História 50 Tons De Camren - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Exibições 210
Palavras 8.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Galera Nesse Capítulo ainda não ia ter o hot... MAS como eu sou muito legal eu vou fazer o capitulo 7 e 8 juntos.

Capítulo 10 - Capítulo 7 e 8


O primeiro que notei foi o cheiro: couro, madeira e cera com um ligeiro aroma de limão. É muito agradável, e a luz é tênue, sutil. Na realidade não vejo de onde sai, de algum lugar junto ao teto e emite um resplendor ambiental. As paredes e o teto eram de cor vinho escuro, o que dava à espaçosa sala um efeito uterino e o chão era de madeira envernizada muito velha. Na parede, de frente para a porta, havia um grande X de madeira, de mogno muito brilhante, com argolas nos extremos para ficar seguro. Por cima havia uma grande grade de ferro suspensa no teto, com no mínimo de dois metros quadrados, da qual se penduravam todo o tipo de cordas e algemas  brilhantes.  Perto  da  porta,  dois  grandes  postes  reluzentes  e ornados, como balaústres de um parapeito, porém maior, estavam pendurados ao longo da parede como cortinas. Deles pendiam uma impressionante coleção de varas, chicotes e curiosos instrumentos com plumas.

Junto à porta havia um móvel de mogno maciço com gavetas muitas estreitas, como se estivessem destinados a guardar amostras de um velho museu. Por um instante me perguntei o que havia dentro. Quero saber?  No canto do fundo vejo um banco acolchoado de couro de cor vermelha, e junto à parede, uma estante de madeira onde parecia guardar tacos de bilhar, mas um observador atento descobriria que continha varas de diversos tamanhos e grossura. No canto oposto havia uma sólida mesa de quase dois metros de largura,  de  madeira  brilhante  com  pernas  talhadas  e  debaixo,  dois tamboretes combinando.

Mas o que dominava o quarto era uma cama. Era maior que as camas de casal, com dossel de quatro postes talhados no estilo rococó. Parecia de finais do século XIX. Debaixo do dossel via mais correntes e algemas reluzentes. Não havia roupa de cama… apenas um colchão coberto com um lençol vermelho e várias almofadas se seda vermelha em um extremo.

A uns metros dos pés da cama havia um grande sofá Chesterfield, colocado no meio da sala, de frente para a cama. Estranha distribuição… isso de colocar um sofá de frente para a cama. E sorri comigo mesmo. Parecia raro o sofá, quando na realidade era o móvel mais normal de toda a sala. Levantei os olhos e observei o teto. Estava cheio de mosquetões, a intervalos irregulares. Perguntei-me, por um segundo, para que serviam. Era estranho, mas toda esta madeira, as paredes escuras, a tênue luz e o couro vermelho,  faziam  com  que  o  quarto  parecesse  doce  e  romântico…  Era qualquer  coisa menos isso. Era  o  que  Camila entendia  por  doçura  e romantismo.

Girei e ela estava olhando-me fixamente, como supunha, com uma expressão impenetrável. Avancei pela sala e me seguiu. As plumas tinham me intrigado. Decidi tocá-las. Era como um pequeno gato de noves rabos, porém mais grosso e com pequenas bolas de plástico nos extremos.

— É um chicote de tiras. — Camila disse em voz baixa e doce.

Um chicote de tiras… Nossa. Acredito que estou em estado de choque. Meu subconsciente sumiu, ficou mudo ou simplesmente morreu. Estou paralisada. Posso observar e assimilar, mas não articular o que sinto diante de tudo isso, porque estou em estado de choque. Qual é a reação adequada quando descobre que seu possível amante é um sádico ou um masoquista total? Medo… sim… essa parece ser a sensação principal.  Agora percebo. Mas não dela. Não acredito que me machucaria. Bom, não sem meu consentimento. Várias perguntas nublaram minha mente. Por quê? Como? Quando? Com que frequência? Quem? Aproximei-me da cama e passei a mão por um dos postes. Era muito grosso e o talhe era impressionante.

— Diga algo — Pediu Camila com um tom enganosamente doce.

— Faz com as pessoas ou fazem com você? Franziu a boca, não sabia se divertida ou aliviada.

— Pessoas? —Piscou um par de vezes, como se estivesse pensando o que responder. — Faço com mulheres que querem que o faça.

Não entendo.

— Se tem voluntárias dispostas a aceita-lo, o que faço aqui?

— Porque quero fazê-lo com você, desejo.

— Oh.

Fiquei com a boca aberta. Por quê?

Fui  para  o  outro  canto  do  quarto,  passei  a  mão  pelo  banco acolchoado, até a cintura e deslizei os dedos pelo couro. Gosta de machucar as mulheres. A ideia me deprimia.

— É um sádico?

— Sou uma Ama.

Seus olhos castanhos ficaram abrasadores, intensos.

— O que significa isso? — Perguntei com um sussurro.

—  Significa  que  quero  que  se  renda  a  mim,  em  tudo, voluntariamente.

Olhei com o cenho franzido, tentando assimilar a ideia.

— Porque faria algo assim?

— Para satisfazer-me. — Murmurou inclinando a cabeça. Vejo que esboçou o sorriso.

Satisfazer-me! Quer que o satisfaça! Acho que fiquei com a boca aberta. Satisfazer Camila Cabello. E nesse momento percebo que sim, que é exatamente  o  que  quero  fazer.  Quero  que  ela  desfrute  comigo.  É  uma revelação.

— Digamos, em termos muito simples, que quero que queira me satisfazer. — Disse em voz baixa, hipnótica.

—Como tenho que fazer?

Senti a boca seca. Queria que tivesse mais vinho. Certo, entendo o de satisfazê-lá, mas o quarto de tortura isabelino me deixou desconcertada. Quero saber a resposta?

—  Tenho  normas  e  quero  que  as  aceite.  São  normas  que  te beneficiam e me proporcionam prazer. Se cumprir essas normas para satisfazer-me, te recompensarei. Se não, te castigarei para que aprendas. — Sussurra. Enquanto fala comigo, olho para a estante de varas.

—  E  em  que  momento  entra  em  jogo  tudo  isso?  —  Pergunto apontando com a mão ao redor do quarto.

— É parte do pacote de incentivos. Tanto da recompensa como do castigo.

— Então desfrutará exercendo sua vontade sobre mim.

— Se trata de ganhar sua confiança e seu respeito para que me permita exercer minha vontade sobre ti. Obterei um grande prazer, inclusive uma grande alegria, caso você se submeta. Quanto mais se submeter, maior será minha alegria. A equação é muito simples.

— Certo, e o que eu ganho de tudo isso?

Encolheu os ombros no que pareceu um gesto de desculpa.

—A mim. — Limitou-se a responder.

Deus meu… Camila me observava passar a mão pela vara.

— Lauren, não tem maneira de saber o que pensa. — Murmurou nervosa. – Vamos voltar para baixo, assim poderei me concentrar melhor. Desconcentro-me muito contigo aqui.

Estendeu uma mão, mas não sabia se agora queria segurá-la.

Mani disse que era perigosa e tinha muita razão. Como ela sabia? Era perigosa para minha saúde, porque sabia que iria dizer que sim. E uma parte de mim quer gritar e sair correndo por este quarto e tudo o que representa. Sinto-me muito desorientada.

— Não vou te machucar, Lauren.

Sabia que não estava mentindo. Segurei sua mão e saí com ela do quarto.

— Quero mostrar algo, se por acaso aceitar.

Em lugar de descer as escadas, girou a direita do quarto de jogos como ela o chamava e avançou pelo corredor. Passamos juntas a várias portas até chegarmos à última.  Do outro lado havia um dormitório com uma cama de casal. Tudo era branco… tudo: os móveis, as paredes, a roupa de cama. Era limpa e fria, mas como uma vista preciosa de Seattle desde a janela de cristal.

— Este será seu quarto. Pode decorá-lo a seu gosto e ter aqui o que quiser.

— Meu quarto? Espera que venha viver aqui? — Pergunto sem poder dissimular meu tom horrorizado.

— Viver não. Apenas, digamos, de sexta à noite até a noite de domingo. Temos que conversar sobre o tema e negociar. — Acrescentou em voz baixa e duvidosa.

— Dormirei aqui?

— Sim.

— Não contigo.

—Não. Já disse. Eu não durmo com ninguém. Apenas contigo quando se embebedou até perder o sentido. — Disse em tom de reprimenda.

Aperto  meus  lábios.  Há  algo  que  não  se  encaixa. A  amável  e cuidadosa Camila, que me resgata quando estou bêbada e me segura amavelmente enquanto vômito e a monstra que tem um quarto especial cheio de chicotes e algemas é a mesma?

— Onde você dorme?

— Meu quarto está abaixo. Vamos, deve sentir fome.

— É estranho, mas acho que perdi a fome. — Murmurei sem vontade.

— Tem que comer Lauren. — Chamou minha atenção. Segurou minha mão e voltamos para o andar de baixo.

De volta para o salão incrivelmente grande, me senti inquieta. Estou à borda de um precipício e tenho que decidir se quero saltar ou não.

— Sou totalmente consciente de que estou indo por um caminho escuro, Lauren, e por isso quero de verdade que pense bem. Com certeza tem coisas para perguntar-me. — Disse soltando minha mão e dirigindo-se com passo tranquilo para a cozinha.

Eu tenho. Mas por onde começo?

—  Assinou  um  acordo  de  confidencialidade,  assim  que  pode perguntar o que quiser e responderei.

Estou junto à bancada da cozinha e a observo como abre a geladeira e tira um prato de queijo com dois enormes cachos de uva brancas e vermelhas. Deixa o prato sobre a mesa e começa a cortar o pão.

— Sente-se. — Disse apontando um banco junto à bancada.

Obedeço a sua ordem. Se vou aceitar, terei que me acostumar. Percebo que se mostrou dominante desde que a conheci.

— Falou sobre os papéis.

— Sim.

— A que se refere?

— Bom, além do acordo de confidencialidade, há um contrato que especifica o que faremos e o que não faremos. Tenho que saber quais são seus limites, e você tem que saber quais são os meus. Trata-se de um consenso, Lauren.

— E se não quiser?

— Perfeito. — Responde com prudência.

— Mas, não teremos nenhuma relação? — Pergunto.

— Não.

—Por quê?

— É esse o único tipo de relação que me interessa.

— Por quê?

Encolheu os ombros.

— Sou assim.

— E como chegou a ser assim?

— Por que cada um é como é? É muito difícil saber. Porque uns gostam de queijo e outros odeiam? Você gosta de queijo? A senhora Jones, minha governanta deixou queijo para o jantar.

Tirou dois grandes pratos brancos de um armário e colocou diante de mim.

E agora começamos a falar sobre queijo… maldição…

— Que normas tenho que cumprir?

— Tenho por escrito. Veremos depois de jantar.

Comida… Como vou comer agora?

— De verdade, não tenho fome. — Sussurrei.

— Vai comer — Se limitou a responder.

A dominante Camila. Agora está tudo claro.

— Quer outra taça de vinho?

— Sim, por favor.

Serviu-me outra taça e sentou a meu lado. Dei um rápido gole.

— Fará bem comer, Lauren.

Peguei um pequeno cacho de uvas. Com isto sim, que posso. Ela revirou os olhos.

— Faz muito tempo que está nisso? — Perguntou.

— Sim.

— É fácil encontrar mulheres que aceitem? Ela olhou e levanto uma sobrancelha.

— Ficaria surpresa. — Respondeu friamente.

— Então, porque eu? De verdade, não entendo.

—Lauren, já te disse. Tem algo. Não posso me afastar de você. — Sorriu ironicamente. — Sou um pássaro atraído pela luz. — Sua voz ficou trêmula. —Te desejo com loucura, especialmente agora, quando morde os lábios. — Respirou fundo e engoliu.

O estomago dava voltas. Deseja-me… de uma maneira rara… é verdade, mas está mulher bonita, estranha e pervertida me deseja.

— Acho que inverteu este clichê. — Respondi.

Eu sou o pássaro e ela a luz e vou me queimar. Eu sei.

— Coma!

— Não. Ainda não assinei nada, assim, acho que farei o que quiser, se não se importa.

Seus olhos se acalmaram e seus lábios esboçaram um sorriso.

— Como quiser senhorita Jauregui.

— Quantas mulheres? — Perguntei de uma vez, com muita curiosidade.

— Quinze.

Nossa, menos do que pensava.

— Durante longos períodos de tempo?

— Algumas sim.

— Alguma vez machucou alguma?

— Sim.

Maldição!

— Grave?

— Não.

— Me machucaria?

— O que quer dizer?

— Se vai me machucar fisicamente.

— Te castigarei quando for necessário e será doloroso.

Acho que estou ficando enjoada. Tomei outro gole de vinho. O álcool me dará coragem.

— Alguma vez te bateram? — Pergunto.

— Sim.

Nossa,  me  surpreendeu.  Antes  que  pudesse  perguntar  por  esta última revelação, ela interrompeu o curso dos meus pensamentos.

— Vamos conversar no meu escritório. Quero mostrar algo.

Custa muito processar tudo isso. Fui tão inocente ao pensar que passaria uma noite de paixão desenfreada na cama com está mulher e aqui estamos negociando um estranho acordo.

Segui até o escritório, um amplo cômodo com uma cortina desde o chão até o teto. Sentou-se na mesa e apontou com um gesto para que me sentasse em uma cadeira de couro de frente a ela e me estendeu uma folha de papel.

—  Estas  são  as  regras.  Podemos  mudá-las.  Formam  parte  do contrato, que também te darei. Leia e comentaremos.

NORMAS Obediência:

A Submissa obedecerá imediatamente todas as instruções da Ama, sem duvidar, sem reservas e de forma expressiva. A Submissa aceitará toda atividade sexual que a Ama considerar oportuna e prazerosa, exceto as atividades contempladas nos limites inquebráveis (Apêndice 2). O fará com entusiasmo e sem duvidar.

Sono:

A Submissa garantirá que dormirá no mínimo sete horas diária quando não estiver com a Ama.

Refeição:

Para cuidar de sua saúde e bem estar, a Submissa comerá frequentemente alimentos incluídos em uma lista (Apêndice 4). A Submissa não comerá entre horas, a exceção de fruta.

Roupa:

Durante a vigência do contrato, a Submissa apenas usará roupa que a Ama houver aprovado. A Ama oferecerá a Submissa uma quantia para roupas. A Ama acompanhará a Submissa para comprar roupas quando seja necessário. Se a Ama assim o exige, enquanto o contrato estiver vigente, a Submissa  vestirá  os  adornos  que  exija  a Ama,  em  sua  presença  ou  em qualquer outro momento que a Ama considere oportuno.

Exercício:

A Ama proporcionará a Submissa um treinador pessoal quatro vezes por semana, em sessões de uma hora, horas convenientes para o treinador e a Submissa. O treinador pessoal informará a Ama os avanços da Submissa.

Higiene pessoal e beleza:

A Submissa estará limpa e depilada a todo momento. A Submissa irá ao salão de beleza escolhido pela Ama quando este decida e se submeterá a qualquer tratamento que a Ama considere oportuno.

Segurança pessoal:

A Submissa não beberá em excesso, não fumará, não tomará nenhuma substância psicotrópica, nem correrá riscos sem necessidade.

Qualidades pessoais:

A Submissa apenas manterá relações sexuais com a Ama. A Submissa se comportará a todo o momento com respeito e humildade. Deve compreender que sua conduta influencia diretamente na da Ama. Será responsável por qualquer ato, maldade ou má conduta que leve a cabo quando a Ama não estiver presente.

O não cumprimento de qualquer uma das normas anteriores será imediatamente castigada e a Ama determinará a natureza do castigo.

Minha Nossa!

— Limites inquebráveis? — Pergunto.

— Sim. O que você não fará e o que não farei. Temos que especificar em nosso acordo.

— Não tenho certeza se vou aceitar dinheiro para roupas. Não me parece bem.

Me movimento incomoda. A palavra «puta» soa em minha cabeça.

— Quero gastar dinheiro com você. Deixa-me comprar roupa. Talvez necessite que me acompanhe em algum ato, e quero que esteja bem vestida. Tenho  certeza  que  com  seu  salário,  quando  encontre  um  trabalho  não poderá pagar a roupa que gostaria que vestisse.

— Não terei que usar quando não estiver contigo?

— Não.

— Certo. Eu penso nisso como um uniforme.

— Não quero fazer exercícios quatro vezes por semana.

— Lauren, necessito que esteja ágil, forte e resistente. Confie em mim, tem que fazer exercícios.

— Com certeza que não quatro vezes por semana. O que acha de três?

— Quero que seja quatro.

— Pensei que fosse uma negociação. Franziu os lábios.

— Certo, senhorita Jauregui, tem razão. O que te parece uma hora três dias por semana e meia hora outro dia?

— Três dias, três horas. Você me dá a impressão de que se ocupará de que faça exercício quanto estiver aqui.

Sorriu perversamente e os olhos brilharam como se sentisse aliviado.

— Sim o farei. Certo. Tem certeza de que não quer trabalhar em minha empresa? É boa negociando.

— Não, não acho que seja uma boa ideia.

Observo a folha com suas normas. Depilar-me! Depilar o que? Tudo? Uf!

— Vamos aos limites. Estes são os meus. — Disse estendendo outra folha de papel.

 

LÍMITES INQUEBRAVEIS:

Atos com fogo.

Atos com urina, fezes e excrementos.

Atos com agulhas, facas, perfurações e sangue. Atos com instrumentos médicos ginecológicos. Atos com crianças e animais.

Atos que deixem marcas permanentes na pele. Atos relativos ao controle da respiração.

Atividade que implique contato direto com corrente elétrica, fogo e chamas no corpo.

Uf. Ela tinha que escrever! Claro… todos estes limites pareciam sensatos e necessários na verdade… Com certeza qualquer pessoa em seu juízo perfeito não iria querer este tipo de coisas. Mas seu estômago ficou enjoado.

— Quer acrescentar algo? — perguntou amavelmente.

Merda. Não tenho nem ideia. Estou totalmente perplexa. Olha para mim e enruga a testa.

— Há algo que não queira fazer?

— Não sei.

— O que é que não sabe?

Removi incomoda e mordo os lábios.

— Nunca fiz uma coisa assim.

— Bom, há algo que não goste no sexo?

Pela primeira vez, no que parecia séculos, ruborizei.

— Pode me dizer, Lauren. Se não formos sinceros, não vai funcionar.

Volto a me mover incomoda e olho para minhas mãos.

— Diga. — Pediu-me.

— Bom… nunca dormi com ninguém, então não sei. — Digo com uma voz baixa.

Levantei os olhos até ela, que olhava com a boca aberta, paralisada e pálida, muito pálida.

— Nunca? — Sussurrou. Assenti.

— É virgem?

Assenti com a cabeça e voltei a me ruborizar. Fechou os olhos e pareceu contar até dez, Quando os abriu, ela olhou irritada.

— Por que, porra, não me disse? — Grunhiu.

Camila percorre seu estúdio de um lado a outro passando as mãos pelo cabelo.

As duas mãos… o que quer dizer que está duplamente zangada. Seu férreo controle habitual parece haver rachado.

— Não entendo por que não me disse isso, — ela diz zangado.

— Não vi razão para isso. Não tenho por costume ir falando por aí sobre a minha vida sexual. Além disso… acabamos de nos conhecer. — Olho para as minhas mãos. Por que me sinto culpada? Por que está tão zangada? Olho para ela.

— Bom, agora sabe muito mais de mim — diz-me bruscamente, e aperta os lábios. —Sabia que não tinha muita experiência, mas… virgem! — Ela fala como se fosse um insulto.

— Inferno, Laur, eu acabo de te mostrar… — queixa-se. — Que Deus me perdoe. Já beijaram você alguma vez, sem que tenha sido eu?

— Claro que sim, — respondo-lhe tentando parecer ofendida. Ok…

talvez, duas vezes.

—  E  nenhum  rapaz  bonito  a  fez  se  apaixonar?  Realmente,  não entendo. Tem vinte e um anos, quase vinte e dois. Você é bonita. — Volta a passar a mão pelo cabelo.

Bonita. Ruborizo-me de alegria. Camila Cabello me considera bonita. Entrelaço os dedos e olho para ela fixamente, tentando dissimular meu estúpido sorriso. Talvez ela seja míope, meu subconsciente adormecido levanta a cabeça. Onde estava quando eu necessitava dele?

— E você está realmente falando sobre o que quero fazer, quando não tem experiência?

Junta suas sobrancelhas outra vez.

— Por que evitou o sexo? Conte-me, por favor. Encolho os ombros.

— Ninguém realmente, você sabe… — Ninguém me fez sentir assim, só você. E no final, você é uma espécie de monstra. — Por que está tão zangada comigo? — sussurro-lhe.

—  Não  estou  zangada contigo, estou  zangada  comigo  mesma. Eu pensei que… — ela suspira. Ela olha atentamente para mim e balança a cabeça. — Quer partir ? — pergunta-me, em tom gentil.

— Não, a menos que você queira que eu parta — murmuro. Oh não… Eu não quero partir.

 

— Claro que não. Eu gosto tê-la aqui. — Ela me diz franzindo o cenho e dá uma olhada ao relógio. — É tarde. — E volta a levantar os olhos para mim. — Você está mordendo o lábio. — Diz-me com voz rouca e me olha especulativo.

— Desculpe.

— Não se desculpe. É que eu também quero mordê-lo, forte.

Fico boquiaberta… Como pode me dizer essas coisas e esperar que não me afetem?

— Venha, — Ela murmura.

— O que?

— Vamos arrumar a situação agora mesmo.

— O que quer dizer? Que situação?

— Sua situação, Laur. Vou fazer amor com você, agora.

— Oh. — Sinto que o chão se move. Sou uma situação. Prendo a respiração.

— Isto é, se você quiser, eu quero dizer, não quero tentar a minha sorte.

— Eu pensei que você não fizesse amor. Pensei que você só fodesse duro. — Engulo em seco, de repente minha boca ficou seca.

Lança-me um sorriso perverso e os efeitos dele percorrem o meu corpo até chegar lá…

— Posso fazer uma exceção, ou talvez combinar as duas coisas, veremos. Eu realmente quero fazer amor com você. Por favor, venha para a cama comigo. Quero que nosso acordo funcione, mas você tem que ter uma ideia de onde está se metendo. Podemos começar seu treinamento esta noite… com o básico. Isso não significa que venha com flores e corações, é um meio para chegar a um fim, mas quero esse fim e espero que você o queira também. — Seu olhar castanho é intenso.

Ruborizo-me… oh…meus… desejos se tornaram realidade.

— Mas não tenho que fazer tudo o que pede em sua lista de normas.

— Digo-lhe com voz entrecortada e insegura.

— Esqueça das normas. Esqueça de todos esses detalhes por esta noite. Desejo-te. Desejei-te desde que entrou em meu escritório, e sei que você também me deseja. Não estaria aqui conversando tranquilamente sobre castigos e limites rígidos se não me desejasse. Laur, por favor, fica comigo esta noite. — Estende-me a mão com olhos brilhantes, ardentes… excitados, e eu coloquei minha mão na sua. Ela me puxa para cima e para os seus braços, para que eu possa sentir o comprimento do seu corpo contra o meu, esta ação rápida pegou-me de surpresa. Ela passa os dedos em volta da minha nuca, pega o meu rabo de cavalo em seu pulso, puxa delicadamente e desfaz. Eu sou forçada a olhar para ela. Ela olha para mim.

— É uma garota muito valente, — sussurra-me. — Estou fascinado por você.

Suas palavras são como um artefato incendiário. Arde-me o sangue. Ela inclina-se, beija-me brandamente e me chupa o lábio inferior.

— Queria morder este lábio, — ela murmura sem separar-se de minha boca. Cuidadosamente, ela o puxa com os dentes. Eu gemo e ela sorri.

— Por favor, Laur, me deixe fazer amor com você.

— Sim, — eu sussurro. Por isso eu estou aqui. Vejo seu sorriso é triunfante quando me solta, agarra-me a mão e me conduz através do apartamento.

Seu quarto é grande. Das altas janelas, que vão do chão ao teto, pode- se ver os iluminados arranha-céus de Seattle.

As paredes são brancas, e os acessórios, azul claro. A enorme cama é ultramoderna, de madeira maciça de cor cinza, com quatro postes, mas sem dossel. Na parede da cabeceira há uma impressionante paisagem marinha.

Estou tremendo como uma folha. É isto. Por fim, depois de tanto tempo, vou fazer isso, e nada menos que com a Camila Cabello. Respiro entrecortadamente e não posso tirar os olhos dela.

Ela tira o relógio e o deixa em cima de uma cômoda ao lado da cama. Ela tira a jaqueta e a deixa em uma cadeira. Ela está com uma camisa branca de linho e jeans.

Ela é absurdamente bonita. Seu cabelo castanho escuro está bagunçado, ela pendura a camisa… Seus olhos castanhos são ousados e deslumbrantes. Descalça os sapatos e se inclina para tirar as meias, também. Os pés de Camila Cabello… Uau… o que há sobre pés descalços? Ela vira-se e me olha com expressão doce.

— Suponho que não toma a pílula.

O quê? Merda.

— Temo que não. — Ela abre a primeira gaveta e saca uma caixa de camisinhas. Ela me olha fixamente.

— Tem que estar preparada, — ela murmura. — Quer que feche as persianas?

— Não me importa. — sussurro. — Pensei que permitisse a ninguém dormir em sua cama.

— Quem disse que vamos dormir? — ela murmura.

— Oh. — Santo inferno.

Ela aproxima-se de mim devagar. Está muito segura de si mesma, muito sexy, os olhos brilhantes. O meu coração dispara e o sangue dispara por todo o meu corpo. O desejo, um desejo quente e intenso, invade o meu ventre. Ela se detém na minha frente e me olha nos olhos. Oh, ela é tão sexy…

— Vamos tirar esta jaqueta, hein? — Ela me diz em voz baixa e agarra as lapelas e muito suavemente desliza a jaqueta pelos meus ombros. Ele a coloca em uma cadeira.

— Tem ideia do muito que a desejo, Laur Jauregui? — sussurra-me. Minha respiração fica presa. Não posso tirar meus olhos dos seus. Ela chega para perto e suavemente passa os dedos do meu rosto para o meu queixo.

— Tem ideia do que eu vou fazer com você? — acrescenta, me acariciando o queixo.

Os músculos de minha parte mais profunda e escura se esticam com infinito prazer.

A dor é tão doce e tão aguda que quero fechar os olhos, mas os seus, que me olham ardentes, hipnotizam-me. Inclina-se e me beija. Seus lábios são exigentes,  firmes  e  lentos  ao  se  acoplarem  aos  meus.  Ela  começa  a desabotoar a minha blusa me beijando ligeiramente a mandíbula, o queixo e as comissuras da boca. Tira-me a jaqueta muito devagar e a deixa cair no chão. Afasta-se um pouco e me observa. Por sorte, estou vestindo o meu sutiã azul céu, rendado, que fica estupendo em mim.

Graças aos céus.

— Oh, Laur… – ela respira. –Você tem uma pele preciosa, branca e perfeita. Eu quero beijar você centímetro por centímetro.

Ruborizo-me. Oh, meu Deus… Por que ela me disse que não podia fazer amor? Eu farei tudo o que ela quiser.

Ela agarra meu rabo de cavalo, o desfaz e ofega quando a juba cai em cascata sobre os ombros.

— Eu gosto das morenas, — ela murmura e coloca as duas mãos entre meus cabelos, segurando em cada lado da minha cabeça. Seu beijo é exigente, sua língua e seus lábios, persuadindo os meus. Gemo e minha língua indecisa se encontra com a sua. Abraça-me e aproxima-me de seu corpo e me aperta muito forte. Uma mão segue em meu cabelo, a outra me percorre a coluna até a cintura e segue avançando, segue a curva de meu traseiro. Ela flexiona sobre a minha bunda e aperta gentilmente.

Ela me aperta contra os seus quadris, eu sinto sua ereção, que empurra languidamente contra meu corpo.

Volto a gemer sem separar os lábios de sua boca. Logo, não posso resistir às desenfreadas sensações, ou são hormônios, que me devastam o corpo. Desejo-a com loucura.

Agarro-a pelos braços e sinto seus bíceps. É surpreendentemente forte para uma mulher… musculosa. Com um gesto indeciso, subo as mãos até seu rosto e seu cabelo. Santo Céus. É tão suave. Acariciei com cuidado e Camila geme.

Ela conduz-me devagar para a cama, até que a sinto atrás dos joelhos. Acredito que vai empurrar-me, mas não o faz. Ela solta-me, e de repente, cai sobre os joelhos. Sujeita meus quadris com as duas mãos e desliza a língua por meu umbigo, avança até o quadril me mordiscando e depois me percorre a barriga em direção ao outro lado do quadril.

— Ah, — eu gemo.

Vendo-a de joelhos na minha frente, sentindo sua língua percorrendo meu corpo, é tão excitante e sexy. Apoio as mãos em seu cabelo e puxo gentilmente tentando acalmar minha respiração acelerada.

Ela olha para mim através dos, impossivelmente, cílios longos, com seus ardentes olhos castanhos. Sobe as mãos, desabotoa-me o botão do jeans e baixa lentamente o zíper.

Sem desviar seus olhos dos meus, suas mãos se movem sob o cós da minha calça, movendo o meu traseiro e retirando. Suas mãos deslizam lentamente do meu traseiro para as minhas coxas, removendo o meu jeans. Não posso deixar de olha-lá. Ela detém-se e, sem tirar os olhos de mim nem por um segundo, lambe os lábios. Inclina-se para frente e passa o nariz pelo vértice onde se unem minhas coxas. Sinto-a Lá.

— Cheira muito bem, — ela murmura e fecha os olhos, com uma expressão de puro prazer, e eu praticamente tenho uma convulsão. Ela estende um braço, tira o edredom, empurra-me brandamente e caio sobre a cama.

Ainda de joelhos, agarra-me um pé, desabotoa meus Coturnos os tira e tira minhas meias. Apoio-me nos cotovelos e me levanto para ver o que faz, ofegante… morta de desejo. Agarra-me o pé pelo calcanhar e me percorre a panturrilha com a unha do polegar. É quase doloroso, mas sinto que o percurso se projeta sobre minha virilha. Gemo. Sem tirar os olhos de mim, volta a percorrer a panturrilha, desta vez com a língua, e depois com os dentes. Merda. Eu gemo… como eu posso sentir isso, lá. Caio sobre a cama gemendo. Ouço sua risada afogada.

— Laur, não imagina o que eu poderia fazer contigo — ela sussurra para mim. Ela remove o outro sapato e a meia, depois se levanta e retira totalmente o meu jeans. Estou tombada em sua cama, em calcinhas e sutiã, ela me olha atentamente.

— É muito formosa, Lauren Jauregui. Morro por estar dentro de ti.

Merda. Suas palavras. Ela é tão sedutora. Corta-me a respiração.

— Mostre-me como você se dá prazer.

O que? Eu franzo o cenho.

— Não seja tímida, Laur, mostre-me, — ela sussurra. Balanço a cabeça.

— Não entendo o que quer dizer, — respondo-lhe com voz rouca, tão cheia de desejo, que mal a reconheço.

— Como você se masturba? Quero vê-la. Balanço a cabeça.

— Não me masturbo. — eu murmuro. Ela levanta as sobrancelhas, atônito por um momento, seus olhos escurecem e balança a cabeça como se não pudesse acreditar.

— Bem, veremos o que podemos fazer sobre isso. — Sua voz é baixa, desafiante, em um tom de deliciosamente e sensual ameaça. Ela desabotoou os botões do jeans e o tira devagar sem separar os olhos dos meus. Inclina- se sobre mim, agarra-me pelos tornozelos, separa-me rapidamente as pernas e se arrasta pela cama entre minhas pernas. Fica suspenso sobre mim. Retorço-me de desejo.

— Não se mova — ela murmura, inclina-se, beija-me a parte interior de uma coxa e vai subindo, sem deixar de me beijar, até o encaixe das minhas calcinhas.

Oh… Não posso ficar quieta. Como não vou mover-me? Retorço-me debaixo dela.

— Vamos ter que trabalhar para que aprenda a ficar quieta, querida. Ela segue me beijando a barriga e introduz a língua no umbigo. Seus lábios sobem para o norte, beijando através do meu tronco.

Minha pele arde. Estou ruborizada, muito quente, com frio, arranho o lençol sob meu corpo. Camila se deita ao meu lado e percorre com a mão do meu quadril até o meu peito, passando pela cintura. Observa-me com expressão impenetrável e me rodeia brandamente os seios com as mãos.

— Se encaixam perfeitamente em minha mão, Lauren — ela murmura, coloca o dedo indicador pela taça de meu sutiã e abaixa muito devagar e deixando meu seio nu, empurrando para baixo a armação e o tecido. Seus dedos se moveram para o outro seio e repetiu o processo. Meus seios incharam e os mamilos se endureceram sob seu insistente olhar. O sutiã mantém meus seios elevados. — Muito bonitos — sussurra admirada, e os mamilos endurecem ainda mais.

Ela chupa gentilmente um mamilo, desliza uma mão ao outro seio e com o polegar rodeia muito devagar o outro mamilo, alongando-o. Gemo e sinto uma doce sensação descer até a minha virilha. Estou muito úmida. Oh, por favor, suplico internamente, agarrando com força o lençol. Seus lábios fecham ao redor de meu outro mamilo, quando o lambe, quase sinto uma convulsão.

— Vamos ver se conseguimos que você goze assim — ela sussurra-me, e segue com sua lenta e sensual incursão. Meus mamilos sentem seus hábeis dedos e seus lábios, que acendem minhas terminações nervosas até o ponto em que todo o meu corpo geme em uma doce agonia.

Ela não se detém.

— Oh… por favor, — suplico-lhe, jogo a cabeça para trás, com a boca aberta e gemo, sinto minhas pernas endurecerem. Maldição, o que está acontecendo comigo?

— Deixe vir, querida, — ela murmura. Aperta-me um mamilo com os dentes, com o polegar e o indicador aperta forte o outro, me deixo cair em suas mãos, meu corpo convulsiona e estala em mil pedaços. Ela beija-me, profundamente,  colocando  a  língua  na  minha boca para absorver meus gritos.

Meu deus! Isso foi fantástico. Agora eu sei que todo o alarido é sobre a minha reação. Ela me olha com um sorriso satisfeito, embora esteja segura de que não é mais que gratidão e admiração por mim.

— É muito receptiva, — Ela respira. — Terá que aprender a controla- lo, e será muito divertido te ensinar como. — Ela me beija outra vez.

Minha respiração ainda está irregular, enquanto me recupero do orgasmo.  Desliza  uma  mão  até  minha  cintura,  meus  quadris,  para  as minhas  partes  íntimas…  caramba.   Introduz  um  dedo  pela  renda  e lentamente começa a riscar círculos ao redor do meu… lá. Ele fecha os olhos por um instante e contém a respiração.

— Você está tão deliciosamente úmida. Deus, quanto eu te desejo. — Introduz um dedo dentro de mim e eu grito, enquanto o tira e volta a coloca- lo. Esfrega-me o clitóris com a palma da mão, e grito de novo. Segue me introduzindo o dedo, cada vez com mais força. Gemo.

De repente se senta, tira-me a calcinha e a joga no chão. Ele tira também sua cueca e libera sua ereção. Minha nossa! ela é muito grande maior que de muitos homens. Estica o braço até a mesinha da cama, agarra um pacotinho prateado e se move entre minhas pernas para que se abram. Ajoelha-se e desliza a camisinha por seu membro enorme. Oh, não… Será que vai? Como?

— Não se preocupe, — sussurra, me olhando nos olhos. — Você também se dilatará. — Inclina-se apoiando as mãos a ambos os lados de minha cabeça, de modo que fica suspensa sobre mim. Olha-me nos olhos com a mandíbula apertada e os olhos ardentes. Neste momento me dou conta de que ainda está vestindo a camisa.

— Tem certeza que quer fazê-lo? — pergunta-me em voz baixa.

— Por favor, — suplico-lhe.

— Levante os joelhos, — ordena-me em tom suave e obedeço imediatamente. — Agora vou fodê-la, senhorita Jauregui… — murmura colocando a ponta de seu membro ereto na entrada de meu sexo — Duro, — ela sussurra e me penetra bruscamente.

— Aaai! — eu grito, ao sentir uma sensação de aperto dentro de mim, enquanto  ela  rasga  através  da  minha  virgindade. Ela  fica  imóvel e me observa com olhos brilhantes com triunfo, em êxtase.

Tem a boca ligeiramente aberta e lhe custa respirar. Ela geme.

— É muito apertada. Está bem?

Concordo, com meus olhos arregalados e me agarrando a seus braços. Sinto-me tão cheia. Ela continua imóvel para que me acostume com a invasiva e entristecedora sensação de tê-lá dentro de mim.

— Vou mover-me, querida, — sussurra-me um momento depois, em tom firme. Oh.

Ela retrocede com deliciosa lentidão. Fecha os olhos, geme e volta a me penetrar. Grito pela segunda vez e ela se detém.

— Mais? — sussurra-me com voz selvagem.

— Sim, — respondo-lhe. Ela volta a me penetrar e a deter-se. Gemo. Meu corpo a aceita… Oh, quero que continue.

— Outra vez? — pergunta-me.

— Sim. – respondo-lhe em tom de súplica.

E ela se move, mas esta vez não se detém. Apoia-se nos cotovelos, de modo que sinto seu peso sobre mim, me aprisionando. A princípio se move devagar, entra e sai de meu corpo. E à medida que vou me acostumando à estranha sensação, começo a mover os quadris com os seus.

Ela acelera. Gemo e ela investe com força, cada vez mais depressa, sem piedade, a um ritmo implacável, eu mantenho o ritmo de suas investidas. Ela pega a minha cabeça com as mãos, beija-me bruscamente e volta a morder meu lábio inferior com os dentes. Ela mudou um pouco e sinto que algo cresce no mais profundo de mim, como antes. Vou me pondo esticada à medida que me penetra uma e outra vez. Meu corpo treme, arqueio-me, estou banhada em suor. Oh, meu Deus… Eu não sabia que iria me sentir assim… Não sabia que a sensação podia ser tão agradável. Meus pensamentos se dispersam… Não há mais que sensações… Só ela… Só eu… Oh, por favor… Meu corpo fica rígido.

— Goze para mim, Laur, — ela sussurra sem fôlego e me deixo gozar assim que diz, explodindo ao seu redor com meu clímax e me dividindo em mil pedaços sob seu corpo. E enquanto ela também goza, grita meu nome, dá uma última investida e fica imóvel, como se tivesse se esvaziado dentro de mim.

Ainda estou ofegante, tentando acalmar a minha respiração e os batimentos do meu coração, e meus pensamentos estão em desordem desenfreada. Uau… foi algo incrível. Abro os olhos e ela apoiou sua testa na minha. Tem os olhos fechados e sua respiração é irregular. Camila pisca, abre os olhos e me lança um olhar turvo, embora doce. Ela continua dentro de mim. Inclina-se, beija-me brandamente na testa e, muito devagar, começa a sair de meu corpo.

— Oooh. — É uma sensação estranha, que me faz estremecer.

— Eu te machuquei? — Camila pergunta-me, enquanto tomba ao meu lado, apoiando-se em um cotovelo. Passa-me uma mecha de cabelo por detrás da orelha. E não posso evitar esboçar um amplo sorriso.

— Você está, realmente, perguntando se me machucou?

— Não me venha com ironias, — diz-me com um sorriso zombador. — Sério, você está bem? — Seus olhos são intensos, perspicazes, inclusive exigentes.

Eu me estico ao seu lado, sentindo os membros enfraquecidos, com os ossos como se fossem de borracha, mas estou relaxada, muito relaxada.

Sorrio-lhe. Não posso deixar de sorrir. Agora eu sei o porquê de tanto barulho.

Dois orgasmos… todo o seu ser completamente descontrolado, como se estivesse dentro da centrifuga de uma secadora. Uau.

Não tinha nem ideia do que meu corpo era capaz, de que podia esticar-se tanto e liberar-se de forma tão violenta, tão gratificante. O prazer foi indescritível.

— Você está mordendo o lábio, e não me respondeu. — Ela franziu a testa. Eu sorrio para ela de forma travessa. Ela parece gloriosa com seu cabelo desgrenhado, seus ardentes olhos castanhos estavam entrecerrados e sua expressão sombria.

— Eu gostaria de voltar a fazê-lo, — eu sussurro. Por um momento acredito ver uma fugaz expressão de alívio em seu rosto. Logo troca rapidamente de expressão e me olha com olhos velados.

— Agora mesmo, senhorita Jauregui? — murmura secamente. Inclina-se sobre mim e me beija brandamente na comissura da boca. — Não é um pouco exigente? Vire-se.

Pisquei várias vezes, mas ao final, viro-me. Desabotoa-me o sutiã e desliza a mão das costas até o traseiro.

— Tem uma pele realmente preciosa, — ela murmura. Coloca uma perna entre as minhas e fica meio convexo sobre minhas costas. Sinto a pressão dos botões de sua camisa enquanto me retira o cabelo do rosto e me beija no ombro.

— Por que você não tirou a camisa? — pergunto-lhe. Ela fica imóvel. Depois de um momento, tira a camisa e volta a tombar-se em cima de mim. Sinto seus seios pressionando a minhas costas. Mmm… É uma maravilha.

— Então você quer que eu a foda novamente? — sussurra-me ao ouvido, e começa a me beijar muito suavemente ao redor da minha orelha e no pescoço.

Suas mãos se movem para baixo, deslizando pela minha cintura, pelo meu quadril, pela minha coxa e para a parte de trás do meu joelho.   Ela empurra meu joelho mais alto, e me corta a respiração… Oh meu Deus, o que está fazendo agora? Ela mete-se entre minhas pernas, pressiona-se contra as minhas costas e me passa a mão pela coxa até o traseiro. Acaricia-me devagar as nádegas e depois desliza os dedos entre minhas pernas.

— Vou foder você por trás, Lauren, — ela murmura, e com a outra mão me agarra pelo cabelo à altura da nuca e puxa ligeiramente para me colocar. Não posso mover a cabeça. Estou imobilizada debaixo dela, indefesa.

— Você é minha, — ela sussurra. — Só minha. Não se esqueça. — Sua voz  é  embriagadora,  e  suas  palavras, sedutoras.  Noto como  cresce  sua ereção contra minha coxa.

Desliza os dedos e me acaricia gentilmente o clitóris, fazendo círculos muito devagar. Sinto sua respiração através do meu rosto, enquanto me mordisca ao longo da minha mandíbula.

— Seu cheiro é divino, — Acaricia-me atrás da orelha com o nariz. Esfrega as mãos contra meu corpo uma e outra vez. Em um instinto reflexo, começo a riscar círculos com os quadris, ao compasso de sua mão, e um prazer enlouquecedor me percorre as veias como se fosse adrenalina.

— Não se mova, — ordena-me em voz baixa, embora imperiosa, e lentamente me introduz o polegar e o gira acariciando as paredes de minha vagina. O efeito é alucinante. Toda minha energia se concentra nessa pequena parte de meu corpo. Gemo.

— Você gosta? — Pergunta-me em voz baixa, passando os dentes pela minha orelha, e começa a mover o polegar lentamente, dentro, fora, dentro, fora… com os dedos ainda riscando círculos.

Fecho os olhos e tento controlar minha respiração, tento absorver as desordenadas e caóticas sensações que seus dedos desatam em mim enquanto o fogo me percorre o corpo. Volto a gemer.

— Está muito úmida e é muito rápida. Muito receptiva. Oh, Lauren, eu gosto, eu gosto muito, — ela sussurra.

Quero  mover  as  pernas,  mas  não  posso.  Tem-me  aprisionada  e mantém  um  ritmo constante,  lento e  tortuoso. É  absolutamente maravilhoso. Gemo de novo e de repente, ela se move.

— Abre a boca, — pede-me e introduz o polegar na minha boca. Pestanejo freneticamente.

— Veja como é o seu gosto, — sussurra-me ao ouvido. — Chupe-me, querida. — Pressiona a língua com o polegar, fecho a boca ao redor de seu dedo e chupo grosseiramente. Sinto o sabor salgado de seu polegar e a acidez ligeiramente metálica do sangue. Porra. Isto é errado, mas é terrivelmente erótico.

— Quero foder sua boca, Lauren, e logo o farei, — diz-me com voz rouca, selvagem e respiração entrecortada.

Foder a minha boca! Gemo e mordo-a. Dá um grito afogado e me puxa o cabelo com mais força, dolorosamente, então solto o seu dedo.

— Minha menina travessa, — ela sussurra, estica a mão para a mesinha de cabeceira e agarra um pacotinho prateado. — Fique quieta, não se mova, — ordena-me me soltando o cabelo.

Rasga o pacotinho prateado, enquanto eu respiro com dificuldade e sinto o calor percorrendo minhas veias. A espera é excitante. Inclina-se, seu peso volta a cair sobre mim e me agarra pelos cabelos para me imobilizar a cabeça. Não posso me mover. Tem-me sedutoramente presa e está preparado para voltar a me penetrar.

— Desta vez vamos muito devagar, Lauren, — ela me diz.

E me penetra devagar, muito devagar, até o fundo. Seu membro se estende e me invade por dentro implacavelmente. Gemo com força. Desta vez a sinto mais profundo, deliciosa. Volto a gemer, e num ritmo muito lento traçando círculos com os quadris e puxando de volta, detém-se um momento e volta a me penetrar.

Repete o movimento uma e outra vez. Deixa-me louca. Suas provocadoras investidas, deliberadamente lentas, e a intermitente sensação de plenitude são irresistíveis.

— Você me faz sentir tão bem, — ela gemeu, e minhas vísceras começam a tremer. Puxa e espera.

— Não, querida, ainda não, — ela murmura, quando deixo de tremer, começa de novo o maravilhoso processo.

— Por favor, — suplico-lhe. Acredito que não vou aguentar muito mais. Meu corpo está tenso e se desespera para liberar-se.

— Quero você dolorida, querida, — ela murmura, e segue com seu doce e pausado suplício, para frente e para trás.

— Quero que, cada vez que te mova amanhã, recorde que estive dentro de ti. Só eu. Você é minha.

Gemo.

— Camila, por favor, — sussurro.

— O que quer, Lauren? Diga-me.

Volto a gemer. Ela retira-se e volta a me penetrar lentamente, de novo riscando círculos com os quadris.

— Diga-me, — ela murmura.

— Você, por favor.

Ela aumenta o ritmo progressivamente e sua respiração se volta irregular. Começo a tremer por dentro, e Camila acelera o ritmo.

— Você… é… tão… doce, — ela murmura ao ritmo de suas investidas.

— Eu… lhe… desejo… tanto…

Gemo.

— Você… é… minha… Goze para mim, querida, — ela gritou.

Suas palavras são minha perdição, lançam-me pelo precipício. Sinto que meu corpo se convulsiona e venho gritando e balbuciando uma versão de seu nome contra o colchão. Camila investe até o fundo mais duas vezes e fica paralisado, goza e se derrama dentro de mim. Desaba-se sobre meu corpo, com o rosto afundado em meu cabelo.

— Porra, Laur, — ela ofega. Ela retira-se imediatamente e cai, rodando em  seu  lado  da  cama.  Eu  puxo  meus  joelhos  até  o  peito,  totalmente esgotada, e imediatamente caio em um sonho profundo.

Quando eu acordo, ainda está escuro. Não tenho nem ideia de quanto tempo eu dormi. Estiro as pernas debaixo do edredom e me sinto dolorida, deliciosamente dolorida. Não vejo Camila em nenhum lugar. Sento na cama e contemplo a cidade à minha frente. Há menos luzes acesas nos arranha-céus e o amanhecer já se insinua. Ouço música. As notas cadenciadas do piano. Um doce e triste lamento. Bach21, eu acredito, mas não estou segura.

Jogo o edredom de lado e me dirijo sem fazer ruído, pelo corredor que leva ao grande salão.

Camila está sentada ao piano, totalmente absorta na melodia que está tocando. Sua expressão é triste e desamparada, como a música. Toca maravilhosamente bem. Apoio-me na parede da entrada e escuto encantada. É uma música extraordinária. Está nu, com o corpo banhado na cálida luz de um abajur solitário junto ao piano. Como o resto do salão está escuro, parece isolado em seu pequeno foco de luz, intocável… sozinho, em uma bolha.

Avanço  para  ela  em  silencio,  atraída  pela  sublime  e  melancólica música. Estou fascinada. Observo seus compridos e hábeis dedos percorrendo  e  pressionando  suavemente  as  teclas,  e  penso  que  esses mesmos  dedos  percorreram  e  acariciaram  com  destreza  meu  corpo. Ruborizo-me  ao  pensá-lo,  sufoco  um  grito e  aperto  as  coxas.  Camila levanta seus insondáveis olhos castanhos com expressão indecifrável.

— Desculpe, — eu sussurro. — Não queria incomodar você. Ela franze ligeiramente o cenho.

—  Certamente,  eu  deveria  estar  dizendo  isso  para  você,  —  ela murmura. Deixa de tocar e apoia as mãos nas pernas.

De repente, me dou conta de que estava vestida com uma calça de um pijama e um top. Ela passa os dedos pelo cabelo e se levanta.

As calças lhe caem dessa maneira tão sexy… oh, meu Deus. Minha boca está seca quando rodeia tranquilamente o piano e se aproxima de mim. Ela os quadris estreitos, ao andar lhe esticam os abdominais. É impressionante…

— Devia estar na cama, — ela adverte-me.

— Um tema muito bonito. Bach?

— A transcrição é de Bach, mas originariamente é um concerto para oboé do Alessandro Marcello.

— Precioso, embora muito triste, uma música muito melancólica. Ela esboça um meio sorriso.

— Para cama, — ordena-me. — Pela manhã você estará esgotada.

— Eu acordei e você não estava.

— Tenho dificuldade para dormir. Não estou acostumado a dormir com alguém, — ela murmura. Eu não consigo discernir qual é seu estado de ânimo. Parece um pouco desanimado, mas é difícil de saber, por causa da escuridão. Talvez se deva ao tom do tema que estava tocando. Rodeia-me com um braço e me leva carinhosamente para o quarto.

— Quando começou a tocar? Touca muito bem.

— Aos seis anos.

— Oh. — Camila aos seis anos… tento imaginar a imagem de uma pequena menina de cabelo castanhos escuros e olhos castanhos avelã, e meu coração derrete… Uma menina de longos cabelos castanhos, que gosta de música incrivelmente triste.

— Como se sente? — pergunta-me já de volta no quarto. Ela liga uma luminária.

— Estou bem.

Nós dois olhamos para a cama ao mesmo tempo. Os lençóis estão manchados de sangue, como uma prova de minha virgindade perdida. Ruborizo-me, embaraçada e jogo o edredom por cima.

— Bem, a senhora Jones terá algo no que pensar, — Camila resmunga na minha frente. Coloca a mão debaixo do meu queixo, levanta- me o rosto e me olha fixamente. Observa-me com olhos intensos. Dou-me conta de que é a primeira vez que o vejo com o abdômen nu. Instintivamente, eu estico a mão, de forma que meus dedos passem pelo seu abdômen. Quero sentir os músculos rígidos, mas, imediatamente, dá um passo atrás.

— Vá para cama, — me diz bruscamente. E logo suaviza um pouco o tom. — Deitarei um pouco contigo.

Retiro a mão e franzo levemente o cenho. Eu penso que nunca toquei o seu tronco. Ela abre uma gaveta, saca uma camiseta e a veste rapidamente.

— Para a cama, — ela volta a me ordenar. Eu salto na cama tentando não pensar no sangue.

Ela deita-se também e me rodeia com os braços por trás, de maneira que não veja seu rosto. Beija-me o cabelo com suavidade e inala profundamente.

— Durma, doce Lauren — ela murmura, e eu fecho os olhos, mas não posso evitar sentir certa melancolia, não sei se é pela música ou pela sua conduta. Camila Cabello tem um lado triste.


Notas Finais


espero que tenham gostado ;)


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