História 5 Orgasms - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Beatles
Personagens John Lennon, Paul McCartney
Tags Mclennon
Visualizações 165
Palavras 1.857
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Quarto orgasmo- Bilhete ciumento


Paul estava furioso.

Tudo o que ele desejava naquele momento era machucar Lennon, queria fazer John sentir a mesma dor que este vinha o proporcionando. Por vezes até teve pensamentos radicais, como desejar a morte de John, porém logo os expulsava de sua mente ao perceber que não conseguia imaginar como sua vida poderia seguir em frente sem aquele rapaz que o dava nos nervos.

Talvez apenas quebrar seu coração em pedaços já seria o suficiente para ensina-lo uma lição.

Entretanto, era sempre a mesma nova velha história, quando chegava no momento certo de colocar em ação seus planos para magoar John, Paul fazia exatamente o contrário.

E naquele dia não foi diferente.

Queria apertar com as duas mãos o pescoço de Lennon até que ele ficasse azul, porém eram os ombros do rapaz que elas apertavam. Queria subir nele e enche-lo de murros, e de fato estava sobre John, mas não lutavam. Estavam suados e sem ar, mas não era devido à uma luta corporal a qual Paul queria tanto ter começado.

Paul se odiava por estar novamente transando com Lennon ao invés de partir sua cara ou simplesmente abandona-lo, evitando que sofra mais ainda.

Mas de qualquer maneira, Paul não tinha exatamente um controle da situação, acontecia tudo tão rápido entre os dois. Minutos antes estavam discutindo fervorosamente, quase gritando, apontavam o dedo um para o rosto do outro, trocando ofensas e argumentos, tudo girando em torno da mais nova namorada de Lennon, que este fazia questão de levar para cima e para baixo, para piorar, ainda a colocou para morar debaixo do mesmo teto que Paul por um tempo. Chegou um certo momento em que Paul não podia ver os dois no mesmo ambiente para ficar completamente revoltado e enciumado. E então, de repente, em meio a tanta tensão de uma das várias brigas constantes dos dois músicos, como em um passe de mágica e um simples calar de bocas com um beijo, lá estavam os dois sobre a cama, beijando de uma maneira quase violenta de tão necessitada, John deitado no colchão e Paul em cima de seu corpo. Roupas foram apressadamente retiradas de seus corpos, John até mesmo estourou alguns botões da camisa do mais novo no processo. Não demorou muito para que ambos estivessem completamente nus, Paul já tinha o membro do amigo enterrado entre suas nádegas, cavalgava vigorosamente, fazendo a cama ranger.

Aquela não era a primeira vez que tentavam resolver desavenças com sexo, no entanto, algo em cada pequena ação, murmúrio e até mesmo na atmosfera que rodeava o quarto, dava aos dois músicos a estranha sensação de que o final daquilo, ao contrário do que costumava ser, não seria resumido a pedidos de desculpas, olhares arrependidos e carícias consoladoras.

Paul encarava o rapaz por baixo de seu corpo, olhos cansados e pálpebras caídas, a boca levemente aberta por onde ofegava com cada descarga de prazer ao se empalar naquele membro duro. John também o fitava, correspondendo àquela troca de olhar recheada de luxuria e ódio. Suas mãos apertavam firmemente os quadris de Paul com a intenção de machucar, cravava as unhas na carne, porém, Paul simplesmente não se importava e, como resposta, cavalgava com mais brutalidade.

O mais novo então soltou uma risada rápida, trazendo ainda mais raiva para Lennon.

—De que merda você tá rindo? — Rosnou.

Paul ofereceu mais uma risada debochada antes de responder:

—De você. Estou imaginando sua cara quando se der conta do grande erro que está cometendo. – Sussurrou. O sorriso zombeteiro permanecia nos lábios delicados. –Você pensa que está sendo muito esperto, não é, Lennon? Pensa que está me fazendo um mal terrível usando aquela japonesa como sua sombra.

—Nem tudo gira ao seu redor, McCartney. — John resmungou.

—Só estou dizendo os fatos, Johnny... Você sabe muito bem que ela jamais vai conseguir te satisfazer da maneira que eu faço. — Paul moveu os quadris de um lado para o outro, rebolava sem qualquer pudor somente para tirar um gemido dos lábios de John. —Esses dias eu escutei vocês dois “transando” — Paul fez uma breve aspas com os dedos, rolando os olhos. —depois disso eu só tive a certeza de uma coisa, seus gemidos fingidos são terríveis, tão irritantes quanto os exagerados daquela vadia japonesa. — Observou com um sorriso triunfante a maneira como o olhar de John emanava raiva. —Então, o que vai fazer quando finalmente perceber isso? Hum? Vai implorar para que ela enfie os dedinhos no seu rabo para fechar os olhos e imaginar que estou te fodendo gostoso?

John levou a mão direita às mechas escuras de seu cabelo e as agarrou, dando um forte puxão e pouco se importando com o gemido de dor que Paul soltou.

—Não sei se já percebeu, mas quem adora ter coisas enfiadas no rabo é você, Paul. — Com a mesma mão que agarrava nos fios escuros, John envolveu a nuca de Paul e o puxou para perto de seu rosto, rosnando contra os lábios de McCartney em seguida: —Agora cala essa porra dessa boca e cavalga. — John ordenou, acabando com o pouco espaço que sobrava entre seus rostos com um beijo que impedia que Paul falasse sequer mais uma vírgula. Sua mão esquerda desferiu um forte tapa contra uma das nádegas de Paul, o estalar ecoou pelo quarto e John pôde senti-lo gemer contra sua boca com a ardência excitante.

Não demorou muito para o beijo ser quebrado por falta de ar e Paul finalmente teve sua brecha daquele aperto que o calava. O mais novo desviou o rosto e levou a boca para o ouvido de Lennon. Apoiando o próprio corpo com os cotovelos, ele sussurrou:

—Você disse que não queria parar. — Seu tom era estranhamente melancólico, ainda mais para alguém que há poucos minutos estava quase explodindo de raiva. —Disse que estava apaixonado... — Engoliu o soluço que por pouco não o abandonou, seu orgulho, que se mantinha relutantemente em pé, não permitiria que John soubesse que estava quase chorando.

Pôde escutar Lennon engolindo em seco uma resposta. Aquele silêncio machucava mais do que qualquer palavra acida que Lennon poderia tirar de seu sarcasmo humilhante. John arrastou as mãos pelas costas de Paul, agarrando ambas as nádegas fartas do mais novo e, posicionando os pés contra o colchão, ele forçou os quadris para cima em um ritmo rápido e profundo, estocando Paul. Atingia a próstata do outro todas as vezes que seus quadris encontravam o corpo sobre o seu. Paul fechou os olhos e descansou a testa no travesseiro que acomodava a cabeça de Lennon, ofegando contra a área murmúrios angustiados.

—Por que... p-por que, John? — A voz de Paul estava pastosa, a tristeza dividia espaço com o prazer.

—Você tem razão, eu estou apaixonado, Macca. — John murmurou. —Só não é mais por você.

No meio de tantas sensações maravilhosas, arrepios e mais arrepios percorrendo todo seu corpo, Paul sentiu seu coração ser feito em pedaços. Ele afundou o rosto ruborizado totalmente no travesseiro, escondendo-o e molhando o tecido da fronha com lágrimas quentes que John provavelmente jamais veria. Soluçava e gemia contra a superfície macia, escutando John praguejar os últimos palavrões conforme se aproximava do orgasmo.

—Eu te odeio. — Paul choramingou, abafado pelo travesseiro. —Eu te odeio tanto.

Paul queria mais do que nunca abandonar John. Levantar daquela cama e expulsá-lo do quarto do jeitinho que ele estava, completamente nu para aumentar sua humilhação, tacando-lhe sapatos ou tudo quanto é objeto que poderia encontrar até que o Beatle desaparecesse correndo de seu campo de visão. Paul queria deixar de ser aquela pessoa tão dependente de Lennon, queria abandonar aquele maldito vicio que o machucava tanto, mas sempre que criava coragem o suficiente para sequer pensar em cortar John de sua vida, Paul se deixava levar completamente no menor e mais leve dos beijos. E agora, lá estava ele, se segurando para não chorar muito alto enquanto sentia aquela sensação tão gostosa de ter John entrando e saindo de seu corpo. A nostalgia vergonhosa o atingia em cheio, fazendo-o se sentir ainda pior ao perceber que aquilo já aconteceu antes e estava tornando-se cada vez mais frequente.

Ele estava perdendo John e sabia disso, infelizmente, sabia melhor ainda que não havia nada que pudesse fazer para impedir.

Os movimentos do corpo de Paul eram quase nulos, não conseguia se concentrar mais na transa. A parte de sua mente que não havia sido engolida pelo orgasmo que lentamente se aproximava gritava de tanta angustia e magoa. Gritava o quão fracassado era por ouvir e aceitar calado aquelas palavras. Seu corpo ainda respondia aos estímulos que recebia e seu pênis ainda pulsava deliciosamente todas as vezes que a glande de John roçava contra sua próstata, mas o prazer de estar junto de Lennon, tão perto do corpo que tanto adorava, colado naquela pele quente, já era inexistente. Paul só queria estar sozinho e tudo piorou quando acabou chegando ao orgasmo mesmo em um estado tão terrível. Gozou contra o abdômen de Lennon e não demorou muito para sentir os jatos quentes encherem-no quando John também atingiu o ápice.

Assim que recuperou as forças e a moleza de seus braços e pernas passaram, Paul abandonou o corpo de John e rolou para deitar ao seu lado. De costas para Lennon, ele agarrou o travesseiro e o segurou firmemente contra o rosto.

Segundos depois, sentiu os dedos de John tocarem seu ombro, acariciavam a pele úmida com os dígitos.

—Paul... — John o chamou, nenhuma resposta. —Paulie.... Eu não—

—Me deixa em paz.

—Não seja assim, Macca, por favor.

Rapidamente, Paul ergueu no colchão e sentou. Virou para Lennon e o encarou com os olhos já inchados, lágrimas quentes escorriam por suas bochechas vermelhas, as sobrancelhas estavam franzidas e ele lançou para John o olhar mais furioso e triste que Lennon já teve o infortúnio de ver.

—O que mais você quer de mim, John? HEIN? — Gritou. —Uma segunda rodada? É isso? Outra transa que não significa mais nada para você?

—Eu quero que você me escute!

—Vou dizer só mais uma vez, Lennon! — Paul disse entre os dentes, seu dedo perigosamente apontava para o rosto de John. O mais velho conseguia perceber a mão de Paul tremendo enquanto ele o ameaçava. —Saía do meu maldito quarto, da minha casa, some da porra da minha vista e me deixa em paz!

—Quer saber? — Lennon sentiu seu sangue esquentar. —Foda-se. Não tem conversa com você mesmo! — A paciência de John havia esgotado, sua voz em um tom alto tentava se igualar a de Paul. —E só mais uma última coisa, eu juro que haverá consequências se você aparecer com mais um daqueles bilhetinhos infantis ofendendo a mim e Yoko.

—Eu já disse que foi uma brincadeira—

—Você foi avisado!

John levantou do colchão e começou a recolher suas roupas rapidamente. Lançou um último olhar irritado para Paul e deixou o quarto fechando a porta com uma forte batida que fez o quarto praticamente tremer.

Após escutar algo que ecoaria em sua mente por árduos anos e com o coração partido em tantos pedaços que seria impossível contar, Paul teve um dos orgasmos mais torturantes de sua vida com Lennon.


Notas Finais


Ei, você! Sim, você que acabou de ler esse capítulo! Sabia que eu sou desenhista? Então, eu também tenho uma página no Facebook para postar minha arte, eu adoraria receber sua visita:
https://www.facebook.com/fabulosasobrancelhadegato <3

Obrigada por ler este capítulo e, se puder, deixe um comentário dizendo o que achou... Pontos negativos e/ou positivos, uma crítica construtiva faz o meu dia. <3


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