História 35 Drogas - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que Gostem 💙

Capítulo 1 - Camille


Acordei com a Cabeça Latejando ao Sons estridentes das Sirenes do auto Falante no Corredor do lado de fora do meu quarto, era a maneira carinhosa que o CL, Tinha de nos levantar da Cama. Sentei na cama e o resto do quarto Girou, Respirei Fundo. parece que vamos ter que tomar mais de 3 Remédios hoje.

Caminho Lentamente até o Banheiro, e a Primeira coisa que eu vejo é o Espelho, logo na Pia, me saudando com a minha primeira imagem ao acordar Coisa Rara em Hospitais Psiquiátricos no quarto dos pacientes, mas eu tinha minhas regalias.

Fitei o Bilhete colado no Lado Superior Direito do Espelho, que dizia: ‘Apenas Sorria’.

E era assim todos os dia assim que entrei no Hospital, abria um sorriso amarelo pra mim mesma no espelho, Treinando em qual ângulo do meu rosto e a Rotação dos cantos da Minha boca soaria mais convincente a cada Manhã pra tentar me convencer que tudo estava bem, eu estava sorrindo, estava feliz , e não me fazia mal estar ali.  Patética. Mas assim como tudo nessa Vida, essa minha fase também passou.

Peguei minha escova de dentes, e comecei o Processo ‘Arrumação Camille’ aquele em que nós nos levantamos, tomamos Banho Despidos de qualquer tipo de vestimenta só pra depois ter que vesti-las outra vez, e saimos por ai andando como se fossemos tudo menos Loucos.

Quando terminei de botar meu vestido de ‘Hoje eu vou sair lá fora’, e olhei minha imagem final no Espelho, Suspirei e Guardei Pra mim o Meu Mantra pessoal que minha mãe costumava Recitar pra mim quando eu era menor, “Respire e Aja Naturalmente como se fosse até normal, Camille”

Eu parecia quase normal, se não fosse pelos Cabelos que não eram escovados a meses, e as Unhas que desconheciam a palavra ‘esmaltes’, e o Vestido branco de mangas até os pulsos, e com o comprimento que chegava nos joelhos sem caimento nenhum, é eu parecia quase normal.

-Camille Adams Green.

Batidas na Porta, me tiram o Ar, essas pessoas me irritam tanto , quando vão entender que pontualidade não é comigo?

-Você tem 5 segundos pra abrir essa droga de porta Adams, antes que eu mesmo abra.

A voz exigente de Frank, me faz saltar e correr para abrir a Porta.

-Serviço de quarto a essa Hora? Mas ainda é tão cedo, volte mais tarde.

Digo encenando um bocejo, com a Minhas mãos abanando em desinteresse.

-Hora menina, Não me irrite mas, ande Logo, o dia hoje pra mim não vai ser nada Bom.

-Hora Mais quantos Problemas, Oh , Oh, Oh, essa Garotinha Louca me Deixa de Cabelos Brancos!

Ele rosnou pra mim com a irritação pairando no ar.

-Ah Espere, esqueci que você não tem cabelo.

-Menina insolente...

Ele disse entre dentes , me fazendo explodir em gargalhadas e sair saltitante Pelos corredores de Costa e Luz.

-Olá Irmã Taylor. Oh. Como vai irmã Theodora? Senhor Pedro, como está sua rinite alérgica? Ah,me desculpe esqueci que o senhor é surdo.

Desfilo meu charme pelos corredores do hospital, onde todos os outros Pacientes encarcerados juntos comigo, me amam. Bom, eles me aturam, se isso não é amor então não sei oque é.

Sigo em direção ao Balcão de medicamentos, onde uma Senhora de meia idade com os cabelos Loiros-Platinados Falsamente Tingidos, acompanha com os olhos minha chegada.

-Olá Amparo, Vim aqui pegar meu bônus diário, Feliz em me Ver?

-Olá Adams. -Ela diz com aquela voz desinteressada, aparentando cansaço.

-Camille. Retruco mesmo sabendo que não vai adiantar de nada.

Ela Balança a cabeça, e entra para o depósito de medicamentos, do Costa e Luz, e volta com uma prancheta azul na mão e 3 comprimidos na outra, não precisava nem olhar para Prancheta pra saber que ela estava com meu prontuário ali, não sei qual a necessidade de pegar nisso todas as manhãs, ela sabe muito bem qual é a minha medicação, afinal eu estava ali a anos, e bom…Ela também.

Mas tinha essa mania chata de sair por aí carregando o prontuário dos pacientes todos os dias.

-Aqui está Adams, um Calmante, um para sua ansiedade, e um para controlar suas emoções.

Eu não tinha acesso ao nome dos remédios, então não podia dizer para que eles serviam com certeza, só sei que um era azul, e dois vermelhos, e acho que em uma pílula só deveria ter a ‘Cura’ para todos os sintomas que ela me dizia todos os dias.

-Assine aqui.

Ela apontou pra uma folha que era como se fosse um comprovante, que eu tinha recebido a minha medicação naquele determinado dia. Peguei a Caneta e Rabisquei qualquer coisa na Folha.

Ela me entregou as pílulas, e eu fui até o bebedouro mais próximo no corredor, quando me inclinei para beber a água, uma comoção no balcão da Recepção, capturou minha atenção, eu me virei e pela grande Janela de Vidro, eu pude ver um Rapaz Gritar Exasperado, gesticulando com as mãos pra lá e pra cá com a moça sentada na cadeira atrás do computador cor de Rosa.

Me aproximei da janela, mas como era de vidro dava pra escutar muito pouco do que de fato ele reclamava, então me apressei até a Porta mais próxima que dava na recepção, e me surpreendi ao constatar que Alguns dos pacientes estavam inclinados sobre a porta assistindo entusiasmados o alvoroço na outra sala.

-Muito Bonito, dona Lisa. E o senhor hein seu Bento? Dêem licença, quero passar.

Abri caminho entre os corpos e adentrei a sala, fiquei bem no cantinho, já que a porta era bem atrás do balcão , e um pouco afastada das janelas, a área onde eu estava acabava sendo um pouco escura, me dando o privilégio de ver tudo sem que me notassem.

O Rapaz era alto, tinha um porte atlético e o corpo bem definido, os cabelos dele eram Camadas negras e lisas, que lhe caíam no rosto enquanto ele falava. Em uma Realidade paralela, poderia me sentir atraída por ele.

-Mas porque tanta complicação? Basta me dizer em que quarto, sala , zona ou sei lá oque o meu avô estar! Não é possível que não saiba!

-Porfavor, Fique Calmo, o seu avô está passando por exames agora, e não seria possível ver ele no momento, mais temos o nosso horário de visitas amanhã as 14 da tarde.

-Oque? Não eu quero ver meu avô agora! Não pod…

-Senhor, por favor se retire. Ou serei obrigada a informar a segurança,lhe pedi pra voltar amanhã, sinto muito que não possa ajudar mais. Falou a Recepcionista Rebeka, soando ríspida como sempre.

O rapaz pareceu abalado, acho que não sabia oque Fazer, Pobre moço, há tanto a se aprender nessa idade.

Ele não disse nada, apenas se virou, apanhou o casaco em uma das cadeiras de espera e saiu batendo a porta atrás de sí.

Fiquei um pouco decepcionada, ele estava tão determinado a ver o avô que eu não esperava que desistisse tão rápido.

Então aquela vozinha que eu conhecia tão bem, começou a sussurrar no meu ouvido , e se…?

Entrei novamente pela porta, e surpreendentemente os outros fuxiqueiros já tinham se dispersado, voei em direção a ala Leste onde tinha uma porta Lateral que dava no estacionamento, era perfeita pra sair daquele hospício de vez em quando, já que as câmeras daquele corredor não funcionavam.

Assim que eu saí lá fora uma corrente de ar frio passou por mim dizendo olá , fazendo minha pele ficar arrepiada. Olhei em volta e não foi muito difícil achar o carro do sujeito que gritava alguns minutos mais cedo com a recepcionista. Considerando que todos os outros carros era dos funcionários, e eu conhecia cada um deles. Que digasse de passagem nem eram tantos carros assim, apenas 4 , a maioria vinha de ônibus mesmo, acho que trabalhar em um hospital psiquiátrico não paga tão bem assim.

Cheguei perto do carro branco, eu não sabia que modelo, marca ou ano era aquele carro mas era bem bonito.

Me sentei no capô e esperei pelo garoto dos cabelos pretos chegar, não sei quanto tempo ele demorou, quando se está aqui, o sentido do tempo se perde. Mas me ocupei em olhar o céu nublado, sempre foi uma coisa que me entretia não importava em que situação estivesse, olhar o céu era relaxante pra mim. Mas nem isso conteve a minha impaciência e irritação a medida que o tempo foi passando, e não pude deixar de me sentir decepcionada com o pensamento de ele estar procurando pelo avô dele sem mim.

Depois de mais alguns Minutos, ou talvez algumas Horas, desisti de esperar pelo ‘Carinha da Briga’. E fui Caminhando lentamente em direção ao meu Refúgio, que é equivalente a uma Grande Árvore atrás do Segundo prédio cinza , ao lado do meu. Quando me Aproximei da Grande árvore, depois de ter dado a volta nos 2 prédios desviando das câmeras funcionais, me deparei com a seguinte imagem: Um Garoto de Cabelos Muito Pretos , Remexendo a Grama Perdido em pensamentos, olhando agora, ele parecia muito mais inofensivo que hoje um pouco mais cedo, parecia até triste, e também meio perdido, em outras circunstâncias poderia até sentir pena do Rapaz.

Apertei o passo e ele não notou minha aproximação ate eu dizer:

-Dia difícil Amigo?

Ele Virou o Rosto Pacífico em minha direção e apenas assentiu, em seguida se levantou e sem Dizer uma única palavra se pôs em direção ao estacionamento.

-Hora, mas veja só que mal educado nem pra me dizer o seu nome. Praguejei , e ele não pareceu escutar , ou, se escutou se fez de surdo.

-Vou Dizer ao seu avô que mandou lembranças.Continuei e dessa vez ele pareceu se abalar

Ele olhou pra mim com uma expressão exasperada.

-oque sabe sobre o meu avô?

Ele perguntou se aproximando de mim.

-Ah, algumas coisas, Coisas que você não sabe, e nem vai saber considerando a maneira nada simpática que me tratou agora pouco.

Ele parou perto de mim, não perto o suficiente pra eu me sentir intimidada com sua altura , apenas perto. Passou a mão pelos cabelos, respirou fundo e se pudesse apostar apostaria que estava contando de 1 a 10 para se manter calmo.

-Quanto quer ?

-Quanto quero oque ?

Por um momento de confusão me vi perdida, só depois de uns instantes entendi, ele estava me oferecendo dinheiro, como fazem no mundo lá fora , quando querem conseguir alguma coisa, onde acreditam que tudo se resolve com meros pedaços de papeis, e bom...se resolve mesmo.

Mais não estamos lá fora, estamos aqui dentro e aqui o mundo é meu, e ele vai jogar conforme minhas regras.

-Oh , meu deus! Está tentando me subornar? Não quero seu dinheiro, queria sua simpatia, mais como vejo que é impossível, prefiro ir procurar em outro lugar.

Faço minha melhor cara de Repulsa, e saio pisando duro em direção aos prédios cinzas.

Ele segurou o meu pulso me impedindo de andar, e por um momento mesmo com a camada de tecido do vestido juro que senti um calafrio percorrer pelo meu corpo.

-Me desculpe, sou o Ethan.

Puxei meu braço com força e olhei para ele.

-Bom, um pouco de bom senso, Ethan ? É um Belo nome.

-Então… oque sabe sobre meu avô?

-Eu ? Bem, não sei nada.

Ele olhou pra mim de um jeito estranho, acho que estava esperando que eu começasse a rir a qualquer momento, e quando não fiz ele se irritou.

-Então oque queria ? Me Humilhar? Me ver sofrer ?

Eu ri, sim de fato, adoro todos os jogos mentais que mexe com o subconsciente alheio, mas de algum jeito, me senti quase culpada e não podia deixar de lado meu grande amor pelos mistérios, queria saber tanto quanto ele sobre o paradeiro de seu avô, e bom não é como se eu tivesse nada melhor pra fazer.

-Hora por favor! Quem Liga para isso? Disse que não sabia nada sobre seu avô, mas não disse que não poderia descobrir.

-Você Trabalha aqui ?

Ele indagou como se a Investigação aqui fosse sobre mim, não sobre o velho seu avô.

-Hmm, Digamos que passo bastante tempo por aqui.

De Repente ele começou a rir, riu tanto que se curvou, Qual era o problema dos jovens hoje em dia?

-Ai Meu Deus! Você é uma paciente que está internada aqui! -Mais Gargalhadas irritantes.

-Desculpe querida, mas ainda não estou no fundo do poço para aceitar ajuda de uma Louca!

Como ele se atreve?

Dei um pisão forte no seu pé, em seguida uma joelhada bem no meio de suas pernas, fazendo o Gritar de dor e por fim, um soco bem no seu nariz, não muito forte mais forte o suficiente pra fazer com que ele caísse para trás, batendo com a bunda no chão, e tudo isso em menos de 5 segundos.

-Uma Louca com Reflexos incríveis, então vai querer minha ajuda ou não?

-Oque a faz pensar que iria querer sua ajuda depois disso ?

Disse ele fazendo uma careta de dor, e passando a mão nas ‘preciosidades’ que agora estavam maculadas.

-O simples fato de que sou o único Rosto disposto a te ajudar desde que pôs os pés aqui,e garanto que sou uma das melhores pessoas a quem você poderia recorrer se não há melhor. Poucas pessoas esbanjam tanta lucidez quanto eu por aqui.  

-Ah é, Muita Lucidez pelo visto, não quero nem conhecer o Resto dos internados então.

Ele tentou se levantar, e em um momento de bondade estendi a mão para ajudá lo a se apoiar, e ele em um momento de Loucura, ou Talvez necessidade, há aceitou.

-Não diga isso, é com o tipo de pessoa que seu avô vai conviver agora.

Ele pareceu magoado, mas oque eu poderia fazer. Era verdade. Não era culpa minha se ele se doía todo com a loucura alheia.

-então… oque vai ser? Ainda tenho muita coisa pra fazer hoje, não posso perder meu precioso tempo com quem não quer nada.

Ele franziu o nariz , então ponderou por um momento, e então tomou a decisão mais sensata da sua Vida.

-Tudo bem. Aceito sua ajuda, mas vamos precisar de algumas Regras antes de qualquer coisa.

Me senti vitoriosa, e por dentro cantava o hino nacional da pátria, e minha Camille interior, estava gritando ‘Que os Jogos comecem’ segurando um cartaz enorme com letras garrafais escrito ‘GO’.



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