História 48 hours - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Fanfic Criminal, Manipulaçao, Revelaçoes, Reviravoltas, Romance, Suspense
Exibições 20
Palavras 5.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


"A queda"
Boa leitura amores sz

Capítulo 24 - The fall


Fanfic / Fanfiction 48 hours - Capítulo 24 - The fall


POV of Alexia Foxx 

Era domingo cedo quando Vincent tinha me acordado. Ele disse que provavelmente nós não teríamos o dia inteiro, já que meu namorado deveria estar puto e me buscaria a qualquer momento. 

A cada hora que se passava eu ficava mais em duvida, como eu seria recebida em casa? Estava na cara que eu não bem vinda lá e pensar que eu podia ser recebida em algum lugar... 

– O que anda pensando aí? - Vincent falou estralando os dedos na frente do meu rosto. 

– Eu cogitei a ideia de me matar. - falei rápido e ele me encarou estático. 

– Alex, você não... - falou quase gaguejando. 

– Eu não sei o que deu em mim, mas no momento parecia não haver esperança para mim. - falei com lágrimas nos olhos, ele segurou minhas mãos por cima da mesa e me encarou com carinho. 

– Sempre há esperança, não duvide disso nunca. Não importa o que você fez ou falou! - falou e me encarou esperando que eu falasse mais. 

– Justin estava contra mim também, não parecia ser a mesma pessoa calma de sempre. Eu senti nojo ali olhando em seus olhos, eu gosto dele sim, mas a insegurança de voltar para aquela casa é grande de mais. - falei rapidamente com os lábios tremendo. 

Eu teria outra opção a não ser voltar para aquela casa? 

Depois de Vincent ter me dado um enorme sermão, estávamos apenas calados olhando ao redor. 

– Lexi meu anjo, não olha agora, mas acho que tem uma pessoa tirando fotos suas. - falou e eu senti um frio na espinha. 

– Continue me confortando, daqui alguns minutos vamos ir para a casa de Justin e você vai contar isso a ele certo? - falei baixinho, tomando cuidando para não haver nenhuma leitura labial.

– Ok. - falou e iniciei uma contagem mental de 1 até 500. 

Assim que finalizei nos levantamos e fomos em direção ao metrô, para mim era a melhor opção. Aglomeração de pessoas era uma ótima distração, a menos que não seja só um. 

– Por enquanto eu vi só um, mas ele apenas tirou fotos, o que é inofensivo no momento. - falei abraçando ele pelo pescoço como se fossemos um casal. 

Como bom ator ele apenas fingia, assim como eu. 

Tomamos um último táxi e chegamos a porta da mansão Bieber. 

– Uou. - falou ficando de boca aberta - Ele tem bom gosto! 

Apenas abri um meio sorriso e toquei a campainha, não sei como seria as coisas mas eu estaria segura, era o que importava. 

– Senhorita Foxx. - alguns dos seguranças me cumprimentaram, acenei com a cabeça e pude escutar pelo rádio "A senhorita Foxx está aqui", apenas revirei os olhos. 

Chegamos a sala e olhei para Vincent, seu olhar de apoio foi o que me deixou mais tranquila. 

– Quem é viva sempre aparece! - escutei a voz risonha de Chaz e abri um meio sorriso. 

– Oi! - falei e olhei ao redor, não queria conversar com ninguém - Vincent é meu amigo e qualquer coisa feita a ele diz respeito a mim, aliás, ele tem umas informações para contar. - falei rápido. 

Não queria de jeito nenhum olhar na cara de Justin. 

Subi as escadas e fui até o quarto torcendo para que ele não estivesse lá. Entrei no quarto e a cama estava toda bagunçada, o quarto todo estava uma zona. Passei pelo closet e peguei um vestido rodado e uma calcinha, passei quase correndo pelo quarto e fechei a porta. Lembro de Justin dizendo que os quartos de hóspedes eram mais simples, bom, tinha banheiro então servia. 

(...) 

De banho tomado minha barriga roncava, apesar de ter saído com Vincent eu não tinha comido nada, nós pensávamos que tínhamos mais tempo e realmente não tínhamos. Sábado tinha sido uma grande exceção. 

– Como assim ela está aqui nessa casa? Eu quero vê-la agora! - escutei a voz de Josh e imaginei que o ela fosse eu. 

– Já estou aqui, o que quer? - falei fria e arqueando a sobrancelha, quem vê até pensa. 

– Pelo amor de Deus nunca mais faça isso! Não pode sair por aí quando der na telha. Um dia bastou para eles te acharem! - falou e quase bocejei de sono, não era nada que eu não sabia. 

Encarei a sala ao meu redor e fiquei ao lado de Vincent, de última hora percebi os olhos castanhos me encarando, se ele não ia falar comigo eu também não iria falar com ele, apenas desviei o olhar. 

– Não adianta falar, é só olhar para a cara dela para perceber que ela não da a mínima. - Ryan falou cruzando os braços e eu por incrível que pareça fiquei calada. 

Me virei para Vincent perguntando baixinho se ele já tinha contado, ele fez com a cabeça que sim. 

– Pode falar em voz alta, somos sua família Lexi. - Chaz falou e eu encarei ele fria. 

– Não é como se eu tivesse confiado em vocês algum dia. - falei e abri um sorriso mais falso que nota de três. 

– Bom, estamos com fome, onde é a cozinha? - Vincent falou cortando o clima tenso. 

– Aqui ó. - falei o puxando pela mão e indo até lá. 

– Sônia eu estou com fome! - falei me sentando. 

– Menina que susto que você nos deu! - falou secando a mão em um pano. 

– Ah eu só fui dar umas voltinhas pela cidade, não podia continuar sendo uma prisioneira nessa casa. - falei e ri, sabia que todos estavam me escutando e sinceramente, não dava a mínima. 


(...) 

POV of Justin Bieber 

Eu não sabia que podia controlar tanta raiva até hoje. 

Eu sabia que ela estava chateada, mas dizer que não confiava em ninguém ali era uma das maiores ofensas que ela podia usar. O pior de tudo era a sua indiferença e seu silêncio, ela se importava com aquele tal Vincent mas comigo que era seu namorado não. Eu estava puto, a anos atras eu tinha aprendido a sempre parecer calmo e condito, mas essa morena mandava tudo isso para a puta que pariu em segundos. 

Me levantei do sofá indo até a cozinha, Molly não tinha tido coragem para olhar para Lexi em nenhum momento. 

– Ei Drew não faz besteira. - Chaz falou me segurando, apenas olhei para sua mão e segui em frente. 

– Ah para de olhar para ele assim, ele é gay! - Alexia falou debochada fazendo Sônia ficar como um pimentão. 

– Você pode comer no jardim, vamos! - falei a encarando sério, minhas saudades dessa desgraçada era maior que a minha raiva. 

– Tá bom! - falou simples pegando seu prato e copo dando uma piscadinha para o tal cara, a fuzilei com o olhar. 

Me sentei na cadeira esperando ela fazer o mesmo só que com mais cuidado, pois estava com um lindo vestido, que a deixava quase angelical. 

– Como foi ontem o seu dia ontem passeando pela cidade? - perguntei como se tivesse veneno na minha língua. 

– Foi ótimo, melhor do que passar o dia trancada em um quarto. - falou dando um sorriso irônico. 

– Você não ia ficar presa lá o dia todo, sabe disso não sabe? - falei aparentemente calmo. 

– Como poderia saber? - falou arqueando a sobrancelha e empurrando o prato para frente. 

– Você deveria comer. - falei por puro hábito. 

– Você me tira a fome. - falou rápida e fria, ela estava mais puta do que nunca. 

– Tentar me ofender não vai melhorar as coisas entre nós. - falei tentando pegar sua mão por cima da mesa mas ela afastou antes. 

– Tenha certeza de que se não tivesse pessoas me seguindo, eu já teria ido embora! - falou e não duvidei, ela era capaz. 

– Lexi não precisa ser tão hostil comigo. Eu estou puto da vida por você ter trago essa cara para ca, eu já fui feito de corno ou devo esperar você sair por aí mais vezes? - falei e percebi a merda que tinha falado. 

– Eu não entendo como ninguém vê. - falou abismada. 

– Vê o que? - falei rude. 

– Como eu sou totalmente leal a você. - falou e olhou para os lados e voltando a fazer contado visual comigo - Me apaixonar por você foi a pior tragédia que poderia ter acontecido na minha vida! - falou se levantando mas fui mais rápido a segurar seu braço também de pé. 

– Você sabe que eu também sinto o mesmo não sabe morena? - falei cheirando seus cabelos e apertando ela contra o meu peito. 

– Justin não faz assim. - falou baixo. 

– Assim como? - falei com as mãos em sua cintura. 

– Dizer palavras bonitas quando ao menos tem coragem de me pedir em namoro. - falou mais baixo ainda. 

– Isso significa muito para você? - falei nos afastando para poder encarar deus olhos, acenou de leve mordendo seus lábios carnudos. 

Respirei fundo e avaliei a ironia do mundo, eu estava totalmente apaixonado por essa mulher. Me ajoelhei no chão com Alexia arregalando os olhos, levantei o maxilar e encarei seus olhos. 

– Alexia Foxx quer namorar comigo? - falei tentando ser formal, seu sorriso foi se abrindo aos poucos e a felicidade tinha voltado ao seu olhar. 

– Sim. - falou e levantei pegando em meu colo e a girando e dando início a um beijo contendo saudade, felicidade, desejo. 

– Todos vão pensar que está me pedindo em casamento. - falou depois de alguns minutos que estávamos nos beijando, já sentados com Lexi em meu colo. 

– Talvez. - falei colocando seus fios atras da orelha. 

– Mas eu não me casaria com você. - falou simples. 

– Como é? - falei fechando a cara, ela ia se casar comigo sim, algum dia é claro. 

– Você é muito chato sabe e... - não deixei ela terminar apenas iniciei mais um beijo. 

Eu estava me sentindo mais leve por ter finalmente feito as pazes com ela e até ter feito um pedido de namoro que não estava nos meus planos. Aliás, me apaixonar nunca esteve em meus planos! 


(...) 


Alguns dias tinham se passado rapidamente, Alexia e eu estamos bem apesar dela ainda procurar encrenca sempre que pode. Ryan e eu conversamos bastante sobre a sua raiva exterior, que pode ser explicada por sua frustração sofrida no passado. Não que não tenha me abalado também, longe disso. 

– Justin sabe o que podíamos fazer hoje? - Alexia falou enquanto estávamos ambos se recuperando do sexo matinal. 

– Sei exatamente o que poderíamos fazer o dia todo. - falei sorrindo sacana. 

– Não isso não. Nós podíamos ir para a piscina né, Sônia podia fazer algo, e todos irmos para a piscina. - falou se virando de lado e encarando minha tatuagem em forma de cruz. 

– Não quero os outros te olhando só de biquíni. - falei passando a mão em sua cintura e a puxando para mim. 

– Não tem que querer nada! - falou e começou a me dar selinhos pelo rosto todo - Por favor Justin, você trabalha o dia inteiro e eu só fico aqui sem fazer nada! 

Seria estranho da minha parte dizer que era sexy quando ela fazia manha?

– Tudo bem. - falei simples a encarando mordendo os lábios. 


(...) 


 – Justin por favor acorda, JUSTIN! - senti alguém me sacudir e rapidamente reconheci a voz da Alexia. 

– O que foi? - falei piscando e tentando me assimilar, tentei ligar o abajur mas Lexi me impediu. 

– Vão notar que tem gente aqui. Justin tem alguém na casa, você não está escutando os barulhos? - ela sussurava e podia ver o medo em seu olhar, dei um pulo da cama e cuidadosamente fui até o closet pegando uma camisa e calçando um tênis, peguei minha maleta e tirei algumas armas de lá. 

Senti a presença da morena no closet e vi ela tirando sua camisola e colocando uma roupa pratica e um tênis. Podia escutar os barulhos de pessoas andando rapidamente na sala e barulhos de tiros. Não iria me atrever a olhar pela janela, seria arriscado de mais se alguém visse. 

– Justin a nossa varanda está aberta! - Alexia falou com choque no olhar. 

– Vou olhar pelas câmeras, você vai ficar com Molly ok, ela vai te proteger! - peguei uma pistola e entreguei para ela que destravou e colocou em sua cintura, pude perceber ela colocando um canivete discreto em seu bolso. 

Peguei meu celular olhando a câmera e vendo que realmente havia pessoas na casa que não eram o meu pessoal. Por dentro eu estava nervoso para caralho, todo mundo sabia o que acontecia quando estavam querendo assumir o poder, Deus livre a Alexia de algo a acontecer. Peguei todo os nossos dados e guardei em uma parte secreta do closet, a minha senha era fodida então levei um tempo a mais para colocar tudo e voltar para o quarto vendo as costas da Alexia rígida. 

– Drew que bom que ainda está vivo, vamos, não temos muito tempo! - Chaz falou respirando pesado, parecia ter corrido e estava de pijamas. 

– Tudo bem, vamos Alexia! - peguei em sua mão colocando ela atrás de mim e vendo minha equipe inteira no corredor, pude ver pelo relógio de Josh que eram 4 a.m de uma quinta feira, estávamos fodidos. 

– Tudo bem, plano Secundum vitam ativar! - Ryan falou em um tom desanimado enquanto bebia um enérgico para tirar o sono. 

– O que está acontecendo Justin? Por que eu não sei dessa droga de plano? - Alexia falou com a cara fechada, abri um sorriso tranquilo. 

– No três, Molly esteja pronta, Ryan meu irmão eu realmente quero te ver de novo para tirar onda com a sua cara. - falei e dei um pequeno sorriso com alguns me olhando estranho, esses com certeza não sabiam do meu plano - TRÊS! 

Gritei e pude ver sombras se aproximando pela escada, Molly puxou Alexia para um quanto da pilastra a escondendo enquanto todos nós fazíamos o mesmo. 

Me concentrei no que tinha aprendido e nunca praticado na real. Olhei para Chaz e fomos em direção a pequena sala que ficava no topo das escadas duplas, havia ali dois caras de preto, mirei no ombro de um e Chaz do outro,  comigo atirando em um primeiro e depois nos outros, não matava, mas doía para porra. 

Nos aproximamos comigo pisando em seus mini microfones, os olhando tentando ao máximo sentir desprezo e focar no que eles poderiam sequer fazer com a minha equipe, quando o pensando de Alexia sendo violentada por um no meio da noite me veio à mente, atirei sem do na cabeça de cada um, 5 mortes no total para a minha ficha. 

– Nossos homens acabaram de informar que estão descendo mais caras a cada hora, não podemos fazer disso de um jogo. - falou rápido e respirando fundo, não tinha chegado ninguém ainda na sala, voltamos a subir as escadas correndo.

– Vamos botar fogo em tudo e vazar. - falei baixo vendo que não tinha mais ninguém no corredor, era Chaz e eu por mim e Deus por todos. 

Eu sabia que tipo de estratégia eles estavam usando. Cercar a propriedade matando todos os meus homens, mantendo eu e a minha equipe encurralados. Aquilo significava que tínhamos mais infiltrados do que o esperado! 

– Agora. - falou e entramos no meu quarto vendo que tudo estava remexido e jogada pelo chão, encontramos o cadáver de um homem logo no chão, sua mão próxima do microfone, que foi indevidamente deixado intacto para trás. 

Pisei em cima e Chaz fez a varredura no locão, trancando a porta da varanda. Eu tinha sido muito descuidado, mas não queria colocar a cara a tapa para tiros. 

Entrei no meu closet pegando uma das malas da LV da Lexi e abrindo meu compartimento, eram documentos e notebooks, joguei tudo na mala, limpando meu cofre. Alexia ia chorar muito por perder tudo, mas uma joia em especial eu iria guardar comigo, as outras eu iria guardar com um amigo. 

– 3 minutos para a gente dar o fora e explodir tudo! - Chaz sussurrou tenso, podia escutar todos os barulhos ao nosso redor dali de dentro. 

Como parte do plano B, fui até o defunto colocando meu relógio no mesmo, presente do meu pai devo dizer, despejei gasolina em todo o ambiente com Chaz e eu com camisas no nariz, o cheiro não era agradável. 

– Tá na hora, vamos embora! - falou e pude sentir o desespero em seu olhar, nós nunca tínhamos passado por nada daquilo, era tão novo para mim quanto para ele. 

– Beleza! - falei e fui até a porta jogando um dos 5 isqueiros vendo o fogo queimar tudo ali. 

Tinha guardado 5 galões para caso isso acontecesse. Corri despejando tudo pelo caminho enquanto qualquer ameaça Chaz estaria a posto, me virei  de costas para jogar o isqueiro, escutei disparos comigo me jogando para o lado, observei dois corpos caídos no chão. 

Nós olhamos e joguei o isqueiro, descemos as escadas comigo jogando gasolina em tudo. A sala sempre impecável, tinha marcas de passos e sangue. 

A minha sorte era não ter pousado nenhum helicóptero, se não seria um game over. 

Fomos em direção a cozinha vendo Sônia amarrada e chorando, assim que visualizei o homem e apontei minha arma para sua cabeça, mas Chaz foi mais rápido atirando, comigo indo soltá-la. Se eu não levasse ela comigo seu destino seria ruim de mais. 

– Sem choro só faz o que eu mandar! - sussurrei dando um galão para ela - Joga em tudo e bota fogo depois. 

Peguei o anel em sua mão e coloquei no dedo no homem morto, não iria enganar mas queria ganhar tempo com as investigações. Com toda certeza quem fez isso estava determinado a matar todos e me tirar de poder! Corremos com ela jogando o isqueiro, uma SUV estava pronta para nosso uso, dentro havia alguns dos nossos melhores homens, corremos para o portão lateral e um pedaço do meu muro estava no chão, peguei os dois galões e joguei por onde passava jogando rapidamente o último isqueiro. 

Eu só precisava saber dos outros, se eles estivessem bem eu também ficaria. Encarei por uma última vez a mansão que eu tanto tinha trabalhado, em nenhum milhão de séculos eu poderia imaginar que um dia eu mesmo iria destruí-la, anos de trabalho para nada. 


(...) 


POV of Alexia Foxx 

Eu andava impacientemente pelo cômodo, mas que merda estava acontecendo? Justin simplesmente sorriu para mim e foi para fogo de combate. Eu odiava o modo como ele tinha se exposto ao perigo e me deixado só com Molly. Todos tinham seguido seu caminho e a minha única companhia era a Loira que encarava a janela daquela espelunca a cada segundo. 

– Para de fazer tanto barulho. - Molly falou formalmente. 

– Eu não estou entendendo nada do que está acontecendo aqui, será que você poderia se dar ao menos o trabalho de me dizer onde Justin está? - falei tudo muito rápido me deixando sem ar, na última hora nós saímos apressadas da casa. 

– Será que da para termos essa conversa outra hora? Preciso manter minha atenção em qualquer perigo...- falou ainda olhando para a janela. 

– Não, eu preciso conversar agora, onde está Justin em? Ele sabe que estamos brigadas por que me mandaria fugir com você? - falei a olhando com raiva. 

– Alexia senta essa bunda aí, o que eu falar para você encare como uma ordem! Eu só quero cumprir meu trabalho. - falou sussurrando notando que nosso tom de voz estava alto de mais. 

– Tudo bem, me explique sobre esse tal plano! - falei me sentando na cama e encarando ela. 

– Nunca estivemos seguros, esse é a verdade se quer saber. - falou como se fosse um grande fardo que ela carregava. 

– O quê? Como assim? - falei desentendida. 

– Nós estamos no lugar mais seguro para se estar e fomos atacados daquele jeito. Alguém quer a cabeça do Drew mais que tudo, esse maldito plano se trata da nossa fulga se algo acontecesse. Segunda vida em latim é o que significa, a primeira vida é a de Justin a segunda são as nossas. - falou pegando sua arma e chegando mais perto da janela. 

– Quero ficar  com o Justin! - falei a única coisa que se passava na minha mente. 

Eu poderia fazer qualquer coisa ao seu lado. 

– Vocês juntos não faz parte do plano. - ia interrompê-la mas a mesma me fuzilou com o olhar - Justin deixou explícito que você tem que sair viva, vocês estarem juntos é uma ameaça maior entende? 

– Para onde vamos então? - falei com raiva, não queria me separar de Justin. Até duas horas atras estávamos dormindo juntos e agora vamos ser separados por um plano de merda. 

– Sei o que esta pensando, esse plano foi bem pensado e passado várias vezes em reuniões particulares. Não faça muitas perguntas, não de uma de patricinha superior com ninguém. Estamos por um fio, já já alguém vai chegar com o que nós vamos precisar para a viagem. - falou voltando seu olhar total a janela. 

– Para onde vamos? - falei sem fôlego. 

– Mexico. - falou rápida - Alexia sei que estamos brigadas, mas agora temos que nós unir. Somos uma equipe agora, o que nós pudermos fazer para sair daqui com vida nós vamos fazer. Esse império é nosso, você e o Drew ainda tem muito tempo de reinado! - falou para mim e piscou comigo dando um sorriso de lado - Alguém vai nos trazer o que precisamos para ir para Houston, nosso voo não dura nem duas horas. 

– Nós vamos ser reconhecidas! - falei o óbvio. 

– Você até me insulta falando isso, vamos disfarçadas é claro. A peruca loira é sua aliás! - falou dando um sorriso sem mostrar os dentes. 

– Nem ferrando. - falei fazendo careta, eu não ficava bem de loira, não mesmo. 

– Tô tirando onda com você, relaxa! Não tem peruca loira né, vamos ter cabelos grandes e ruivos. Seu namorado até pediu uma foto! - falou me fazendo ter um pequeno aperto no coração, onde ele estaria? Ele teria se safado de tudo? 


(...) 


Eu não tinha aberto a minha boca ainda, mas tinha certeza que primeira coisa que iria fazer era reclamar desse cheiro de mofo. As pessoas não limpam mais suas próprias casas não? Como elas se quer conseguem viver nelas? 

– Preciso saber como estão todos, já dei notícia sobre como nós estamos a hora e nada. - Molly falou passando a mão em seus cabelos. 

– Molly não faço a mínima ideia do que está acontecendo aqui, quem são essas pessoas? - sussurrei em voz baixa ao notar o velho barrigudo seboso dormindo no sofá na nossa frente. 

– Estamos na casa de um dos nossos seguranças. Provavelmente aquele deve ser o pai dele! - falou também sussurrando e dando de ombros. 

Tínhamos chegado a alguns minutos, um segurança tinha ido nós buscar no aeroporto e nós trago aqui. Ele provavelmente deveria estar fazendo algo para comermos, ouvia barulho de panelas no cômodo ao lado. A casa era bem simples, não me incomodava estar ali exatamente, me incomodava não saber de Justin. 

– Meninas tem café na mesa! - o segurança que ouvi ser chamado de Caden apareceu dando um sorriso na sala. 

Nos levantamos e caminhamos alguns passos até a mesa. 

– Não ouço me chamarem de menina a tanto tempo que me sinto lisonjeada! - Molly falou rindo. 

– Você não é tão velha assim é? - falei e dei um sorrisinho tentando disfarçar a minha falta de educação. 

– Eu tenho 30. - falou tomando um pouco de café - Está uma delícia! 

– Obrigada! - falou se levantando e pegando bacon e ovos com uma colher e colocando em dois pratos. 

– Obrigada por nós receber aqui Caden! - falei com a boca salivando ao olhar aquele bacon. 

– Sem problema, sabia que estaria incluso no plano quando fui mandado de volta para casa. - falou dando de ombros. 

– Aposto que está feliz por estar de volta! - falei começando a comer. 

– Em partes. - deu um sorrisinho fraco. 

– Alguém tentou entrar em contato com você? - falei fazendo a pergunta que eu mais queria saber a resposta no momento. Molly me olhou sabendo das minhas intenções. 

– Não senhora, minhas ordens são claras, deixar vocês passarem tempo suficiente aqui e depois México! - falou sério. 

– Tudo ok então! - Molly falou como se tudo estivesse bem. 

– Sei que meu quarto é pequeno mas vão ter mais privacidade lá! Chequei antes de vocês chegarem se haviam escutas. - falou sussurrando a última parte. 

Ele parecia legal, do fundo do meu coração esperava que ele fosse leal a nós, porque não haveria piedade ao distruir os traidores. Eu poderia estar com o meu namorado agora, mas não, estou no Texas sem saber uma se quer informação sobre ele. 

O resto da refeição foi tranquila, às vezes Molly parecia muito tensa e depois relaxava, estávamos vivendo uma montanha russa de incertezas. Não sabíamos em quem confiar ou se estávamos seguras e se os outros estavam seguros. 

Eu pedia mentalmente para que Justin estivesse bem! 

– Vamos nós instalar no quarto dele, discutir algumas estratégias para uma possível fulga. Um dos principais pontos do plano é não confiar em ninguém e não ficar muito tempo em determinado lugar até o México. - sussurrou. 

– Estaremos seguras lá? - sussurrei colocando a mão na boca. 

– Sim! - falou e vi em seus olhos a ansiedade para estar lá. 

Me levantei indo até a pia e lavando minha louça suja com Molly fazendo o mesmo, procurei aonde guardar para não dar suspeitas que havia visitas na casa. Tínhamos chegado bem cedo e até onde eu vi, ninguém nós seguiu, o que era ótimo! 

Encarei o quarto a minha frente com uma leve preguiça, por que meninos sempre são bagunçeiros? Por que todos não são organizados como Justin Bieber? Comecei a arrumar aquela bagunça, Molly fazia o trabalho pior com as roupas dele, no final juntamos tudo e jogamos no armário. 

– Tudo bem, vou colocar algumas armas em pontos estratégicos. Nossas mochilas tem que estar sempre arrumadas, mas qualquer coisa iriemos deixá-las aqui ok? - falou colocando as armas em fácil acesso, concordei com a cabeça olhando para os lugares onde ela passava e colocava uma arma. 

– Sei que está cansada, durma um pouco. - falou simples abrindo um notebook e conectando alguns cabos a ele. 

– E você? - falei me deitando na cama sentindo meus músculos relaxando aos poucos. 

– Irei ficar de olho, podemos fazer assim, enquanto uma dorme a outra vigia tudo. - falou em um tom mais baixo, se levantando e trancando a porta. 

– Ok! - falei e me virei para a parede, em poucos segundos eu tinha apagado. 


(...) 

– Alexia vamos acordar, ei! - escutei a voz de Molly e abri os olhos não reconhecendo o lugar onde estava. 

Ah. Fulga da mansão. Aeroporto. Casa de Caden. 

Suspirei passando as mãos pelo rosto. 

– Que horas são? - falei com a voz rouca. 

– Umas 11 a.m. Caden comprou algo para comermos, anda estou com fome! - falou mandona comigo revirando os olhos. 

A casa estava fechada e o gorducho já não estava mais ali, Caden tirava algo da sacola e pude ver que era uma refeição simples. Molly estava com uma arma na cintura e eu ainda estava com o meu canivete, o homem a minha frente parecia calmo diante de tudo. Comemos e repetimos o mesmo processo de antes, eu não gostava de lavar louça, mas era necessário. 

Um dia inteiro tinha se passado, sono eu não tinha mais então Molly dormiu um bom tempo. Nós torcíamos para que alguma notificação aparecesse na tela e os meninos avisassem que estavam bem, mas essa notificação não veio. Olhei no relógio e já eram 11 p.m, suspirei secando meu cabelo natural com a toalha, estava usando uma roupa de ginástica confortável, em casos de fulga isso seria a melhor escolha. 

Toc toc. 

– Quem é? - falei séria. 

– Caden, trouxe algumas roupas. - falou e abri a porta dando de cara com o mesmo com duas sacolas. 

– Comprei essas roupas em um bazar como Molly pediu, sei que essas roupas não chegam nem aos pés das suas mas... - falou sem jeito. 

– Tudo bem, assim está ótimo! - falei dando um sorriso de lado. 

Ele assentiu com a cabeça e saiu do quarto, fui até a porta e a tranquei. Olhei na primeira sacola e havia uma blusa de flanela vermelha, regata branca, calça jeans e botas de montaria. Não faziam muito o mesmo estilo mas iria servir, a outra sacola podia ficar com Molly, o importante era que sobrevivêssemos no final. 

(...) 

Acordei de súbito, tinha dormido aos pés da cama, me levantei logo me alongando, tudo doía. Olhei para Molly dormindo e encarei o notebook a minha frente, cliquei no botão ligar para acender a tela e quase cai para trás. Havia uma notificação ali, o que quer dizer que não éramos as únicas sobreviventes! 

– Molly acorda, temos uma notificação! - falei sussurrando em seu ouvido e balançando ela de leve. 

– O que foi? O que aconteceu? - falou despertando assustada e seu olhar parou na tela no notebook fazendo ela se assustar e levantar pegando o mesmo. 

– Sabe o que isso significa? - falei sorrindo e vendo que eram três da madrugada. 

– Sei sim! - sorriu e começou a olhar a mensagem codificada, começou a digitar algumas coisas e por fim eu não entendi nada. 

– O que estava escrito? - perguntei aflita. 

– Ryan, Aiden e Josh estão bem. Eles também não receberam nenhuma mensagem de Justin ou Chaz, ou qualquer segurança que estava com eles. - falou abaixando a tela e colocando o notebook do lado. 

– Se Justin... - falei sem conseguir continuar. 

– Se o Drew morrer é o fim de todos, seria a caçada de todos na equipe pessoal. - falou respirando pesado, para Molly estar assim a coisa deveria estar bem feia. 

– Ele não vai morrer, Justin não morreu! - falei tentando segurar as lágrimas, mas elas simplesmente caiam em meu rosto. Ele tinha me prometido que tudo ia ficar bem, que iria me proteger, Justin não quebraria essa promessa, ele não podia! 

Os trinta minutos seguintes passei tentando pensar positivo, o que não deu muito certo pois Molly xingava cada vez que não conseguia conectar a internet segura, podíamos ser rastreadas pelo Wi-Fi. O dia tinha amanhecido e Molly ainda tentava, olhei para a rua afastando uma pequena brecha da cortina, não havia ninguém. Olhei que tínhamos algumas roupas espalhadas, catei cada uma e comecei a arrumar nossas mochilas. 

– Cansei de tentar, é melhor ficarmos no escuro seguras do que sair por aí em uma fulga indesejada. - falou e virou para o quanto e dormiu. 


(...) 

Era nosso terceiro dia aqui, eu sentia falta de estar livre, poder sentir o sol em minha pele e respirar fundo em sem ter alguém no cômodo ao lado escutando. Estávamos seguras e sem saber do estado de ninguém, o que era péssimo. 

– Falei com Caden, tudo certo para irmos embora hoje as 4 a.m. - em outros tempos iria fazer careta, mas apenas sorri para Molly, feliz de poder sair daqui e ir para um lugar seguro. 

Mais um dia tinha se passado comigo imaginado como seria encontrar Justin de novo, com toda certeza ele estaria lá esperando por mim de braços abertos. Ele tinha que estar, minha respiração se alterava apenas de pensar na hipótese de... 

– Tá na hora, vamos! - Molly me cutucou comigo dando um salto da cama e pegando minha mochila. 

Saímos do quarto com Caden na sala que assim que nos viu pegou uma chave e levantou do sofá, seria uma viagem longa, mas me distrairia imaginar Justin e eu juntos de novo. Eu estava parecendo uma louca, mas esse era o único pensamento que não me fazia enlouquecer, Justin. 


(...) 


Estávamos em Nuevo Laredo, ficava a 5 horas de viagem de onde estávamos no Texas, Houston. Tínhamos passado a maior parte da viagem ouvindo música e sem conversar um com o outro, eu entendia muito bem o por que, cada um tinha seus próprios demônios para lidar agora. 

A cidade era bonita, eu tinha estado no México uma vez, mas apenas fui em uma cidade litorânea, não conhecia muito. Percebi Caden dirigir até um pequeno hotel, dei graças a Deus, cogitei que ficar na casa de mais um estranho de novo não seria legal. 


(...) 

– I just wanna Rolly Rolly Rolly with a dab of ranch! - cantarolei um trecho da música que Justin vivia cantando toda hora. 

Eram apenas 8.am, era uma segunda feira. Molly disse que hoje seria um dia em que iríamos decidir se íamos continuar juntas ou eu iria para algum lugar sozinha, particularmente eu queria ir para alguma cidade litorânea esperando pelo meu homem. 

– Coloque uma roupa, vamos sair em 10 minutos. - Molly falou entrando no quarto, pegando minhas coisas espalhadas por aí e arrumando tudo com rapidez. 

– Por que está tão tensa? Aconteceu algo? - perguntei dando um meio sorriso - Tudo isso por se separar de mim? 

– Não começa, vamos para o aeroporto. - falou séria, é a porra estava feia. 


(...) 


Andávamos pelo aeroporto depois de eu ter feito um lanchinho básico. Molly estava tão tensa que tive a sensação de que ela tinha chorado muito. 

– Lexi você sabe que se tornou alguém muito importante para mim não sabe? - perguntou deixando algumas lágrimas cair - Para todos nós na verdade, apesar de todas as brigas, você deu uma certa luz com as suas provocações e piadas! - falou sorrindo e eu a abracei. 

– Por que está me dizendo isso? Molly... - minha voz falhou, não sentia mais as minhas pernas. 

– Drew não respondeu nenhum dos nossos comandos até agora, ele tem até hoje, não há mais esperança Alexia. Ele já foi dado como morto no incêndio, apesar de saber que foi uma armação do próprio. Algo pode ter dado errado em sua fulga! - falou chorando e meu coração parecia sair pela minha garganta, meu mundo desabou ali, ele não. 

Mesmo sem querer, encostei em Caden tentando recuperar minha respiração, as lágrimas desciam sem parar e as pessoas me olhavam com pena, eu também sentia pena. 

– Vamos, você vai embarcar em um jatinho privado. 

Senti que Caden me conduzia até essa pista, mas eu me sentia vazia, tinha se passado dias e Justin não havia dado uma notícia se quer, ele não faria isso com a sua equipe, algo ruim aconteceu. 

– Ela está bem? - escutei a última voz que pensei em ouvir de novo na vida. 

– Sim Styles, só um pouco nervosa. - Molly falou como se eu não estivesse ali. 

– Molly o que está acontecendo? Por que esse cara está aqui? -  falei me livrando do apoio de Caden e encarando os olhos verdes a minha frente, eles não continham nenhuma emoção. 

– Agora é cada um por si, com Drew dado como morto somos um alvo duplo. Eu fiz o meu trabalho, agora é com você Alexia Foxx! - falou e meus olhos se arregalaram. 

– JUSTIN NAO ESTÁ MORTO! ELE NÃO ESTÁ! - falei gritando enquanto Caden tentava me conter, mas eu gritava e esperneava, o meu Justin não estava morto. 

E o mundo parecia não girar mais. 

Eu não ouvia nada ao meu redor, conseguia enxergar as pessoas tentando conter com o meu escândalo, mas a dor me matava por dentro. Ela se alastrava com rapidez, e eu precisava gritar para ela parar de doer. Senti alguém apertar o meu braço com força e uma picada foi sentida, o meu corpo tentava lutar, eu tentei lutar, mas o meu corpo queria desistir, queria sumir, então foi o que fiz. Eu fechei os olhos e desisti. 


Notas Finais


Eu nunca prometi uma estória feliz com um final feliz, então preparem o coração porque esse é só o começo. O enfoque da fanfic são as 48 horas, onde já adianto, vão acontecer variaaas coisas!

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A estória também está lá!
Qualquer crítica é bem-vinda, me deixem saber a opinião de vocês.

ATÉ SEMANA QUE VEM XOXO


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