História 42 - Violet Hill - Capítulo 8


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Categorias ICarly, Sam & Cat, Victorious
Personagens André Harris, Beck Oliver, Carly Shay, Cat Valentine, Freddie Benson, Jade West, Robbie Shappiro, Sam Puckett, Spencer Shay, Tori Vega
Tags Bade, Cat, Cibby, Grimm, Icarly, Lobos, Romance, Sam, Seddie, Vampiros
Visualizações 9
Palavras 4.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Go go go

Capítulo 8 - Salem


Fanfic / Fanfiction 42 - Violet Hill - Capítulo 8 - Salem

Parte 8: Procura-se viva ou morta: Samantha Puckett

Soundtrack: River of tears - Alessia Cara

 

 

 

Povs Sam:

Saio do forro totalmente abalada. Uso o banheiro. Lavo as mãos e saio. Não sei quem se ferrou mais no dia de hoje. Pobre Carly com aquela história do imprinting entre Brad e Wendy. Eu devia ter percebido que isso aconteceria cedo ou tarde. Oh Jesus, onde foi que eu errei?

Procurei o que fazer na casa. Rabisquei dezenas de papéis e imprimi fotos dos lugares que preciso para minha investigação. Ligo os pontos à procura de algum culpado em geral. Lembro-me do lobo que fugiu durante a luta com o Griffin. Será que é o mesmo que invadiu a minha casa? Griffin reconheceria o cheiro se fosse? Quem garante que ele não virá de novo?

Olho para as coisas grudadas na parede. Tudo só da em nada. Coloco pontos de interrogação em um papel perguntando quem será o alfa. Analiso o padrão que as coisas estão acontecendo. É como se alguém tentasse me proteger e não me matar, mas esse alguém mandou um alerta matando o Dice, para mostrar que não está de brincadeira. Será que esse alguém quer que eu faça alguma coisa?

— O que você quer de mim? - eu pergunto prestes a enlouquecer.

Ando em círculos pelo quarto sem saber como descobrir algo impossível. Estou quase cavando um buraco na madeira quando me lembro das coisas que achei naquela caixa de papelão.

Inalo o cheiro da máscara. Alguém tentou ao máximo evitar tocar nela e nas luvas. Palhaçada essa tal essência de jasmim.

Eu devia ir para Salem, na costa leste em Massachusetts. Ir rever umas bruxas e me desligar de tudo. Elas me chamam de "a verdadeira híbrida", mas não mostram nojo pelo o que eu sou por que sabem que eu não tive culpa, Wendy já limpou minha barra por lá. Talvez passar uns dias longe de Seattle me ajude a pensar a respeito do que estou passando.

Seleciono uma muda de roupas e pego uma mala. Vou pegar um voo fretado no SeaTac com um conhecido. Tranco a casa e olho em volta. Meu couro cabeludo pinica como se eu estivesse sendo observada.

Ligo para um táxi. Aguardo na calçada com a mala. O motorista chega. Eu entro.

— Para onde senhorita? - o motorista pergunta.

— SeaTac, o mais rápido possível.

— Na velocidade da luz. - ele ri e eu sinto vontade de dizer que eu posso correr na velocidade da luz, chegando mais rápido que ele no aeroporto.

O taxista segue pela cidade.

 

 

 

Eu desço do táxi e caminho para a entrada de aviões do aeroporto. Deixam-me entrar assim que pegam minha identificação. Vou para o hangar 19.

— Sikowitz? Me descola um voo? - pergunto para ele, que está lendo um livro e comendo uma maçã em cima da cabine do avião.

— Para onde quer ir menina? - ele fecha o livro.

— Salem.

Ele dá uma mordida na maçã e me responde de boca cheia:

— É só descer pela I-5 na sua velha Harley Davidson 1947.

— Salem em Massachusetts.

— Oh... A cidade das bruxas?

— Sim. Sua cidade. - ironizo por ele ser um bruxo experiente e nosso professor no colégio duas vezes por semana.

— Vamos lá. - ele abre o avião.

Entro e me sento no banco do copiloto. Ele me passa os fones pretos. Eu coloco e batuco aguardando a decolagem.

— SeaTac aqui é Copenhague pedindo permissão para voo via costa leste, com destino à Salem, Massachusetts. Câmbio. - Sikowitz informa à torre de comando.

— Pista liberada para Copenhague, confirmando liberação. Câmbio e fim. - o coordenador de voo responde.

— E lá vamos nós. - ele se anima quando o avião ganha vida.

Ele conduz o velho Beechcraft Baron para a decolagem. Estamos no ar. Quando o avião fica estabilizado me permito relaxar.

— Não dá para pagar as contas sendo apenas professor. - digo para o Sikowitz.

— Não mesmo. É por isso que faço voos fretados nos fins de semana. - sua voz ressoa nos meus fones- Fiquei sabendo sobre aquele garoto o Dice. Meus pêsames.

— Todos se lamentam, mas ninguém pode trazê-lo de volta.

— Claro que não. É magia negra. - ele se arrepia- Se você tentar trazer alguém do outro lado de volta, tem que fazer uma série de coisas. É extremamente perigoso, pode resultar em sérias consequências e na instabilidade do outro lado. Outros podem ressuscitar também.

— Acha que eu estou indo para Salem para pedir que alguma bruxa suprema faça isso?

— Na verdade eu não tinha pensado nisso, mas se é o que está indo fazer me avise, por que eu dou meia volta nesse avião agora. - ele não está brincando.

— Não. Pode ficar sossegado. Eu já aceitei a morte dele. Só estou indo visitar uma velha amiga.

— Bruxas velhas? Devem ser minhas ex-namoradas.

— Apenas pilote. - eu murmuro.

Contamos histórias e lendas antigas durante a viagem. Temos dezenas de contos dos mais absurdos possíveis. Conversamos até eu pegar no sono por causa do cansaço.

 

 

Sikowitz me acorda quando já estamos pousando. Eu devo ter dormido por algumas horas, mas ainda me sinto extremamente exausta. Tem um cheiro forte no avião e ele tem um cigarro na boca.

— Boa noite miss loba, chegamos ao nosso destino.

— Você está fumando maconha? - tusso com o cheiro e minha mente está meio pesada.

— Capaz! Isso é erva medicinal. - ele apaga o cigarro.

— Vou querer reembolso. - tusso de novo.

— Você sabe que não precisa pagar. - ele para o avião na pista.

— Não preciso mesmo.

— Estarei a sua espera, vou aproveitar também e visitar uns velhos amigos, qualquer coisa ligue para mim.

— Beleza.

Despeço-me dele e pego um ônibus para a área pobre da cidade. Vou pelos becos e adentro em um velho bar. A construção é toda preta. O bar é provavelmente o mais antigo de toda a Salem.

Caminho para o balcão. Sento-me em um dos banquinhos. Uma senhora idosa vem me atender.

— Parece que estou vendo um fantasma. - ela sorri para mim.

— Antes fosse. - sorrio um pouco para ela.

— Samantha Puckett. - ela entoa meu nome em seu sotaque do sul.

— Eu mesma. – finjo uma reverência.

— Tem um preço pela sua cabeça por aqui. - ela me avisa como uma amiga.

— Que venham.

Ela é a nona da Cat. Não se orgulha muito da neta ter se tornado vampira. A velha ruiva pega um copo no balcão e enche de uísque para mim.

— Você está cheirando a marijuana. - ela ri harmoniosamente.

— Meu piloto de avião era um bruxo drogado. - tomo um gole de uísque.

— Se a polícia chegar não foi eu que te dei isso. - ela aponta para o copo.

— Eu tenho 154 anos, eles vão entender. - dou risada.

— O que te traz aqui? Está bem longe de casa.

— Eu não tenho casa.

— Engano seu. - ela se apoia no bar- Cat me ligou e contou sobre a morte do garotinho.

— Não vamos falar disso. Eu fugi de lá para esquecer. Eles nunca vão me perdoar, Nona. Eu não pude ir ao enterro dele.

— Esconder a verdade deles só piora as coisas.

Eu viro o copo de uísque para tomar de uma vez. Nona preenche o copo de novo.

— Tudo está saindo dos eixos. Sabe o que aconteceu? Wendy foi vítima de imprinting.

— Vítima? - ela não vê dessa forma - Algum novo membro teve imprinting por ela? - Nona me entrega um pote de amendoins.

— Ao contrário, foi um membro antigo.

— Quem?

— Brad.

— Prentice? - Nona fica surpresa.

— Esse mesmo. - beberico o uísque para me esquentar.

— Mas como é possível? Ele está na sua alcateia há quase um ano, em que mês estamos? Fevereiro?

— Sim e Wendy o evitou esse tempo todo por que sabia o que iria acontecer. Ela não quis magoar a Carly.

— Bem, não é todo dia que encontramos uma amiga assim.

Fico quieta por um tempo tomando mais dois copos de uísque.

— Nona... Se eu te dissesse que estou apaixonada por um vampiro, o que você diria?

— Fredward Benson? - Nona está mais a frente dos assuntos do que eu pensava- E que garota não se apaixonaria por ele?

— E se eu te dissesse que ele me ama?

— Você deveria arriscar. Quem não arrisca não petisca querida. Está esperando o que? Você não pode ter imprinting por que é metade vampira, e mente para si mesma dizendo que é porque somente os membros masculinos podem ter. Para com isso. - ela me repreende como uma mãe.

— Beck teve por Jade, mas ela não teve por ele. - justifico minha tese.

— Claro. Ele entrou primeiro na alcateia, ela entrou depois. Não teria lógica ela ter imprinting por ele, o destino já estava feito.

Olho para meu copo. Bebo de novo. Nona completa o copo. Mais uma vez ele se esvazia. Minha mente esquenta. O uísque está fazendo efeito.

— Respondendo a sua pergunta de antes, estou esperando o Cornelius entrar na alcateia, temos uma ligação muito profunda.

— A espera do imprinting dele? Para quem dizia que era a perda da vontade própria...

— Eu só quero ser feliz, talvez seja com ele a minha felicidade.

— E o Freddie?

— Ele estará me esperando se o Gibby não tiver imprinting comigo.

— É realmente o que quer?

Pego meu copo. Bebo mais uma vez todo o uísque e coço a testa.

— Como eu disse, eu só quero ser feliz.

Nona não diz nada. Apenas observa algo atrás de mim, pelo cheiro algum lobo entrou aqui e não está sozinho.

— Acho melhor você sair pela porta dos fundos e subir para minha casa. - Nona sussurra.

Estou meio bêbada então não me importo.

— Só me diz por que estão tentando matar minha alcateia... Lobos daqui estavam lá em Seattle, me explica isso.

— Um grupo partiu para lá. Não sabíamos o que planejavam. Não somos policiais Sam, somos bruxas. - ela fala baixo- O que aconteceu com eles?

— Os liquidamos. Eu que matei o alfa.

— Sabe por que estão querendo matar vocês? - ela pergunta e eu faço que não com a cabeça- Porque eles sabem que o alfa que virá vai fazer todos se curvarem diante dele. Bruxas, bruxos, lobos, híbridos, Wesens... Até mesmo vampiros. O alfa que está por vim é de uma espécie diferente. O mais forte já visto. Dizem que ele vai reinar sobre nós.

— O próprio anticristo. - acabo rindo alto.

— A garota está bem longe de casa. - alguém comenta atrás de mim.

— E eu matei uma alcateia inteira daqui, quer mesmo conversar comigo?

Sussurros de exclamação emanam de todos os presentes no bar. Os comentários começam.

— Você está morta. - ele diz e sinto-o se jogando sobre mim.

Desvio da trajetória dele que bate contra o bar. Eu agarro o seu cabelo e bato sua cabeça contra a quina da bancada. Ele desmaia, mas não morre. Outro vem na minha direção e eu me apoio no bar para chutar seu peito. Ele cambaleia para trás, mas anda até mim de novo. Acerto um soco na sua cara. Alguém me agarra por trás e tenta quebrar meu pescoço. Eu me desfaço da chave de braço e quebro o pulso do homem depois chuto sua perna para que ele se ajoelhe. Eu grito ao sentir alguém afundar uma faca no meu ombro. Retiro o objeto e olho meu próprio sangue na lâmina.

— Uma faca de prata? Jura? - rolo os olhos e a atiro com força no rapaz que cai no chão com o impacto da faca no seu peito. - Alguém mais vai querer tentar me matar? - ergo as mãos em volta de mim- Vamos lá desgraçados! Eu tenho a noite toda! - todos permanecem em silêncio.

— Acho que você já pode ir Sam. - Nona cruza os braços vendo a bagunça no bar- Me espere na casa.

— Se a senhora está mandando... - cambaleio para fora do bar pela porta dos fundos.

Eu subo as escadas de madeira ao meu lado. Abro a porta da casa da Nona e me jogo no sofá. Estou tão cansada que durmo ali mesmo.

 

 

 

Acordei com o cheiro de incenso queimando pela casa. Qual é o problema de bruxos hipsters e erva medicinal?

— Você dormiu um monte. - Nona avisa passeando com um incenso queimando, ela deve estar purificando a casa. Na outra mão ela tem um prato com carne e batatas.

— Que horas são? - coço meus olhos.

— Umas três da tarde.

— Caramba.

— Colocou todo o sono em dia pelo visto. - ela coloca o prato na mesinha- Coma.

Eu pego o garfo, devoro a carne e as batatas em segundos. Continuo faminta.

— Você cozinha bem.

— Meu Deus, quando foi a última vez que comeu?

— Não sei...

— Isso não é fome, não é? Você está com sede. - Nona me diz fazendo tricô, sentada em uma poltrona.

— Eu vou caçar quando retornar a Seattle.

— Sam, você não pode demorar muito para caçar, pode acabar atacando alguém sem querer.

— Sei disso.

— Sabia que estamos mais fortes com tantos lobos e vampiros por ai? Nunca estivemos tão poderosas.

— Parabéns.

— Vá tomar um banho e tire essas roupas sujas, teremos visita. - diz Nona- Peguei a sua mala que você deixou no bar e coloquei no banheiro.

— Obrigada. - agradeço.

Nona fica cantarolando na sala enquanto eu vou tomar banho. Eu tiro minhas roupas e observo meu ombro pelo espelho. Nenhum sinal ou cicatriz do corte com a faca. Somente as roupas sujas de sangue para contar a história. Cura rápida.

Termino meu banho. Visto-me. Levo as roupas sujas para a Nona que as coloca na máquina de lavar.

 

 

Algumas mulheres entraram na casa, tinha um garoto junto. Elas me cumprimentaram e falaram seus nomes: Kimmy, Agatha, Melissandra, Dorothy e o garoto se chamava Azazel. Elas contaram sobre os morteiros. Sobre como transformações de lobos estão sendo desencadeadas por todo o país. Elas alegaram que mais uma batalha está por vir. Ao anoitecer eu tive que ir para o aeroporto. Liguei para Sikowitz que já estava a minha espera.

— Apareça mais vezes. - Nona me abraça com carinho.

— Apareço sim. - me permito apreciar seu abraço.

— Na próxima traga o Freddie com você.

— Talvez. - dói desfazer o abraço- Se cuide Nona.

— Não seja uma estranha.

— Nunca.

 

 

Entro no avião. Sikowitz inicia sua história do que fez o dia inteiro. Eu escuto para me manter ocupada. Vai ser uma longa viagem.

 

 

 

Quando chegamos à Seattle nos despedimos e eu pego um táxi para casa. Já é segunda-feira. São mais de duas horas da madrugada. Tenho aula amanhã. Sinto falta do Dice correndo entre a vegetação. Ele me seguiria e alertaria os outros. Parece que foi em outra vida a existência dele. Há um bilhão de anos atrás. Dois dias se tornaram uma eternidade.

Abro a porta de casa, preparada para atacar seja lá quem estiver dentro, porque eu não deixei a luz de fora acesa. Vasculho todos os cômodos e sinto o cheiro do Freddie. O cheiro se dissipa no meu quarto. Surpreendo-me ao ver um jarro com flores em cima da minha penteadeira. Tem um cartão nas flores. Pego para ler:

"Nada pode compensar a sua dor, mas saiba que eu te ofereço todo o consolo do mundo, porém me permita se aproximar de você. Somos destinados para sempre."

Guardo o cartão dentro da gaveta. Eu ando para a minha cama e deito nela sentindo as lágrimas voltarem. Eu não sei por que continuo deixando o Freddie mentir para mim. Por mais que eu tente, parece que eu não consigo fugir. Eu estou caindo, e ele vai me ver afundar em um rio de lágrimas por que ele está me vigiando lá fora, eu sei disso.

— Vá em frente e me deseje tudo de bom Freddie!- eu grito com raiva.

Tenho que me consertar. Eu vou chorar um poço dos desejos. Eu vou voar antes de falhar. Eu vou zarpar e me afastar. Então não vou precisar do Freddie. O amor afunda e a esperança flutua. Eu estou tão apaixonada por ele que quero pegar seu cheiro em todo o vento. Eu não posso fingir que não sinto falta dele.

Sinto algo molhado. Eu não consigo deixar meus travesseiros secos. É como se tivesse um mar nos meus olhos. Olhei para a minha penteadeira. Eu percebi que às vezes o amor te traz flores e depois te constrói caixões. Muitas vezes nós acabamos caindo para nossa morte. As memórias do primeiro beijo com ele retornam. A morte da minha família vem em seguida. Não posso deixar memórias se tornarem a minha morte. Estou feliz de ver tudo o que o Freddie é. Eu sei que era ele no telhado. Ele não pode negar.

Eu durmo em um sono calmo apesar de tudo.

 

 

Algo queimou meu nariz e isso me fez acordar. Minha cama está cheirando a vampiro. Não é um cheiro qualquer. É o cheiro do Freddie! Ele dormiu comigo na noite passada! E acima de tudo eu dormi muito bem! Ele passou dos limites.

O despertador toca e eu estou com tanta raiva - e tão maravilhada ao mesmo tempo- que o esmago em minhas mãos. Eu me arrumo como se eu fosse perder o trem. Quando eu saio da casa levo um susto.

Todos estão a minha espera. Brad e Wendy na caminhonete. Griffin e Carly atrás. Jade e Beck na moto. Não sei o que dizer a eles.

Aproximo-me hesitante da porta da picape. Ela se abre. Wendy me abraça. Brad nos envolve em um abraço também. De repente Beck e Jade também estão me abraçando, junto com Carly e Griffin.

— Você é a melhor pessoa para cuidar da nossa alcateia. - Beck admite.

— Sabemos que você teve que cuidar das coisas em Salem. - diz Brad.

— Por isso não foi ao enterro. - Griffin fala.

— Nós perdoamos você. - Jade finaliza.

Eu troco um rápido olhar com a Wendy. Essa bruxinha mentirosa acabou de livrar a minha pele de novo. Melhor deixar as coisas como estão.

— Eu amo vocês. - sussurro no meio do abraço.

— Também te amamos. - Carly fala por todos.

Agora que as coisas estão acertadas com meu bando, posso relaxar um pouco. Como de costume estamos todos vestindo preto pela perda de um membro da pack, até mesmo Carly e Wendy.

 

 

Chegamos à escola e vamos logo para as aulas. Eu não vi o Freddie durante a troca de sala, mas eu sei que ele veio, pois passou a mão no meu armário.

Tivemos a última aula de educação física e Carly está se trocando no vestuário comigo. Não que eu estivesse olhando para ela, mas eu vejo a enorme marca roxa de uma mão na sua cintura. Vejo marcas levemente roxa em seus pulsos. Marcas da mão do Freddie. Em seu pescoço tem algo parecido com um formato de lábios. Os lábios dele. Ela me vê olhando e rapidamente cobre com a blusa.

— Não foi culpa dele. - ela me diz.

Eu não respondo. Apenas me distancio para não ferir a Carly. Ela pega um toalha e me abana ao ver a fumaça surgindo em mim.

— Se afasta. - eu aviso e coloco meu casaco.

— Não faça nenhuma besteira Sam. - ela já está querendo chorar.

— Besteira? Você vai ver a besteira que eu vou fazer!- fecho a armário com força.

Acelero os passos para sair do vestuário e Carly está correndo atrás de mim.

— Não o mate Sam! Você prometeu!

— Ele me transformou em um monstro! Matou o Dice! Tocou em você! Eu não vou o deixar sair dessa com todos os dedos das mãos!

— Você não tem provas!- ela tenta me segurar- E ele não chegou a fazer nada comigo! Sam se acalma.

— Hey o que está acontecendo aqui?- Brad surge já segurando meus ombros.

— Ela quer matar o Freddie!- Carly esguicha.

— Uma boa notícia a final. - Jade murmura.

— Já não chegar de mortes por aqui? - Wendy intervém- Sam, você o ama.

— Uma ova que eu o amo. - disfarço com vergonha- Meu amor por ele vai ser coloca-lo em uma pira ardente.

— Acha mesmo que você teria coragem de mata-lo? - Griffin ri na minha cara.

— Não. Provavelmente ela vai mandar um de nós e depois guardará rancor. - Jade responde.

— Eu não vou mandar ninguém fazer nada!

— Ela não vai mata-lo. - Wendy nega na cara de todos.

— Fiquem olhando. - eu sussurro.

Empurro o Brad. Saio de perto deles que me perseguem. Chego ao lado de fora já rosnando. Meus olhos se enchem de lágrimas. Não importa se eu o amo, Freddie é um assassino e merece morrer. Vou em direção ao clã de vampiros. Freddie está ao lado do Volvo com as mãos no bolso da sua jaqueta de couro marrom. Parece que ele me esperava, pois está me olhando preocupado. Nevel se coloca na frente, mas eu o empurro e ele se choca no vidro do carro. Eu agarro o Freddie pela jaqueta e o arrasto pelo estacionamento até a floresta. Ele permanece em silêncio. Eu jogo ele no meio das folhas. Ele se coloca de pé, mas não faz questão de se defender.

— Eu vou te matar!- me preparo para mudar de forma.

— Sam, só me escuta. - Freddie fala tremendo, sem seu poder mental ele não tem chance contra mim.

— Não quero escutar. - desabotoo meu casaco e jogo em cima de uma árvore- Era você no telhado?

— Sim. - ele responde- Eu fiz isso para te proteger.

— Foi você que matou o Dice? - minha voz fica embargada, ótimo.

— Não vou assumir isso. Você o amava, por que eu o mataria? - Freddie respira fundo.

— Você chegou a fazer algo com a Carly?

— Sim. - ele responde e eu solto um gemido de dor.

— A Carly disse que não.

— Ela não viu dessa forma, mas foi o que aconteceu. - Freddie dá um passo para frente e eu rosno querendo mata-lo - Deixa-me terminar... - ele pede com calma- Eu estava espiando a casa quando eu vi o garoto tentar abrir a janela. Eu corri. Pulei em cima dele e o derrubei. Ele caiu no chão. Eu fiz um sinal para que a Carly não gritasse. Ela vestiu um roupão. Eu a peguei nos braços com cuidado e abri o alçapão do banheiro. Eu tive que agarra-la para que ficasse quieta, acabei apertando seu corpo demais. Eu subi em cima dela e... - ele não consegue falar- Eu a machuquei por que perdi o controle. Ela gritou comigo a viagem toda até a reserva. Ela sabia que você me mataria se descobrisse. - Freddie encerra a história.

As lágrimas embaçam meus olhos. Quero gritar com ele. Carly se machucou de novo. O pior de tudo é que ela se machucou por causa dele.

— Você a viu nua? - pergunto por que tenho medo do que ele deve ter visto.

— Não. Não vi nada por que eu não olhei. - ele está sendo sincero, por que se ele tivesse visto ela sem roupa, teria visto as marcas nas costas dela, por isso eu sei que ele não mentiu.

— Você invadiu meu quarto ontem à noite. Você dormiu comigo. - essa eu não preciso perguntar.

— Era minha única chance de ter você em meus braços, eu sabia que me mataria hoje. - ele funga como se chorasse.

Freddie se ajoelha na minha frente. Um alvo fácil.

Chegamos a um impasse. Eu o mato agora e mostro que fiz justiça, ou o deixo viver e início um relacionamento com ele para que minha matilha não o mate por ter escutado a história.

— Você sabe o que vai acontecer. - me agacho, se eu me transformar vai ser rápido. Ele não vai sofrer muito.

— Você pode escolher entre a paz e a guerra, aqui agora. - seus lábios tremem- Está tudo bem, pode me matar...

Eu não consigo. Já tem lágrimas descendo pela minha cara. Eu não posso matar o Freddie. Eu não posso mata-lo por que eu... Por que eu o amo.

Caio de joelhos na frente dele.

— Eu... - as palavras não saem.

— Não importa Sam, você precisa fazer isso. Vá em frente.

— Sim. - trinco os dentes, a fumaça fica mais forte do que nunca, o instinto natural me puxa para ele, está no meu sangue destruí-lo.

— Me permita fazer uma coisa antes. - ele sussurra e agarra meu rosto.

Freddie me beija devagar enquanto meu corpo treme para mata-lo. Ele mantém os lábios pressionados contra os meus. Eu seguro sua jaqueta para não perder o controle. O beijo vai ficando mais forte. Um raio de sol atravessa as árvores e bate contra mim. O sol está queimando o Freddie, mas ele permanece me beijando. Eu rompo o beijo para que ele não se machuque.

— Céus... - tremo nos seus braços.

— Anda logo com isso. - ele mantém os olhos fechados.

— Não posso.

Ele abre os olhos em pânico.

— Você precisa. Eu sou um monstro. Lembra-se do que eu fiz com você? O que eu fiz com a Carly? - Freddie coloca a mão no sol, mas não é o suficiente para mata-lo, só o causa dor.

— Para! Para com isso!- eu seguro sua mão e mantenho longe do sol - Eu lembro sim o que você fez comigo, mas eu não me importo. Eu não posso matar você... - seguro seu rosto entre as minhas mãos.

— Sua matilha está vindo, o que faremos agora? - ele olha para a direção dos passos.

— Só me tira daqui. - começo a me levantar e Freddie também.

— Está bem. - ele segura minha mão.

Saímos da floresta de mãos dadas. Freddie fica próximo de mim enquanto minha matilha balança a cabeça em negação. Acho que eles nos matariam se pudessem. Os vampiros apenas se preparam para uma briga das feias. Freddie passa comigo por eles, eu esbarro no ombro do Griffin que trinca os dentes com raiva. Viro o pescoço e vejo os vampiros encarando meu bando. Eu declarei uma nova lei no tratado. Quebrei isso. É uma traição. Agora eu sou uma verdadeira traidora.

Freddie para na calçada da escola olhando para o lado e para o outro sem saber para onde ir.

— Algum lugar em mente?

— Violet Hill. - eu sussurro caso alguém esteja tentando nos ouvir.


Notas Finais


E teremos mais um...


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