História 5 centímetros por segundo-Interativa - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Interativa
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Palavras 1.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*aquecendo as mãos*

Mesmo estando acostumado... essa nevasca continua gelada como sempre.

Capítulo 3 - Cabana


Fanfic / Fanfiction 5 centímetros por segundo-Interativa - Capítulo 3 - Cabana

-Capitão, você tem o coração muito bondoso. Eu iria deixar eles na neve mesmo.

Eu dizia isso enquanto carregava o Capitão Volks no ombro e os rifles no outro.

Já o Tales arrastava o soldado ferido pelo capuz do casaco, e segurava as correntes da garota lobo:

-não somos dessas terras Tenente, precisamos de guias para andar por essas florestas.

Ordens do Capitão, não tem como contrariar.

O que estava me intrigando mesmo era o Cabo. Ele não tinha reagido quando chegamos, e quando tomamos controle da situação, ele nem sequer teimou um único segundo. E essa agonia me forçou a perguntar:

-Cabo!

Ele respondeu com uma continência:

-sim, Tenente!

Continuamos andando, e eu perguntei:

-Cabo, qual seu nome?- Ele, abaixando a mão. – Cabo Flock senhor! – respondeu. – Cabo, quanto é mil menos sete? – não consigo resistir quando tenho a oportunidade de fazer essa pergunta.

Ele pareceu não entender a pergunta, mas respondeu:

-993, mas… Por que a pergunta Senhor?

O Tales parou de andar, provavelmente porque entendeu a referência.

Eu dei um sorriso quase impercetível, comentando:

-Cabo, você me pareceu estranho. Quando o Capitão Tales apareceu, você apontou a arma para ele, mas seu dedo não estava no gatilho, como seu companheiro. Você também não se moveu, e abaixou seu rifle no momento que o Capitão Volks pegou o revolver. Posso chamar suas ações de… “interessantes”. Você, como todos os outros, devem saber que, quem assume os erros por tudo o que acontece na missão, é o líder. No caso, seria o Capitão Volks. E você não o seguiu nas suas ações. Não sei se posso dizer que você é o mais inteligente do grupo, ou…

Tudo tem um padrão, sem exceções. E ele não está seguindo o padrão, isso me incomoda.

Continuamos a viagem até o ponto de encontro em silencio. Apenas no momento que avistamos a barraca, começamos a falar de novo.

*pouco tempo depois*

Eu estava arrumando meu descodificador enquanto o Tales acendia uns lampiões. O Capitão Volks e o outro Cabo estavam deitados, e o Cabo Flock estava apenas observando.

Eu vi que ele não estava fazendo nada, e falei:

-Cabo Flock, pegue aquela mochila para mim, estou com as mãos ocupadas.

Ele disse “sim senhor!” e me trouxe a mochila. Eu acabei de organizar meu descodificador, abri a mochila.

O Capitão perguntou:

-Tenente, o que tem ai dentro?

Eu respondi:

-alguns frascos de bebida, balas de rifles, combustível de lampião… nada que nós não tenhamos trazido. Mas vou pegar tudo mesmo assim.

O Tales se aproximou dizendo:

-me passe um pouco dessa bebida, Tenente.

Eu peguei, virei pra ele e joguei dizendo:

-here we go.

*nevasca*

Eu estava cantarolando uma musica enquanto fazia a comida, o Capitão estava ocupado guardando as coisas que pegamos da cabana, e o Cabo Floks estava amarrando as mãos do Capitão Volks e do Cabo que eu não sei o nome.

Sim, sim. Deixarmos ele com esse serviço deve ser meio idiota, mas já foi. E também, só eu faço a comida nessa bagaça.

O Capitão achou alguns potes, que eu usei como pratos. Eu decidi fazer uma sopa com alguns vegetais que eu tinha trazido, e também tinha pão duro que estava com o grupo do Capitão Volks, daria uma bela refeição.

Não é uma lagosta ou coisa parecida, mas para nós, soldados, qualquer coisa quente que não tenha gosto de barro já é um banquete.

Servi a todo mundo, e começamos a comer. No caso, o Capitão Volks e o Cabo amarrados, eu apenas derramei uma concha de sopa quente na boca de cada um e soquei um pedaço de pão junto que já tava legal.

Eu ia dar meu primeiro gole na sopa, quando lembrei da garota lobo. Ela era um pouco mais baixa que eu, tinha cabelos médios castanhos e olhos dourados.

Eu quase engasguei e acabei derramando quase a sopa toda quando notei que ela estava me encarando de cara feia. Eu nunca fui bom em lidar com olhares surpresa.

Coloquei meu pote no chão, peguei outro, enchi com sopa e falei:

-Capitão, não foi para brincar de casinha que viemos aqui, certo?

Ele acabou de tomar a sopa, colocou o pote no chão e levantou, dizendo ao mesmo tempo que desamassava a roupa:

-tem razão Tenente, viemos aqui registrar leituras do código.

Eu fui até a mesa pegar meu descodificador falando:

-finalmente, quero ver as leituras antes de entregar para Base.

O Cabo Floks pareceu ficar empolgado e perguntou:

-é verdade que o código dos lobos foi decifrado?!

Eu e o Capitão encaramos ele sérios ao mesmo tempo, e o Capitão perguntou:

-onde você ouviu isso?

Ele ficou tenso por um segundo, mas respondeu:

-é só um boato que eu andei ouvindo, e queria saber se era verdade. Assim poderemos afugentar os lobisomens!

Eu decidi abrir o jogo:

-eu tenho uma teoria. Por isso, preciso conversar com essa garota logo. Testar ela em prática vai ser a melhor forma de confirmar.

Eu coloquei a escuta na frente da garota lobo e falei:

-assim que isso acabar, pode comer quanta sopa quiser. Não é porque é prisioneira que vai precisar passar fome.

O Tales tirou a mordaça que ela tinha na boca, e quando vi o rosto inteiro dela… tenho de admitir, é kawaii-desu.

Mas logo em seguida, ela cerrou os dentes e meu descodificador começou a marcar descontroladamente em uma das linhas, só que não saia nada com nada, eram apenas riscos aleatórios.

A garota lobo aproveitou a confusão e deu uma investida para direita, mas como ela estava presa em correntes, não foi muito longe.

Ela pareceu respirar fundo, e de repente uivou em um som estrondoso, que fazia o chão tremer. Meu descodificador deu pani de vez naquela hora, começou a rabiscar nas folhas todas, apenas um monte de riscos sem sentido.

O Tales se apressou e foi tapar a boca da garota, depois que ele conseguiu, ficou tudo em silencio.

Apenas deu tempo de olhar pro meu descodificador e todo aquele rolo de folha desperdiçado, o barulho de uma batina na cabana foi o que quebrou o clima.

A Garota empurrou o Tales com as costas, e ele bateu na parede. Nesse mesmo momento, a porta abriu lentamente, e de lá, eu vi… uma cacetada de lobos.

O Tales tentou dar um tiro no que estava abrindo a porta, mas ele escapou. Ele fechou a porta com força e encostou nela, para não abrirem mais.

Eu iria pegar meu rifle, mas uma voz feminina disse:

-eu não sei de nada sobre a guerra de vocês…

Eu virei para trás e vi que era a garota lobo que estava falando, e enquanto sorria, completou:

-apenas sejam comidos!

Não sei porque, mas todo mundo ficou com o rabinho na mão nessa hora.


Notas Finais


"cuidado quando chamar os amigos para festa do pijama... se exagerar, não vai sobrar comida pro café da manha"


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