História 50 tons de Dylan - Capítulo 2


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Palavras 1.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoal, eu não aguentei e tive que postar rápido!
Amo muito esse capítulo, é parecido com 50 tons porem com algumas modificações.
Obrigada pelos comentários, e críticas construtivas são sempre bem vindas!
Enjoy s2

Capítulo 2 - HandsHelp


Fanfic / Fanfiction 50 tons de Dylan - Capítulo 2 - HandsHelp

P.O.V Thomas.

Dois dias se passaram desde que aqueles olhos pretos começaram a aparecer nos meus sonhos mais obscuros, sonhos que eu tenho vergonha até de falar. Ele é Dylan O´Brien,  o solteiro mais cobiçado do país, e me lembro claramente quando ele disse em off que é “uma pessoa que gosta de pessoas” , porra, eu também gosto de pessoas, especialmente daquelas que tem um membro genital masculino.

Não que eu seja um cara super gay, eu já beijei homens e mulheres e nunca se passou disso, o máximo que eu fiz com um homem foi pegar no pau dele,  Minho sempre me pergunta como eu tenho certeza da minha homossexualidade se eu nunca transei com um homem, e era exatamente sobre isso que estávamos conversando no almoço de quarta feira.

-Minho, entenda uma coisa: Eu não sinto tesão por peitos.

Ele me olha indignado como se eu tivesse acabado de o insultar.

-Você é uma vergonha para a humanidade! Peitos são incríveis, principalmente os grandes.

-Peitos são só um monte de banha acumulada.

-Thomas Sangster, o que você tem na cabeça?

O’Brien, pensei, mas eu nunca admitiria isso.

-Para que você vai precisar de um pinto se já tem um? –Ele me pergunta, o bom de ter amigos idiotas é que vocês discutem sobre coisas completamente sem sentido como se fosse normal.

Eu abro a boca para falar mas ele interrompe.

-Serio cara, se for pra chupar é melhor chupar peito.

Reviro os olhos para ele.

-Por que a gente ta falando disso na hora do almoço? É nojento. –Digo.

Ele bebe um gole de suco de laranja e pega na minha mão.

-Obrigado por ter feito a entrevista.

Sorrio para ele.

-Ficou bom? –Pergunto.

-Ficou ótimo, se tivéssemos fotos seria melhor.

Faço uma careta.

-Ele não parece do tipo que tira fotos.

-Tem razão. –Ele diz e solta a minha mão. –Procurei na internet e só tem umas três fotos dele, todas iguais. O cara é tão reservado que nem rede social ele tem.

Ergo uma sobrancelha.

-Ninguém vive sem rede social, ele deve pelo menos ter whats app.

-É. –Concorda Minho. – Aposto que ele não passa o numero para ninguém.

E então me lembro do cartão que ele me deu com o numero de celular, rapidamente me levanto da cadeira e invento uma desculpa.

-Tenho que voltar mais cedo para o trabalho. –Digo.

-Beleza. A gente se vê mais tarde.

Dou um beijo na sua bochecha e saio.

O dia está frio e nublado, é o meu clima favorito, prefiro sentir frio do que calor. Odeio ficar suado e melando,  para mim não em nada melhor do que ficar em casa lendo um bom livro ou assistindo uma serie com um cobertor.

Tive sorte de chegar no ponto e ônibus passar no mesmo segundo, entrei e me sentei em uma das ultimas cadeiras.

Sabe quando você sente um vazio? Como se faltasse algo na sua vida? Eu tenho uma vida boa, sei que tenho, minha faculdade está toda paga e o meu salário da para pagar as despesas do aluguel e ainda sobra uma quantia que eu posso guardar no banco ou gastar com o que eu quero, eu tenho um melhor amigo incrível que eu amo muito e uma mãe que mesmo sendo doidinha eu sei que me ama, então por que não me sinto feliz?

Tento afastar esses pensamentos da cabeça e tiro o meu celular do bolso,  o bom dos ônibus aqui de Londres é que eles tem wifi, pego também o cartão que O’Brien me deu e salvo o numero do seu contato. 

Abro o meu WPP e me flagro sorrindo quando vejo sua foto de perfil, ele estava no Central Park com uma blusa dos Beatles, seu sorriso vai de orelha a orelha e eu não pude deixar de reparar no quão lindo ele é, na foto seus traços estão bem mais jovens e chego a conclusão de que quando ele usa terno parece mais maduro, e no Central Park ele estava feliz e a vontade, consequentemente parecia mais jovem.

Guardo o celular no bolso antes que eu não resista a tentação de lhe mandar uma mensagem.

O’Brien, O’Brien, O’Brien... O que você está fazendo comigo?

                                                                              *****

Mais ou menos as quatro horas eu já estava morto de cansaço, me sentei atrás do balcão para respirar um pouco e abri o meu whats app.

Senhora perfeita: Oii amooor.

                                   Vou passar na sua casa hoje viu?

Não posso deixar de sorrir, é Kaya, minha melhor amiga. Respondo imediatamente.

Eu: Oiie

       Tudo bem, vai dormir lá?

Senhora perfeita:  Quem sabe...

Reviro os olhos, Kaya e seus mistérios.

Eu: Se for me avisa que eu compro comida.

Senhora perfeita:  AsHSAIUSUSH ta bom pode comprar.

Meu sorriso só fica maior, uma noite com os meus dois melhores amigos é o suficiente para tirar ele da minha cabeça.

Eu: Tenho facul hoje, chego ás 10 p.m.

Senhora perfeita: Okay

                                   Até mais tarde.

Eu:  Beijos.

-Atrapalho ? –Uma voz que eu já conheço pergunta.

Meu sorriso está enorme, e quando eu olho para cima e vejo aqueles olhos pretos enrijeço, o que diabos ele está fazendo aqui?

Me levanto rapidamente e vou para frente do balcão.

-N -não, claro que não. –Me amaldiçoo mentalmente por gaguejar.

Ele sorri de lado para mim.

-Então é aqui que trabalha.  –Diz.

-Sim, senhor.

Se eu pudesse me socar eu faria isso naquele exato momento, alguma coisa me obriga a chama-lo assim.

-É uma coincidência te encontrar. –Ele diz e estende a mão.

Eu estendo a minha também e nos cumprimentamos cordialmente.

-Nem tanto. Essa é a única Hands&Help da cidade.

Ele sorri daquele jeito intrigante, como uma pessoa pode esconder tão bem os seus sentimentos? Não que ele sinta algo por mim, mas sua cara fica impassível, como se todas as suas feições fossem ensaiadas.

-Então tive sorte. –Diz.

Por alguns segundos um silencio constrangedor se seguiu onde ele ficava me olhando de cima a baixo, como se estivesse me analisando. Pigarreio.

-Então... no que posso servir?

-Em muitas coisas. –Ele diz e rapidamente semicerra seus olhos.

Meu coração começa a bater a mil.  ´Em muitas coisas´, coro ao pensar no duplo sentido da frase.

Ele percebe o meu constrangimento e sorri, como se estivesse se divertindo. Idiota.

-Fita adesiva. –Ele diz.

Caminho até uma fileira de estante e ele me acompanha.

-Quantos metros?

-Vocês tem de dez?

-Sim. –Respondo. –Essa é a melhor marca que temos.

Entrego para ele que analisa a fita e depois me olha novamente, o engraçado é que ele sempre olha bem nos  meus olhos.

-Perfeito.

Ele nunca desvia o olhar!

-Mais alguma coisa?

-Sim. –Ele olha para os lados e parece pensar em algo. –Corda.

-Na outra fileira. –Digo.

Ele me acompanha, tinha três cordas diferentes. Verde, vermelha e azul.

-Qual voce quer?

-A diferença é apenas a cor? –Pergunta.

-Sim .  –Ele me olha como se fosse me repreender, eu coro. –Senhor.

E ele sorri, Deus, esse sorriso dele me mata!

-Então escolha para mim.

Dou um sorriso tímido para ele.

-Depende do de onde vai usa-las.

-Em construção.

-Então sugiro que leve as verdes.

Ele analisa por alguns segundos a corda.

-Tudo bem, dois metros.

Vou enrolando a corda na minha mão até dar a metragem que ele pediu, quando chega á dois eu tiro uma faca que estava no meu bolso, me viro e corto a corda rapidamente, a faca passa raspando o lado esquerdo do meu pulso e um corte bem pequenininho se forma ali, como aqueles que fazemos com papel.

O’Brien  se agacha rapidamente perto de mim e pega o meu pulso.

-Você está bem? –Pergunta e examina o meu braço todo.

-Tudo bem, não foi nada.

Sua reação foi um pouco exagerada, não passa de um cortezinho, mas não posso negar que gostei.

Ele olha nos meus olhos  procurando uma confirmação de que estou bem.

-Não faça mais isso. –Ele diz. –É perigoso.

E então ele beija o meu pulso. Eu sinto o meu corpo inteiro ficar elétrico e com esse simples toque dos seus lábios uma coisa começa a me incomodar por debaixo das calças.

Ele se levanta e eu também. Dou a corda para ele e quando vou guardar a faca no bolso ele segura o meu braço.

-Não quero você usando isso.

-Tudo bem. –Digo. - Senhor.

Ele sorri satisfeito e enrola as cordas no seu braço para não caírem.

-Mais alguma coisa?   

-Sim. –Ele diz e sua boca se contrai em um sorriso sedutor. –Algemas.

-Okay. Isso fica na  ultima fileira.

Vamos para o lado mais afastado da loja e eu continuo intrigado.

-Posso fazer uma pergunta?

-Claro.

Ele está atrás de mim, paro subitamente.

-Por que precisa de algemas em uma construção?

-As algemas não são para a minha construção.

-Então são para que? –Pergunto.

Quando me viro ele vai chegando mais perto sem tirar os olhos dos meus, a cada passo que ele da eu vou chegando para trás até que encosto na prateleira e fico sem saída, ele coloca cada braço de um lado do meu corpo de modo que ficamos bem próximos  e a única coisa entre ele e a prateleira sou eu.

Seus lábios quase –quase- se encostam nos meus quando ele fala, posso sentir o seu hálito.

-São para um jogo particular.

Ficamos assim por alguns segundos, nossos olhos não se desgrudam ,como se uma tensão pairasse por ali.

Ele vai me beijar, penso, estamos próximos demais, ansiosos demais.

E então ele se afasta e pega um pacotinho de algemas.

-A entrevista ficou boa?  -Ele pergunta, como se o fato de estarmos tão perto não mudasse em nada.

-Si –sim. –Gaguejo de novo. Vou me socar.

-Sim...?

-Sim, senhor. –Falo com firmeza. –Minho adorou, se tivesse fotos seria melhor.

-Tudo bem, podemos marcar.

Olho para ele incrédulo.

-Sério?

Caminhamos até o caixa.

-Serio, não será nenhum incomodo.

Enquanto somo as coisas ele me observa.

-Meu Deus O’Brien, meu Deus, o Minho vai pirar quando eu contar pra ele.

Dou o meu maior sorriso, finalmente uma noticia boa.

-Marque para sexta feira. –Ele diz.

-Claro. Claro, senhor.

-Me liga falando o horário e o local.

Afirmo com a cabeça, continuo sorrindo.

-Vinte e dois dólares. –Digo.

Ele coloca o dinheiro no balcão.

- Foi um prazer reencontra-lo.  –Ele Diz.

O’Brien pega o meu pulso  e beija, ninguém nunca fez isso antes, eu estou adorando.

-O prazer foi meu.

Apertamos as nossas mãos, e antes dele sair da loja se vira para mim e diz:

-Até logo ,Sangster.

-O’Brien.

E com um ultimo sorriso ele sai da loja.


Notas Finais


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