História 50 TONS DE CINZAS (SASUSAKU) - Capítulo 17


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Categorias Naruto
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS


Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Capítulo 17


— Por que você não escolhe uma mesa, enquanto eu pego as bebidas. O que você gostaria? — Ele pergunta, cortês como sempre.

— Eu quero… um, English Breakfast tea,17 em saquinho. Ele levanta suas sobrancelhas.

— Café não?

— Eu não gosto de café. Ele sorri.

— Ok, chá em saquinho. Açúcar?18

Por um momento, eu fico atordoada, pensando que está me chamando carinhosamente, mas felizmente meu subconsciente entra em ação com lábios franzidos. Não, estúpida, se você quer açúcar?

— Não obrigada. — Eu olho para baixo para meus dedos atados.

— Alguma coisa para comer?

— Não obrigada. — Eu sacudo minha cabeça, e ele anda para o balcão. Eu disfarçadamente olho para ele sob meus cílios, enquanto ele está

na fila de espera para ser servido. Eu poderia observá-lo o dia todo… ele é alto, de ombros largos, esbelto e a forma como suas calças pendem de seus quadris… Oh meu Deus.   Algumas vezes ele corre seus longos e graciosos dedos por seus agora, cabelos secos, mas ainda desordenado. Humm… eu gostaria de  fazer  isto.   O pensamento  vem espontaneamente em minha mente, e meu rosto incendeia. Eu mordo meu lábio e olho para minhas mãos novamente, não gostando para onde meus pensamentos rebeldes estão se dirigindo.

— Um centavo por seus pensamentos? — Uchiha está de volta, assustando-me.

Eu fico roxa. Eu estava apenas pensando em correr meus dedos por seus cabelos e perguntando-me se pareceria suave ao toque.   Eu balanço minha cabeça. Ele está carregando uma bandeja, que ele coloca sobre a pequena mesa redonda de carvalho envernizada. Ele me entrega uma xícara e  um  pires,  um  pequeno  bule,  e  um  pratinho  contendo  um  solitário saquinho de chá impresso “Twinings English Breakfast”, meu favorito. Ele carrega um café que ostenta um maravilhoso padrão de folhas impresso no leite. Como eles fazem isto?  Eu me pergunto à toa. Ele também comprou um bolinho de mirtilo para si mesmo. Pondo de lado a bandeja, ele se senta do meu lado oposto e cruza suas longas pernas. Ele parece tão confortável, tão à vontade com seu corpo, eu o invejo. E aqui estou eu, toda desengonçada e descoordenada, incapaz de conseguir ir de A até B sem cair de cara no chão.

— Seus pensamentos? — Ele solicita.

— Este é meu chá favorito. — Minha voz é calma, ofegante. Eu simplesmente  não  posso  acreditar  que  eu  estou  sentada  em  frente  a Sasuke Uchiha, em uma cafeteria em Portland. Ele franze a testa. Ele sabe que eu estou escondendo algo. Eu coloco o saquinho de chá no bule e quase que imediatamente o pesco novamente com minha colher de chá. Quando eu coloco o saquinho usado de volta no pratinho, ele dobra sua cabeça olhando pra mim interrogativamente.

— Eu gosto de meu chá preto e fraco, — eu murmuro como uma explicação.

— Entendo. Ele é seu namorado?

Uou… O que?

— Quem?

— O fotógrafo. Gaara Sabaku.

Eu rio nervosa, mas curiosa. O que deu a ele aquela impressão?

— Não. Ino é um bom amigo, apenas isto. Por que você pensou que ele fosse meu namorado?

— O modo como você sorriu para ele, e ele para você. — Seu olhar ônix mantém o meu. Ele é tão enervante. Eu quero desviar o olhar, mas eu estou presa, encantada.

— Ele é mais como da família, — eu sussurro.

Uchiha acena ligeiramente com a cabeça, aparentemente satisfeito com a minha resposta, e eu olho para baixo para seu bolinho de mirtilo. Seus longos dedos habilmente descascam o papel, e eu assisto fascinada.

— Você quer um? — Ele pergunta, e aquele secreto sorriso divertido, está de volta.

— Não obrigada. — Eu franzo a testa e olho para baixo, para minhas mãos novamente.

— E o garoto que eu conheci ontem na loja. Ele não é seu namorado?

— Não. Yamato é apenas um amigo. Eu disse a você ontem. — Oh, isto está ficando ridículo. — Por que você pergunta?

— Você parece ficar nervosa ao redor dos homens.

Puta merda, isto é pessoal. Eu fico nervosa apenas ao seu redor, Uchiha.

— Eu acho você intimidante. — Eu fico escarlate, mas mentalmente eu dou tapinhas em minhas costas pela minha franqueza, e olho para minhas mãos novamente. Eu ouço seu profundo suspiro.

— Você deve me achar intimidante, — ele acena concordando. — Você é muito honesta. Por favor, não olhe para baixo. Eu gosto de ver seu rosto.

Oh. Eu olho para ele, e ele me dá um sorriso encorajador, mas irônico.

— Isto me dá algum tipo de pista do que você pode estar pensando, —

ele inspira. — Você é um mistério, Senhorita Haruno.

Misteriosa? Eu?

— Não existe nada misterioso em mim.

— Eu penso que você é muito auto-suficiente, — ele murmura.

Eu sou? Uau… como vou administrar isto?  Isto é desconcertante. Eu, auto-suficiente?

 

De jeito nenhum.

— Exceto quando você ruboriza, claro, o que acontece frequentemente. Eu só gostaria de saber por que você estava corada. — Ele joga um pequeno pedaço de bolinho em sua boca, e começa a mastigá-lo lentamente, sem tirar seus olhos de mim. Como se fosse uma sugestão, e eu ruborizo. Merda!

— Você sempre faz este tipo de observações pessoais?

— Eu não percebi que fosse. Eu ofendi você? — Ele parece surpreso.

— Não, — eu respondo honestamente.

— Bom.

— Mas você é muito arrogante, — eu retalio calmamente.

Ele levanta as sobrancelhas e, se não me engano, ele ruboriza ligeiramente também.

— Eu estou acostumado a fazer as coisas do meu jeito, Sakura, —ele murmura. — Com todas as coisas.

— Eu não duvido disso. Por que você não me pediu para chamá-lo por seu primeiro nome? — Eu fico surpresa por minha audácia. Por que esta conversa se tornou tão séria? Isto não está indo do modo como eu pensei que fosse. Eu não posso acreditar que eu estou me sentindo tão antagônica com ele.

É como se ele estivesse tentando me advertir.

— As únicas pessoas que usam meu nome de batismo são a minha família e alguns amigos íntimos. Este é o modo que eu gosto.

Oh. Ele ainda não disse, “Chame-me Sasuke”. Ele é um maníaco por controle,  não  existe  nenhuma  outra  explicação,  e  parte  de  mim  está pensando que, talvez, teria sido melhor se Ino o entrevistasse. Dois maníacos por controle, juntos. Mais claro que ela é quase loira, loira morango, como todas as mulheres em seu escritório.  E ela é bonita, meu subconsciente me lembra. Eu não gosto da ideia de Sasuke e Ink. Eu tomo um gole de meu chá, e Uchiha come outro pequeno pedaço de seu bolinho.



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