História 5 de maio - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias SHINee
Personagens Minho Choi, Taemin Lee
Tags 2min, Abo
Exibições 266
Palavras 5.276
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pequenos gafanhotos!
Aqui vos trago a 2min que eu tanto prometia nas minhas respostas dos comentários de Cumplicidade.
Na verdade essa fic era para ter sido postada no Dia dos Namorados, tanto é que o tema dela é sobre datas importantes ou comemorativas. Mas, eu como o completo preguiçoso que sou, fui terminar só hoje, dois meses para o natal. Meio atrasado, né? adksa~glksg
Btw, espero que gostem. É pwp, mesmo, maior parte da fic tem lemon puro então aproveitem. <3

Capítulo 1 - Datas importantes.


Para cada pessoa existe um dia que lhe é marcante. Aquele dia que independente dos problemas ou imprevistos, não será esquecido. O dia do seu aniversário para crianças, onde elas receberão muitos presentes. Ou para aquelas de vida mais simples, algo como um “Feliz aniversário” de um ente querido já faz o seu dia mais brilhante. Datas marcadas por um acontecimento inesquecível seja no sentido bom ou ruim, mas esse vale para qualquer um de qualquer idade. E também existem aquelas pessoas que se apegam às datas com memórias ruins, mas que depois de algum tempo acabam se tornando somente o significado para aquele dia ser lembrado.

E também tem as pessoas que comemoram as datas socialmente populares como Páscoa, Natal, Ano Novo. E até as de menor importância, Dia das Mães ou Pais, Dia das crianças, Dia dos namorados. Para Taemin, que até o dia da morte de sua mãe nunca havia levado isso a sério, existiam poucos dias no ano que ele se lembraria sem sombra de dúvidas. Primeiro, claro, o dia dezessete de agosto; anos antes, sua mãe morreu em um acidente de carro. Nunca foram esclarecidas as causas do acidente, já que aconteceu em uma estrada afastada e pouco movimentada, mas desde então o filho dos Lee recusa-se a comprar um carro ou outro tipo de automóvel.

A segunda data com um peso de importância para Taemin não podia bem ser considerada uma data, e sim um dia da semana: os domingos. Todo entardecer do sábado ele pegava o próximo trem que saia de Seul e ia até sua cidade natal, um lugarzinho no interior, para visitar seu velho pai em sua casa tão velha quanto, e passava o restante do final de semana com ele. Não que o Sr. Lee fosse abandonado pela família, muito pelo contrário! Suas irmãs ainda moravam na pequena cidade e viviam enfunadas na casa do homem, lhe enchendo a paciência. Palavras do próprio. Antes de tudo, Taemin o visitava por amá-lo e por gostar da sua companhia. Desde sempre o pai e filho tiveram uma relação muito boa, o que só se intensificou depois da morte da mãe onde ambos buscaram asilo um no outro.

- Então, eu já estou indo, papai. Tome seu remédio e tente não se estressar tanto. – A voz suave ecoou do meio da sala até a varanda, onde o velho alfa se encontrava resmungando sobre qualquer coisa. Taemin tinha a sua frente uma humilde mochila onde suas roupas e objetos estavam sendo organizados. Ele listava mentalmente o que poderia estar esquecendo porque, mesmo que a viagem tivesse sido curta, ele sabia que era possível deixar algo para trás. Sempre foi muito distraído, exatamente como sua mãe um dia foi.

Suas tias podiam ser ouvidas da cozinha: eram barulhentas e ainda cheias de vida. Sempre que chegava a seu antigo lar era recebido calorosamente por elas, seus chás, bolos e até por algum muxoxo do pai. Elas sempre paparicavam muito o caçula dos Lee, já que a família sempre esperou por muito tempo para ter um filhote ômega. O irmão mais velho, Taesun, veio ao mundo como alfa, destruindo as esperanças da mãe, mas não a deixando menos feliz. Descobriu-se tarde seu gênero, por isso a diferença de idade entre Taemin e Taesun era grande, de doze anos. Tanto é que a última gravidez da Sra. Lee foi de risco com altas chances de aborto espontâneo. Foram tempos difíceis, mas para ela não houve satisfação maior do que pegar e olhar o pequeno ser chorando baixinho em seus braços no quarto de hospital, e tudo só melhorou quando foi descoberto que o jovem era ômega. Enfim, a família ideal.

- Meu filho, traga MinHo da próxima vez que vier. Faz tempo que não o vemos. – A mais velha das tias disse com um sorriso terno no rosto, tirando Taemin de seus pensamentos e o fazendo sorrir também. Ele era querido ali. Na verdade não era nenhuma novidade que MinHo tivesse ocupado um grande espaço no coração de todos. E antes que pudesse pensar em dizer algo, seu pai o interrompeu com uma tossida seca, rouca, evidenciando as marcas do tempo em seu corpo.

- Isso mesmo. Mande aquele garoto aparecer e cumprimentar seu sogro. – O velho Lee apareceu na porta, apoiado não só pelo batente como também por sua bengala torta. – Tsc, honestamente, eu não sei o que você e a sua mãe viram naquele alfa imundo. Sequer dá as caras para seus familiares. – Ele caminhava quase precariamente para a poltrona velha e empoeirada. – Filho da mãe ingrato. Casa com meu filho e faz uma coisa dessas.

Os resmungos do velho fizeram o restante rir, especialmente Taemin que nunca entenderia a birra que seu pai tinha com Minho. Fora sempre assim, não importava o quanto o alfa tentasse agradar o sogro, mas ele não se incomodava com isso. Era engraçado sempre ver a careta sem graça de Minho ao ouvir uma resposta ácida do velho.

- Eu irei trazê-lo, não se preocupem. – Taemin riu caminhando até seu pai e beijando o topo de sua cabeça, afagando os fios esbranquiçados para logo seguir até suas tias e despedir-se. – Bem, o final de semana foi ótimo. Obrigado e até sábado que vem, certo? Estou indo. – Taemin finalmente calçou os sapatos e acenou mais uma última vez para a família antes de finalmente fechar a porta. Ele iria caminhando até a estação. A cidade era realmente pequena e até lá eram poucos minutos de caminhada.

Taemin gostava de passar aquele tempo com a família, era reconfortante mesmo que nem sempre Taesun pudesse comparecer, como naquele sábado. Àquela altura ele já havia se acostumado com a falta da mãe, mas aquele hábito de visitá-los sempre iria demorar a morrer. Ele passou a pensar sobre os acontecimentos que o levaram a viver a vida que tinha, lembrou-se do dia em que recebeu uma ligação esquisita em casa e não entendeu o recado, mas assim que seu pai tomou o telefone o mais velho soube exatamente o que havia acontecido. Era da polícia, avisando que haviam encontrado a esposa e mãe dos Lee. Morta.

Foi um fim de tarde melancólico, sem dúvidas. Taemin passou a considerar o dia 17 como o mais detestável do mês. Mas ele passou a ter finais de semana agradáveis e depois disso, quando Minho finalmente o pediu em namoro, dias incríveis. Ah, Minho. Eles estavam juntos já tinha tanto tempo. Casaram-se no dia que completavam o 4º ano de aniversário de namoro, cinco de maio. O ômega deslizou a ponta dos dedos pela marca na curvatura de seu pescoço, quase como se pudesse sentir as presas fincadas em sua pele ainda. Aquela noite havia sido a melhor de todas, definitivamente.

Taemin sentou-se em um banco quando chegou à estação, levando a mão ao peito e sentindo o coração acelerado. Era quase cômica a forma como seu corpo reagia só de pensar no mais velho. Mas tinha algo a mais ali. Ele se pôs a pensar, e sua mente clareou com as lembranças da manhã de sexta-feira, quando estava arrumando as malas para viajar no dia seguinte. Minho disse que não iria, pois seu heat estava para chegar. E então Taemin se perguntou se aquela inquietação se devia a isso, já que, com a marca ligando ambos, ele saberia quando Minho entrasse no heat. E quando o trem chegou ele sentiu certo alívio, precisava ir logo para casa.

Ele ajeitou-se num banco ao fundo do vagão e pegou o celular, digitando uma mensagem para Minho avisando que já estava indo para casa, que em poucas horas estaria de volta a Seul. Taemin olhou pela janela assim que guardou o aparelho, esperando que aquela viagem fosse um pouco mais rápida que o habitual. Não queria que Minho estivesse sozinho logo no começo, ele sabia o quão ruim poderia ser. Ele vagava entre preocupação e ansiedade, mas decidindo descansar até que estivesse de volta.

—ൺ⌠♥⌡

A calma predominante na expressão de Taemin não estava presente em seu real estado de espírito. Faltavam poucas quadras para o táxi finalmente chegar à portaria do apartamento que dividia com Minho, e isso o deixava tão ansioso que o tempo que tirou para descansar no trem estava sendo insuficiente. E isso porque Minho o havia enviado uma mensagem pedindo para que se apressasse, pois ele definitivamente estava entrando no heat. Ele chamou a atenção do motorista mais uma vez, sabia que estava sendo exigente demais, mas não podia evitar.

Quando chegou Taemin pôde suspirar aliviado, rapidamente descendo depois de pagar o taxista e passando ansioso pela portaria; quase não cumprimentando o porteiro. Ele agradeceu aos céus pelo elevador estar vazio e no térreo, e mais ainda por nem perceber o tempo ter passado ali. Taemin buscou as chaves do apartamento dentro da bolsa e assim que passou pela porta foi atingido pelo forte odor de Minho por toda parte, o fazendo prender a respiração por alguns segundos. Suspirou baixinho, trancando novamente a porta e chamando pelo mais velho.

Ele passou pela sala de estar e seguiu para o quarto, a cada passo o cheiro característico aumentava e provocava a libido do jovem Choi. Taemin tentou chamar novamente, agora na porta do quarto e recebendo um resmungo em resposta que o fez abri-la rapidamente, se deparando com a cena que certamente ficará gravada em sua mente por um bom tempo. Minho estava parcialmente despido, com as pernas separadas sobre a cama, masturbava vigorosamente sua ereção enquanto cheirava uma peça de roupa do Choi. O ômega sentiu o corpo esquentar à medida que o olhar alheio escurecia e os movimentos em seu membro aumentavam a velocidade, e quando finalmente chegou ao ápice ele mordeu o lábio inferior sendo agraciado com o ruído rouco que Minho liberou.

- Hyung, estou de volta... – O mais jovem começou baixinho, caminhando até a ponta da cama e se dando conta que não havia tirado os sapatos na porta. Ele deixou a bolsa, junto dos sapatos, ao pé da cama e engatinhou na direção do alfa até estar sentado sobre as coxas dele. Suas mãos alcançaram a face bem esculpida de Minho, aproveitando para deixar um afago nas maçãs do rosto rubras. – Me desculpe te fazer esperar. Você avisou no colégio que não vai poder ir? – Minho era treinador em um colégio do Centro de Seoul, mas naquele estado não poderia ir dar aulas.

Taemin sorriu contido com o aceno positivo do mais velho, mas mordeu o interior da bochecha quando as mãos de Minho subiram firmemente desde suas coxas até sua cintura. Seus olhos passearam pelo corpo bonito, parando na parte do abdômen que havia sido sugada pelo recém-orgasmo, e ele quis provocá-lo. O menor selou rapidamente os lábios úmidos de Minho antes de levar o indicador que carregava um pouco do sêmen alheio até a boca, chupando a ponta e gemendo baixinho com o sabor se espalhando por seu paladar.

Encantado, Minho arfou com a visão de seu garoto provando-o tão satisfatoriamente. Usou a peça de roupa de anteriormente para limpar seu torso, deixando-a de lado para então inverter as posições. A calça moletom e boxer também foram despidas – agora completamente – e o Choi mais velho sorriu com a expressão honesta e excitada de Taemin. – Você está muito coberto, Taeminnie. – Disse-lhe com a voz rouca, causando uma série de arrepios no corpo esguio do marido que já sentia todos os cinco sentidos aguçados. Foi a vez do ômega arfar com o vislumbre da dureza de Minho entre as pernas, de sua face pouco tensa abaixando-se e de seus dedos hábeis puxando seu casaco e camiseta para deixarem seu corpo sem nenhuma delicadeza.

- Min, espe- - O alfa não queria esperar, definitivamente. Ele havia passado o dia todo esperando pelo amado, masturbando-se com alguma peça de roupa dele enfiada no rosto só para que pudesse sentir seu aroma único de modo que quase não sobrasse peças limpas no armário. Ele queria, ou melhor, precisava, de Taemin mais do que nunca. E Taemin calou-se com o olhar de relance do mais velho, quase com raiva de si mesmo por reagir tão positivamente àquelas pequenas coisas. Como a maneira como Minho trabalhava no botões de sua calça, sua expressão dura evidenciando perguntas como do porque de tantos botões ou de ser tão apertada. – Ah, você me disse um dia que minha bunda ficava bem em calças assim... – Ele riu do sorriso ladino do alfa.

- Sim, ela fica incrivelmente bem nessas roupas, mas agora é muito inconveniente. – Minho disse lambendo os lábios quando enfim conseguiu abaixar um pouco do tecido, Taemin o ajudando levantando o quadril e finalmente vendo-se livre do jeans. O pênis inchado do moreno respondeu à visão do corpo nu do marido, sua pele se arrepiando ao deslizar as mãos desde os tornozelos até às coxas do mais jovem, empurrando-as contra seu abdômen e presenteando a si mesmo com a visão da entrada já completamente molhada do loiro abaixo de si. – Ah, você já está todo molhado, Tae...

Apesar da satisfação presente na voz do alfa, o sentimento predominante em Taemin era a vergonha. Ele não podia evitá-la mesmo que já se conhecessem há muitos anos, suas bochechas queimavam rubras e seus dedos puxavam os lençóis da cama em expectativa. Daquela perspectiva, o pequeno ômega tinha a visão perfeita das expressões que Minho fazia enquanto assistia à sua intimidade contrair-se em um pequeno show particular para ele. E aquilo era tão quente, era constrangedor, claro, mas o fazia ficar tão mais excitado. Saber que Minho o desejava, que precisava de si naquele momento, fazia não só seu canal convidá-lo para entrar, mas seu membro pingar de desejo em seu baixo ventre.

Sem mais controle nenhum sobre si, Minho aceitou ao incessante convite da pequena entrada e abaixou-se entre as pernas do mais novo, separando-as ao máximo. Ele que arfou ao se dar conta do que o alfa faria, contraindo os dedos dos pés e buscando equilíbrio nos fios de cabelo negros. O mais velho deslizou a ponta do nariz pela coxa branca, distribuindo beijos na pele exposta até o pequeno e róseo anel, beijando-o também para em seguida agradá-lo com uma lambida, seguida de outras até que sua língua se infiltrasse no calor aconchegante. O gemido satisfeito do loiro ecoou pelo quarto, satisfazendo a audição de Minho, contudo ele cobriu os lábios antes que saísse mais algum. Taemin nunca entenderia como aquilo poderia ser tão bom, mesmo que tivesse ciência de que seu corpo era receptivo à qualquer coisa que Minho pensasse em fazer.

- Ei, não cubra a boca, eu quero te ouvir. – Ele entoou a voz, mais uma vez arrepiando a pele do loirinho que, ainda relutante, descobriu os lábios e voltou a descontar a ansiedade e prazer no lençol. Satisfeito, Minho voltou a saborear faminto a entrada de Taemin, sorvendo aos poucos o lubrificante que vazava sem restrição do canal macio, agora sendo agraciado com a voz meiga ao fundo. Contudo o alfa parou os movimentos voltando a fitar a intimidade de seu ômega, a pele avermelhada pela constante sucção e o canal aparentemente relaxado. Seu polegar atrevido deslizou pela superfície antes de se intrometer ali, quase entrando em colapso só por sentir o interior quente ao redor da falange curiosa.

Apesar da aparente paciência de Minho, seu corpo no estado em que se encontrava não desejava mais do que virar Taemin de costas e fodê-lo até que seu pênis abaixasse finalmente. Ele estava em chamas, suas mãos não pararam um segundo de marcar as coxas convidativas com os dedos indelicados. E Taemin, bem, não pensava nem um segundo em reclamar daquilo tudo, e mesmo que tentasse a marca que os unia o entregaria antes de qualquer coisa. Minho o inflamou com sua luxúria, e não importava quantos heats ele passasse junto do alfa, sempre seria surpreendido com a maneira que sua líbido era atiçada como se ele próprio estivesse no seu período.

- Min... Por favor. Não está doendo? Me deixe te ajudar com isso. – Taemin sugeriu após erguer-se sobre os cotovelos e ver a face tensa do mais velho fitando-o com tanta devoção. Ele gostava de ser adorado por Minho, mas ele mesmo se encontrava sedento. Ele precisava ajudar o alfa, sentia sua marca queimar em seu pescoço, avisando-o sobre o limite alheio. Logo, o loiro tocou a pele quente do outro em sua bochecha chamando sua atenção para então puxá-lo até si pela mão que deslizara até a nuca suada. Taemin selou os lábios de Minho, sentindo o rosto corar ao sentir o gosto de seu lubrificante ali. Pensar em como fora parar ali, nos lábios cor de vinho do mais velho, o fazia tremer. E se lembrar então de como reconhecia seu próprio sabor o fez gemer extasiado.

Foi uma vez em que ele mesmo entrava no seu período fértil, Minho tinha ido fazer uma viagem com a escola em que trabalhava e Taemin sequer se lembrou que entraria no cio. O começo foi completamente insano, passou dois dias sozinhos tentando se saciar com o que podia, seus dedos e até um apetrecho erótico que ele e Minho usavam casualmente. Foi isso até o marido voltar da viagem e encontrá-lo com os dedos enfiados até onde podia em seu canal, insatisfeito somente com isso e lambendo também as falanges da mão livre. Alternou-os durante a tarde toda, assim como as posições, na sala ou no quarto.

- Vem, hyung... Relaxe. – Taemin sabia que era impossível relaxar em um heat, tudo o que queriam era foder até exaurir completamente as forças de seus corpos. Mas Minho, naquele em especial, parecia ainda mais inquieto. Ele colocou o moreno encostado na cabeceira da cama com cuidado, sem quebrar a troca de olhares que mantinha com ele, exceto quando desceu os olhos lentamente pelo corpo esculpido do mais velho. A pele morena parecia que queimaria qualquer um que a tocasse, e o loiro, atrevido como era, deslizou suas mãos pequenas desde o ombro largo até os lados do quadril firme, o pênis orgulhosamente duro entre as pernas também definidas. Ele salivou e antes que tomasse-o entre as mãos, ouviu a voz o chamando.

- Eu já te disse o quanto eu acho suas mãos bonitas? – Minho perguntou, tomando uma palma com a sua própria e levando-a até os lábios. Beijou os nós dos dedos bonitos, um por um, até voltar a fitar Taemin que o olhava de volta um pouco envergonhado com a declaração. Mais uma vez na noite um sorriso pervertido reformou a expressão do moreno. – Porque não as usa agora? – Rindo breve, ele viu o ômega sair de surpresa e constrangimento para um pouco de irritação.

- Se quer saber, eu já ia fazer isso. – E finalmente, antes que Minho pudesse responder, Taemin tomou o membro túrgido com a destra ouvindo um gemido rouco em resposta, deixando-o em quase êxtase. Ele usou a canhota também para acariciá-lo, tentando relaxá-lo um pouco da tensão que o heat causava, mesmo que a ideia soasse contraditória. Ele esfregava a palma contra a pele sensível e quente, subia apertando suavemente, e descendo sem tanto cuidado, puxando o prepúcio e expondo completamente a glande úmida.

Taemin estava quase enlouquecendo com aquilo, e nem era ele quem estava sendo masturbado. Ele sentia seu lubrificante pingar na cama, seus mamilos enrijecerem mais um pouco com cada arrepio causado por gemidos quase selvagens de Minho, sua boca salivar ao ver cada pequena gota de pré-gozo escorrer pelo membro inchado. Suas coxas eram maltratadas pelas mãos do mais velho, recebendo um tapa sempre que acariciava os testículos pesados. Aquilo estava ficando ridículo, Taemin não sabia se queria chupar Minho ou se queria ser fodido com a força que sabia que ele tinha.

Minho, contudo, sabia o que queria. Segurou a face firmemente de modo que Taemin o olhasse e deixasse qualquer ansiedade de lado, partindo com ânsia para cima de seus lábios. Minho recebeu-o de bom grado, retribuindo-o com fervor apalpando sua cintura e nádegas, sorrindo entre o ósculo ao perceber a umidade da última. Seu dedo médio deslizou até o meio delas, penetrando o estreito canal sem deixar tempo para que o mais jovem fizesse algo além de gemer em deleite. Ele ainda sugava os lábios do mais velho, seus corpo tão receptivo e devoto à Minho que ele resmungou em desgosto quando o mesmo partiu o beijo.

- Tae, você quer me chupar, não quer? – Ele perguntou sem papas na língua, selando mais algumas vezes os lábios trêmulos do ômega, que ficou um tanto excitado com a forma direta do outro de falar, mas acenando positivo prontamente. Minho só pôde sorrir. Devasso o que Taemin era, pensou. – Então você pode, mas me faça um favor e vire essa bunda fofa... – Ele apalpou a nádega não muito farta, mas deliciosa para si. – E me deixe preparar você mais um pouquinho.

O loiro se perguntou quão mais apelativo Minho poderia ser. Sentia seu rosto tão quente já, e as palavras pouco castas dele só pioraram sua situação, mesmo que isso não o incomodasse nem um pouco. E a ereção entre suas pernas era a prova disso. Ele desejava Minho, muito, do jeitinho que ele era. Então beijou-lhe os lábios mais uma vez, assistindo-o escorregar o tronco sobre o travesseiro ficando quase deitado, para enfim se virar sobre seu alfa. Taemin avistou a dureza de Minho e quase gemeu ao ficar com o rosto próximo à ela, beijando a glande molhada antes de engolir o pênis com fome.

O gemido lânguido do alfa agradou sua audição, assim como o tapa marcante em sua nádega direita o fez gemer. O moreno  separou a perna destra, dando mais espaço para Taemin enquanto ele mesmo se divertia, mais uma vez, com a visão incrível da entrada ansiosa expelindo lubrificante. Ele sorveu tudo com uma única lambida, o cheiro único de seu ômega o deixando insano, então ele decidiu não brincar mais. Sem aviso, dois longos dedos exigiram espaço no canal macio do loiro, entrando e saindo com rapidez, hora ou outra esfregando impiedosamente a próstata sensível.

Taemin não se aguentava mais, seus joelhos quase fraquejaram quando sentiu o sabor forte de pré-gozo em sua língua, o peso do pênis duro em sua boca, preenchendo-o de maneira primitiva. Os dedos experientes de Minho dentro de si só pioraram sua condição, sua própria ereção pedindo alívio, mas ele sabia que não teria. Poucas coisas eram capazes de inchar verdadeiramente o ego de Minho, e uma delas era fazer seu ômega gozar sem qualquer toque em seu pênis. Taemin nunca se incomodou com aquilo, na verdade era tão excitante a expectativa criada a partir daquela tensão que ele nunca pensou em abolir a prática, ainda mais quando isso acontecia não muitas vezes durante o sexo entre o casal.

As chupadas constantes em sua glande faziam o alfa tremer abaixo do outro, que sem dó puxava a pouca pele para baixo e voltava a engolir o membro pulsante. O prazer era descontado em mordidas e chupões pelas nádegas e coxas pálidas, sem nunca deixar de provocar o interior agora mais relaxado. Mas Minho decidiu levá-lo à loucura, fazendo movimento de tesoura dentro do outro, quando não, esfregava incessantemente a próstata onde sabia ser uma área delicada. Os gemidos do loiro faziam todo seu pênis tremer e então Minho deitou a cabeça no travesseiro, focando-se somente no calor ao redor de seu membro, na língua pequenina e profissional umedecendo-o ainda mais e sugando seu pré-gozo como se fosse um doce. O alfa tornou-se impaciente mais uma vez, e com uma mordida mais forte na carne fofa das nádegas do mais jovem ele fez sua vontade soberana.

Taemin largou o pênis completamente úmido, e com umas últimas lambidas nas veias saltadas e carícias nos testículos pesados, ele saiu de cima de seu hyung só para deitar-se ao seu lado com as pernas devidamente separadas para recebê-lo. Minho encaixou-se ajoelhado entre elas, apreciando-o como sua mais perfeita obra de arte. Os cabelos loiros como ouro puro pediam por um afago, a face chorosa e rubra era o próprio pecado da luxúria, o corpo esguio completamente marcado e à mercê de seus toques era sua perdição. E então caiu a ficha de Minho. Ele nunca esteve no comando ali, não importava a questão de gênero, alfa, ômega, ele estava ali para adorar seu marido, adorar Taemin. Seu heat havia se tornado detalhe diante àquilo tudo. Ele não seria ninguém sem Taemin, o pequeno ômega que salvou de alguns monstros – lê-se cachorros barulhentos – em um dia há muitos anos atrás.

- Taemin... – Ele então abaixou-se, selando os lábios grandes depois de alinhar a glânde à entrada desesperada, voltando a fitar Taemin enquanto penetrava-o com força e rapidez. Ele assistiu a face bonita se desfazer em lágrimas e a boca se partir para gritar seu prazer. Os braços do alfa o sustentavam ao lado dos ombros largos do loiro, seu quadril movendo-se desenfreadamente de encontro ao de Taemin. A entrada, faminta, o sugava para dentro sempre que saia, e o engolia quando retornava. A fricção gostosa de peles, a canção composta por gemidos devassos de Taemin, ele não desejava mais nada.

Minho abaixou a cabeça até o pescoço do outro, raspando os dentes sobre a marca feita anos atrás antes de beijá-la. Sua atenção sendo chamada pelos botões arrebitados de Taemin, quase pedindo para serem degustados. O alfa sorriu. – Eu ainda não toquei aqui, não é... – Ele falou mais para si mesmo do que para o outro, levando a canhota ao lado direito do peito liso, beliscando o pequeno mamilo e ouvindo os gemidos aumentarem um tanto no tom. Minho deslizou a língua sobre o outro antes de morder levemente a auréola, a ponta sendo acariciada e sugada pelo músculo experiente.

- Hyung... – O loirinho chamou-o da maneira que pôde, obtendo sua atenção com um resmungo sem nunca ter os mamilos abandonados. – Você está bem? – Ele se engasgou com um gemido, fechando fortemente os olhos e deixando duas lágrimas solitárias escorrerem por sua face já molhada quando teve a próstata esmagada pelo membro alheio. Taemin buscou fôlego antes de voltar a falar, deslizando os braços, antes largados sobre a cama, para os ombros fortes. – Quero dizer... Você, ah- Está doendo? Ainda dói? Eu te faço bem, hyung? – Taemin tinha uma pitada de exigência na voz, e Minho se divertiu com aquilo.

O alfa estocou uma última vez o interior gostoso antes de parar os movimentos, e também deixar os mamilos – arrebitados e vermelhos – e então direcionar seu olhar para a face bem desenhada abaixo de si. – Taemin. – Ele começou, beijando o maxilar alheio e o pescoço. – Eu estou bem, porque você está comigo. Você é tão... – Minho estocou mais uma vez, expressando o que queria dizer, feliz com o resmungo excitado do outro. – Bom. Você é perfeito para mim. E, droga, eu quero te foder tanto, mas não quero parecer um animal fazendo isso.

Taemin, mais surpreso do que deveria, precisou de poucos segundos para sorrir meigo para o marido, deslizando as mãos pelas costas firmes, passando pelas nádegas onde permitiu-se apalpá-las um pouco, então para as coxas onde arranhou fraco, finalmente ganhando a atenção que queria. – Mas, hyung, eu quero ser fodido. – Ele sussurrou como se contasse um segredo, uma inocência contraditória em seu rosto, rebolando contra o quadril retesado só para ter o prazer de sentir seu interior se remexer com o pênis alheio o preenchendo. – Eu te amo, Min, e eu quero cuidar de você. E se cuidar de você significa que eu tenha que ser fodido incontáveis vezes no seu heat, então eu aceito. Até porque – O menino beijou os lábios alheios, sempre mantendo o tom baixo de voz. – Você sempre me fodeu muito bem.

Minho rosnou com a declaração, seu cenho franzido e sua expressão se tornando dura, tudo pelo mais bruto tesão. Era aquilo. Taemin queria ser fodido, então como o fiel devoto, ele o faria. Estava ali para fazer justamente o que Taemin pedisse. Logo, saiu de dentro do outro e com poucos movimentos virou-o de costas para si, puxando seu quadril sem delicadeza, deixando a bunda redonda empinada para si. Minho pincelou o anel, agora avermelhado, antes de penetrá-lo novamente. Sua canhota segurando o ombro alheio contra o colchão, enquanto a destra mantinha o quadril no lugar.

O moreno gemia cada vez que ia mais fundo no interior quentinho, quase não se aguentando mais. Então, sentiu o knot começar a se formar. Aquilo doía em si como o inferno, mas era tão bom, era como alcançar o orgasmo múltiplas vezes. Não imaginava como pudesse ser para Taemin até ouvi-lo gemer deleitoso. – Ah, hyung, isso! Não para! – O loiro gritava a plenos pulmões, remexendo-se ansioso abaixo do outro. – Está tão grande dessa vez, Min. Me foder é bom assim? – A pergunta soou petulante demais aos ouvidos de Minho, que desferiu um estalado tapa nas nádegas do outro, um de cada lado, cada vez mais tendo que forçar seu pênis consideravelmente maior no menor, desejando um espaço ali que não existia.

- Porra, Taemin! – Sem mais aguentar aquela fricção gostosa entre seu membro sensível e o canal estreito, Minho preencheu o outro completamente no exato momento em que ele sujava os lençóis abaixo de si. Os músculos do loiro de contraindo e apertando seu knot o fazia ter ainda mais  espasmos enquanto ele buscava por ar, alisando as coxas e bunda alheia.

Quase satisfeito, Minho moveu-se precariamente por ainda estar conectado com Taemin até que estivessem deitados e aconchegados no colchão, as costas suadas do loiro coladas ao seu peito. Ambos ainda buscavam por ar, mas Minho não se conteve ao avistar a pele branquinha da nuca alheia, onde depositou beijos e uma leve mordida carinhosa. Sua mão direita deslizando pela lateral do corpo esguio, reconhecendo as curvas e seu corpo já reagindo ao estímulo.

- Ah, Min, espere eu fazer algo para comermos antes! – Taemin riu divertido, ainda anestesiado pelo excesso de adrenalina que há pouco circulava por suas veias. Minho o acompanhou na risada, murmurando um ‘Desculpe’ baixinho e se contentando em abraçá-lo por aqueles minutos. O mais jovem quase adormeceu envolvido no calor do maior, só despertando realmente quando sentiu seu interior ser esvaziado. O knot havia se desfeito e ele poderia fazer algo para Minho comer, já que provavelmente não havia se alimentado durante aquele dia.

Preguiçoso, o loiro levantou-se e se espreguiçou até o armário onde procurando por alguma roupa que pudesse vestir, mesmo que estivessem só eles no pequeno apartamento, era mais confortável. Entretanto seus pensamentos foram cortados ao ver suas roupas reviradas, só então se dando conta de que no quarto haviam várias peças suas espalhadas pelo chão, algumas até sujas com algo suspeito. Ele virou-se para o moreno, incrédulo. – Minho!!

- O que? Você estava longe, eu precisava de algo que me estimulasse, mas todas estavam com cheiro de amaciante. – O alfa respondeu com desdém, virando para o lado para esconder seu mais nova ereção, viva e orgulhosa. – Estou com fome, Taeminnie...

O loiro riu do marido, ele realmente não havia mudado desde que se conheceram. Taemin vestiu uma cueca e camiseta qualquer, indo preparar algo rápido no cozinha. Aquela semana seria longa e cansativa, mas de forma alguma ele se incomodava. Nunca fez nada daquilo por obrigação, ou por ser ômega, fazia por amor. Simples e puro. Da mesma forma em que se conheceram ou quando começaram a namorar e então se casaram, e pensando nisso Taemin se deu conta de que dia era. Ele olhou no calendário, depois para o relógio e sorriu consigo mesmo.

Cinco de maio, 01hr da madrugada. Mais um ano de união.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, obrigado!~ :)


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