História 5 centímetros por segundo-Interativa - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Interativa
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Palavras 2.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Com esse ultimo capítulo, finalizamos o prólogo.

Isso mesmo, tudo o que escrevi até agora era apenas o começo. Ainda temos muito caminho para percorrer antes do final.

Capítulo 5 - A 5 Centímetros Por Segundo


Fanfic / Fanfiction 5 centímetros por segundo-Interativa - Capítulo 5 - A 5 Centímetros Por Segundo

O Capitão jogou as cordas da Kotoka para mim e gritou enquanto sacava meu rifle:

-para trás!

Eu puxei de um dos bolsos do meu cinto um pente de balas, assoviei e joguei ele até o capitão. Logo em seguida, recuei e peguei meu revolver.

O Capitão deu 4 tiros no Cabo antes que ele fizesse qualquer movimento, entretanto, os tiros não surtiram efeito. Ele esqueceu que precisa acertar na cabeça antes que se transformem.

Mas quando lembrou disso, mirou na cabeça e foi atirar, o “click” foi a única coisa que saiu do rifle. Meu rifle tem capacidade para 7 disparos, e eu já tinha usado 3 antes. Não quando encontramos os soldados de Volks, foi bem mais antes. Eu estava testando a minha mira e vendo se a nevasca iria afetar o projétil.

Ele foi obrigado a recarregar, tempo perfeito para o cabo revelar sua verdadeira forma.

Em questão de segundos, um homem comum se transformou em um lobo fisiculturista de 2 metros e meio, de olhos ferozes, crista preta e pelugem cinza.

Assim que recarregou, o Capitão deu mais dois tiros. Tiros inúteis, para ser especifico. Os projeteis apenas afundaram na pele do lobo, depois foram cuspidas para fora.

O lobo avançou em direção ao Capitão, que tinha travado por um segundo. Era o primeiro combate dele contra um lobisomem de verdade.

Eu me vi forçado a gritar:

-mova-se seu idiota!

Ele recobrou a ação do corpo, e desviou no ultimo segundo de um ataque violento de garra. Mas o lobisomem era esperto: ele acertou o chão, e com toda aquela força, o impacto fez o corpo do capitão voar longe.

Dei dois tiros de revolver seguidos em direção aos olhos do lobo, mas ele já estava ligado e abaixou. Depois, veio na minha direção.

Eu fiquei parado, com o revolver apontado. O Lobo estava correndo em zigue-zaque, jogando neve, movimentando a cabeça e fazendo mais um monte de outros movimentos, tentando me fazer perder a mira.

Eu finalmente atirei. Chegava a conseguir ver a bala atravessando os flocos de neve, como se estivesse em câmera lenta.

Eu acertei entre os olhos dele. Não era o que eu queria… precisava acertar em um dos dois olhos, isso sim machuca. Eu devo estar nervoso… também é minha primeira vez cara a cara contra um lobisomem.

Foi a Kotoka que salvou minha pele, me puxando pro lado dela e pulando pra longe comigo.

Caímos próximos do capitão, mas nem pense que o lobisomem parou por ai. Ele veio na nossa direção de novo, mas eu também já estava ligado no que saber.

Eu e a Kotoka nos empurramos para lados contrários, coisa que eu não esperava. Eu apenas queria tirar ela do caminho do lobo, mas ela fez o mesmo comigo, então foi um impulso duplo aplicado em ambos de nós. Nesse meio tempo, o Capitão deu mais alguns tiros no lobisomem, chamando a atenção dele para si.

Não iriamos durar muito tempo assim, as balas não fazem efeito… acabei de ter uma ideia.

O Lobisomem foi mesmo na direção do capitão, só que dessa vez, andando normalmente. Antes que ele chegasse, a Kotoka rosnou pra ele, o que chamou a atenção do lobisomem mais uma vez.

Eu percebi uma coisa, esse lobisomem é tipo uma mosca, vai em direção de tudo que faz barulho ou coisa do tipo. Que trouxa…

Só que… o lobisomem REALMENTE iria machucar a Kotoka, e isso não fazia sentido. Tanto ele como a Kotoka são lobos, por que diabos ele iria tentar matar ela?

Bem, não importa. Sabe por que? Porque eu estou aqui!

-SPARTA!!!

Não iríamos durar muito só com as armas, por isso eu corri e busquei o caminhão do Volks e atropelei o lobisomem com ele.

O lobisomem voou longe mesmo, mas eu não perdi tempo: fiz o contorno e gritei:

-bora!!! Não temos o dia todo!!!

A Kotoka e o capitão subiram abordo e eu pisei fundo. Nem a pau ficaria mais um minuto naquele lugar.

*ao anoitecer*

Não paramos nem para trocar os motoristas. Além de estar sendo perseguidos, estávamos atrasados. O combinado seria chegar no aeroporto antes de escurecer, e já está um breu. E pra melhorar, o Capitão começou um interrogatório no caminhão mesmo:

-por que ele te atacou? Vocês não são da mesma espécie?!

Eu estava dirigindo, portanto não podia me envolver muito na conversa. Os faróis altos do caminhão quebraram, por isso precisava de concentração, mas o tom de voz do capitão estava atrapalhando. E mesmo que ele seja meu superior, eu não quero saber. Sigo as ordens que acho certas, mas quando dificultam minha vida ou atrapalham demais quando eu preciso de atenção, eu repreendo mesmo. E foi o que eu fiz:

-Capitão Tales, cale a sua boca. Os faróis altos do caminhão quebraram enquanto eu salvava a pele de vocês, por isso não vejo nada a dois palmos dos meus olhos. Preciso me concentrar na estrada, e você não está ajudando.

Eu não sou Tenente por pouca coisa. Era o único com coragem o suficiente para contra dizer e repreender meus superiores quando fosse preciso, não guardava isso pra mim mesmo eu lidava com a situação assim mesmo.

E o Tales me conhece, e sabe que eu só falo isso quando está me atrapalhando o suficiente para afetar meu desempenho. Por isso, parou o interrogatório imediatamente.

Segundos de silencio depois, a Kotoka respondeu:

-eu fui feita de isca.

Aquilo tinha despertado meu interesse, mas sem perder atenção na estada, perguntei:

-isca? E lobos fazem essas porras também?

A seguir da pergunta, olhei pra Kotoka. Ela confirmou com a cabeça. Eu olhei pro Capitão e falei:

-no final das contas, lobos e humanos não são tão diferentes. Usar um da sua própria espécie como isca para conseguir informação… não é a primeira vez que eu vejo.

Olhei de volta para a estrada.

-fizeram isso porque eu tenho o sangue amaldiçoado.

Eu olhei instantaneamente para Kotoka e perguntei sozinho:

-wtf?

De canto de olho, deu vi algo na frente do carro, quando olhei, era o lobo. Parado na frente do carro que estava á 80 km/h.

O caminhão bateu nele e capotou. Eu fui arremessado pelo para-brisa, e fiquei lá, largado na neve.

Eu sentia o frio nas costas, mas meus braços estavam quentes. Eu olhei pra eles, e vi que estavam sangrando por baixo do casaco.

O lobisomem estava bem do meu lado. apenas virei meus olhos pra ele, sem dor eu sentia mais… deve ser essa a sensação que sentimos quando estamos deitados no colo da morte.

A boca do lobisomem chegou bem perto do meu pescoço, e bufou. Eu contrai todos os músculos do rosto e dei minhas ultimas palavras:

-bafo de merda…

*tiro*

Um tiro foi o que me separou de encontrar a luz do túnel, também foi o que afastou o lobisomem do meu pescoço. Um tiro certeiro no olho do lobo, dado pelo poderoso Capitão, onde rastejava de dentro da cabine do caminhão que se encontrava de ponta cabeça.

O Capitão, fazendo jus ao seu estilo fodão, ainda disse:

-mesmo sendo indestrutível, ainda sente um tiro no olho. Vamos ver e o próximo pega na língua.

O lobisomem afastou a boca de perto de mim devagar… depois deu um pulo e correu em quatro patas até o capitão. O mesmo, percebendo o que acabou de fazer, disse enquanto levantava:

-ai merda!

Ele estava mancando, mas começou a fugir do lobo. Aquele idiota queria distrair o lobisomem o máximo possível para me dar tempo de fugir.

Eu não conseguia mexer meus braços e minhas pernas não correspondiam aos meus comandos. Acabou sendo que nós dois vamos morrer aqui no final das contas…

-você quer o poder para salvar ele?

A voz da Kotoka passou pelos meus ouvidos. Eu movi os olhos até a direção de onde veio a voz, e a vi… segurando meu revolver.

Ela perguntou de novo:

-responda: você quer poder para salvar ele? Me responda.

Eu respondi:

-sim… além de ser o Capitão, ele é meu amigo.

Ela apontou o revolver pro meu peito, e disse, friamente:

-então morra.

Ela deu um disparo contra o meu peito, direto no coração.

O Lobisomem estava mordendo o ombro do Tales. Depois que soltou, levantou ele e pegou a cabeça. O Lobisomem iria matar o Capitão arrancado a cabeça dele.

Depois de uma ação, algo caio no chão…

O braço do lobisomem sumiu do lugar, e apareceu lá, se misturando com a neve, pintando o chão de vermelho.

O sangue saiu do braço dele como se fosse uma torneira, fazendo uma forma vermelha engraçada na neve…

E advinha quem foi que fez isso??? Su memo, Eu! Melhor atirador da Brigada Mirai, Kami Desuga!

O trovejante e furioso grito do Lobo infestou o lugar. Um Urro de dor bem dado, em minha opinião.

O Lobo me viu, com orelhas e uma cauda. Meu casaco, misteriosamente, tinha sumido do meu corpo, mas eu não vou questionar isso.

E assim que me viu, me atacou. Eu apenas desviava, até o momento que ele tentou enfiar as garras em mim. Eu peguei as mão deles, e dois dedos atravessaram minha palma, mas esses dois dedos derreteram até o osso quando entraram em contato com meu sangue.

O Lobo gritou de novo, e me arremessou até a floresta. Eu parecia um boneco inflável enquanto voava pela neve, e graciosamente, cai em pé. O lobo aproveitou e se jogou contra mim, me carregando para bater contra uma árvore.

Eu peguei as costelas dele com minhas mãos, coloquei os pés no chão e dei um golpe de luta livre, usando um dos joelhos para colocar o lobo no chão. Por causa da velocidade que ele estava, continuou se arrastando com a nuca na neve até bater de costas na árvore que ele mesmo queria me jogar contra. No mundo de vocês, chamariam isso de habilidade de luta, eu chamo de karma.

Antes que o Lobisomem pensasse em fazer alguma próxima ação, eu chutei o seu abdómem. O Lobo ficou colado na arvore por alguns segundos amais, depois caiu deitado na neve, de costas ao céu.

Eu não iria vacilar daquela fez, por isso, finalizei o lobo, usando uma de minhas mãos para perfurar suas costas, consecutivamente, seu coração.

O sangue dele, ao entrar em contato com o meu, evaporava. Nunca tinha visto algo parecido antes... deve ser isso que a Kotoka quis dizer com “sangue amaldiçoado”.

Enfim, não era hora. Fui correndo para ver como o Capitão estava, ele foi mordido e essas coisas. Mas também, eu não podia demorar mais tempo. Daqui a pouco a equipe de resgate chega nesse lugar.

Encontrei o Capitão encostado no caminhão, com a Kotoka próxima dele, tendo uma mordida no braço. Mas o tamanho da mordida não era igual a mandibula do lobo, combinava mais com a mandibula humana. O Capitão não iria morder ela, e a mordida estava recente demais para ter sido o Lobisomem em forma humana. Restaram duas opções: ou fui eu, ou foi ela mesma.

Mas, depois eu terei tempo de me preocupar com esses pequenos detalhes. Foco no objetivo principal!

Eu ajoelhei do lado dele e perguntei:

-Capitão, tudo beleza ai? Quer que te injete uma pitada de morfina?

Ele respondeu:

-não… eu sou macho, aguento.

Hum… bem macho né?

Levantei dando dois tapas de consolo no ombro machucado dele. Ele olhou puto pra mim, mas não disse nada.

A Kotoka se juntou a mim. Eu olhei para ela, ela olhou para mim… cheguei a conclusão:

-Capitão, vou ter que tirar um tempo pelo visto. Não vou poder voltar com você.

Ele me perguntou o motivo, mas no fundo, meio que já sabia.

A Kotoka me apoiou dizendo:

-sim, além de ser caçados por Lobisomens, seremos caçados por humanos. Teremos que desaparecer.

Eu já ia dar as costas e ir embora, mas o Capitão me chamou de novo, só que dessa vez, de maneira diferente:

-Tenente Kami, da Brigada Mirai…

Eu me abaixei para escutar o que ele queria dizer, só que ele fez mais do que utilizar apenas palavras.

Ele me colocou um chapéu, o chapéu que era usado para identificar os Capitães. Assim que colocou na minha cabeça, disse:

-eu o promovo para Capitão… não faça nada que seu antecessor vá se arrepender, ouviu?

E finalizou com uma continência.

Para vocês, pode não significar muita coisa, mas para mim, é algo inesquecível.

Eu já estava pensando em bolar um novo discurso para poder cruzar os braços e bater aquele vento, mas acho que nenhum de vocês quer ver algo assim fora do momento.

Eu já conseguia ouvir as sirenes. Notei que a Kotoka tinha sumido do meu lado, olhei em volta e vi ela correndo de volta com minhas coisas e um tipo de capa. Ela me entregou tudo e corremos de lá pela floresta.

Enquanto corríamos, ela perguntou, ao mesmo tempo que olhava para mim:

-então… Capitão? O que vamos fazer agora?

Nenhum de nós parou de correr, mas eu precisava pensar. A única coisa que me veio a cabeça foi dizer:

-não somos mais parte desse mundo. Somos hereges caçados por humanos e lobisomens… que mal isso faz? Vamos viver cada segundo de nossas vidas enquanto a aproveitamos ao máximo, viajando…a 5 centímetros por segundo!

 

06/06/1951 – By: Kami


Notas Finais


"as vezes ações falam mais que palavras"

então apreciem o capítulo e esqueçam que eu não consegui criar nenhuma frase hoje


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