História 5 Colours in Her Hair - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Dorcas Meadowes, Lílian Evans, Marlenne Mckinnon, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Acampamento De Escrita, Dorem, Jily, Marauders, Marotos, Romance, Sily, Universo Alternativo
Exibições 42
Palavras 3.206
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O beijo de hj vai pra Nat e pra Loh que ficou "já escreveu? já escreveu?" kkk Meus amores ♥

Capítulo 7 - E quando você achar que se perdeu


Fanfic / Fanfiction 5 Colours in Her Hair - Capítulo 7 - E quando você achar que se perdeu

Mil coisas passaram pela cabeça de Lily quando ela ouviu a palavra "fogo". A correria toda supunha um incêndio de proporções astronômicas, com direito a bombeiros e tudo mais. Mas a realidade não passou de uma cortina que pegou fogo. Lily se esquivou da multidão e abriu espaço até o labirinto, chegando lá encontrou Mary MacDonnald enrolada em um cobertor, enquanto Alyssia Abott batia boca com Amus Diggory.

— O que aconteceu aqui? — perguntou a menina do cabelo colorido quando se aproximou de Dorcas, que observava tudo com uma expressão consternada.

— Mary e Amus estavam se agarrando no setor dois quando o fogo começou. O diretor Dumbledore usou o extintor de incêndio, e tirou os bonecos de cera derretidos, todo mundo está bem.

— Mas Amus teve que  explicar o que estava fazendo sozinho com Mary — adivinhou Lily.

— Ele nem tentou.

Olhando agora, Lily pôde ver que Amus tinha um braço envolto em Mary, parece que ela havia sido promovida de amante para namorada.

— Mas o que foi que aconteceu?— quis saber a Evans.

— Ah! Lily. Foi tudo minha culpa — choramingou Dorcas. —É imprescindível conferir se não há sobrecarga nas tomadas. Quando passamos os bonecos para o setor dois, eu devia ter conferido. As tomadas explodiram e colocaram fogo nas cortinas.

Lily estancou. Não era Dorcas a culpada, era ela. Ela quem tinha rearranjado o setor dois e conferido a arrumação. Se alguém devia estar se sentindo culpada, essa pessoa não era Dorcas. E ela achara que tinha feito tudo tão certo...

Dorcas foi resolver alguma coisa e sumiu no meio da multidão. Liy olhou ao redor, checando se mais alguma coisa havia acontecido ou alguém havia se machucado. Mas ao que parece o incêndio havia apenas estragado a festa. Alyssia saiu rodeada por um grupo de pessoas solidárias, Lily avistou uma Marlene risonha saindo nos braços de alguém, já havia perdido um dos chifres da fantasia e saía meio que apoiada no rapaz. Teve um vislumbre dos cabelos impossíveis de James escapando por uma das portas traseiras, com uma das mãos no bolso, e o chapéu de bruxo perdido.

— Acho que a festa aqui acabou — Lily sentiu alguém a rodeado com os braços por trás. No começo ela se irritava com essa mania de Sirius, de sempre procurar o toque, mas para ele parecia imprescindível estar sempre em contato com seu objeto de desejo. — Quer que eu te leve para casa?

— Não precisa, eu vou de ônibus — respondeu a menina, ainda sentindo seu espírito de ânimo para baixo.

— Eu te deixo no ponto então, vem, quero te mostrar uma coisa.

Sirius a puxou pela mão, ambos recuperaram seus casacos e saíram, aquele era o fim da  festa. Lily tinha a impressão que aquilo não faria bem nenhum à sua recém adquirida reputação e frágil campanha para o reinado estudantil. E era imprescindível que aquilo desse certo.

Sirius estendeu um capacete para Lily com um sorriso muito travesso no rosto. Ela tinha tido uma experiência ou outra, em alguns meses conturbados de sua vida, com motos, mas tinha passado. Não foi muito tranquila — apesar do sorriso empolgado que deu para Sirius, a Lily dele gostava desse tipo de aventura — que colocou o capacete e subiu na moto.

A moto parou há uma quadra de distância de um segundo ponto de ônibus. Lily soltou a cintura de Sirius do abraço apertado em que estavam e desceu da moto, observando a vizinhança. Era um bairro comum, onde a coisa mais incomum era uma casa abandonada no meio da quadra. E era exatamente para lá que estava Sirius estava olhando.

— Okay, senhor radical. O que você quer me mostrar? — Lily estava um pouco receosa com o que quer que fosse que Sirius tinha programado, se sentiria mais tranquila se ele quisesse ter ido a uma festa movimentada ou algo do tipo. Mas não podia demonstrar isso, então sorriu animada.

— Um lugar que eu descobri quando era criança. Vem — Sirius puxou sua mão em direção a casa abandonada, passando por uma brecha em uma cerca e seguindo até os fundos do local. O mato ia até os tornozelos, e Lily sentiu a fantasia de Dorothy se encher de folhas e espinhos.

— Uau! Estou me sentindo uma fora da lei — ela riu, embora por dentro aquilo estivesse começando a assustar.

Sirius também riu enquanto a conduzia para uma casinha no fundo do terreno.

— É quase uma casa na árvore — sorriu ele —, mas sem a árvore. Essa casa é dos meus pais, na verdade. Está abandonada, por algum problema financeiro ou para valorização, não sei. Eu comecei a vir aqui quando era criança.

— Sozinho? — especulou Lily, boquiaberta. O lugar parecia um quartel general de super herói, com desenhos e mapas por todo o lugar. Era como se Sirius não se importasse em retirar a decoração anterior antes de colar posters sobre posters. Mas claramente não era trabalho de uma pessoa só.

— Eu vinha com um amigo — concedeu Sirius, puxando a garota para um sofá velho.

— James Potter? — sondou ela.

— Sim — admitiu ele. — Como sabe?

— Soube que foram amigos… — ela estava tentando a sorte. Sirius já tinha deixado claro que não suportava o Potter, se Marlene e James soubesse disso, ela estaria em apuros. — O que aconteceu entre vocês?

— Às vezes você comete um erro, acha que as coisas são de um jeito, e percebe que não… Você se enganou.

Lily refletiu sobre aquilo, e se poderia pressionar Sirius um pouco mais. Mas ele não estava interessado nisso. Passou uma das mãos pelo cabelo da menina, tirando-os da frente, e começou a distribuir beijos pelo pescoço dela. Okay, aquilo tinha passado de alguma linha que ela havia estabelecido internamente. Uma linha imprescindível. Mas tentou não se mostrar muito intimidada. Sorriu para Sirius e aceitou um beijo nos lábios.

Okay, não era ruim. Lily começou a sentir as mãos de Sirius mais aventureiras. Os lábios dele estavam de volta no pescoço dela e ela sentia seu corpo se inclinando no sofá.

Rápido demais, ela queria dizer. Puxou uma das mãos do moreno da forma mais sutil que conseguiu, mas logo a outra estava em um caminho tortuoso novamente. Os lábios de Sirius estavam nos dela novamente, calando qualquer protesto.

Lily movimentou-se, a fim de voltar a ficar ereta no sofá.

— Acho que eu já tenho que ir, Sirius  — sorriu ela. Tentando se esquivar e levantar-se, mas Sirius estava com os braços ao redor dela, beijando seu pescoço.

— Relaxa, Lily — pediu ele num sussurro. Passando as mãos por todo o vestido azul de Dorothy.

— Não, Sirius. Eu realmente tenho que ir — desvencilhou-se  do abraço e levantou-se.

— Affs! Lily. Que saco! — resmungou Sirius.

— Bem chato mesmo — Lily sorriu amarelo, tentando conter a raiva que sentia se acumular dentro de si. E o medo. —  Não precisa se levantar — pediu quando ele fez menção de sair do sofá. — Vou sozinha.

— Lily! — chamou Sirius, mas ela já tinha saído. Foi em passos firmes em direção ao ponto de ônibus, concentrando-se em apenas andar. Decidiu ir a pé para casa, tentando acalmar as batidas do coração e às possíveis lágrimas que ameaçavam se formar.

***

Petúnia apareceu na manhã seguinte com uma dúzia de malas, o que era muito para apenas umas semanas. Havia abraçado a irmã e a mãe e deixado as malas nos degraus, alegando estar cansada demais para subir com elas. Em um passado não muito distante Lily teria recolhido as malas, mas dessa vez deixou que Petunia se virasse sozinha. Sentiu-se mal mais tarde, quando viu a mãe recolhendo a bagagem, aí foi ajudar.

Petúnia estava diferente, havia mudado o estilo patricinha para o de moça recatada, com aqueles vestidos sem mangas, na altura dos joelhos, e colares de pérolas falsas. O cabelo loiro perfeitamente arranjado na altura dos ombros. Ela parecia mais… Adulta.

— Você vai contar para mamãe? — quis saber Lily assim que as duas ficaram sozinhas no quarto, após Petunia encher seu saco de todas as formas sobre o novo estilo de Lily.

— Na verdade, Lily… — Tuney se remexeu inquieta na cama, cruzando e descruzando os tornozelos. — Tenho novidades… — e com isso tirou da bolsa de mão um anel. Um anel. Um anel de brilhantes.

— Você está noiva? — gritou Lily, levando uma almofadada da irmã.

— Cala a boca, sua idiota — repreendeu Petunia. — Quer que mamãe escute? É, estou noiva.

— Como? Com quem? — quis saber Lily, ávida por informações.

— Vernon Dursley, irmão da minha colega de quarto, Marge. Nós nos conhecemos têm um tempo, e agora ele me pediu em casamento!

— Uau, Tuney, parabéns! — Lily não sabia o que mais dizer. Isso provavelmente ia significar alguma coisa para ela, se a mãe não tivesse mais gastos com Petúnia… — Mas e a faculdade?

— Eu desisti, Lily — contou a loira. — Mas não conte para mamãe ainda, reprovei de todas as matérias do semestre, e não tenho mais condições de continuar…Estou deixando a faculdade para me casar com Vernon.

— Como?

As duas irmãs estancaram, encarando a mãe na porta.

Christine tinha as mãos seguras no batente, e parecia muito pálida.

— O que você está dizendo, Petunia? — quis saber a mais velha, em um tom perigoso.

— Fo-foi o que a senhora ouviu — admitiu Petunia. — Desisti de medicina, estou noiva, mamãe.

Christine permaneceu no portal, ainda espantada. Ocorreu a Lily que ela só tinha ouvido a última parte, conhecendo a irmã, era provável que não contasse o restante da história, preferindo passar o resto da vida dizendo que havia deixado a faculdade a admitir que havia reprovado.

— Você sabia disso, Lily? — questionou a mãe. Lily trocou um olhar com a irmã, que claramente a advertir a fechar a boca e negou com um aceno. — Pode esperar lá fora? Preciso ter uma conversa com sua irmã.

Lily acenou novamente com a cabeça, e saiu porta afora. Mas não parou no andar de baixo, rabiscou um bilhete, pegou o casaco e discou um número.

— Hey, James.

***

James e Lily estavam sentados no capô do carro, em uma área arborizada pouco movimentada de Hogsmeade. Ele não pediu desculpas pelo beijo, e ela percebeu que afinal não estava tão brava assim, a verdade é que não tinha mais ninguém com quem contar, definitivamente não Marlene.  Preferiu manter para si a dúvida se ele havia feito aquilo para se vingar de Sirius.

James tinha sido anormalmente paciente e ouvido tudo que ela tinha a dizer. E Lily disse bastante coisa. Contou de como o incêndio da festa era sua culpa, e do acontecimento com Sirius. Contou que tinha ajudado a irmã a enganar a mãe esse tempo todo e agora tinha mentido mais uma vez. E ela nem tinha pensado em dizer a verdade.

James apenas ouvia e fazia carinho nos cabelos dela vez ou outra.

— Você se preocupa demais, Lily — disse o garoto quando ela acabou. — O incêndio não foi sua culpa. Nem a coisa com Sirius, nós vamos dar um jeito nisso. E quanto a sua irmã… Alguns segredos não valem a pena serem revirados. Está tudo bem, não está? Então melhor deixar assim. Não tem nada de errado com você, Evans.

Lily sorriu para ele, tentando se confortar com aquelas palavras. James virou-se para ela, assim como ela para ele. No cair do dia, James havia tirado o óculos e  o pôr do sol deixava os olhos dele brilhantes, um castanho salpicado de verde. Ele era tão lindo.

A menina do cabelo colorido estendeu a mão e acariciou a barba por fazer, vendo-o franzir a testa com o gesto, no segundo seguinte, Lily o estava beijando.

Ela foi para mais perto, e o beijou com tudo que tinha. James correspondeu, meio desajeitado, acariciando os cabelos dela e a cintura. Os dois rolaram no capô até que ele estava com seu peso parcialmente sobre o dela e a beijava como se aquele fosse o último beijo ao pôr do sol que o mundo iria ver.

— O que eu estou fazendo? — perguntou ela, quando ele passou os lábios para o pescoço alvo dela.

— Você se preocupa demais, Evans — riu o menino, aproximando mais uma vez os lábios do dela.

***

Lily estava em uma intensa discussão por mensagens com Marlene no meio da aula de física, quando deixou a sala de aula. Nem ela, nem James haviam contado nada sobre a tarde que passaram juntos, até porque não parecia muito da conta de Marlene. Mas o fracasso com Sirius era, as duas estavam discutindo qual a melhor saída para aquela situação, quando Lily começou a achar que não aguentaria mais fingir que estava prestando atenção na aula, e saiu. Entrou no banheiro, que estava ocupado apenas por uma pessoa na última cabine, e sentou-se em cima da pia e começou e voltou a digitar.

Sua mente estava em vários lugares ao mesmo tempo. Não tinha visto nem conversado com Sirius o final de semana inteiro. Aquilo definitivamente era um problema.

A situação em casa não era das melhores, no dia anterior, Vernon foi jantar na casa das Evans, e a mãe de Lily ainda não parecia nada contente com o casamento.

Casamento, outro tormento. Tudo estava acontecendo numa velocidade tão alarmante que os preparativos já estavam a todo vapor. E era imprescindível a falta de noção de Petúnia, que estava adorando enchê-la com isso.

E tinha James também. Lily ainda tinha em mente a  tarde que passaram juntos. Era uma relação completamente diferente da que tinha com Sirius. Para começar, ela queria aquilo. Realmente queria. O que não tornava as coisas fáceis. James ainda era um idiota em boa parte do tempo, e não era exatamente uma relação saudável  a que estavam construindo.

Mandou Marlene se foder via mensagem, estressando-se com a arrogância da outra e tentou clarear um pouco a cabeça, embora estivesse sendo distraída com o barulho de alguém vomitando as tripas na cabine.

A mãe de Lily ainda não havia tocado no assunto, porque um casamento gera muitos gastos (embora a família de Vernon estivesse arcando com basicamente tudo), mas em breve, haveria uma montanha de dinheiro livre naquela casa. Os prazos de inscrições para as faculdade já haviam passado. Mas agora… Quem sabe conseguisse alguma coisa. Isso a lembrou que parte da recompensa do plano era ajudá-la a conseguir uma bolsa. Gostaria de saber a que pé andava essa ajuda…

A porta da última cabine foi aberta e uma Dorcas muito pálida e de olhos lacrimejantes saiu da lá.

— Tudo bem com você, Dorcas? — perguntou Lily, vendo a menina lavar o rosto e a boca, um pouco trêmula.

— Hey, Lily. Tudo sim, foi apenas algo que eu comi — sorriu ela, esforçando-se visivelmente para não soar tão abatida.

— Melhoras. Não seria melhor procurar a enfermaria? — sugeriu a menina, ignorando as mensagens de Marlene.

— Não é necessário, logo devo estar melhor — respondeu ela, com um sorriso, já recuperando parte da cor.

— Evans! — chamou Marlene abrindo a porta do banheiro com tudo, parando quando avistou Dorcas.

— Até mais, Lily — despediu-se Dorcas, saindo.

— Ela parece doente — comentou Marlene, esquecendo momentaneamente sua raiva. — O que deu nela?

— Estava vomitando — contou Lily sem muito interesse. — Disse que foi alguma coisa que comeu.

— Ah! É? — Marlene franziu as sobrancelhas.

— Preocupada com a sua antiga amiga? — sondou Lily, atraindo a atenção da McKinnon, recebendo aquele olhar de falcão. — Vocês eram amigas, não eram?

— Sim, mas as coisas mudam — respondeu Marlene.

— O que mudou entre vocês? — pressionou Lily.

Marlene pareceu refletir por um momento sobre se respondia ou não, por fim, sentou-se na pia também e contou.

— A mãe dela era uma pessoa horrível, sempre pressionando Dorcas a ser o que ela não era — respondeu Marlene. — Por fim, eu fui taxada como má influência. Dorcas mudou comigo. Eu mudei com ela. Fim.

Aquilo não explicava muita coisa. Lily duvidava seriamente daquela versão. Marlene não era lá a melhor influência do mundo, Lily era exemplo disso. E Dorcas parecia bem e muito segura de si.

Marlene recostou no espelho atrás de si, e fechou os olhos.

— Está tudo bem? — perguntou Lily, Marlene parecia preocupada.

— James está estranho — comentou Marlene, ignorando a pergunta.

— Ele era normal, por acaso? — brincou Lily, querendo sair daquele tópico. Preferia Marlene gritando sobre outra coisa.

— Mais estranho… Tem algo bem errado. Sabe, Lily, ser popular é como estar em uma selva cheia de predadores. Você tem que saber sentir quando tem algo diferente.

— O que você quer dizer com isso? — Lily estremeceu.

— Não sei — respondeu a morena, abrindo os olhos. — Mas agora precisamos resolver um problema.

— Qual?

— Você.

***

Petúnia e sua mãe haviam saído para passar o dia com os pais de Vernon, então quando James ligou perguntando se Lily estaria em casa, a resposta havia sido sim. Lily estava ansiosa, James tinha dito que tinha uma surpresa.

— Passou-me pela cabeça — disse ele quando entrou, após ter dado um longo beijo na menina do cabelo colorido — que você devia ter recebido alguma bolsa de estudos.

— Não tinha notas o suficientes — esclareceu Lily, jogando-se no sofá.

— Sim, eu fui conferir isso no dossiê de Marlene. Como você consegue ser uma nerd tão ruim em exatas?

Era uma ofensa, mas Lily riu e James a acompanhou.

— Onde você quer chegar com isso? — quis saber ela.

— Eu decidi que serei seu tutor — respondeu James, tirando livros da mochila. — Vamos tratar de aumentar suas notas, ainda tem algumas universidades que aceitarão o pedido de inscrição. Vamos começar?

***

— Cálculo de juros é imprescindível em nossa vida, Lily — disse James, tentando persuadi-la a entender a matéria.

Só James conseguia fazer a palavra “imprescindível” soar tão sexy. Ele fazia um biquinho com a boca que distraia a menina totalmente.

— Entendo que a matemática como um todo seja “imprescindível” em nossa vida — zombou a menina, revirando os olhos. — Mas eu ainda não consigo entender isso.

— Então você precisa estudar mais — sorriu James.

— Nós só vamos estudar? — quis saber ela, de brincadeira.

James riu, largou ao livro no chão, e pairou sobre Lily no sofá, aproximando seus rostos até que suas respirações se misturassem.

— Você não me conhece, não é, Evans?

Lily ainda estava rindo quando eles se beijaram.

***

Lily caminhou pela rua com pressa, tentando controlar o próprio humor. Estava tendo uma tarde ótima com James quando Sirius mandou uma mensagem. Ele queria conversar. Será que Lily poderia ir até a casa abandonada? E ali estava ela.

Estava irritada por ter que voltar a ver Sirius e fingir que estava tudo bem. Estava irritada com James, por ainda dar continuidade com tudo aquilo.

Por fim suspirou, conferiu se levava o spray de pimenta na bolsa, e passou pela cerca.

O lugar estava mais limpo no fundo, já estava anoitecendo e Lily estranhou a luz fraca que vinha de dentro da casinha.

Não podia ser.

O lugar estava limpo, havia uma mesinha e duas cadeiras. A mesa estava arrumada de uma forma muito bonita, com o que parecia um jantar muito apetitoso. Haviam velas por todo o lugar e flores, muitas flores.

— Meus Deus…

Sirius sorriu e se aproximou dela com um lírio branco em mãos.

— Lily… Eu sinto muito pelo que aconteceu — disse ele, olhando-a no fundo dos olhos. — Peço seu perdão. Quero passar uma borracha nisso tudo, por isso decidi fazer isso aqui.

— Sirius, o que você… — começou Lily, mas o moreno já estava ajoelhado em suas roupas sociais, e estendia uma anel em direção a ela.

— Quer namorar comigo?

 


Notas Finais


Gostaram do banner? A Panda fez pra mim, aquela meigura de gente ♥ Vou colocar em todos os anteriores, quem quiser conferir :* Se vcs não sabem, ou não lembram, a fic é participante de um concurso do Perfect Design (http://www.perfectdesign-pd.com/) e está na reta final. Apartir de agora é contagem regressiva gente! O quatro se foi, falta três, dois, um... Acho que vou vomitar.


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