História 50 Dicas para Sobreviver ao Ensino Fundamental - Capítulo 12


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Palavras 1.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Escolar
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


EU SOU MUITO MAL!! DEIXEI DE POSTAR NA SEGUNDA PRA POSTAR NA QUARTA!!! BWAHAHAHAHA!!!!
mintira gente, foi sem querer.
SEGUNDA-FEIRA. Quando eu finalmente estava acabando de fazer o capítulo, lembro que estou devendo um desenho pro último dia de aula, já que teriam duas meninas que iam sair da escola. FIZ AQUELA BAGAÇA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL E DEMOROU 2 DIAS, JÁ QUE O BONITÃO AQUI RESOLVEU FAZER UM GIF.
Se quiserem eu mando o gif.
ENFIM, se você é aquela pessoa que esperava pancadaria, curiosidade: As mães da Sophia são Hippies, então ela é consequentemente mais paciente. NÃO, NÃO TEVE PANCADARIA.

Capítulo 12 - Não fique triste - ainda tem muita merda pra acontecer


_O que eu fiz, então? – perguntei com a voz trêmula

_Vamos fingir que estamos brigando – cochichou Sophia – a Giovana provavelmente está no pé da escadaria ouvindo nossa conversa

_Eu... Vou saindo então, né? – disse Lucas – quer que eu tire a Sophia de lá?

_Sim por favor – disse Sophia

Ela gritou alguma coisa aleatória como “SAIBA ENTÃO O QUE VOCÊ FEZ, SEU...” e esperou Lucas aparecer na curva que a escada fazia para dizer que estava o.k. conversar em voz normal. Dois segundos depois isso aconteceu e Sophia se sentou no mesmo degrau que eu.

_João – disse ela – você podia ter mentido, dizer que não tinha nada por mim. Eu acho que já tinha reparado da quedinha dela, não?

_É, eu já sabia – respondi – só achei que era melhor falar a verdade logo de cara.

_Nem sempre a verdade é algo necessariamente bom, cara.

_Percebi.

Ficamos alguns segundos em silêncio. A ruiva ameaçou levar a mão ao celular mas parou na metade do movimento com um suspiro

_Eu acho que você já sabe sobre a minha sexualidade, não? – disse ela rompendo o silêncio

_Sei, eu acho.

_E o que você acha que eu sinto pela Giovana?

_Você... Não parece sentir algo a mais por ela. Certo?

_Está. Nós já não acertamos. Desculpa João, mas meu coração pertence à outra pessoa. Não me entenda mal: em dois meses, você já se tornou uma das pessoas das quais eu mais pude conversar.

_Obrigado, eu acho.

Nos encaramos por um segundo e voltamos a rir.
_Mais uma coisa – disse por fim – tem outro garoto que gosta de você.

_O Gabriel? – disse ela inocentemente – Eu sei, ele sempre me compra bala.

_O que? Não, nem sei quem é esse. O Matheus.

_Eu deixei ele na friendzone mês passado, mas ele insiste em se mostrar.

_TÁ PODENDO MIGA

_EU SEI MIGO

Depois de outra risada, ela se despediu com um “bate aqui” básico e foi correndo ver se encontrava alguém na fila da cantina.

É, eu estou oficialmente na friendzone. Mas sinceramente, eu achei que doeria mais. Claro, o que eu quero fazer é me esconder da sociedade vivendo apenas das lágrimas que eu produzir durante algumas décadas numa caverna escura e isolada do mapa. Mas no começo da conversa, eu achei que seria pior.

Depois de acabar de comer meu biscoito, me levantei e desci o resto da escada, para encontrar Matheus, Júlia e Thiago, que teve a audácia de comentar:

_Você caiu no conto da friendzone da Sophia. Primeira vez?

_É sim – respondi

_Prepara seu bumbunzinho que tu ainda vai sofrer muito com isso garoto. Falo por experiência própria.

_Você se acostuma – comentou Matheus

_Tadinho – comentou Júlia, com um sorriso no rosto – Você é o quarto desde que ela entrou na escola.

Rimos um pouco e Júlia me deu uma bala para me acalmar, já que eu estava claramente rosado.

_Ela disse que gosta de alguém – comentei tirando a bala do papel e mastigando-a.

_É isso que reza a lenda – disse Júlia – Desde que ela entrou na escola, ela dispensa os garotos com essa desculpa, mas ninguém nunca descobriu quem é essa pessoa.

_Eu mesmo já tentei – disse Thiago

_E ela dispensou você? ­– indagou Matheus indignado – Quer dizer, você é tipo o Fodão da sala.

_Por que todo mundo fala isso? – respondeu o Fodão – O que eu fiz para ser o Fodão?

_Bem – comentou Júlia – você joga basquete, futebol, baseball, futebol-americano, tênis, natação, karatê, vôlei, skate, ginástica artística, surf e ainda tira notas boas.

_Eu tenho quinze, um esporte por ano a partir dos quatro. Isso não é normal nessa cidade?

_Isso não é normal em humanos. – comentou Matheus.

_Asiáticos.

_EU DISSE HUMANOS, CRIATURA.

_Ginástica artística? – perguntei

_Tempos sombrios. – ele respondeu, apenas.

Todos riram, menos Thiago que parecia envergonhado.

_Ei – disse tomando fôlego – Você disse “nessa cidade”, tu não é daqui?

_Eu vim de outra cidade – respondeu Thiago ansioso para mudar de assunto – Minha mãe veio trabalhar numa fazenda daqui como veterinária durante dois anos, então eu vim com ela. Tô aqui desde o ano passado.

_Você é da capital, certo?

_É isso aí.

*****

 

Fevereiro passou voando, como sempre – provas fáceis, matéria de revisão e “suruba” todos os dias. Uma sexta-feira saíamos e na outra não, até quando acharam um fio de cabelo masculino no hambúrguer da Júlia, e nunca mais fomos naquele restaurante.

Na primeira semana de março Giovana começou a faltar vários dias seguidos da escola, e só fomos reparar isso na quarta-feira quando temos aula de música e o torturador disse “MAS ELA FALTOU DE NOVO?”, e foi aí que nos demos conta. Na quinta, Sophia recebeu um telefonema da Gi que disse que quebrou o braço e estava no hospital – pelo visto, a garota tentara andar de skate no morro mais alto da cidade e esse foi o resultado. Sophia contou também que o médico deve dar alta só daqui a algumas semanas.

Ah! Uma coisa que eu esqueci de falar: lembram do mapa de carteiras, lá do capítulo um? Então, eu consegui sair da fileira da frente! Aparentemente, os professores perderam o receio que sempre possuem com os alunos novos e me trocaram de lugar com o Henrique, que estava conversando bastante, eu acho.  Agora estou numa área branca, que não é tão melhor assim, mas pelo menos posso conversar com Lucas que senta atrás de mim. E sabe onde ele senta? ISSO MESMO!

NA CELESTIAL

NA UNIVERSAL

NA “QUALQUER-COISA-”AL

NA MAIS LINDA

CHEIROSA

GLAMUROSA

E EXPLÊNDIDA

CARTEIRA VERDE!!!

ISSO MESMO,

VOCÊ NÃO LEU ERRADO!

NA. CARTEIRA. VERDE.

 

Será que os professores também chegaram à conclusão de que aquela era a melhor cadeira? Quero dizer, o Lucas é o queridinho de tudo quanto é professor – Ciências, Geografia, História... Se bem que faz até sentido: ele é um asiático, e apenas asiáticos são fodas o suficiente para conseguir ser queridinho da torturadora mais severa da escola, cujo não vou citar o nome para não deixar a energia negativa que ele traz invadir a tela do seu computador. É sério. 


Notas Finais


AEEEEE! JOÃO ZEROU A VIDA!!!
Decepcionados? Desculpa... Mas vai ter shipp novo mais pra frente.
OUTRA COISA! A menina em que eu me inspirei para fazer essa fic vai mudar de escola *de novo*, então preparem seus bumbunzinos, essa bagaça vai ter um spin-off.


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