História 50 tons de Dylan - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoal, perdi minha conta antiga e criei essa nova, eu já tinha postado os primeiros na conta antiga e postarei de novo nessa. Meu nome de usuario era @vickysangster4.
Já tenho os primeiros 5 capítulos prontos, portanto postarei rápido.
Não é uma cópia de 50 tons de cinza, algumas coisas farei igual, outras vou mudar completamente. Não tenho um roteiro a seguir.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Nice to meet you.


Fanfic / Fanfiction 50 tons de Dylan - Capítulo 1 - Nice to meet you.

A raça humana é uma das mais engraçadas, os humanos modificam o mundo, ao invés de respeitar a lei da natureza eles insistem em muda-la, eles brincam com a natureza e desrespeitam a lei da vida, são seres egoístas e desmerecedores que só ligam para o próprio bem. É assim que Thomas Brodie Sangster, vinte e três anos, estudante do ultimo período de  jornalismo pensava.

Uma semana antes das provas finais ele passava dia e noite estudando, é o seu ultimo período e ele precisa de notas altas para sair da faculdade e ir direto para um emprego, esse é o sonho da maioria dos alunos de North Weather, a universidade mais cobiçada de Londres.

Thomas só conseguiu entrar na melhor universidade do país por que antes de morrer o pai lhe deixara uma poupança com o dinheiro completo para as mensalidades, poupança qual só foi revelada para o garoto pelo banco quando ele completou dezoito anos, Thomas entende o por que seu pai exigiu sigilo do banco, se sua mãe tomasse consciência desse dinheiro com certeza gastaria tudo.

P.O.V Thomas.

Falta uma semanas para as provas finais e eu estou estudando feito um louco, olheiras já fazem parte do meu visual cansado, mal tenho tempo para comer.  É direto do trabalho para casa, de casa para a faculdade, depois que a aula a noite acaba eu volto para casa e estudo mais um pouco.

Sei que não posso me desanimar, falta menos de duas semanas para concluir o curso e eu não posso desistir a essa altura do campeonato, a única coisa que tira a minha atenção é o meu colega de apartamento, Minho, ele faz o mesmo curso que eu e nós somos da mesma sala, Minho é estagiário e faz algumas redações para uma revista de publicidade.

Somos amigos desde o jardim de infância e Minho me conhece melhor do que ninguém, ele sabe também que eu nunca o deixaria na mão. E foi exatamente por isso que ele me pediu para ir no seu lugar entrevistar o homem mais importante dessa cidade.

-Thomas, meu docinho de coco, meu amor de infância, minha alma gêmea.

Foi assim que ele chegou no meu quarto na segunda feira de manhã.

-Minho, para de fazer show, eu vou.

Seu sorriso ficou enorme e seus olhinhos de asiático quase sumiram.

-Você é o melhor amigo mais legal desse mundo! –Ele disse e me deu um beijo na bochecha que fez até estalo.

-Tudo bem, não é para tanto. Só estou indo por que estou de folga hoje. E você vai ter que pagar o combustível! –Eu disse marrento, mas isso não foi motivo para o seu sorriso diminuir.

-Claro Tomizinho, meu amorzinho, coisinha mais linda desse mundo!

Reviro os olhos para ele.

- Da para parar? Eu to tentando me concentrar.

Minho me da mais um beijinho e depois se senta na beirada da minha cama.

-Hey, já são nove horas, a entrevista é as dez e meia.  Eu vou tomar meu remédio agora, não se atrase ok? Me ligue assim que chegar.

Meu melhor amigo está doente, ele foi ao medico e teve que fazer um Raio-X da coluna por que estava sentindo muita dor, o médico mandou ele ficar em repouso por uma semana e passou um remédio cujo efeito colateral é o sono.

Tento me concentrar mas é impossível, em menos de duas horas eu vou estar cara a cara com o homem mais rico da cidade.  Dylan O´Brien, vinte e sete anos, um empresário rico e inteligente, ele é famoso por sua astucia em fazer negócios e sua sorte em transformar em ouro todo lixo que ele pega. Dylan além patrocinar modelos e marcas famosas é responsável por um terço da economia da cidade, ele tem imóveis e é o colaborador financeiro mais ativo da North Weather. Não que eu esteja com medo dele ou algo do tipo, eu só não sei como ele vai reagir as perguntas, para falar a verdade acho que ele só aceitou dar essa entrevista por que é para um aluno da universidade, eu nunca vi ele conversando com algum jornalista, ele apenas sai nas colunas sociais mas nunca se pronuncia, o cara é bem reservado.

Fecho o livro que eu estava lendo e o coloco na escrivaninha, a entrevista não é a única coisa que me preocupa.

Estou prestes a ser um jornalista formado de quase vinte e quatro anos e eu ainda sou virgem! Deus, como me sinto patético. Por que eu ainda sou virgem? As mulheres praticamente se jogam em mim, Minho fica abismado com esse fato, ele mesmo já arrumou milhares de garotas maravilhosas para ficarem comigo mas quando estávamos quase chegando lá eu surtava e estragava tudo, também a culpa não é minha se eu não sinto um pingo de atração sexual por peitos de lideres de torcida, já pelos músculos dos jogadores de futebol...

Tiro esse pensamento da cabeça e tomo um banho gelado, vai ser um longo dia.

                                                                              *****

Já são dez e vinte e cinco e estou entrando no edifício O´brien. Puta que pariu, o homem é tão rico que tem um prédio com o nome dele! Me desculpem o palavrão, mas só de olhar para esse prédio fico sem palavras. É enorme, cheio de janelas que vão do chão ao teto, a vista lá de cima deve ser espetacular.

Olho novamente nas folhas que o Minho me entregou e confiro o endereço, sua sala fica no decimo segundo andar.

Uma coisa que me chama a atenção quando entro é que tirando alguns poucos homens só tem mulheres loiras, todas magras e esbeltas, será que é algum fetiche dele?

Entro no elevador que por sorte está vazio e aperto o numero doze.

Estou nervoso, escolhi o meu melhor terno e os meus melhores sapatos para tentar causar uma boa impressão, isso a pedido do Minho que não saiu do meu pé enquanto eu não escolhesse uma  roupa descente.

O sinal do elevador soa avisando que chegamos no andar que eu queria, fecho os olhos com força e depois engulo em seco, é agora.

Assim que saio uma loira de olhos azuis vem ao meu encontro com uma pasta na mão e me chama.

-Sr. Sangster?

-Sou eu. –Digo.

-Venha comigo, o Sr. O’Brien já está a sua espera.

A mulher vai em direção a uma porta gigante e a abre, eu fico deslumbrado demais com toda a elegância que nem percebo que a sala que entramos é a do empresário e quando me dou conta acabo tropeçando nos meus próprios pés e caio com tudo no chão, deixando os meus papeis caírem.

Envergonhado com o mico me ajoelho rapidamente no chão e vejo duas mãos estendidas para mim, eu aceito de bom grado e consigo me levantar, estou prestes a agradecer quando encontro dois olhos extremamente pretos me fitando, o sorriso sedutor combinando com o seu elegante terno cinza, quando ele solta as minhas mãos eu coro fortemente e desvio o olhar.

-Voce está bem? –Ele me pergunta.

Essa voz... como seria bom ouvir ele sussurrando o meu nome bem pertinho do meu ouvido... Pare de pensar nisso Thomas! Pare de ser ridículo!

Pego as minhas coisas que caíram no chão e percebo que a funcionaria loira já foi embora.

-Estou bem sim, obrigado.

Ele sorri para mim e vai até o outro lado da mesa.

-Sente-se. –Ele diz.

Foi uma oferta mas o seu tom intimidador faz com que eu me sente na poltrona automaticamente.

Por alguns segundos nós apenas nos encaramos, eu pigarreio e olho para os papeis que Minho me deu procurando a primeira pergunta.

-Você tem uma caneta? –Pergunto, a voz saindo mais tremida que o necessário.

-Tenho. –Ele pega uma na gaveta de sua escrivaninha e me entrega. –Pode ficar.

Sorrio fraco para ele e começo a anotar  a data no papel, sei que ele está me observando e isso só me deixa mais intimidado.

-Obrigado por aceitar a entrevista senhor, é realmente uma honra...

-Não agradeça, gosto de fazer caridades. –Ele me corta friamente.

Eu coro.

-Meu nome é Thomas Sangster, tive que vim no lugar do meu amigo Minho Hong Lee, infelizmente ele não se encontra em condições de vir conversar com o senhor.

Termino de falar e percebo que ele continua a me olhar fixamente, sua pele é clara e cada fio do seu cabelo está em perfeito lugar, ele não fala nada e eu coro novamente.

-Bom, primeira pergunta. O senhor é um homem muito ocupado, mas mesmo assim continua fazendo varias ações de caridade e ajudando varias instituições, o que o leva a tirar um pouco do seu precioso tempo para ajudar os outros? Tem haver com religião?

Leio a pergunta de Minho e tenho certeza que pareço um robozinho falando.

-Eu gosto de ajudar os outros pelo simples fato de que eu tenho dinheiro o bastante para sustentar a minha vida luxuosa o resto da minha vida, gosto de ajudar os outros por que eu posso e não faz sentido viver em um conto de fadas se o mundo lá fora é triste e miserável, eu faço o máximo para mudar a realidade pobre do mundo.

Anoto tudo que ele fala e depois olho para ele com um sorriso tímido, volto a minha atenção para o papel.

-Segunda pergunta. O senhor é bem reservado, mas segundo a revista E! o senhor foi adotado com apenas quatro anos, esse fato contribuiu para as suas ações caridosas? Sua família faz o mesmo que o senhor?

Ele me olha serio e seus olhos parecem ter prazer em me ver intimidado.

-De certa forma contribuiu por que eu recebi uma ótima criação. Minha família me apoia em absolutamente tudo e eu sei que posso contar com eles.

Anoto tudo o que ele disse e olho novamente para o papel.

-A sua empresa além de ser uma das mais importantes...

-Pare de fazer perguntas tão previsíveis Thomas.

Olho para ele assustado, ele me chamou pelo primeiro nome.

-Perdão, o que disse? –Pergunto ,mesmo tendo escutado direito.

-Faça uma pergunta que realmente queira saber a resposta.

Engulo em seco. Bom, tem uma coisa que eu realmente gostaria de saber mas...

-É gay?

Ele finalmente da um sorriso verdadeiro, muito diferente dos outros ensaiados que eu recebi até chegar aqui. E eu estou mergulhado em molho de tomate.

-Em off? –Ele pergunta.

-Como quiser. –Digo.

Em off significa que não vou publicar o que ele falar, que é só entre nós  dois.

Ele se levanta da sua poltrona e vem até em frente a mesa, ficando suas pernas a alguns centímetros de mim.

-Eu sou uma pessoa que gosta de pessoas Thomas, interprete da maneira que quiser.

Não fiquei menos vermelho, apenas virei a folha.

-Me fale de voce.  –Ele diz e eu me surpreendo.

-Te falar o que?

-Estuda no North Weather?

-Sim, senhor.

-Jornalismo?

-Sim, senhor.

Me sinto um idiota respondendo sim, senhor.

-Já tem algum emprego fixo para depois  que completar o curso.

-Ainda não, senhor. Completo o curso daqui duas semanas.

Ele parece refletir por alguns segundos e quando está prestes a falar a mesma loira que me chamou mais cedo adentra a sala.

-Desculpe interromper Sr. O’Brien, mas a sua reunião começa em cinco minutos.

-Desmarque. –Ele diz. –Ainda não terminamos.

Com isso meu coração falha uma batida.

A loira sai da sala fechando a porta atrás de si e ele continua.

-Posso arrumar um ótimo emprego para você aqui na minha empresa.

Eu dou um sorriso involuntário debochado e ele me olha com censura, imediatamente endireito a postura.

-Eu adoraria, mas você parece ter um fetiche por funcionarias loiras. –Digo e o pingo de dignidade que eu tinha vai embora.

Ele sorri e parece estar se divertindo.

-Não vejo problema nenhum, voce também é loiro Thomas, e pelo que eu li também é um ótimo aluno.

Entro em pânico. Pelo que eu li?

-Perdão senhor, o que você leu?

-Ora, o relatório dos seus professores, ou você acha que eu daria uma entrevista sem saber exatamente para quem?

Coro, é claro que ele leria os comentários, ele não é burro.

-Perdão senhor, mas como seria possível voce ler o relatório se quem viria era meu amigo Minho Lee?

-Seu amigo Lee ligou para minha assistente pessoal ontem e avisou que voce viria em seu luqar.

Quis me dar um soco no estomago. Sou realmente um lesado.

-Pense no assunto do emprego. –Ele diz e pega um cartão na sua mesa, depois anota alguma coisa atrás. –Meu numero pessoal, caso precise.

-Obrigado. –Digo.

Prosseguimos com a entrevista até que novamente ele desviou o rumo.

-Então me diga, voce mora com o seu amigo Lee?

-Sim. –Respondo.

-Só vocês dois?

-Sim, mas as vezes a namorada dele dorme la, o que significa na maioria dos finais de semana.

Ele parece relaxar os ombros, ou talvez seja coisa da minha cabeça.

- Mora perto da universidade?

-Sim. –Respondo. –Três quarteirões.

-Perto da universidade mas longe do centro. Eu estou indo para lá agora, quer uma carona?

Ah, como eu queria ter vindo de ônibus! Me castigo mentalmente por pensar nisso.

-Estou de carro, obrigado.

Um silencio se segue, mas não é desconfortável, ficamos nos entreolhando como se uma tensão sexual pairasse ali.

-Voce trabalha?

-Sim. –Digo. – Na Hands&Help, é uma loja que vendem materiais para construção e ferramentas.

Ele tira o mínimo sorriso dos rostos por alguns segundos mas logo depois volta. Eu junto os meus papeis e me levanto.

-Muito obrigado pela entrevista senhor. Foi um prazer te conhecer.

Ele então se ajeita e estende a mão para mim.

-O prazer foi todo meu.

Ele aperta a minha mão mas eu não consigo desviar o olhar da sua boca, ele percebe e sorri.

-Me ligue se precisar de mais alguma coisa.

Pisco duas vezes e saio do meu devaneio.

-Claro. –Digo. –Obrigado.

Solto sua mão pela segunda vez no dia e me dirijo até a porta, estou saindo mas o que eu mais quero no momento é voltar correndo e tirar toda a sua roupa bem aqui nesse...

-Thomas? –Ele me chama e eu rapidamente me viro. –Me espere, preciso resolver algumas coisas ai fora.

Ele pega um caderno e passa a caminhar comigo até o elevador, quando eu entro e aperto o T me viro para ele que se encontra do outro lado e aceno.

-O’Brien. –Digo

-Sangster.

E antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa a porta do elevador se fechou.


Notas Finais


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