História 380 dias antes de morrer - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Jungkook, Romance, Suga, Yoongi, Yoonkook
Visualizações 117
Palavras 1.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


esse capítulo quase não saiu, eu tava meio que num bloqueio criativo?

de qualquer forma, desculpa pela demora :(

Capítulo 6 - Sentimentos complexos


330 dias antes.

Yoongi demorou mais do que de costume no banho naquele dia. Olhou para dentro do guarda-roupas e pendeu a cabeça para o lado pensando em que roupa vestir. Pensou em vestir sua jaqueta de sempre. Entretanto algo dentro de si quis mudar sua mesma vestimenta de sempre. Não entendia o real motivo de se importar tanto com aquilo, mas não se interessou em saber o motivo também. Olhou para o relógio e se apressou em sair de casa ─ ainda que sem dizer nada à mãe.

O coração de Yoongi palpitou eufórico assim que chegou no local marcado. Respirou fundo e antes de adentrar, deu uma breve olhada ao redor. Parecia ser um café. Um lugar simples e tranquilo, mas que tinha um cheiro bom de croissant recém-assado, ou algo parecido com aquilo. Caminhou devagar para dentro e logo pôde avistar Jeongguk sinalizando para que se sentasse junto dele e não demorou muito para fazê-lo.

— Espero não ter demorado muito. — Yoongi sentou-se em frente ao castanho e o calor do local foi aquecendo aos poucos seu narizinho congelado.

— Não se preocupe, eu já pedi a comida. — Jeongguk mantinha um sorriso de orelha a orelha. Yoongi ainda analisava o local quando uma moça os serviu. — Aliás, você está muito bonito.

Yoongi não pôde deixar de se constranger um pouco.

— Mas me diga... — Jeon o olhava atentamente enquanto comia algum pão rústico de um jeito que o fazia parecer delicioso. — por que estamos aqui?

— Como assim?

— Quero dizer, você não parece o tipo de pessoa que frequenta esse lugar.

Jeongguk pensou um pouco antes de dizer.

— Mas você gosta de lugares assim, não é? Então por mim está ótimo.

Ambos ficaram em silêncio. Depois de um tempo apenas olhando Jeon saboreando algo que Yoongi não saberia dizer o que era, Jeon finalmente percebeu que o outro ainda não tinha começado a comer.

— O que foi?

— Sabe, Jeon... não precisa fazer isso se não quiser.

Jeongguk o olhou confuso.

— O que quer dizer? Eu quero isso. Fui eu quem te chamei, se lembra?

Yoongi suspirou suavemente.

— Você... não quer? — Jeon o encarou sério e Yoongi se ajeitou na poltrona claramente incomodado.

— Quero. — O loiro pigarreou como se não quisesse admitir o quanto queria aquilo. — Mas se vamos fazer isso... então vamos fazer algo que os dois se divirtam de verdade.

— Mas eu estou me divertindo.

— Jeon, eu quero que você seja você mesmo. Não quero que faça as coisas apenas para mim.

— Então o que você propõe?

— Não sei. O que você costuma fazer normalmente?

 

 

 

 

Isso é sério?

— Qual é, Yoongi. Você perguntou o que eu costumo fazer normalmente.

— Só não pensava que você era um vândalo.

Jeongguk riu baixinho segurando a latinha de spray enquanto continuava a fazer desenhos aleatórios pela parede da estação. Ao contrário de Jeongguk, que parecia se divertir naquela situação, Yoongi estava apreensivo e não deixava de olhar para todos os lados ansioso como se a qualquer momento um guarda pudesse chegar e prender os dois por vandalismo. Jeon era mesmo um cara estranho. E como se não bastasse, era maluco de invadir a estação interditada. Tinha mesmo sido uma boa ideia deixar que ele escolhesse o lugar para onde iriam? Yoongi já não tinha total certeza.

— Jeon, vamos logo embora daqui.

— Eu pensava que você era mais legal, Yoongi. Você me desapontou. — Jeon riu-se, fazendo com que surgisse uma careta no rosto de Yoongi.

— Eu já tenho problemas demais para ser preso por pichar a parede da estação! — A voz de Yoongi ecoou pelo corredor vazio.

— Essa estação nem funciona mais. Vamos, Yoongi, deixa de ser careta.

— Mas ela está interditada, o que significa que não devíamos estar aqui. E aliás, qual a graça de ficar riscando a parede?

Jeon desceu do muro de onde estava e se escorou em uma parede qualquer por ali.

— Eu costumava vir aqui quando eu era mais novo. Quando eu me sentia triste ou eu sentia vontade de acabar com tudo. Era para cá que eu vinha, era meu refúgio. — Jeon colocou a lata de spray no chão e suspirou. — Alguém me disse que o melhor jeito da dor passar é por meio da arte. Você pode fazer o que quiser, desde que isso tenha um significado para você. Arte é isso. É você colocar tudo o que sente do seu jeito. Do jeito que você quer que seja.

Yoongi só então de deu conta de que segurava a jaqueta do outro com as mãos. Quando foi que havia permitido que Jeon entrasse em sua vida daquele jeito? Não sabia dizer. Porque nem mesmo Yoongi havia percebido.

— Por que está me dizendo tudo isso?

— Esse lugar está escondido, ninguém pode nos achar, ninguém pode ver.

— E daí?

— Daí que ninguém é de ferro. Você pode fazer o que quiser. Esse lugar é todo seu. É nosso.

— Eu... não quero.

— Ah, Yoongi. Só um pouco, vai.

Yoongi ficou em silêncio por um momento, ainda hesitante, porém sem que pudesse prever, Jeon jogou uma das latinhas de spray contra ele, que não tardou a pegá-la e logo em seguida um sorriso de canto surgiu em seu rosto.

— Quer saber, que se foda.

— É disso que eu tô falando. — Jeon sorriu divertido, e sem demora se juntou ao outro que já começara a riscar de tinta branca pela parede de tijolos. — Coloca tudo pra fora, faça arte.

 

 

327 dias antes.

— Me conta como foi.

— Como foi o quê, Taehyung?

— Como foi o encontro, oras. — Yoongi poderia ter engasgado com o pedaço de kimbap que estava comendo por tê-lo engolido tão rápido, mas estava mais preocupado em tapar a boca do amigo.

— Yoongi, você precisa parar com essa mania de tapar a boca das pessoas.

— Então pára de dizer essas coisas.

— E não foi um encontro?

— C-Claro que não. Nem chegou perto disso. Aliás, não fale mais nada sobre isso e só continue, está bem?

— Tudo bem, tudo bem. Mas me diga, por que mudou de opinião tão rápido sobre pintar o cabelo? Eu pensei que você não quisesse que eu colorisse para você.

— Por nada, é só que... eu senti vontade de mudar um pouco.

— Isso é pelo Jungkook?

— Taehyung!

— Tá, eu vou parar, juro.

 

 

324 dias antes.

Yoongi segurava os livros com força tentando não pensar em todos os olhares que estavam sobre si. Por um momento, se arrependeu de ter pedido para Taehyung escolher a cor. Queria algo pouco chamativo, algo como ele era. Ofuscado. Porém por algum motivo, confiou no gosto de Taehyung naquele dia e então teria que aguentar todos os cochichos sobre si nos corredores da escola pelos próximos dias, quem sabe meses. Queria enfiar sua cabeça num buraco todas as vezes que passava em frente a algum vidro limpo o suficiente para refletir a cor esmeralda que cintilava em sua cabeça. Ah, como sua vontade de sumir cresceu naquele dia. Mais ainda quando avistou de longe Jeongguk vindo em sua direção e chamar seu nome.

— Yoongi. — Levantou a cabeça devagar para que pudesse encará-lo. Sentiu suas bochechas queimarem assim que seus olhares se encontraram. O moreno logo sentou-se ao seu lado na grama gelada. 

— Se veio aqui para fazer piadas sobre o meu cabelo, eu juro que vou-

— Por que eu faria?

— Por que metade da escola está fazendo, e a outra metade está rindo enquanto cochicha. Maldita hora em que fui inventar essa história.

— Eu acho que essa cor ficou muito boa em você. Deixou você mais intenso do que já era.

Yoongi encarou o garoto por uns instantes, até estar envergonhado demais para que pudesse o olhar por mais tempo. Não sabia o que dizer, então optou por mudar de assunto.

— Veio aqui só pra me falar isso?

— Na verdade eu vim pra dizer que me diverti muito no último fim de semana. — Jeongguk sorria e olhava para o horizonte, as árvores dançando ao ritmo da brisa sutil; Yoongi ajeitou o cachecol que o cobria na altura da boca, escondendo seu sorriso pequeno. Vez ou outra, olhava Jeongguk de soslaio.

— Eu... eu me diverti também.

— Então podemos fazer isso mais vezes?

— De jeito nenhum. Não quero correr o risco de ser preso de novo.

Jeongguk não deixou de rir baixinho. A respiração que saía a cada palavra dita formava uma fumaça quente na atmosfera gélida de fim de inverno.

— Então eu te levo para um lugar com menos risco de sermos pegos.

Yoongi esfregava as mãos na tentativa falha de aquecê-las. Talvez gostasse de correr riscos. E correr riscos na companhia de Jeongguk não parecia algo tão ruim assim. Aquela confiança toda que Jeongguk emanava a todos em sua volta de alguma forma ─ que Yoongi não sabia explicar ao certo ─ o fazia se sentir mais seguro.

— Tudo bem.

— Promete que vamos sair mais vezes? — Jeon estendeu o dedinho como se quisesse fazer uma promessa. Yoongi o olhou com estranheza e o mesmo agitou o dedo para que o outro se apressasse a entrelaçá-lo. — Hm?

Yoongi revirou os olhos e o fez. Aquilo tudo parecia tão estranho. Jamais faria algo assim em toda a sua vida. Jeongguk o fazia se sentir estranho, o fazia ser estranho. O fazia fazer coisas que nunca faria em hipótese alguma.

— Isso é tão... gay.

— Acho que ser gay de vez em quando não chega a ser tão ruim. — Jeongguk estava se levantando para ir, quando sentiu Yoongi agarrar a ponta de seu casaco e o puxar de leve.

— Jeon...

— O que foi?

Obrigado.

— Pelo que?

— Eh... — Suas mãos suavam. Seria muito repentino agradecê-lo por simplesmente ter aparecido em sua vida? — nada, esqueça. Te vejo depois.

Yoongi então se levantou rápido e caminhou apressado para dentro. O sinal tocou logo em seguida e Yoongi não entendia o que estava acontecendo consigo. Há pouco havia agido como um idiota e quem sabe o que teria dito caso continuasse ali por mais tempo. 

Yoongi não era capaz de entender que sentimento era aquele. Porque talvez nunca tivesse sentido aquilo antes.


Notas Finais


E obrigada pelos 80 favs, to muito feliz, sério! Muito obrigada mesmo. <3


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