História 5 centímetros por segundo-Interativa - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Interativa
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


preso em uma cabana com uma alcateia de lobos do lado de fora... no que eu fui me meter?

Capítulo 4 - Tempo Ruim


Fanfic / Fanfiction 5 centímetros por segundo-Interativa - Capítulo 4 - Tempo Ruim

-eu sabia! Devíamos ter matado ela enquanto ainda dava tempo!

Huft… eu não sabia que ele tinha uma faca escondida… malditas camas de roupa…

O Capitão Volks cortou as cordas dele e do Cabo, e agora estava histérico com a garota lobo… bem, admito que também estou um pouco nervoso com ela. Só que o Capitão Volks estava realmente furioso, e chegou a bradar:

-vamos corta-la em pedaços e mostrar aos lobos! Isso os deixara assustados!

Eu até iria pegar meu rifle e acertar um tiro nele, mas meu rifle estava longe demais, não iria dar tempo até engatilhar e puxar o gatilho, ele estava perto demais da garota. Então… tudo o que me restou foi fazer uma coisa imprudente.

*facada*

Tive de tankar a facada, e joguar o Capitão Volks pra longe com meu corpo. Segurar a dor, e dizer:

-não pode matar ela, ela é uma peça importante para descodificação do código dos lobos… além do mais, ela tem capacidade de se comunicar com humanos, não posso deixar matarem alguém assim.

Eu tinha levando uma facada no meu braço esquerdo, o que era uma pena. Com ele machucado, minha precisão vai abaixar.

O Capitão Volks, claramente puto, falou:

-seu fraco! Se esse é o seu desejo, morra com ela-

O Tales deu um tiro na faca do Volks, que fez a lamina voar longe.

Mas meu limite já tinha sido atingido com esse trouxa a muito tempo. Além de ter de carregar o corpo desse inútil depois de surrar ele pela neve, e agora ter de escutar baboseira saindo da boca desse imbecil é demais.

Eu joguei o sangue que estava no meu braço com um movimento, cruzei os braços e disse em pose de herói:

-morrer com ela? Nem eu… nem ela vamos morrer aqui! Quem você acha que eu sou?! Sou o melhor atirador da Brigada Mirai! Eu sou… Kami Desuga!

O vento da nevasca entrava pelas frestas que os lobos abriam na cabana, fortes e gélidos, movimentavam meus cabelos heroicamente, me protagonizando de uma típica cena de frases impactantes. As vezes o mundo me queima, outras ele só que me ver queimando os outros.

O Volks ficou calado, me observando com rancor. Então deu a ordem aos seus homens:

-peguem as armas! Não precisamos ter medo de cachorrinhos enquanto temos rifles e balas!

O Cabo Floks não foi, ele não queria ir por causa do medo… Mas foi a decisão certa. Quando eles saíram, ouvimos disparos, gritos, berros de vingança, choro de lobos, e por fim, silencio.

Mas eu não fui besta não!

Arrumei minhas coisas, cortei o excesso de papel do descodificador, peguei meu rifle e falei:

-estão esperando o que? Vamos dar o fora daqui enquanto os lobos estão distraídos!

O Tales jogou o papel dentro de um compartimento cheio de pólvora, derramou bebida nos papéis e acendei com um fósforo ao mesmo tempo que colocava-mos as mochilas nas costas e pegava-mos as balas extras.

Todos estavam prontos para sair, mas o barulho das corrente me fez relembrar o motivo de estarmos aqui.

O Fogo estava prestes a chegar na pólvora, não daria tempo de destrancar as correntes da garota. Tanto eu como o Tales sabíamos disso, e o Capitão ordenou:

-não há tempo, vamos!

Mas, como atirador da Brigada Mirai, não posso deixar de mostrar minhas habilidade pelo menos uma vez.

Saquei meu rifle, engatilhei e dei um tiro certeiro na fechadura das corrente. A garota lobo caiu no chão por causa das leis básicas da física, e eu, fui ajudar ela a levantar, já que não tínhamos mais tempo para nada.

Estendi minha mão a ela e falei:

-vamos, temos muito pela frente!

Foi a primeira vez que eu vi o olhar da garota lobo brilhar.

Corremos por trás da cabana e deitamos no chão, esse foi o tempo dos lobos voltarem até a cabana e conseguirem entrar… também foi o tempo do fogo acender a pólvora e explodir o local, como uma bomba caseira.

Destroços voaram para todos os cantos, alguns caíram em cima do Capitão, outros no Cabo, e chegaram a me acertar também. Apenas não acertaram a garota lobo porque eu deitei sobre ela.

Assim que o barulho da explosão parou de ecoar nos meus tímpanos, levantei um pouco e rolei pra frente, com o rifle em mãos, pronto para atirar em qualquer coisa que se movesse na área da explosão. Ainda existia a possibilidade de algum lobo ter saído ileso.

Afinal de contas, não tinha nenhum, e meu braço ainda estava sangrando. Eu tirei o casaco e puxei a manga, o Tales se apressou e fez o curativo.

O corte tinha rasgado alguns músculos, então optei por deixar ele parado mesmo. Dei meu rifle pro Capitão e coloquei o revolver na cintura.

O caminhão do Capitão Volks ainda era longe, mas antes de seguirmos rumo até lá, fomos até onde aqueles dois morreram. Precisamos das balas, da pólvora… e da minha sopa, que esses idiotas pegaram quando eu acabei de armazenar ela em uma garrafa.

Era uma cena apenas para quem tinha estomago forte… não vou dar detalhes sobre isso. As vezes, o que encontramos na escuridão… precisa ficar na escuridão.

Depois que pegamos o que queríamos, demos as costas e seguimos em frente, era a única coisa que nos restou a fazer. “Se morrem ás nossas costas, nós seguimos em frente, carregando a vontade dos que caíram.”, essa é uma das frases que eu repetia para mim mesmo nos momentos difíceis.

*horas depois*

-Cabo Floks, o caminhão já está próximo?

O Capitão estava perguntando, com firmeza na voz. Também, já estava anoitecendo.

O Capitão também amarrou as mãos da garota lobo com uma corda, por via das duvidas. Mas, isso não a impediu de comer um pouco da minha sopa… sopa de qualidade.

-Tenente, você está engordando essa loba para o abate?

Eu olhei feio pro Capitão, mas voltei ao normal e falei tranquilo:

-ela não deve comer á algum tempo, por isso deve estar com bastante fome mesmo… além do mais, minha sopa é a melhor sopa que você vai encontrar daqui até o país do norte, natural de qualquer ser vivo apreciar cada gole.

Sim, eu sou extremamente orgulhoso da minha culinária.

Quando a garota lobo finalmente ficou satisfeita, ela me devolveu a garrafa. Tinha apenas o suficiente para dois goles, goles que eu não desperdicei.

-Kotoka…

Era a voz da garota lobo, ela tinha dito isso sem olhar para mim. Logo em seguida, prosseguiu:

-é meu nome.

Saber o nome dela ajuda bastante. Pelo menos, não preciso mais chama-la apenas de “garota lobo”. Só que ela não parou por ai:

-e não tenho o menor interesse na guerra de vocês. Por mim, podem se matar a vontade. Humanos e lobisomens… os odeio igualmente. O que vocês acham que vão ganhar decifrando o código?

-uma forma de negociar… - o Capitão respondeu. – Não é isso o que você quer, Kotoka? – Perguntou, da maneira que apenas ele consegue perguntar. Suave e intimidador.

Mas a Kotoka pareceu não se abalar com o estilo dele, e respondeu com o mesmo tom de antes:

-isso não é o suficiente para vocês, humanos. Vocês são uma raça cruel e invejosa, não conseguem tolerar algo que seja melhor que si mesmos. Por isso não vão parar até que todos os lobisomens sejam extintos.

Ela tinha um ponto. Um ponto que me deixou obrigado a comentar:

-isso é verdade. Humanos podem mesmo ser uma raça que não tolera algo superior a eles, e isso acontece mesmo entre humanos. No meu caso, nunca me dei bem com os recrutas da academia, já que eu sempre me destaquei com o uso de rifles a longa distancia... as vezes, nem mesmo eu lembro o porque estar lutando nessa guerra. Vingança talvez? Vontade de salvar meu país? Ou simples prazer em matar? Tem dias que eu penso: que sentido faz guerrear uns com os outros? ambos dos lados perdem, pessoas boas morrem nas trincheiras de fome enquanto pessoas ruins engordam em seus palácios de luxo, sem se preocupar em se vai poder ver o sol do dia seguinte, ou se vai ter a vida roubada antes disso. Eu mesmo já vi coisas, coisas que nunca pudéssemos pensar que aconteceriam. Civis mortos a chicotadas presos de cabeça para baixo em arvores, famílias que procuraram o suicídio para escapar do desespero… enquanto existem pessoas por ai, que simplesmente não dão a mínima… só que…

Pisei forte na neve, virei de frente para Kotoka e falei com os punhos fechados:

-mesmo assim, não subestime os humanos! Sim, a maioria das pessoas é podre, mas o que vale não são os humanos em si, mas sim suas criações! Carrego comigo a tecnologia mais avançada da atualidade, um descodificador acoplado com todas as línguas utilizadas no mundo inteiro! E outra coisa que não se deve ser subestimada nos humanos… É a capacidade de mudar! Quem você acha que eu sou?! Eu sou Kami Desuga! O Homem cujo acredita que algum dia, a humanidade abrirá os olhos e verá que essa guerra nunca teve sentido, e parar com os genocídios de vidas inocentes!

O mesmo vento que sentimos na cabana apareceu de novo, forte e gélido, porém a cada segundo que ele passava pelos nossos pulmões, o sopro da determinação preenchia nosso corpo, como se Deus estivesse revivendo corpos, já mortos á muito tempo.

Esse momento empolgante… foi quebrado com uma ultima frase que eu disse, para quebrar o clima mesmo:

-pena que eu não consigo decifrar o código dos lobos.

O Tales abriu a boca o suficiente para colocar minha mão lá dentro sem problemas, depois ele chegou mais perto de mim e da Kotoka afirmando:

-Kami, mas você disse que tinha uma teoria!

E eu confirmei a afirmação dele dizendo:

-sim, a teoria que eu não conseguiria decifrar o código. Eu conheço meu descodificador melhor do que os próprios inventores, isso já foi comprovado. E quando digo que não conseguimos decifrar, é porque é impossível. Bem, agora não é mais uma teoria.

A Kotoka ainda falou:

-sim, seres humanos não conseguiriam decifra-lo, não importa o quanto tentassem. O código não se baseia apenas em palavras… também usamos nossos sentimentos. E você precisa de ouvidos como os meus para ouvi-los. Como eu disse antes, eu não vou ajuda-los com isso.

Eu finalizei a conversa:

-é como se fosse telepatia, uma conversa enviada por sons sem sentido. Desculpe Capitão, eu falhei na missão.

*face palm*
-sei…

O Capitão estava claramente desapontado. Não comigo, ou com a Kotoka, mas consigo mesmo, por ser trouxa o suficiente para acreditar que fosse possível conversar com animais. Huehuehue.

-Isso é mais que o suficiente para mim.

Era a voz do Cabo Floks, só que… a voz dele… metia medo. Eu, e nenhum dos pelos do meu corpo, sentiam coisa boa sobre isso.

O Capitão virou para o Cabo e perguntou:

-Cabo Floks, o que é isso?

Ele respondeu vagamente, como se não estivesse falando com o Capitão:

-Cabo Floks? Eu… devorei esse cara outro dia.

Puta que pariu…


Notas Finais


tudo tem um padrão, e esse cara nunca se encaixou neles. Agora sabemos o porquê.


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