tenho certeza

- Aceitar o que? 

- Para de mentir pra você mesmo - ela me deu um tapinnha na mão 

- Alicia Tramell - encarei a mulher me chamando e fiquei em choque, parada olhando ela como se ela fosse algo de outro mundo. Eu não consiguia me mexer.

- Anda Liz, não seja covarde. - Larissa levantou e me puxou, caminhamos em silêncio até a sala de uma mulher. 

Eu estava nervosa. Caramba Alicia, calma é só uma consulta normal. Fichei meus olhos por um segundo tentando afastar todos os pensamos ruins que podiam está na minha cabeça agora. Vamos lá Alicia, coragem. 

A mulher na minha frente me encarou por um tempo, ela tinha cabelos escuros, olhos verdes e aparentava ter uns 45 anos. Eu sorri com o sorriso amigável que ela deu para mim. meu-sorriso-foi-forçado

- Que bom vê-lá novamente Larissa - ela sorriu pra Larissa, e Larissa sorriu de volta - Tudo bem com você, Alicia? 

- Sim, pode me chamar de Liz, se quiser. 

- Claro - ela anotou algo em uma folha ali - o que lhe traz aqui? 

- Minha menstruação está atrasada, e estou com muitas cólicas. - eu suspirei com medo do que ela poderia falar.

- Qual foi sua última relação sexual? 

- Ontem - mordi meu lábio inferior e corei. Larissa deu um risinho. A mulher também. 

- Bom, existe alguma possibilidade de você está grávida? - eu abaixei a cabeça, ela abriu um meio sorriso - eu posso pedir um ultrasson pra você agora. Então vamos ficar sabendo se você está grávida, e se não for isso o porque do atraso menstrual e a cólica, ok? 

- Sim - eu sorri. 

- Você sentiu mais alguma coisa além das cólicas? 

- Enjôos

- Com frequência - Larissa completou.

- Você se descuidou alguma vez?

- Sim - ela sorriu pra mim. Eu sabia o que ela estava pensando. Já tava mais que na cara. Eu só não aceitava mesmo. 

Fiz o exame e voltamos para a sala da médica. Ela abriu o ultrasson no computador dela mesmo e começou a analisar. 

- Bom, é. Você está mesmo grávida. 

- Que? Digo - eu tentei processar - isso é sério? - ela assentiu. 

- Eu vou ganhar um afilhado! - Larissa me abraçou.- Parabéns Liz! Ah, parabéns!!!

 Isso não podia ser verdade. Eu estava feliz, mas senti um grande nó na garganta. E junto com o nó veio um enjôo. Ouvi Larissa falando com a médica que ela disse dos meus enjôos.

 Corri para o banheiro daquela sala e saí depois de recuperada. Lavando meu rosto e boca.

Me encarei um pouco no espelho. Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo eu estava com um medo enorme dentro de mim. Mas esse medo, não era maior do que minha felicidade. 

Saí do banheiro e voltei para a sala

- Me desculpe - eu me sentei na cadeira - tem certeza disso, né? 

- Sim - ela se ajeitou na cadeira - Mas a gente tem um problema. 

- Qual problema? - isso veio de Larissa. Eu encarei a médica, já sabendo que pela expressão dela não ia vim boa coisa. 

- O que foi? 

- Alicia você está com sete semanas, acho que você consegue reconhecer que isso é muito recente ainda, né? - eu assenti - vocês nessa juventude, fazem coisas que é normal para vocês, mas para uma mulher grávida não seja tão válido.

- O que você quer dizer com isso?

- Você sente cólicas fortes porque você teve um deslocamento ou descolamento de placenta. Eu não posso garantir quais dos termos é o certo, não sou obstetra. 

- O bebê corre risco? 

- Sim - senti outro nó na garganta. Mas dessa vez era de choro. 

Eu nem sabia que já podia gostar ganto de um pequeno ser dentro de mim. Larissa pegou na minha mão e apertou, querendo passar todo apoio necessário. Eu quis chorar, como poderia eu descobrir que estou grávida e já saber que meu bebê corre algum risco.

 - O que eu tenho que fazer para salvá-lo? 

- Procurar uma obstetra - ela disse, Larissa apertou ainda mais minha mão - se manter saudável, isso é muito importante. E repouso. Esse é o principal. - eu assenti.

Ficamos ali mais um tempo, ela me explicou direitinho o que eu tinha que fazer. Eu acabei chorando. E Larissa acabou chorando comigo. Eu não queria ter filhos agora, mas não deseja engravidar e perder. 

Saímos dali e fomos para um restaurante. Era por volta de quatro da tarde e não tínhamos almoçado.  

- Estou sem fome, Larissa - falei olhando o cardápio - estou chateada. - eu bufei logo em seguida.

- Você vai comer, Liz - ele revirou os olhos - lembra que você tem ficar saudável. E agora tem que comer ainda mais pelas semanas que você deveria ter comido por dois - o garçom chegou, ela fez o pedido para nos duas - e eu sei que você tá chateada Liz, isso está na sua testa. Mas você tem que ser forte agora, e você é forte.  

- Não sei como contar pro David, eu... Meu Deus - eu suspirei olhando pra cima evitando qualquer lágrima que pudesse sair. 

- Calma Liz, calma - ela pegou na minha mão de novo. 

Eu comi um pouco. Depois eu queria fazer alguma coisa, mas Larissa insistiu pra eu ir pra casa descansar. Eu fui logo em seguida mandando uma mensagem pra David avisando pra ele ir na minha casa. 

Tomei um banho demorado e parei na frente do espelho tentando notar alguma diferença na minha barriga. Eu não vi nada diferente. 

Fechei meus olhos e pensei em como falar pra minha família, tinha Regina também, ela não gostava muito de mim depois desse volta e não volta meu e de David, tenho a certeza que ela não pensaria que um filho agora é a melhor opção. 

Sentir um enjôo e tomei um remédio que a médica tinha me receitado. Eu não tinha nem um plano de saúde, caramba que vida!

Eu chorei. 

Chorei porque já estava pesado pra mim. Chorei porque eu estava com medo. Chorei porque tinha um serzinho dentro de mjm que mesmo sabendo a tão pouquinho tempo, eu já o amava. Chorei porque talvez o meu amor não seja o suficiente para salvar ele. Chorei por medo dessa criança ser rejeitada pela família do David, e talvez por minha família e mesmo que bobo, rejeição de fãs. Eu tinha tantos motivos para chorar, hoje. 


E bom, foi isso que eu fiz.


Deitei no sofá e só queria dormir e esquecer um pouco esse assunto. Eu não podia ficar chorando porque David tinha a chave do meu apartamento e ele poderia chegar a qualquer momento.


× ÷


 Depois de algum tempo David chegou. Ele me deu um beijo e seu semblante mudou quando ele viu meu rosto. Não é possível que meu semblante entregava tanto que eu estava pedindo socorro. Fechei meus olhos e pensei em fingir que eu estava dormindo.

 Talvez dormindo pra sempre e acordar com o bebê em meus braços sabendo que está tudo bem. 

- Oi, tá tudo bem? - ele se sentou no sofá onde eu estava deitada. Ele se apressou em dizer antes que eu pudesse fechar os olhos e dormir, ele era esperto. Eu só o abracei... e já senti uma vontade incontrolável de chorar - o que foi, Alicia? Fala comigo  

– Amor, é que... - eu suspirei, ele me olhou esperando uma resposta. Vamos lá Alicia, não seja covarde. Na verdade, não seja mais covarde. Porque covarde já é visível que você é quando você quis pedir pra Larissa contar e não você. Se torture mesmo, você é boa nisso. - estou grávida - eu desabei em chorar. Ele arregalou os olhos e me encarou por um tempo, logo dando um sorriso enorme e colocando uma mão na minha barriga. 

- Sério? - ele deu um sorriso tão bonito, eu acho que foi o sorriso mais lindo que ele me deu desde quando nos conhecemos - Por que você tá chorando? Estou muito feliz, Alicia - ele disse ainda sorrindo e me beijou - muito mesmo! Sério. Você é a mulher que me faz o homem mais feliz do mundo! - ele distribuía beijos em meu rosto. Não David, não é bem assim - Não chora amor, tá tudo bem - eu estava chorando mais, caramba como eu ia falar pra ele que não era tão bem assim - Ei, o que foi? Você tá me preocupando. O que tá acontecendo? 

- É de risco - foi a única coisa que eu conseguir dizer. 


David.  


É de risco. 

Eu acho que foi sem dúvidas o maior medo que eu senti desde de toda minha vida. Eu queria saber o que estava acontecendo, qual era o risco que Alicia e agora meu filho estava correndo. 

Mas a única coisa que eu tenho no momento é Alicia desabando na minha frente, e com certeza pedir que ela me conte o que aconteceu, qual o risco que eles correm não é o melhor a se fazer diante dessa situação. 

Bom, vamos ser inteligente David, você primeiro precisa acalmar Alicia. 

- Calma Liz - eu peguei na mão dela - nós vamos resolver isso - eu a abracei. 

Eu nunca tinha visto Alicia tão vulnerável na minha frente. Ela estava nervosa e assustada, e chorava muito. Não é uma situação comum de se ver. Alicia chorando era uma coisa quase impossível. Ela sempre segurava tudo pra ela, tentava ser forte o máximo que pudesse e quase nunca chorava. 

Isso significa que ela estava tentando ser forte agora. E se esse, é o forte dela. É porque de fato às coisas estão feia. E imaginar o quão grave possa ser a situação. É algo que me arrepia, e me faz ter mais medo ainda. 

Mas eu não podia demonstrar esse medo pra ela. Eu tinha que passar segurança. No momento ela precisa de segurança. 

- Amor, olha - ela se afastou de mim e passava a mão no rosto - eu fui no médico com o Larissa hoje cedo - ela fungou - ela consegue te explicar melhor, eu tenho certeza - eu assenti - queria ficar sozinha agora, tem como?  

- Claro que não - agora vem a parte onde eu tenho que ser paciente e não deixar que ela se isole - você não vai ficar sozinha. A gente precisa resolver algumas coisas, pra garantir que você e o bebê fiquem bem. - puxei Alicia para perto de mim e a abracei. Ela estava mais calma agora. 

Nos ajeitamos no sofá e eu liguei pra Larissa. 


Alicia


David falava no celular com Larissa enquanto eu estava olhando para o nada. Fazia uns trinta minutos que eu me fixava com o olhar na parede enquanto David conversava com Larissa. Bom, eu dei uma crise de choro pesada na frente de David. E agora eu estava me sentindo ridícula por isso. 

Eu odiava chorar perto das pessoas. Eu odiava muito mesmo. 

Eu levantei e fui na cozinha pegar uma maçã. Parei pra pensar nas minhas últimas refeições lembrando que eu estava enjoada sempre. Então sim, se eu estivesse falando que eu não esperava está grávida, eu andei mentindo pra mim o tempo. Porque isso tinha passado por minha cabeça várias vezes e eu só não queria aceitar a verdade mesmo.

Aquele ditado de que o pior cego é aquele que não quer ver nunca se encaixou tão bem hoje. 

Comi um pedaço da maçã e assim que me virei vi David atrás de mim.

- Que susto! - eu coloquei a mão no peito - A Larissa te disse tudo? Tá tudo bem? 

- Sim, e sim, ela falou - ele apoiou o braço no balcão - precisamos fazer um plano de saúde pra você. Vocês. 

- É, verdade - eu me aproximei dele - amanhã quando eu saí da CT eu vou em algum lugar procurar um lugar bom.

- Você vai pra CT amanhã? E o repouso que você tem que fazer? - ele revirou os olhos, é. Isso não ia ser fácil. - e você não tem que ir sozinha, tem que ir comigo que sou seu namorado e brevemente pai do seu filho. 

- David, não vem me tratar como se eu fosse uma doente. Gravidez não é doença. - eu fui pra sala - e você já parou pra pensar na sua mãe? Sua família? Eles vão me matar. - eu revirei os olhos - suas fãs também. É bem elas desejarem coisae ruins para essa criança. 

- Para de fugir do assunto.

- Eu vou continuar trabalhando, não adianta você falar nada.

- Você vai - ele disse vindo atrás de mim -desde que seja conveniente você trabalhar. 

- HA HA HA 

- Você quer mesmo brigar por isso? 

- Não,  eu quero mesmo ficar sozinha. Dormir, pensar na vida. 

- Isso você não vai. - ele disse sorrindo convincente - quer comer o que? 

Sim, ele não ia me deixar sozinha. 

Eu também não queria ficar sozinha. 


Notas Finais


Gostaram? A fotinha de capa representa notícia.
Quando borboleta pousa em nós aqui onde eu moro, é sinal de que vem notícia por aí hahahaha Seja ela boa ou ruim! E aí, o que vocês acham que vão acontecer?
Beijos fiquem com Deus!!! 💘


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