História 50 Shades Of Love - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
Exibições 96
Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo Três - Recomeçando a vida!


Shailene 

Encaro meu reflexo no espelho sentindo-me completamente nervosa. Eu estava vestindo uma meia calça preta, uma saia azul rodada de cintura alta, uma blusa social branca e uma blusa de frio azul por cima. 

Desde que mandei aquele e-mail confirmando a minha participação no filme, a minha vida havia virado da cabeça pra baixo. Os fãs tinham ficado loucos, os reportes não saiam de minha casa, fora que tive menos de quarenta e oito horas para decorar as minhas primeiras falas. Eu já havia gravado um taque da minha personagem com a sua melhor amiga e agora era a hora de gravar o primeiro encontro entre Christian e Anastasia, assim como seria o meu primeiro encontro com Theo depois daquela reunião. Eu ainda estava completamente insegura porém, agora não tinha mais como volta atrás. 

Saio do camarim arrumando meu rabo de cavalo deixando-o frouxo e caminho até o andar de cima a onde Neil e a equipe estavam esperando-me. 

- Ok Shai, você precisa passar nervosismo, desconforto, você está nervosa por estar fazendo algo fora da sua área de conforto ao mesmo tempo que está se sentindo intrigada com o homem á sua frente. – Diz Neil dando-me algumas instruções. 

- Ok! – Digo balançando a cabeça freneticamente. 

Eu estava uma pilha de nervos, não seria tão difícil assim fazer ela sentir tudo o que Neil queria que minha personagem sentisse, até por que estava sentindo tudo o que ele havia acabado de falar.

- Vamos começar! – Diz Neil sentando em uma cadeira com uma mini tela á sua frente. – Ação!

Dou meia volta e começo a caminhar ao lado de uma moça loira. Nós caminhamos até o final do corredor a onde continha duas portas grandes brancas. Abro a porta com certa força e caio com tudo de quatro sobre o chão gélido. Bufo mentalmente tentando compreender quem conseguia tropeçar em um chão completamente liso, quando  levanto meu rosto encontrando um homem elegantemente caminhando em minha direção.

Ironia do destino ou não, mas no último papel de Theo James ele apresentava um cara chamado Quatro e agora em nossos novos papeis, em um filme completamente diferente a primeira vez que Anastasia e Christian se conheciam era com ela de quatro.

- Senhorita Kavanagh  Se machucou? - Diz ele estendendo a mão em minha direção. Levanto-me antes mesmo da sua ajuda chegar e aperto a sua mão com força, sentindo um choque elétrico passar por meu corpo, no momento em que triscarmos um na mão do outro. - Christian Grey. – Diz ele encarando-me com certa intensidade. 

- Eu sou Anastacia Setlee. – Digo sentindo meu coração pular mais que pula, pula e  encarando-o embasbacada. - É...A senhorita Kavanagh pegou uma gripe e pediu para eu vim no lugar dela. – Digo sentindo minhas mãos suarem. 

- Entendo. - Diz ele encarando-me de forma intensa. Pisco meus olhos algumas vezes e respiro fundo na tentativa de ficar calma. - A senhorita também estuda jornalismo? - Finaliza ele com uma voz incrivelmente forte e rouca. 

- Não, literatura inglesa. - Digo com a voz um pouco nervosa. - É...dividimos o apartamento. - Finalizo um pouco com vergonha. 

- Como eu avisei, só tenho dez minutos. Sente-se. - Diz ele com uma expressão e com a voz gélida. 

Ele começa a dirigir-se para a sua cadeira enquanto eu caminho fingindo estar encantada com o lugar que meus olhos estavam captando. Sento-me puxando a minha saia para não mostrar as minhas pernas - que estavam  cobertas por uma meia calça - e abro o caderninho com as perguntas um tanto perdida, sem saber por onde começar. 

Ligo o gravador e fico á procura de uma caneta, que eu nem sequer havia trago. Levanto o meu olhar em direção ao Theo um pouco perdida e ele esboça um sorriso fraco em seu rosto – neste momento senti meu coração perder algumas batidas. Ele levanta-se de sua cadeira ajeitando o seu paletó - impecável – cinza e apanha um lápis de sua mesa. Mordo meus lábios fracamente e apanho o lápis.

 - Obrigada. - Digo abaixando a cabeça encarando o papel que estava em minhas pernas.

Eu estava nervosa, eu não conseguia compreender o por que deu estar tão nervosa. Eu já havia atuado com Theo antes e nem nas nossas primeiras cenas o clima entre nós estavam tão pesado quanto agora.  Limpo a minha garganta e bato o gravador com força em minhas pernas. 

- Pronto? - Pergunto com a voz alta e forte. 

- Quando achar melhor. - Diz ele encarando-me com um olhar divertido nos olhos. 

- Er..Er..Tá! - Digo abaixando minha cabeça novamente para ler as perguntas. - É então a entrevista é para a edição especial do jornal de alunos.

- Sim, eu vou ser o orador da formatura este ano. - Diz ele mantendo a sua voz firme. Subo o olhar encarando-o surpresa e solta mais uma das frases magnificas da Anastasia. 

- Vai? - Pergunto espantada e ele balança a cabeça em afirmativa. - É quer dizer...Eu sabia! – Digo com uma voz de lerda. 

Sinceramente quando escreveram essa personagem a fizeram lerda até o extremo. Ela boiava nas perguntas obvias e as vezes agia que nem uma idiota, mas tudo bem, eu irei relevar por que agora não tinha mais como voltar atrás na minha decisão. 

Como eu havia demorado para aceitar o convite de Neil, eu acabei tendo pouco tempo para ler o roteiro e acabei deixando passar algumas coisas que irritavam-me nós personagens que eu protagonizava. Mas enfim, o que me restava agora era empenhar-me neste papel e dar-me o máximo. 

- O senhor é muito jovem, a que atri...- Vou dizendo quando ele me corta. 

- Atribuo o meu sucesso? - Pergunta ele como se ouvisse aquilo o tempo todo. 

- É. - Digo envergonhada.

- Isso é sério? - Pergunta ele olhando-me com incredulidade.

 - É. - Digo engolindo em seco. 

- Negócios tem haver com pessoas é eu sou muito bom com pessoas. - Diz ele roucamente. 

"Eu não tenho dúvidas de que ele seja bom com pessoas. Bom em abandonar as pessoas isso sim.” - Penso sentindo uma raiva subir por dentro de meu corpo. Solto um suspiro e tento lembrar-me de que só estávamos encenando e que aquilo era só uma frase repetida. 

- Ah. - Digo dando de ombros. - Talvez só tenha tido sorte. - Finalizo recebendo um sorriso torto de seus lábios.

“Ah, aquele maldito sorriso que me encantava.” – Penso sentindo algumas borboletas em meu estomago. 

- Eu percebi que quanto mais eu trabalho, mas sorte eu pareço ter. - Diz ele em um tom sarcástico. - A chave para o meu sucesso sempre foi identificar pessoas talentosas e agregar os seus esforços. - Diz ele caminhando pela sala. 

- Então é controlador? - Pergunto com uma pitada de sarcasmo que não estava descrito em minhas falas. 

- Eu acho que exerço controle em tudo o que eu faço. - Diz ele encarando-me sério. Pisco os meus olhos algumas vezes e fico encarando-o bestificada. 

Ele estava se saindo muito bem em seu papel, estava sendo frio, arrogante e intimidador como o seu personagem. Mas acima de tudo estava conseguindo ser sexy em tudo o que ele fazia. Theo havia se tornado um ótimo ator, talvez tenha se tornado bom até demais.

- Será? – Pergunto automaticamente mantendo o meu olhar focado naquela íris castanha-mel. 

- Cortaaa! – Diz Neil berrando por um megafone do outro lado da sala. 

Theo mantém o seu olhar firme em mim até o momento em que Neil entra na sala um pouco nervoso por conta de minha gafe. 

- Perdão! Esqueci o que era para falar. – Digo suspirando e dando um sorriso amarelo em seguida para ele. 

- Ok, cinco minutos de descanso pessoal. – Diz ele falando para todos que estavam no ambiente. 

Levanto-me apressadamente da sala e começo a caminhar por entre as pessoas em direção ao meu camarim, eu precisava beber algo, qualquer coisa me ajudaria neste momento!

 Theo

Shailene estava evitando-me. Quando cheguei no hotel para filmarmos eu não tinha visto o seu rosto um minuto sequer e todas as vezes que ela aparecia, ela saia correndo de mim. Aquilo estava machucando o meu coração. 

Saio da sala e vou caminhando até o seu camarim. Eu sei que não tinha direito de lhe pedir nada, eu que afastei-me dela, eu que havia magoado, mas agora quem estava sendo magoado era eu e eu não estava gostando daquilo. Chego em seu camarim e escuto risadas vindo dele. Fico parado na porta – escondido – e tento ouvir algo. 

- Não acredito que isto aconteceu! – Diz ela ainda em risadas. – Você precisa me mostrar com certeza. – Diz ela suspirando tentando encontrar o ar que havia perdido na risada. 

Encosto mais a minha cabeça na porta e tento ouvir mais coisas. Eu estava um pouco incomodado, queria sabe quem estava lhe arrancando todas aquelas risadas  - risadas essas que antes era eu que lhe causavam. 

- Quando você chega? – Pergunta ela com uma voz melosa. – Tudo bem, eu lhe espero! Beijos. – Diz ela finalizando a ligação e dando um daqueles suspiros de pessoas apaixonadas. Sinto o meu estomago embrulhar e caminho para longe dali. 

Durante todos esses quatros anos que  estive por perto dela, ela teve alguns relacionamentos, tudo com uns trastes que não valiam nada, mas ela teve. Tinha uns e outros que eu fazia uma vista mais grossa, ficava um pouco incomodado, mas eu não sentia o que eu estava sentindo  agora.

Eu estava sentindo ciúmes. 

Eu estava sentindo o meu corpo inteiro queimar e pinicar por dentro de raiva. Eu estava com raiva e com ciúmes daquelas risadas e melasão que ela estava tendo com outro. As vezes poderia até ser uma amiga, não sei, eu não sabia mais nada da vida dela. Entro dentro de meu camarim e sento-me tentando controlar a minha respiração. 

“Mas que diabos é isso Theo, você é um homem casado! Não pode ficar sentindo ciúmes de outra mulher.” 

Apanho uma garrafinha de água e bebo-lhe alguns goles.  Estou sentando brincando com a tampinha da garrafa, somente para ver se ficava mais calmo, quando meu telefone começa a tocar. 

- Oi Keiynan? – Digo atendendo a chama. 

- Fala Theo, tudo bem? – Diz ele empolgado. 

Havia conhecido Keiynan, nas gravações de Insurgente – o segundo filme da saga divergente. Ele entrou para interpretar Uriah e desde então havia criado uma grande amizade com ele, assim como com o restante do elenco, éramos muito unidos. Ainda éramos unidos, menos eu e Shai. 

- Tudo e com você cara? – Digo encostando minhas costas completamente na cadeira. 

- Ótimo, fiquei sabendo que você e a Shai vão atuar novamente juntos! – Diz ele rindo. 

- É, vamos. – Digo coçando minha nuca. 

- Que massa cara! Mas enfim, eu não liguei para conversarmos sobre isso...Eu encontrei a louca da Zöe no shopping algumas horas atrás e tivemos a ideia de marcar com a galera do elenco todo para nós encontrarmos numa boate sabe, rever toda a galera fazer uma social, o que você acha? – Pergunta ele animado. 

- Claro, será uma ótima ideia. – Digo pensando a careta que Ruth irá fazer quando eu lhe contar sobre isso. 

- Falo cara, então hoje as 22hrs na Night Dreams. – Diz ele finalizando a chamada em seguida. 

Giro o telefone na mesinha a minha frente e o coloco dentro do meu bolso novamente – porém desta vez no silencioso – e caminho de volta para a sala de gravações. 

Eu sabia que seria difícil gravar este filme, ainda mais comigo e Shailene naquela situação, mas eu sabia que as coisas iriam piorar para o meu lado quando as cenas quentes vinhesse a tona. 



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