História 5 Dias de Sonhos - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Depressão, Drama, Mudança, Paixão, Pesadelo, Realidade, Sonhos, Vida
Visualizações 2
Palavras 1.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Steampunk
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não sei o que dizer aqui, estou sem imaginação.
Aproveitem, espero que gostem. (clichê de sempre)

Capítulo 16 - Sorriam


Dia 4 - pt 16


Rodolph estava me carregando no colo e seus olhos estavam inchados e ele não conseguia conter as lágrimas. Ele me levou para a limousine enquanto Susan o seguia também a chorar.
Sebastian não pensou muito e entrou rapidamente, indo direto ao banco do motorista.
Ellen abriu a porta e eu conseguia ver ela com o rosto avermelhado e a expressão preocupada tanto quanto a de todo mundo.
Os jornalistas continuavam tirando fotos minhas, e anotando e falando e falando... e falando...
Jornalistas falam muito.
Eu só vejo o rosto de Rodolph em cima de mim, me segurando enquanto Susan se posicionava o mais perto possível e Ellen entrava com o celular em mãos ligando pra emergência eu acho.
O outro lado da limousine que era normalmente onde ficava o Sebastian quando ele não estava dirigindo eu não conseguia ver direito.
Todos falavam comigo mas eu não conseguia entender nada, era como naquelas cenas de guerra que explode algo em seu lado e você não consegue escutar nada por um tempo... no meu caso eu que explodi.
Susan finalmente pediu silêncio quando me percebeu olhando para ela.
"O que foi?" - Perguntou Susan preocupada.
"Casa..." - Falei com um pouco de dificuldade.
Na mesma hora Susan foi até perto do banco do motorista sem pensar.
"Sebastian, para casa!" - Gritou Susan
Sebastian fez uma curva fechada, sei disso por que senti.
Ele estava bem nervoso , entendo ele ter perdido as estribeiras naquele momento.
Mas ele não recusou ou argumentou nada. Ele foi direto para casa.
Chegamos rápido, Ellen estava dizendo que deveríamos me levar para um hospital e Susan estava falando algo como eu preciso falar... ou era descansar?
Rodolph ainda chorava em cima de mim, e em mim por consequência.
Ele pedia desculpas bastante por estar me molhando todo, eu nem tava ligando na verdade.
Subimos todos de elevador, provavelmente a ultima vez que faria aquilo e já estava consciente disto.
Estava cansado, muito cansado. Meu corpo não estava mais me obedecendo.
Percebi o Sebastian falando que já estava quase acabando o dia ou algo do tipo.
Sebastian falou pra mim que iria preparar um super café da manhã e que eu não era para me preocupar pois seria o melhor da minha vida.
"Eu tenho muitos doces novos e eu gostaria que você experimentasse eles..." - Falou Sebastian.
"Mas vamos fazer uma troca, você fica bem e eu faço todos eles de uma vez." - Sebastian continuou sem conseguir conter uma lágrima.
Ele se afastou e respirou fundo.
Eu gostaria de comer doces agora.
Rodolph já estava cansado, eu sou bem magro mas eu peso alguma coisa pelo menos. Pude sentir seus braços falhando.
Mas a determinação de Rudolph o fez continuar.
Incrível como minha mente pensa em tanta coisa na hora de dormir, isso nunca muda.
Eles continuavam a falar um com o outro e eles comigo enquanto Rudolph sobia as escadas e me levava para o meu quarto.
Ele me colocou naquela cama ultra confortável.
Nossa, eu nunca tinha deitado realmente naquela cama desde que cheguei.
Agora eu entendo o por que. Eu dormiria na hora.
A cama estava cheirosa, tinham o cheiro da Susan ainda.
Nunca cheguei a reparar como Susan cheirava bem.
Ela tinha um cheiro doce e quente, como se fosse uma flor mas não uma flor que eu já tenha cheirado antes na vida.
Naquele momento ao redor de lençóis azuis e colchões confortáveis ao cheiro de Susan eu estava muito feliz.
Ela dormiu mais na minha cama do que eu mesmo, isso era bom pois agora podia sentir a flor que nunca vi.
Uma pena que as pessoas que me amavam não pareciam estar tão felizes quanto eu naquele momento.
Eles pediam desculpas com frequência se culpando por aquilo ter acontecido.
Eu fui o único culpado daquilo tudo, eu acho.
Depois de um tempo, eles começaram a falar menos mas o rosto de preocupação de todos não saía.
Sebastian estava distante, perto da porta com uma mão no rosto e o cotovelo se apoiando no outro braço que fechava em sua cintura.
Susan estava sentada na cadeira que era do computador do meu lado.
Eu estava mais para um lado da cama, justamente onde estava Susan e eu não conseguia parar de olhar pra ela.
Ellen estava perto do guarda-roupa, ela as vezes saia e ia lá fora e depois voltava mas sempre acabava no mesmo lugar.
Acho que ela estava esperando alguém autorizar ela chamar a emergência que provavelmente foi cancelada da última vez que ela ligou.
Rodolph não se movimentava, era igual Susan. Ficava parado sentado do meu lado da cama.
Me pergunto como era nossa infância, ou como teria sido se ele fosse real.
Sempre quis ter um irmão gêmeo. Acho que já pensei nisso antes.
O Sebastian sempre olhava para um relógio que era a primeira vez que eu via com ele.
Era um relógio de bolso, aquilo era algo muito estiloso.
Se eu tivesse visto teria perguntado se podia levar comigo para o baile de máscaras que fui de steampunk.
Falando nisso, eu conseguia ver um pedaço do vestido steampunk de Susan saindo do guarda-roupa do lado de onde estava Ellen.
Acho que o Sebastian guardou e Susan não quis levar para casa.
Se bem que ela estava morando comigo já, praticamente.
Nunca vi Susan trabalhando, será que ela fica séria? Ou ela se irrita? Que tipo de chefe ela é?
Eu não a conheço tão bem, do mesmo jeito que não conheço ninguém ali.
Eu queria conhecer melhor, ter mais tempo com todos eles.
Fui estendendo mais o tempo e Sebastian cada vez mais olhava para o relógio.
Ellen já havia desistido de ficar em pé e já havia tirado seu salto e sentado no chão de vestido mesmo fazia uns trinta minutos.
Susan também havia tirado o salto dela, colocou no chão ao lado da cama.
Só me lembrei de quando eu coloquei meu coturno nos pés dela a algum tempo atrás.
Eu podia ver o Sebastian querendo roer as unhas, isso me fazia rir um pouco. Ele estava bem estressado.
O rosto de todos estava bem estranho, escurecendo. Acho que estou acordando.
Eu ouvia um barulho estranho que não vinha daquele lugar, provavelmente era algum barulho que minhas irmãs estava fazendo na vida real e que iria me acordar a qualquer momento como sempre fazem.
Eu estava aproveitando ficar com eles, mas queria que eles estivessem sorrindo ao invés de chorando.
"Sorriam..." - Falei baixo.
"O que ele disse?" - Falou Ellen preocupada.
"Eu não ouvi." - Respondeu Sebastian.
"Eu também não entendi." - Continuou Susan.
"Ele falou sorriam..." - Comentou Rodolph.
Ele estava mais perto de mim, ele ouviu melhor. Eu deveria ter dito para ele e não para Susan que estava com pensamentos distantes.
"Como ele quer isso? Não da pra fazer isso!" - Disse Ellen chorando.
"Ele quer lembrar de nós quando for..." - Falou Rodolph.
"Não fale como se ele estivesse morrendo Rodolph! Eu te proíbo!" - Continuou Ellen.
Naquele momento Rodolph deu uma gargalhada e começou a comentar sobre eu tocando violão e como eles ficaram surpresos.
Sebastian não sabia disso e nem Susan, e eles começaram a rir também quando Rodolph falou do susto que levaram.
Depois disso Susan comentou dos treinos na pista de gelo e como eu era ruim patinando.
"Por que estamos?..." - Ellen falou ainda com o rosto inchado.
"Por que são memórias boas." - Respondeu Sebastian.
Eles começaram a falar dos momentos que tivemos juntos, surgiu até uma conversa aleatória sobre tomates.
Todos eles riam e as vezes choravam de rir, era algo incrível de se ver. Nunca imaginei aquilo
Me pergunto como meu cérebro conseguiu criar algo tão mágico e perfeito daquele modo.
De repente todos pararam e olharam pra mim.
"Hoje é o Quinto dia, Gabriel." - Disse Sebastian, olhando para mim.


Notas Finais


Estamos perto, falta só eu editar as partes finais.
Tem mais dois capítulos mas um deles é um capítulo de "enquanto isso".
Vocês vão entender, não sei explicar direito.


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