História 50 tons de cinza (camren G!P) - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Camilacabello, Fifthharmony, Laurenjauregui
Visualizações 110
Palavras 2.403
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeeeiii amores, boa leitura❤

Capítulo 15 - A casa de Lauren Grey


P.o.v CAMILA

CAP.ANTERIOR...


— Como sabe que vai na direção correta?

—Aqui. — Respondeu-me assinalando com seu comprido dedo um indicador com uma bússola eletrônica. — É um Eurocopter EC135. Um dos mais seguros. Está equipado para voar a noite. — Olhou-me e sorriu, — Em meu edifício há um heliporto. Dirigimo-nos para lá."

CONTINUAÇÃO...

Óbvio que em seu edifício havia um heliporto. Senti-me totalmente por fora. As luzes do painel de controle lhe iluminavam ligeiramente o rosto.

Estava muito concentrada e não deixava de controlar os diversos mostradores situados em frente a ela. Observo seus traços com todos os detalhes. Tem um perfil muito bonito, o nariz reto e a mandíbula quadrada.

Eu gostaria de deslizar a língua por sua mandíbula. Essa boca é uma maravilha, bem desenhada e os lábios carnudos e rosados. Mmm...

Eu gostaria de sentir sua aspereza sob minha língua, meus dedos, meu rosto.

— Quando voa de noite, não vê nada. Tem que confiar nos aparelhos.— Disse interrompendo minha fantasia erótica.

— Quanto durará o vôo? — Consegui dizer, quase sem fôlego.

Não estava pensando em sexo, de jeito nenhum...

— Menos de uma hora... Temos o vento a favor.

Menos de uma hora para Seattle... Nada mal. Claro, estávamos voando.

Eu tenho menos de uma hora antes da grande revelação. Sinto todos os músculos da barriga contraídos. Tenho um grave problema com as mariposas. Reproduzem-se em meu estômago. O que me terá preparado?

— Está bem, Camila?

— Sim.

Respondi-lhe com a máxima brevidade porque os nervos me oprimiam

Acredito que sorriu, mas é difícil ter certeza na escuridão. Lauren acionou outro botão.

— Aeroporto de Portland, aqui Charlie Tango, em um-quatro-mil, câmbio.

Trocava informação com o controle de tráfego aéreo. Soou-me tudo  muito profissional. Acredito que estamos passando do espaço aéreo de

Portland para o do aeroporto de Seattle.

— Entendido, Seattle, preparado, câmbio e desligo.

Apontou um pequeno ponto de luz à distância e disse:

— Olhe. Aquilo ali é Seattle.

— Sempre impressiona assim às mulheres? "Venha dar uma volta em meu helicóptero"? — Perguntei-lhe realmente interessada.

— Nunca trouxe a uma mulher ao helicóptero, Camila. Também isto é uma novidade. — Respondeu-me em tom tranquilo, embora sério.

Ora, não esperava esta resposta. Também uma novidade? Ah, referia-se a dormir com uma mulher?

— Está impressionada?

— Sinto-me sobressaltada, Lauren.

Sorriu.

— Sobressaltada?

Por um instante demonstrou ter sua idade.

Assenti.

— Faz tudo... tão bem.

— Obrigado, Srta. Cabello — Disse-me educadamente.

Acredito que gostou de meu comentário, mas não estou segura.

Durante um momento atravessamos a escura noite em silêncio. O ponto de luz de Seattle ficava cada vez maior.

— Torre de Seattle ao Charlie Tango. Plano de vôo à Escala em ordem. Adiante, por favor. Preparado. Câmbio.

— Aqui Charlie Tango, entendido, Seattle. Preparado, câmbio e desligo.

— Está claro que você se diverte. — Murmurei.

— O que?

Encarou-me. A tênue luz dos instrumentos parecia zombador.

— Voar. — Respondi-lhe.

— Exige controle e concentração... como não iria me encantar? Embora o que mais gosto é planejar.

— Planejar?

— Sim. Vôo sem motor, para que me entenda. Planadores e helicópteros. Piloto as duas coisas.

— Ah!

Passatempos caros. Lembrei-me que me disse isso na entrevista. Eu gosto de ler e de vez em quando vou ao cinema. Nada de mais.

— Charlie Tango, adiante, por favor, câmbio.

A voz imaterial do controle de tráfego aéreo interrompeu minhas fantasias. Christian respondia em um tom seguro de si mesmo.

Seattle estava cada vez mais perto. Agora estamos nos subúrbios.

Uau! Era absolutamente impressionante. Seattle de noite, do céu...

— É bonito, não é verdade? — Perguntou-me Lauren em um murmúrio.

Aquiesci entusiasmada. Parecia de outro mundo, irreal, e sinto como se estivesse em um gigante estúdio de cinema, possivelmente no filme favorito de Shawn, Blade Runner.

A lembrança de Shawn tentando me beijar me incomodava. Começo a me sentir um pouco cruel por não ter respondido a suas chamadas. Tenho  certeza que pode esperar até a manhã.

— Chegaremos em alguns minutos. — Lauren murmurou.

E de repente senti meus ouvidos zumbirem, o coração disparar e a adrenalina percorrer meu corpo. Ela recomeçou a falar com o controle de  tráfego aéreo, mas já não o escutava. Acreditava que iria desmaiar. Meu destino estava em suas mãos.

Voamos entre edifícios, e em frente a nós vi um arranha céu com um heliporto no terraço. A palavra “Escala” estava pintada em branco no topo do edifício. Estava cada vez mais perto, ia aumentando... como minha ansiedade. Deus, eu esperava não decepcioná-la 

Ela vai me achar desprovida de alguma forma. Gostaria que tivesse atendido a Dinah e tivesse posto um de seus vestidos, mas eu gostava de meu jeans negro, e vestia uma camisa verde e uma jaqueta negra de Dinah Estava bastante elegante. Agarrei-me à borda de meu assento cada vez com mais força. I posso fazer isso, eu posso fazer isso, repetia-me como um mantra enquanto nos aproximávamos do arranha céu.

O helicóptero reduziu a velocidade e ficou suspenso no ar. Lauren aterrissou na pista do terraço do edifício. Tinha um nó no estômago. Não saberia dizer se eram nervos pelo que iria acontecer, ou alívio por termos chegado vivas, ou medo que a coisa não acontecesse bem. Desligou o motor, e o movimento e o ruído do rotor diminuiu até que, só o que se ouvia era o som da minha respiração entrecortada. Lauren retirou os fones e se inclinou para tirar os meus.

— Chegamos. — Disse-me em voz baixa.

Seu olhar era intenso, a metade na escuridão e a outra metade iluminada pelas luzes brancas de aterrissagem. Uma metáfora muito adequada para Lauren: a cavaleira escuro e o cavaleira branco. Parecia tenso. Cerrou a mandíbula e entrecerrou os olhos. Abriu seu cinto de segurança e se inclinou para abrir o meu. Seu rosto estava a centímetros do meu.

— Não tem que fazer nada que não queira fazer. Você sabe, não é?

Seu tom era muito sério, inclusive angustiado, e seus olhos, ardentes. Pegou-me de surpresa.

— Nunca faria nada que não quisesse fazer, Lauren.

E enquanto lhe dizia, sentia que não estava de todo convencida, porque nestes momentos certamente faria algo pela mulher que estava sentado ao meu lado. Mas minhas palavras funcionaram e Lauren se acalmou.

Encarou-me um instante com cautela e logo, apesar de ser tão alta, moveu-se com elegância até a porta do helicóptero e a abriu. Pulou, esperou-me e agarrou minha mão para me ajudar a descer à pista. No terraço do edifício havia muito vento e me punha nervosa o fato de estar em um espaço aberto a uns trinta andares de altura. Lauren passou o braço pela minha cintura e me puxou firmemente contra ela.

— Vamos. — Gritou-me por cima do ruído do vento.

Arrastou-me até um elevador, digitou um número em um painel, e a porta se abriu. No elevador, completamente revestido de espelhos, fazia calor. Podia ver Lauren em quantidade, para onde quer que eu olhasse, e a coisa boa era que ela também podia ver várias de mim. Digitou outro código,e as portas se fecharam e o elevador começou a descer.

Em poucos momentos estávamos em um vestíbulo totalmente branco. No meio havia uma mesa redonda de madeira escura com um enorme buquê de flores brancas. As paredes estavam cheias de quadros.

Abriu uma porta dupla, e o branco se prolongou por um amplo corredor que nos levou até a entrada de uma sala palaciana. É o salão principal, de teto muito alto. Qualificá-lo de "enorme" seria pouco. A parede do fundo era de cristal e dava em uma sacada com uma magnífica vista da cidade.

À direita havia um imponente sofá em forma de “U” que permitiam sentar-se comodamente dez pessoas. Frente a ela, uma lareira ultramoderna de aço inoxidável... ou, possivelmente, de platina. O fogo aceso iluminava brandamente. À esquerda, junto à entrada, estava a área da cozinha. Toda branca, com as bancadas de madeira escura e um bar em que podiam sentar-se seis pessoas.

Junto à área da cozinha, em frente à parede de cristal, havia uma mesa de jantar rodeada de dezesseis cadeiras. E no fundo havia um enorme piano negro e resplandecente. Claro... certamente também tocava piano. Em todas as paredes havia quadros de todo tipo e tamanho. Em realidade, o apartamento parecia mais uma galeria que uma moradia.

— Dê-me a jaqueta? — Lauren perguntou-me.

Nego com a cabeça. Ainda estava com frio da pista do helicóptero.

— Quer tomar uma taça? — Perguntou-me.

Pisquei. Depois do que se passou ontem? Está de brincadeira ou o que? Por um segundo pensei em lhe pedir uma marguerita, mas não me atrevi.

— Eu tomarei uma taça de vinho branco. Você quer uma?

— Sim, obrigada. — Murmurei.

Sentia-me incômoda neste enorme salão. Aproximei-me da parede de cristal e me dei conta de que a parte inferior do painel se abria a sacada em forma de acordeão. Abaixo se via Seattle, iluminada e animada. Volto para a área da cozinha, demorei uns segundos, porque estava muito longe da  parede de cristal, onde Lauren abria um vinho. Retirou sua jaqueta.

— Acha que está bem um Pouily Fumei?

— Não tenho a menor ideia sobre vinhos, Lauren. Estou certa de que será perfeito.

Falei em voz baixa e entrecortada. Meu coração batia muito depressa.

Queria sair correndo. Isto era luxo de verdade, de uma riqueza exagerada,tipo Bill Gates.

O que estava fazendo aqui? Sabia muito bem o que estava fazendo aqui, logrou meu subconsciente. Sim, quero ir para cama com Lauren Grey.

— Toma. — Disse-me ao estender uma taça de vinho.

Até as taças são luxuosas, de cristais grossos e muito modernos.

Tomei um gole. O vinho era ligeiro, fresco e delicioso.

— Você está muito quieta, e nem mesmo está corada. A verdade é que acredito que nunca te vi tão pálida, Camila. — Murmurou. — Está com fome?

Neguei com a cabeça. Não de comida.

— Que casa tão grande.

— Grande?

— Grande.

— É grande. — Admitiu com um olhar divertido.

Tomei outro gole do vinho.

— Sabe tocar? — Perguntei-lhe apontando para o piano.

— Sim.

— Bem?

— Sim.

— Claro, como não. Há algo que não faça bem?

— Sim... umas duas ou três coisas.

Tomou um gole de vinho sem tirar os olhos de cima de mim. Sinto que seu olhar me seguia quando me virei e olhei o imenso salão. Mas não deveria chamar-lhe "salão".

Não é um salão, a não ser uma declaração de princípios.

— Quer te sentar?

Concordei com a cabeça. Agarrou minha mão e me levou ao grande sofá de cor nata. Enquanto me sentava, assaltava-me a ideia de que pareço

Tess Durbeyfield observando a nova casa do notário Alec d'Urbervile. A ideia me fez sorrir.

— O que te parece tão divertido?

Estava sentado ao meu lado, me olhando. Descansava a cabeça sobre a mão direita e o cotovelo estava apoiado na parte de trás do sofá.

— Por que me deu de presente precisamente Tess, de D'Urberville? —

Perguntei-lhe.

Lauren me olhou fixamente um momento. Acredito que lhe surpreendeu minha pergunta.

— Bom, disse-me que gostava de Thomas Hardy.

— Só por isso?

Até eu sou consciente de que minha voz soava decepcionada. Apertou  os lábios.

— Pareceu-me apropriado. Eu poderia te empurrar para algum ideal impossível, como Angel Clare, ou te corromper completamente, como Alec d'Urbervile. — Murmurou.

Seus olhos brilharam impenetráveis e perigosos.

— Se apenas houver duas possibilidades, escolho a corrupção. —sussurrei enquanto o encarava.

Meu subconsciente me observava assombrada. Lauren ficou boquiaberta.

— Camila, deixa de morder o lábio, por favor. Desconcentra-me. Não sabe o que diz.

— Por isso estou aqui.

Franziu o cenho.

— Sim. Desculpa-me um momento?

Desapareceu por uma grande porta no outro extremo do salão. Voltou em dois minutos com uns papéis nas mãos.

—Isto é um acordo de confidencialidade. — Encolheu os ombros e pareceu ligeiramente incomoda. — Meu advogado insistiu.

Estendeu-me os papéis. Fiquei totalmente perplexa.

— Se escolher a segunda opção, a corrupção, terá que assiná-los.

— E se não quiser assinar nada?

— Então fica com os ideais de Angel Clare, bom, ao menos na maior parte do livro.

— O que implica este acordo?

— Implica que não pode contar nada do que aconteça entre nós.Nada a ninguém.

Observei-o sem dar crédito. Merda. Tem que ser ruim, ruim de verdade, e agora tenho muita curiosidade por saber do que se trata.

— De acordo, assinarei.

Estendeu-me uma caneta.

— Nem sequer vai ler?

— Não.

Franziu o cenhoel

— Camila, sempre deveria ler tudo o que assina. — Arremeteu.

— Lauren, o que não entende é que em nenhum caso falaria sobre nós com ninguém. Nem sequer com Dinah. Assim que dá no mesmo se assinar um acordo ou não. Se for tão importante para ti ou para seu advogado... que é óbvio que você falou de mim para ele, de acordo.

Assinarei.

Observou-me fixamente e assentiu muito séria.

— Boa observação, Srta. Cabello.

Assinei as duas cópias com um grandiloquente gesto e lhe devolvi uma. Dobrei a outra, enfiei-a na minha bolsa e tomei um comprido gole de vinho. Parecia muito mais valente do que em realidade me sentia.

— Quer dizer com isso que vais fazer amor comigo esta noite,Lauren?

Maldita seja! Acabei de dizer isso? Abri ligeiramente a boca, mas em seguida se recompus.

— Não, Camila, não quer dizer isso. Em primeiro lugar, eu não faço amor. Eu fodo... duro. Em segundo lugar, temos muito mais papelada que arrumar. E em terceiro lugar, ainda não sabe do que se trata. Ainda poderia sair correndo. Veem, quero te mostrar meu quarto de jogos.

Fiquei boquiaberta. Fodo duro! Minha mãe. Isso soa tão... quente.

Mas por que vamos ver um quarto de jogos? Estou perplexa.

— Quer jogar Xbox? — Perguntei-lhe.

Riu às gargalhadas.

— Não, Camila, nem Xbox, nem PlayStation. Venha.

Levantou-se e me estendeu a mão. Deixei que me levasse de volta para o corredor. À direita das portas duplas, de onde viemos havia outra porta que dava a uma escada.

Subimos ao andar de cima e viramos à direita. Retirou uma chave do bolsinho, virou a fechadura de outra porta e respirou fundo.

— Pode partir em qualquer momento. O helicóptero está preparado para te levar aonde queira. Pode passar a noite aqui e partir amanhã pela  manhã. O que disser, para mim, estará bem.

— Abre a maldita porta de uma vez, Lauren.

Abriu a porta e se afastou a um lado para que eu entrasse primeiro.

Voltei a olhá-lo. Queria saber o que havia ali dentro. Parei e entrei.

E senti como se ele tivesse me transportado ao século XVI, à época da Inquisição espanhola.

Puta merda.oque é isso?

.......




Notas Finais


O que será que tem no quarto em amores? Kkkk isso só digo no próximo cap seus lindos!


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