História 5 Colours in Her Hair - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Dorcas Meadowes, Lílian Evans, Marlenne Mckinnon, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Acampamento De Escrita, Dorem, Jily, Marauders, Marotos, Romance, Sily, Universo Alternativo
Exibições 31
Palavras 1.668
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Você precisava estar perdido


— É sério, James, se Petunia reclamar mais uma vez dos arranjos de flores, eu saio daqui, e ela que case sem dama de honra!

James riu para o telefone, mas só metade da sua atenção estava ali. Do banco do carro ele tinha uma visão um pouco restrita do restaurante do outro lado da rua, mas era o mais perto que poderia chegar.

— Bata nela com o buquê se ela te encher muito a paciência — brincou ele, alguém abriu a porta ao lado e James pulou no banco do motorista. — Tenho que desligar, anjo. A gente se vê amanhã.

— Eu não vou ser a de branco — disse Lily —, vou ser a de vestido salmão horrível.

— Linda seria até com um saco de batata — respondeu James. — Um beijo.

— Outro para você.

O garoto desligou a ligação, com um sorriso involuntário, fazendo a garota ao lado revirar os olhos.

— Você está tão ferrado, Potter — disse Dorcas.

— Não vamos começar uma discussão sobre que está pior, que dessa vez eu não vou ser o ganhador — sorriu James, fazendo a loira revirar os olhos —, conseguiu alguma coisa?

— Algumas fotos — respondeu ela, desbloqueando o celular e estendendo-o para James.

Ele passava as fotos tiradas meio de longe, por uma Dorcas um tanto disfarçada, que mostravam Sirius Black em um encontro.

— Nojento — comentou ela.

James ergueu uma sobrancelha para ela, sorrindo meio sarcástico. Estava bom, mas não mostrava muita coisa.

— Precisamos de fotos mais comprometedoras — disse o garoto.

— Quem sabe eles deem um beijo de despedida — sugeriu ela. — O que fazemos?

— Esperamos.

Assim os dois encostaram no banco, cada um perdido em sua própria vida fodida.                        

 

***

 

— Então, querida?

Marlene tinha montado um lugar elevado em seu quarto, cercado de espelhos, preparado com cuidado para esse grande momento. A prova do vestido. Esse era um dos dias mais especiais de sua vida, provavelmente nem o dia de seu casamento iria superar isso. Provavelmente ela não ia se casar, mas mesmo assim.

— Querida? — perguntou a costureira mais uma vez. O desenho do vestido era de um estilista famoso e simplista, com um toque especial.

— Está perfeito.

— Ótimo — sorriu a mulher, ajeitando os alfinetes. — Vamos ao de sua amiga agora.

 

***

 

— Ai, Lily! Devagar, assim você está machucando meus pés!

A menina achava um absurdo que tivesse que ser ela a estar ali fazendo massagem relaxante nos pés de Petunia. Que a irmã enorme de Vernon viesse fazer isso, ou uma das dezenas de damas de hornas e amigas — que Lily nem desconfiava que Petunia tinha — que estavam se hospedando na casa delas. Mas foi para ela que coube a tarefa. Despejou toda a sua raiva nos pés ossudos da irmã.

— Mamãe! Lily está me machucando! — gritou a loira, puxando os pés.

— Quantos anos você tem? — resmungou Lily, deixando a massagem mais suave. — Cinco?

— Essa é pra ser uma massagem relaxante, sua anormal! — gritou a noiva.

— Quer saber? Fique estressada então!

A menina saiu do quarto batendo a porta no caminho. Mas não era  suficiente, tinha vestigos do casamento até nos corredores. Pegou um casaco e desceu as escadas, preferindo se sentar do lado de fora da casa.

Com a cabeça nas mãos, Lily suspirou fundo. Estava tão cansada de casa, escola, casamento, Petunia, cor salmão. Nem acreditava que estava faltando tão pouco.

— Algum problema, querida? — perguntou uma voz atrás dela, Lily virou-se e deu de cara com a mãe.

— Não…

Christine não se deixou enganar e sentou-se ao lado da filha.

— Releve Petunia, logo logo ela estará fora de casa e nós vamos sentir muito a falta dela — disse a mãe, passando o braço pelos ombros dela.

— Nós vamos? — murmurou Lily, mas a mãe fez de quem não ouviu.

— Acho que a gente precisa conversar — disse ela, com uma expressão séria.

— Sobre o que, mãe? — quis saber Lily. Vivia com medo da mãe descobrir o que estava aprontando.

— Sobre você — respondeu ela. — Encontrei isso sem querer… Acho que é seu — ela estendeu uma pasta rosa, e Lily engoliu em seco. Era hora de dar mais algumas explicações.

 

***

 

— Minha vida não é tão miserável — disse Dorcar, após um longo momento de silêncio.  — Vou terminar a escola com a melhor média, oradora da turma. Nós ganhamos o Campeonato de Inverno, nas líderes de torcida. Tenho aprovação para uma dezena de faculdades, e logo logo estarei em alguma fraternidade, ou coisa assim. Eu só preciso aguentar mais essas semanas, e pronto.

— E é o suficiente? — especulou James, com o olhar perdido para o lado de fora do carro. — Nada de amigos, ninguém que te conheça, você odeia seus pais por te pressionarem, não tem um namorado, nem se quer alguém que você goste…

— Tem alguém — disse ela, olhando para baixo.

— Você abriu mão do Lupin, Dorcas — lembrou James, pelo que Lily tinha contado.

— Ele é…

— Soropositivo, eu sei — completou o garoto. — Nós meses após o acidente eu visitei ele algumas vezes, a mãe dele contou.

— Então você deve entender que uma relação com ele…

— É perfeitamente possível — contou James mais uma vez. — Ele é consciente, se cuida, busca o máximo fazer com que essa doença não o defina.

— Ele me abandonou também — argumentou ela, brava como a Dorcas de fachada nunca ficava. — Meus pais disseram que não queria e ele concordou, me deixou pelo que era melhor para mim, sem me perguntar se era isso que eu queria ou não.

— E você tentou lutar contra isso? — quis saber James. — Ou só aceitou o que papai e mamãe disseram, mais uma vez? Ele eu posso dizer que fez isso pensando além dele mesmo, mas e você?

— Você não me conhece, Potter!

— Alguém conhece, Dorcas? — perguntou o moreno, com as sobrancelhas erguidas. — Lá vem eles.

 

***

 

— Como? Como assim esse foi o que foi te passado? Será que você não tem olhos? É tão burra assim? É claro que isso não serve, isso está um lixo!

Marlene jogou o bolo de tecido no chão enquanto gritava com a costureira.

— Como você pode ser tão incopetente? Ela veste 36, sua inútil, isso aqui é quase tamanho infantil!

Estava tudo errado. O vestido de Lily não tinha ficado nada bom, a costureira havia errado feio nas medidas, e não havia conserto. Olhou mais uma vez o vestido no chão e quis rasgar o tecido em tiras. Tudo errado. Como ela estava com ódio.

— Saí da minha frente! — gritou com a costureira. — Agora! Não quero nunca mais ver a sua cara! — atirou uma das almofadas do sofá na mulher, que saiu do quarto gritando com Marlene. — Sua inútil!

Pegou o vestido e em um ataque de raiva, rasgou.

— Que ódio! — gritou para as Marlenes refletidas no espelho. Olhou-se no espelho, estava começando a ficar doente, se sentia meio tonta, talvez fosse tanto nervoso. Jogou o vestido longe e decidiu sair. — Se você quer alguma coisa bem feita, faça você mesma.

Pegou a bolsa e saiu. Ela ia fazer o vestido de Lily, e ia ficar perfeito, ou ela não se chamava Marlene McKinnon.

 

***

— Você foi aprovada uma universidade com bolsa integral, Lily! — disse a mãe, tirando um dos papéis da pasta. — Quando ia me contar isso?

Lily recebeu a aprovação no natal, mas decidiu guardar a informação só para si. Já tinha muito com o que lidar, Petunia, preparativos para o baile, a mãe conhecendo Sirius e os dois assumindo o namoro. E talvez, se mantivesse só para sí aquilo, a sensação boa pudesse durar mais.

Mas havia durado pouco, cada vez que olhava para a pasta, onde os documentos de inscrição, e boletins da escola, e memorandos do curso de fotografia ficavam, Lily sentia-se mais e mais enjoada. Tinha valido a pena, não tinha? Ela não poderia dar para trás agora.

— Estava esperando o casamento de Pet passar — explicou para a mãe com um sorriso.

— Ah! minha querida, eu gostaria de ter sabido, fique tão feliz! Meus parabéns! — Christine abraçou forte a filha. — Tenho um presente para você — disse ela, tirando um cheque da bolsa. — Não é muito, mas é o que temos economizado e agora que Petunia está se casando, vamos poder manter seus estudos, e com essas bolsa, ah! Meu bem, estou tão feliz!

Lily sentiu seu estômago afundar mais uma vez enquanto aceitava o cheque, e tentou esconder todas as suas preocupações e focar apenas no abraço quente da mãe.

 

***

 

— Ficaram ótimas as fotos — disse Dorcas, enquanto James parava o carro na esquina da casa dela. — Idiotas, se beijando em público assim… Como se ir para outra cidade fosse adiantar.

— Isso era tudo o que eu estava precisando — admitiu James. — Com toda a informação que eu recolhi, e as provas… Sirius Black já era.

— Uma vingança bem cruel — comentou a menina, não muito compadecida de Sirius. — E o que eu pedi?

— Aqui está — disse James, tirando um frasco verde do porta luvas. — Coloque em água, que ele forma uma gosma verde com um cheiro desagradável. Acho que aqui encerramos nossos negócios, Meadowes.

— Foi ótimo trabalhar com você, James — sorriu a menina. — Boa sorte com sua vida miserável, sem amigos, ou alguém que você realmente importe. Não se engane ao pensar que ela vai continuar com você, ela não vai. Lily Evans é feita de um material diferente do nosso.

— Por que você acha que eu me apaixonei por ela? — admitiu ele. Sorriu e acelerou com o carro. Ele não precisava de Dorcas para saber de nada disso.

 

***

 

Estava pronto, tinha conseguido, era quase uma obra prima. Marlene dançou pelo quarto, com sua primeira crianção. Per-fei-ta. Estava perfeita… O vestido mais bonito que alguém poderia ter feito…

O quarto começou a rodopiar, e os espelhos pareciam muito perto…

Muitas Marlenes…

Chão…

Chão…

A próxima coisa que viu foi o teto do hospital, em uma cama desconfortável com um barulho irritante e algo queimando em suas veias.

— Não se mexa, já chamei a enfermeira — disse sua mãe ao seu lado. — Estou tão decepcionada, Lene… Você poderia fazer tudo o que quisesse, só tinha que lembrar de uma coisa...  A camisinha. O que vamos fazer agora?



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