História 5 Seconds of Crush - Michael Clifford - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Michael Clifford
Exibições 199
Palavras 2.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Pessoal!
Então... Eu não sou muito boa em escrever em "Primeira pessoa", tipo Ponto de vista de tal, acho que a minha escrita empobrece um pouco (meu caso, não falo de outras fics ou livros).
Mas enfim, me desculpem se vocês acharem a qualidade da escrita desse capitulo um pouco inferior, mas eu só queria que vocês acompanhassem essa parte da vida da personagem pelos olhos dela. Mesmo assim, espero que gostem dessa atualização surpresa no meio da semana!

Capítulo 21 - 21. That's the little story of the girl you know


Fanfic / Fanfiction 5 Seconds of Crush - Michael Clifford - Capítulo 21 - 21. That's the little story of the girl you know

Camila POV 

- Porque você dúvida tanto de si mesma?

- O que? - Perguntei distraída.

- Eu perguntei porque você acha que dúvida tanto de si mesma?

- Desculpa, eu estou um pouco distraída hoje... - Eu dei de ombros.

- Eu gostaria de entender, de onde vem toda sua desconfiança. Eu posso entender sua ideia preconcebida de não confiar no Michael por ele ser um músico e ficar com muitas meninas, mas você sabia disso quando se envolveu com ele. E quanto aos seus outros relacionamentos?

- Eu nunca tive um relacionamento sério.

- E o que você acha disso?

- Eu acho que as pessoas mentem e traem e eu não gosto do pensamento de depender de alguém.

- Você precisa pensar um pouco a respeito disso, você só pode encontrar a felicidade verdadeira se conseguir derrubar todas as paredes de proteção que você construiu em volta de si mesma. Como você tem se sentido desde a última consulta?

- Vazia. - Respondi pensando na palavra que melhor definiria.

- É normal experimentar um pouco de apatia depois de uma grande decepção amorosa.

- Não era... Amor... - Eu disse com um pequeno intervalo.

- Camila, aqui é um ambiente seguro, você pode admitir pra si mesma se quiser, talvez esteja na hora.

- Talvez eu tenha sido burra o suficiente para me apaixonar por ele, mas ele não me amava de volta.

- Não foi o que ele disse quando você estava indo embora.

Flashes de Michael parado na minha frente, me pedindo para eu não ir embora vieram à minha cabeça. A lembrança tomou totalmente conta de mim, quando eu pensava em seus olhos lacrimejando. Ele segurava minha mão forte enquanto confessava "Eu te amo...E eu sei que você me ama também".

Respirei fundo tentando sair da lembrança e pensar no que responder.

- Eu só fui a primeira menina a dizer não para ele.

- Você sabe que isso não é verdade, as coisas podem não ter terminado como vocês gostariam, mas eu acredito que vocês tinham sentimentos reais um pelo outro.

Novamente eu não sabia o que dizer, eu estava chateada e falar a respeito não estava ajudando.

- E como você se sente em saber que irá vê-lo amanhã?

Essa era a pergunta que eu temia, eu ainda não sabia como me sentir a respeito disso.

- Eu talvez nem o veja, eles vão tocar aqui e eu vou mais como uma formalidade a pedido da minha chefe.

- Entendo.

- Falando nisso, acho que eu já vou indo, preciso chegar um pouco mais cedo hoje. - Menti afim de me livrar.

- Nós ainda temos 10 minutos, tem certeza que quer sair mais cedo?

- Tenho. - Garanti levantando e pegando a minha bolsa, ansiosa para sair de lá.

- Está bem, mesmo horário na semana que vem?

- É claro, eu ligo se algum imprevisto acontecer. - Respondi me despedindo.

Eu estava vendo a Dra Helena desde que havia voltando para Nova York, eu me sentia muito triste e abatida e meus amigos me sugeriram procurar por uma psicóloga. Essa era apenas a terceira consulta, mas eu já sentia como se ela me conhece bem até demais. O assunto principal do dia de hoje foi Michael, já que eu provavelmente o veria amanhã.

Fazem 30 dias e 30 noites desde que eu fui embora da turnê no meio daquela noite escura. Assim que voltei para Nova York, eu não conseguia me sentir mais em casa. Os dias eram vazios e demoravam a passar, eu não conseguia comer ou dormir direito, foi uma difícil adaptação, que me afetava até hoje. Acho que a parte mais difícil disso tudo foi o fato de que o Michael não me procurou. Nem uma ligação, nem uma mensagem. Nenhuma palavra desde o dia que eu o deixei sozinho naquela calçada. Eu não queria que ele me procurasse, mas parte de mim desejava que ele não tivesse me esquecido tão facilmente. No fundo eu desejava que ele lutasse por mim.

Passei no caminho para pegar um café e fui caminhando até a revista. Assim que cheguei e sentei em meu cubículo, vi minha chefe Diana saindo de sua sala.

- Camila, você já chegou. Pode passar na minha sala um minuto? - Ela chamou.

- É claro. - Eu respondi nervosa. Desde que eu fui embora da turnê, eu temia ser demitida por ter sido irresponsável e não ficar durante todo o tempo combinado.

- Feche a porta por favor, querida - Ela disse me fazendo tremer um pouco assim que entrei em sua sala.

- Aqui estão os seus passes para o show do 5 Seconds of summer amanhã. - Ela disse me entregando os dois cordões. - Você vai levar a Emily, ela vai continuar a sua matéria a partir de amanhã, são só mais 3 shows e ela só vai finalizar somando com o que você tem até agora. Você se importa de apresentar ela á todos amanhã?

Até então eu não tinha certeza se teria algum contato com eles, agora eu sabia. Diana deve ter notado minha surpresa, pois logo me perguntou:

- Algum problema?

- Não, é claro que não. - Respondi tentando parecer segura.

- Eu pedi para você vir até a minha sala para termos essa conversa em particular. Você não tem sido a mesma desde que você voltou. Está tudo bem com você?

-. Sim, tudo bem. - Menti.

- Eu sei que você já se retratou e explicou tudo corretamente. Mas eu queria saber de verdade, fora dos registros de mulher para mulher. Aconteceu algo pessoal durante a turnê, não foi?

Eu apenas balancei a cabeça em afirmativa, sem saber como abordar esse assunto com ela.

- Eu sabia! Eu posso ver um coração partido refletindo nos seus olhinhos. - Ela disse gentilmente. - Você se apaixonou? Foi por alguém da banda?

Eu apertei os meus lábios tentando não entrar em pânico, estava cada vez mais difícil esconder os meus sentimentos.

- Como você soube? - Eu perguntei confirmando as dúvidas dela.

- Porque o mesmo já aconteceu comigo. - Ela respondeu me surpreendendo e me deixando sem palavras.

- Eu tinha mais ou menos a sua idade. - Ela continuou.- A mesma história, ele era o músico de uma banda famosa e eu uma jovem jornalista cheia de sonhos quando nossos caminhos se cruzaram e eu me apaixonei perdidamente.

- E como você superou? - Me senti ligeiramente curiosa a respeito da confissão dela.

- Eu não precisei. - Ela sorriu e levantou da cadeira, alcançando um porta-retratos na mesa. - Ano que vem faremos 20 anos de casados!

Eu não pude evitar de sorrir olhando para a foto do casal feliz. Eu não queria comparar as duas histórias, mas aposto que eles passaram por muitas coisas durante esses anos juntos, mas conseguiram superar e estavam até hoje felizes juntos.

- Eu não vou dizer que foi fácil - Disse Diana como se lesse meus pensamentos. - Especialmente no início, nenhum de nós queria se comprometer, mas sentimos que não conseguiríamos ficar longe um do outro então fizemos funcionar. O amor foi mais forte. - Ela sorriu.

- A história pareceu estranhamente familiar... Exceto pelo final feliz...- Respondi.

- Eu achei que você deveria saber dessa história, poderia te dar um pouco de... Esperança.

Eu sorri agradecendo por ela compartilhar comigo essa história tão pessoal. E eu não admitia isso nem para mim mesma, mas ouvir a história dela realmente acendeu em mim um pouco de esperança.

O restante do dia passou voando, eu não consegui me concentrar em nada, só fiquei repassando na minha cabeça as palavras tanto de Diana, quanto de Dra Helena. E o fato de que eu veria Michael e todos os outros no dia seguinte não ajudava em nada. Peguei o celular e enviei uma mensagem para minha melhor amiga Sarah.

"Dia difícil, preciso de um drink. Happy Hour no Dallas?"

"É claro, eu saio em 30 minutos, te encontro lá" Ela respondeu.

Dallas era o nosso bar preferido porque ficava perto do trabalho de ambas, Sarah trabalhava como recepcionista de uma clínica médica á 2 quadras da revista Stein.

Assim que cheguei pedi uma tequila, eu precisava do gosto forte queimando a minha garganta e o álcool era forte suficiente para me ajudar a relaxar um pouco.

Não pude evitar de rir e balançar a cabeça, Tequila me lembrava 5sos. Lembrei de quando fiz Michael beber o drink pela primeira vez e de quando bebi com Luke e ele tentou me beijar. Muita coisa tinha acontecido naquela turnê. Pedi uma cerveja para ir bebericando por cima da tequila porque não queria ficar de mãos vazias.

Logo ouvi a voz de Sarah entrando no bar.

- Olha quem eu encontrei aqui na frente. - Disse a garota.

Eram Schimeny e Julie, duas outras amigas de Nova York eu que não via desde que havia voltado da turnê. Sarah as convidou para entrar e sentar com a gente.

- Quem é vivo sempre aparece. - Disse Schimeny me cumprimentando com dois beijos no rosto.

- É ótimo te ver Cami. Olha só pra você saindo de novo para se divertir. Isso quer dizer que você já superou o garotinho de cabelos azuis? - Perguntou Julie.

Sarah a chutou por baixo da mesa, obviamente tentando evitar o assunto.

- Tá tudo bem, eu não me importo em falar a respeito. - Eu disse á Sarah. - E sim Julie, eu já superei ele.- Eu menti tentando dar um pouco de satisfação ao grupo.

- Julie, não seja desagradável. - Schimeny a censurou. - E o cabelo dele não é azul, era só quando eles se conheceram, mas logo ele descoloriu e ficou loirinho.

- Uau, alguém virou fã da banda? - Perguntei.

- Sempre fui. Confesso que comecei a ouvir mais quando você viajou com eles. O som deles é legal.

- É claro que você gosta deles, você obviamente iria incentivar a Cami ficar com alguém da banda, não é Sra Harry Styles? - Julie alfinetou.

- Podemos não falar sobre isso? - Schimeny revirou os olhos. - E a propósito, não é nem a mesma banda e se liga, a Cami não quer falar a respeito.

- Vamos.... Sejamos sinceras, tenham um pouco de senso de humor em ver um pouco de ironia nessa história. Logo A Cami, "coração de gelo" que partiu corações por toda a cidade, foi se magoar por causa de um garotinho de banda. - Disse Julie

Eu forcei uma risada, tentando dar um ar mais leve a mesa que parecia tensa.

- Como eu disse, já superei. - Insisti em minha resposta e mudei de assunto.

XXX

Depois de alguns drinks, eu já me sentia um pouco mais à vontade e até mais alta do que gostaria. Percebi que Sarah só havia bebido refrigerante e não tinha falando muito durante a noite, pensei em questionar o motivo disso mais tarde a sós.

- Olha quem está ali, é o bartender bonitinho! - Exclamou Schimeny.

- Quem se importa, ele só tem olhos pra Cami. - Disse Julie um pouco amargurada.

- Isso não é verdade. - Discordei

- Ah qual é Cami, ele é sempre tão gentil e pisca pra você o tempo todo. Fora que ele nunca cobra as bebidas que você pede, o que deve sair do bolso dele já que ele é só um bartender. Se você superou mesmo o seu garotinho de banda deveria ir até lá e dar uma chance ao bartender bonitinho.

Julie estava afiada essa noite.

Eu senti todos os olhos na mesa em mim, esperando por uma resposta.

- Quer saber, eu vou mesmo. - Respondi sorrindo.

Enquanto eu caminhava até ele, senti que como se estivesse fazendo algo errado, mas não tinha porque eu pensar isso. Já fazia 1 mês, Michael não tinha me procurado e estava tudo acabado entre nós. Eu deveria parar de mentir que o superei e tentar fazer isso de fato.

Depois de conversar alguns minutos com o Bartender, descobri que o nome dele era Charlie e que o turno de trabalho dele já estava acabando.

- Fica e bebe alguma coisa comigo. - Eu pedi. - Tá na hora de eu pagar de volta alguns drinks que você não anda me cobrando ultimamente.

- Eu não sabia se você tinha reparado. - Sorriu Charlie

Quando seu horário de serviço acabou, ele sentou ao meu lado na bancada do bar. Conversamos por alguns minutos e ele me contou que servia drinks para pagar as contas, mas também era modelo e tinha contrato com uma grande agência na cidade. Ele tinha mesmo aparência de modelo, um corpo alto e magro e um rosto bonito com um cabelo bem arrumado e um sorriso brilhante.

Assim que percebi, eu já estava aos beijos com Charlie, o bartender.

Fiquei decepcionado ao perceber que eu não era capaz de sentir nada além da língua dele na minha boca. Minha pele não estava arrepiada e não tinha nenhuma empolgação de primeiro beijo ali. Eu não sentia frio na barriga e nenhuma faísca, era como beijar uma parede. Inconscientemente eu estava comparando seu beijo ao de Michael que me causava essas sensações, todas as vezes.

Eu só fui até esse garoto querendo provar algo a mim mesma e minhas amigas, mas o que recebi foi um grande choque de realidade me atingindo como um tapa na cara. Eu não estava preparada para conhecer e muito menos beijas outros caras.

Eu dei uma desculpa e me distanciei dele, voltando para minha mesa encontrando Sarah sozinha com o seu copo de refrigerante.

- Onde elas foram? - Perguntei por Schimeny e Julie.

- Embora. - Respondeu Sarah seriamente. - E nós vamos também. - Disse colocando dinheiro na carteira da conta do bar em cima da mesa.

Eu não disse nada, apenas concordei e sai pela porta da frente com ela.

Eu a vi pegando suas chaves no bolso e destravando o carro.

"Oh, ela está dirigindo, por isso não bebeu" foi o que eu pensei, mas algo ainda parecia errado.

Sarah dirigiu em silêncio até metade do caminho, mas parou de repente o carro e o estacionou.

- Essa não é a minha casa. - Eu disse brincando.

- Que droga Camila, em quanta negação você está? - Ela perguntou mostrando raiva.

- Sarah, o que foi? Calma!

Eu estava envolvida demais no meu drama pessoal para prestar atenção na minha melhor amiga, suas mãos estavam tremendo e ela estava um pouco pálida.

- Eu não acredito que você bebeu hoje. - Ela disse.

- O que? Porque? - Nada naquela situação parecia fazer sentido pra mim, era como se eu tivesse perdido uma parte da conversa.

- Cami, eu não sou burra. Eu sei o que tá acontecendo. Você não tem comido nada e está sempre enjoada. Eu conheço os sintomas.

- O que? Sarah, o que você está insinuando? Eu estou assim porque estou deprimida, você sabe disso.

- Você me contou que a sua menstruação estava atrasada, você estava se prevenindo com o Michael?

Eu me neguei a responder, o que ela estava insinuando era loucura, talvez eu não tivesse me cuidado tanto quanto deveria, mas eu não estava gravida!

Me irritei e cruzei os braços evitando olhar na direção dela.

- Eu parei aqui porque ali tem uma farmácia, eu vou comprar um teste e você vai levar pra casa e fazer amanhã assim que acordar, ok?

Eu não respondi, continuei com a cara fechada enquanto ela saiu, isso só poderia ser uma brincadeira.

Mas não era, ela havia mesmo comprado dois testes de gravidez e colocado a sacola no meu colo quando voltou ao carro.

Assim que estacionou o carro na frente da minha casa, Sarah quebrou o silêncio e disse:

- Desculpa se eu fui grosseira, eu só precisava chamar a sua atenção, você está em total negação.

Não respondi, ainda estava furiosa com ela e em como ela estava me tratando como criança.

- Você vai fazer o teste amanhã?

- Vou. - Respondi a surpreendendo.

- Cami, vai ficar tudo bem. - Ela disse me abraçando. - Eu te ligo assim que acordar.

O abraço e a declaração dela me deixaram um pouco assustada, e se ela tivesse razão?

Desci do carro e subi correndo as escadas até o meu apartamento. Entrei atirando minha bolsa longe e fui até o banheiro com a sacolinha da farmácia, não existia nenhuma chance de eu ir dormir e deixar para fazer o teste amanhã, eu precisaria saber naquele instante.

Segui as instruções que continuam na caixa e coloquei os palitinhos em cima da pia, na caixa indicava que o resultado levaria 5 minutos.

Eu comecei a ficar nervosa, sentindo meu coração acelerar e meu peito subir e descer com a minha respiração.

Antes de finalizar os 5 minutos e ver o resultado, ouvi a campainha tocar, fui correndo até a porta, imaginei que seria Sarah se desculpando por antes ou para conferir como eu estava. Me apressei a chegar até a porta, achei que seria melhor ver o resultado acompanhada da minha melhor amiga.

Mas quando abri a porta, fiquei chocada, não era Sarah, na verdade era alguém que eu jamais imaginaria ver batendo na porta do meu apartamento.

- Ashton?



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