História 5 dias e 120 horas...Amor e Superação - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente
Tags Ámbar Benson, Luna Valente, Lunbar, Sou Luna
Visualizações 79
Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEY GENTE! COMO ESTÃO?
NOVA PARTE DESSES 5 DIAS.

Não aguentei e tive que postar rsrs.
ESPERO QUE GOSTEM
BEIJOS

Capítulo 1 - Segunda-Feira: O Acidente


Fanfic / Fanfiction 5 dias e 120 horas...Amor e Superação - Capítulo 1 - Segunda-Feira: O Acidente

_8:00 AM_

Luna Valente:


Já estava na hora de Sophie ir pro colégio, mas ela ainda não tinha descido. 

Ando de um lado para o outro impaciente, e todo meu nervoso passa, ao ver minha pequena, de 10 aninhos, descer as escadas sorridente e com o uniforme bem passado e limpo.


-Que linda meu amor. –sorrio. 

-Obrigado mamãe. Vamos?

-Vamos!


Entramos dentro do carro e ela colocou o cinto. Eu achava totalmente desnecessário, da distância de casa até a escola, sabia da importância mas todas ás vezes eu "esquecia".


-Mamãe, coloca o cinto. –disse Sophie olhando preocupada pra mim. 

-Eu sou adulta meu amor – lhe devolvo um sorriso reconfortante –Não preciso colocar. 

-Se você diz, tudo bem então.


Comecei a dirigir tranquilamente e Sophie não parava de olhar para o cinto ao meu lado e o local que se encaixava, parecia assustada.


-Filha...Tudo bem meu amor? 

-Não sei mamãe...Estou preocupada...Não sei com o que –agarra o seu próprio cinto.

-Já sei, que tal brincarmos de Velozes e Furiosos como da outra vez hein? Você adorou a velocidade! 

-Sim...Parece legal...– sorri forçado –Vamos fazer sim...


Pisei fundo no acelerador e aumentei consideravelmente a velocidade, Sophie adorava abrir o vidro e sentir o vento no rosto e como estava preocupada, nada melhor do que brincar.


     Sophie Valente:

Eu estava preocupada, sentia a todo tempo que algo ruim ia acontecer. Minha mãe não queria por o cinto e isso era que mais me deixava assustada. 

Abri o vidro tentando me distrair com o vento, mas meu coração só faltava sair pela boca. 

Tinha alguns buracos pelo caminho, e a rapidez não ia ajudar. Mamãe passou por um deles, acabei soltando um grito, o carro fez zigue-zague. Fechei meus olhos e só senti o impacto. 

O carro bateu numa árvore. Coloquei minha mão no rosto e meu lábio inferior sangrava um pouco assim como minha testa.

Minha mamãe atravessou o vidro, suas pernas tinham vidros e estavam dentro do carro, já da cintura pra cima, tudo pra fora. 

Imediatamente comecei a chorar. Não pode ser.


-Mamãe? – toquei uma de suas pernas e não obtive resposta –Mamãe? 


Meus olhos estavam cheios de lágrimas, tratei de seca-los e pegar o celular ainda intacto e telefonei para mamãe Âmbar. Só ela pode me ajudar. 


      Âmbar Smith:

Após Luna e Sophie saírem a caminho da escola, coloquei meus óculos de grau e comecei a ler meu livro de medicina. Pois é, estou fazendo os estudos finais. E estou sempre disposta a conhecer coisas novas. 

Fiquei estudando uns 15 minutos e recebo ligação da Luna. Abro um sorriso e atendo.


-Oi meu amor. 

-Mamãe!! Mamãe!! 


Meu coração quase pulou pra fora ao ouvir a voz embargada da minha filha. Sabia que algo tinha acontecido. 


-Que houve filha? 

-Mamãe...A outra mamãe...acidente...Carro..

-Um...Um acidente de carro? – ponho a mão no peito –Como você está filha? E a Luna? 

-Minha boca mamãe...tá sangrando...minha testa também, eu tava de cinto, mamãe Luna não, o carro fez BUM numa árvore e ela voou pra fora! 


Meus olhos transbordaram lágrimas e comecei a chorar baixo para não desesperar a Sophie, engoli o choro e respirei fundo. 


-Fica aí, mamãe tá indo tá? Um beijo. –desligo. 


Eu não posso perder a Luna, não nessa altura do campeonato.


        _10:30 AM_

Cheguei no hospital correndo perguntando sobre a Luna e Sophie, uma das enfermeiras me reconheceu e me levou até a minha filha que levava pontos na testa.


-Oi, mamãe chegou.

-Oi! Veja só mamãe, estou levando pontinhos! –sorri. 

-Olha só, servem pra cobrir esse cortezinho! 

-A mamãe Luna vai ficar bem? – abaixou a cabeça –Não queriam me dizer nada...Estavam me assustando!

-Ela vai sim meu amor, e saiba que eu estou muito orgulhosa de você! Colocou o cinto...pediu pra mamãe por...muito bem! –sorrio forçado. 

-Ela não me ouviu, disse que era adulta e não precisava... 

-Pra você ver que não tem nada ver né? Bom...vou ver a mamãe ok? – pisco rapidamente pra enfermeira –A Lúcia vai levar você pra um tour no hospital!

-Oba Tour!


Quando as duas saíram, aproveitei pra respirar fundo e perguntar por Luna. Ela tinha passado por uma cirurgia, tirando cacos do corpo. 


-Âmbar? –Dr.Mário aparece. 

-Sim? E a Luna? 

-A cirurgia foi muito bem mais...tenho uma má notícia...

-Meu Deus Mário, não me esconda nada. – engulo seco –O que foi?

-O impacto na perna fez alguns...digamos que estragos e...a Luna vai ficar paraplégica.


Paraplégica? Eu tinha ouvido isso mesmo? 

Não era possível. Meus olhos transbordaram lágrimas e não as impedi de escorrerem pelo meu rosto. 

A Luna não vai mais andar!! Como ela vai patinar? Reagir? Meu Deus. Estava num beco sem saída.


        _13:00 PM_

Levei Sophie pra casa e lhe preparei uma leve refeição. Toda vez que olho pra seu rosto, me lembro da notícia que vou ter que dar a Luna. E me vem a vontade de chorar. 


-Mamãe, por que essa carinha? É por conta dos meus pontinhos? 

-Não, claro que não filha, mesmo cobrindo feridinhas você ficou ótima! –sorrio forçado. 


Mesmo vendo o quanto ela é frágil, talvez tivesse a necessidade de contar. Sentia isso. 

Sentei-me a sua frente na mesa e peguei suas duas mãos. 


-Filha, escuta, sabe o acidente da mamãe Luna? 

-Sei sim...O que tem? 

-Então, as pernas dela bateram com muita força no carro e ficaram muito doloridas, então...– engoli o choro. Não podia chorar na frente da Sophie só pra deixa-la assustada. Tive que me conter e respirar fundo –Ela vai começar a andar numa cadeira de rodas e não vai poder mais correr, nem pular, nem patinar...Nada que use as perninhas. 

-Tadinha da mamãe...Vou fazer um desenho pra ela! –sorri inocentemente. 

-Faz sim e também, tenta não falar muito sobre isso está bem? 

-Prometo! 


Tão inocente. Pelo menos sei que posso contar com a colaboração de Sophie. 


       _16:30 PM_

Sentada em minha cama, eu refletia sobre meus últimos momentos com a Luna. 

Sei que por um lado, ela não morreu, graças a Deus, mas por outro, uma nova vida irá começar. E não irei deixar Luna pra trás nem pensar. 

Vou estar com ela em toda essa etapa de superação, mesmo que a teimosa não queira. 

Fazia tempo de que eu não mantinha relações com ela, quase um mês inteiro. A última vez que eu e Luna havíamos realmente transado, foi num final de semana qualquer. Tudo iria mudar. 

Como seria daqui pra frente? 

Eu só espero que a Luna não se ache uma inválida por conta disso. 


"Naquele final de semana, o terceiro filme havia chegado ao fim, eu estava deitada com a cabeça no peito de Luna enquanto ela me fazia cafuné.

-Até que era bom. –comentou ela. 

-Eu adorei. – sorrio –Mas e agora meu amor? O que vamos fazer? 

-Se quiser ir tomando um banho por mim tudo bem, vou arrumar isso aqui na cozinha. 


Sophie estava com Mônica e Miguel se divertindo por aí. 

A água caía sobre meu corpo e deslizava até meus pés. Era um momento que eu tinha esperado o dia inteiro, tão relaxante que chegava a ser extasiante. 

A porta se abriu revelando Luna sem camisa e com seu short colorido. Aquele estilo de menininha arco-íris nunca saía dela. 

Fixei meu olhar em seu abdômen e sorri, eu tinha certo fetiche por aquele local. 


-Babando Âmbar? –sorriu maliciosa. 

-Eu? Imagina. 


Ela tirou o resto de suas peças e entrou junto de mim no chuveiro. Era pequeno demais para nós duas mas quem se importava no momento?

Encarando seus belos olhos verdes, me aproximei e beijei os lábios que tanto amo. Minhas mãos vão para sua nuca, puxando e aprofundando o beijo.

Luna sabia exatamente onde me tocar e beijar para me deixar completamente entregue a ela. 

Sua boca estava em meu pescoço, dando leves chupões e mordidas, que ficariam marcas depois. Me pegando e pressionando na parede, entrelacei minhas pernas em sua cintura, lhe arrancando um gemido pelo contato. 

Naquele momento eu só queria ser dela, sentir sua boca em todo meu corpo e foi o que ela fez, me levando ao êxtase, como sempre fazia quando estávamos a sós."


         _20:00 PM_

Como a hora havia passado tão rápido?

Eram tantos devaneios que nem percebi.

Sophie entrou no quarto segurando seu ursinho e já estava de pijama. 


-Algum problema meu amor? 

-Sim...Mamãe não consigo dormir pensando no acidente...– diz com os olhinhos marejados –Agora que eu fui pensar...A mamãe Luna vai ficar muito triste com as perninhas doloridas...


Ela tinha toda razão. Como eu poderia mentir pra ela? 

Sophie era tão inteligente que eu não podia esconder ou omitir nada dela, que mesmo sozinha, investigaria e descobria. Com certeza ela ira sofrer tanto quanto eu. 


-Vem cá meu amor...– dou tapinhas no meu lado, onde ela vem e se senta. –Ela vai ficar sim um pouco triste mas nada vai mudar você entende? 

-Sim...Eu...Eu só quero dormir...Dormir em paz...

-Vem, deita aqui. 


Deitei a cabeça de Sophie em meu colo e fiz carinho em seus cabelos. Uma garotinha que já sofreu tanto, não merece sofrer ainda mais. 

Esperei ela fechar os olhos pra mim também poder chorar um pouco, não pretendo mostrar minha fraqueza, ela iria ficar ainda pior...E vou ficar por ela e pela Luna.


         _23:00 PM_

Fiquei as duas últimas horas chorando baixo e acariciando Sophie, pensando que nada disso poderia ter acontecido se Luna tivesse colocado o cinto. 

Enquanto minha filha dormia, saí de casa indo até o hospital pra ter novas notícias da Luna. 

Mas a única coisa que pude fazer foi vê-la por detrás do vidro, cheia de curativos, cortes no rosto e aparelhos lhe auxiliando em várias funções. 

Simón e Matteo também vieram visita-la, apesar de odiar a presença deles no mesmo lugar que eu, estava fazendo o possível para perdoa-los, afinal, não guardo rancor mas não tenho amnésia. Talvez um pouquinho de rancor. 


-Eu odeio ter que ver ela assim...–disse colocando as duas mãos sobre o vidro. 

-Imagina eu Álvarez? Tenta imaginar! 

-Calma, Âmbar. – Matteo interfere –Estaremos todos juntos com a Menina Delivery nessa fase!

-Eu só queria ela bem entende? 


Não me contive e dei um abraço apertado em Matteo. Mesmo que ele tenha feito muita merda nessa vida, ainda o prefiro do que o Simón.


      Matteo Balsano:

Ver a Âmbar nesse estado é exatamente horrível.

A pessoa que ela mais ama nesse mundo está prestes a despertar e receber a terrível notícia de que não irá mais andar. Já pensou se ela volta ao seu estado depressivo? Seria péssimo!


          _00:00_

       Terça-Feira


Uma hora passou e Âmbar adormeceu no meu abraço. Imagino o quanto estava exausta e havia chorado no dia. 

Sem largar dela um minuto, pedi que Simón dirigisse até sua casa e assim ele fez. Meu bolinho.

Subi com Âmbar no colo até seu quarto e a deitei ao lado de Sophie. Pobre da minha loira. 

Beijei sua testa e voltei pro carro com Simón. 


-Vamos Món...Por hoje chega...


Notas Finais


HEY GOSTARAM?
ESPERO QUE SIM
OBRIGADO POR LEREM #LUNBAR


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