História 4rm1n - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Visualizações 76
Palavras 1.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Hamburguer boy


Fanfic / Fanfiction 4rm1n - Capítulo 6 - Hamburguer boy

– Annie, acho melhor você trocar de blusa.

 

– Cheiro de ovo podre, não?

– Sim.

– Eu não tenho outra blusa.

– Por que não toma um banho no vestiário e eu pego alguma coisa no clube de teatro?

– Tem certeza?

– Sim. Eu deixo na porta do vestiário feminino.

– Mas as roupas são todas...

– Eu dou um jeito – ele diz com aquele sorriso enorme dele.

– Tudo bem, então. Tenho 15 minutos...

– Corre lá – Armin solta minha mão e sobe as escadas correndo.

Eu sorrio enquanto olhava ele correr até o segundo andar todo atrapalhado e vou até o vestiário logo em seguida. Entro em uma das cabines e tiro minha roupa. Deixo-as em um canto e pego o shampoo compartilhado. Abro e cheiro ele para ver se não havia nada estranho ali dentro. Está normal... Uso um pouco dele e lavo meu cabelo o mais rápido que posso. Ouço alguém bater na porta da cabine e estranho.

– Armin? – chamo um pouco confusa.

– Ele me pediu para trazer isso – ouço uma voz masculina um pouco mais fina e escandalosa. Um pouco como infantil...

– Como entrou aqui?

– Eu posso fazer muitas coisas, linda. Eu sou invisível – a voz diz animada, mas um pouco melancólica – Melhor se trocar logo.

– Ei! – sem resposta... Eu estou sozinha novamente.

Saio de dentro da cabine com a toalha enrolada no meu corpo e vejo as roupas em cima da pia formando um y – Ele era...

– Annie! – ouço Armin me chamando do lado de fora.

Visto rapidamente aquela blusa larga e o short jeans. Penteio meu cabelo com os dedos e saio do vestiário – Ah, ficou um pouco grande a blusa... Priya que trouxe? – ele não sabe que era um garoto?

– Foi... – o garoto do e-mail está​ tentando provavelmente esconder sua identidade.

– Você ainda não me contou o porquê de te odiarem tanto.

– Temos aula agora.

– Quer matar?

– Sério?!

– Sim, vamos no fliperama do shopping.

– Ok – eu concordo e vejo um sorriso se formar no rosto do Armin.

Sigo Armin para fora da escola e não somos vistos pelos inspetores por pouco. Pegamos um ônibus até o shopping e fomos até o fliperama no último andar.

Aguardo Armin no canto, enquanto ele comprava as fichas e sinto meu celular vibrar. É Kentin... Olho as mensagens na tela ainda bloqueada.

 

Kentin

Podemos nos encontrar?

 

Fico olhando a tela do celular e o desligo, pois vejo Armin voltando. Jogamos a maioria dos jogos de luta e arcade. Ainda haviam 14 fichas, mas resolvemos dar uma pausa para comer já que não havíamos almoçado por causa daquele problema.

Compramos um lanche básico no Burguer King e nos sentamos perto da fonte da área de lazer. Armin me olha como se quisesse puxar assunto e logo ele fala.

– Pode me explicar agora? – ele pergunta se referindo à minha história.

– Tenho que lhe mostrar o vídeo primeiro – eu digo ligando meu celular novamente. 5 chamadas perdidas da Rosalya. Ignoro-as e abro o vídeo que estava salvo em um grupo no Facebook.

Pego os fones de ouvido e os dou para Armin. Ele me olha como se hesitasse e os coloca. Entrego o celular para Armin e dou play no vídeo. Como um pouco enquanto esperava ele terminar de assistir o vídeo de 15 minutos. Ele termina e me olha com pena.

– Sinto muito...

– Eu estava bêbada e fraca. Eu sabia o que estava acontecendo, mas não conseguia me defender.

– Eu vi, você foi imobilizada. Como terminou assim?

– Eu tinha terminado com meu ex e estava triste... Eu comecei a beber e a Debrah era só mais uma garota naquela época. Eu segui ela e isso aconteceu... Todos ignoram o fato de eu estar imobilizada e me chamam de vadia.

– Quem era seu ex?

– Nathaniel.

– O representante?

– É...

– Ele não acreditou em você?

– Ele sabe, mas não fala comigo, pois ele se culpa pelo término. Eu já falei que ele não fez nada, mas ele ainda não quer se perdoar – eu digo de cabeça baixa.

– Eu não devia ter feito você contar.

– Não se preocupe, Armin. Eu confio em você.

– Sério?! Obrigado...

– Por que ficou tão feliz?

– Raramente alguém confia em mim. Eu sou muito popular e por isso eu ganho fama de dedo duro.

– Você não tem cara de quem conta os segredos dos outros por aí.

– Porque eu não faço isso – ele diz rindo – Tem mostarda no seu rosto.

– Ops – eu digo passando o braço em toda região da minha boca – Saiu?

– Não é assim que se limpa.

– Ah não? Como é então?

– Vou demonstrar – Armin deu com a cara no hambúrguer e seu rosto ficou completamente sujo de cheddar, mostarda e ketchup. Eu começo a rir desesperadamente – Tá vendo a manga branca da minha camisa? – ele diz e eu confirmo com a cabeça – Você tira seus braços da manga e passa um por baixo da camisa. Junta as duas e aí... – ele passa a manga da camisa pelo rosto inteiro e eu vi o braço ficar completamente sujo. Quando ele acabou seu rosto estava pior do que antes. Começo a rir desesperadamente novamente e noto todos nos olhando.

– Para, Armin. Eu vou morrer.

– Mas limpou, não?

– Com certeza, só falta um detalhe – eu desmonto meu hambúrguer e pego os dois pães – Segura um na sua cabeça e outro em baixo do queixo.

– Assim? – ele diz obedecendo meu comando.

– Abre a boca – ordeno entre os risos e ele obedece. Coloco um hambúrguer na boca dele e pego meu celular – Agora faz uma cara bem bonita – eu digo e Armin compreende o que eu queria. Ele infla as bochechas ainda com o hambúrguer entre os dentes e eu tiro a foto.

– Deixa eu ver – ele solicita enquanto remontava o hambúrguer dele. Mostro a foto para ele e o mesmo começa a rir junto comigo como dois retardados – Eu poderia ser um personagem de jogo – ele diz rindo.

– Um infantil.

– Eu assustaria as crianças.

– É, tem razão. Agora limpa esse rosto – digo derramando um pouco de água no lenço que eu tinha no bolso. Entrego para Armin e ele limpa o rosto rapidamente.

– Apaga essa foto.

– Não!

– Annie!

– Vai ser o plano de fundo do meu celular.

– Para!

– Tarde demais – eu digo trocando o fundo de tela do meu celular para a foto dele.

– Eu vou ter minha vingança.

– Haha, você não vai conseguir tirar uma foto minha tão facilmente.

– É o que veremos.

– Vamos voltar pro fliperama garoto hambúrguer? – eu digo me levantando.

– Deixa eu comer antes.

– Quem chegar por última paga mais 10 fichas – eu digo começando a correr.

– Espera! Isso não vale – Armin diz correndo logo atrás de mim com a boca cheia.

Eu me sinto uma criança perto dele. Talvez eu tivesse realmente escolhido os amigos errados.



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