História 50 tons de punição - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Continuação, Fifty Shades, Romance
Visualizações 80
Palavras 2.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos ter provocação, sexo, choro!
Vale a pena ler, mas acho que está grande de mais, perdão♥
Bjs, Bjs, Bjs

Capítulo 19 - Minha mãe!


-"podemos conversar?" Pergunta ela.

Como eu odeio essa mulher, não odeio a Leila. Será porque a Charlotte é linda e pode reconquistar o Christian? 

-"Martty, leve a sra. Macness até o escritório do Christian" digo ao Martty e ele concorda com a cabeça. Assim que os dois saem eu respiro fundo e reviro meus olhos para mim mesma.

Entro no escritório e vejo ela em pé, apreciando algumas obras de arte na parede. Me sento na cadeira de Christian e ela se senta na cadeia à frente da mesa, isso não poderia ser mais desconfortável. Fico imaginando o que eles já devem ter feito aqui. Esse lugar é cheio de lembranças. 

-"eu sei que não sou sua visita favorita, então vou ser breve" ela diz, por um momento eu sinto sinceridade nela.

-"nós começamos com o pé esquerdo, não devemos ser inimigas só porque sou uma ex do seu marido, até porque ele tem várias ex submissas, não tem como ter ciúme de todas." Assim que ela termina de dizer, eu sei o que ela veio fazer aqui...me provocar. 

-"Está certa, ele tem várias ex, mas elas não passam disso, de ex submissas que não significaram nada na vida dele. Agora ele está casado comigo, e não tenho motivos para duvidar do seu amor. E eu sei que sou mais importante na vida dele do que qualquer uma de vocês jamais foi" murmuro em tom firme. 

Mantenha-se forte, não deixe ela pisar em cima de você com esse salto incrivelmente alto.

-"que bom Ana, que bom que você pensa assim. Mas eu tenho sérias dúvidas quanto à isso" ela fala e se levanta, olhando ao redor do escritório. 

Eu não sou obrigada a jogar esse jogo ridículo. Eu devo mandar ela embora ou fingir desdém? Minha ira apenas cresce dentro de mim.

Permaneço calada, esperando ela terminar seu discurso para me infernizar. 

-"por que mesmo ele paga os psicólogos da Leila?" Pergunta olhando diretamente nos meus olhos.  Como ela sabe sobre isso?

-"compaixão, pena, não sou eu quem sabe os motivos dele fazer ou não o que faz. Mas você veio até a minha casa para falar sobre as boas ações do meu marido?"

-"não, eu vim pedir desculpas por ser tão incinuativa com o sr. Grey da última vez"

-"Desculpa negada, não tem pelo que se desculpar, não fico perdendo meu tempo pensando nas várias mulheres que se insinuam para o Christian"

Ela me encara por um momento e depois seu sorriso de vadia desaparece, então ela pega sua bolsa e mexe pela milésima vez em seu cabelo.

-"era só isso. Até a próxima Ana" diz ela com mal humor, parece que eu sai por cima, toma essa vadia!

-"não terá próxima Charlotte" murmuro também mexendo em meu cabelo, em sinal de deboche. 

Ela sai do escritório sorrindo com falsidade, mas eu sei que esta com ódio de mim. Assim que ela sai, meu corpo relaxa, não sei como consegui ser tão fria assim, não é meu natural. 

Saio do escritório e vou até meu quarto, puta que pariu, como essa mulher mexe com meu humor.

Pego meu blackberry, ainda não tem nada de Christian, ele deve estar no jato ainda, afinal, só faz uma hora que ele saio. Melhor eu o avisar, antes que ele se preocupe. 

"EU RECEBI A CHARLOTTE AQUI, ELA QUERIA ME PEDIR DESCULPAS, MAS ESTÁ TUDO BEM AGORA. ME LIGUE ASSIM QUE POLSAR"

Meu Deus, estou tensa, não tenho notícias do Christian e ainda tenho essa maldita-ex-linda-Charlotte para lidar.

Se passam três horas e meu BlackBerry vibra, é uma chamada dele.

-"oi" murmuro assim que atendo

-"Ana, oi. Tudo bem?" Sua voz soa preocupada

-"sim, eu posso lidar com a sua ex maluca e ainda apaixonada submissa"

-"Anastácia" ele me repreende

-"Desculpa, mas é que você se preocupa com coisas fúteis"

-"eu me preocupo com qualquer coisa que possa te machucar. Não suportaria que você se machucasse por minha causa"

-"eu sei. Mas está tudo bem, ela veio me pedir desculpas."

-"você ainda quer uma sociedade com eles?"

-"claro que não, eu não vou trabalhar com alguém que você já fodeu"

-"Anastácia, o que eu vou fazer com essa sua boca suja?" Questiona com diversão

-"por enquanto nada, até porque você está longe de mim"

-"está me desafiando?"

-"quem sabe"

-"eu posso voltar apenas para te relembrar do quanto eu gosto de um desafio"

-"sério? Eu não acho que um empresário responsável vá deixar um assunto incrivelmente importante só por um desafio" murmuro novamente em tom de desafio. Eu amo desafiar ele, ainda mais porque estamos longe um do outro. 

-"ponto muito bem feito sra. Grey.."

-"ah, eu estou vestindo sua cueca" murmuro para mudar o assunto do desafio, até porque eu não duvido que ele volte apenas para me catugar.E também porque eu quero que ele saiba

-"você está? Isso me deixa muito feliz" ele diz e posso sentir sua surpresa e diversão. 

-"bom, eu gosto que você vista minhas roupas. Mas comporte-se Ana, eu tenho que desligar" 

-"eu vou me comportar, adeus Christian"

-"até mais baby, eu te amo"

-"também te amo" digo isso e desligo.

Apenas uma conversa com ele pode levantar meu humor. É surpreendente o efeito que ele me causa. 

Deito na cama pelas oito, não tenho motivos para dormir tarde, pego meu BlackBerry e tem uma mensagem do Christian. 

-"BOA NOITE.SONHE COMIGO. EU AMO VOCÊ"

Mas que horas deve ser em Nova Yorque? Existe um fuso horário de três horas, deve ser lá pelas onze. 

"EU SONHAREI COM VOCÊ, SE VOCÊ SONHAR COMIGO. BOA NOITE"

"EU SEMPRE SONHO COM VOCÊ ANASTÁCIA"

"EU TE AMO"

"EU TAMBÉM AMO VOCÊ, ATÉ AMANHÃ"

Me deito e durmo, por mais que eu queira, não sonho com Christian e sim com a Charlotte, ou seja, um pesadelo! 

Me levanto pelas oito e decido ir visitar a Kate, eu vou ter tempo para meus amigos agora que Christian não está, mas isso não torna mais fácil ter que ficar sozinha. 

Tomo um banho rápido e visto outra cueca do Christian, acho que vou passar a vestir suas cuecas mais vezes. Opto por um vestido azul que Christian comprou para mim na nossa lua de mel no sul da França, ele é lindo, rendado com o cumprimento até o joelho.

Talvez eu possa fazer uma surpresa para Kate, então não vou avisá-la que estou indo.

-"Martty, pode me levar até o apartamento de Katherine Kavanagh?" Pergunto ao Martty assim que o vejo na sala.

-"eu terei que avisar ao sr. Grey" avisa ele e eu reviro meus olhos. Não posso nem respirar sem que Christian saiba.

-"claro" respondo. 

Meu blackberry vibra, é minha mãe, deve ter acontecido alguma coisa, ela nunca me liga assim do nada. Respira fundo Ana, não é nada, não é nada. Atendo ao telefone e ouço uma voz chorando, porra, não é minha mãe! 

-"Ana" susurra o Bob, marido da minha mãe

-"Bob, o que aconteceu com a minha mãe?" Pergunto e percebo que meu rosto está pálido

-"ela...ela estava bem, do nada começou a sangrar pelo nariz e pela boca. Eu liguei p'ra emergência...." ele para de falar, não! Não, ela não pode ter morrido

-"Eles levaram sua mãe inconsciente para o hospital, eu estou aqui também. Foi uma emorragia interna, causada por....por um AVC" diz ele e começa a soluçar novamente. Minha mãe teve um AVC, e se tiver sequelas?  E se ela não resistir? 

-"Bob, quando isso aconteceu?" Finalmente encontro as palavras. 

-"de madrugada, eu mal tive tempo de comer, por isso não liguei antes."

-"está tudo bem, eu ligo depois"

Eu choro incapaz de dizer algo mais. Será que sempre será assim? Quando não for algo será alguém para me fazer infeliz porra!

É óbvio que eu tenho que ir para lá, ficar com ela. Eu quase perdi o Ray, e fiquei tão mal por isso, eu não posso chegar nem perto de perder minha mãe agora.

-"Sra. Grey, tudo bem?" Pergunta Martty assim que se aproxima de mim. Ele pega um lenço do seu bolso e me entrega, eu seco minhas lágrimas.

Me viro em direção ao quarto sem responder ao Martty, até porque eu não tenho palavras, só lágrimas, por não estar com a minha mãe, por estar longe de Christian, por ter ouvido insinuações ridículas da Charlotte, por não ter aproveitado ao máximo meus momentos com a Carla. Meu choro é mais que tristeza, é o resultado de tanto peso em cima de mim.

Eu preciso ligar para o Christian, eu preciso estar o quanto antes na Geórgia. Me sento na poltrona que o Christian costuma me ver dormir e ligo para ele.

-"Ana" murmura Christian assim que atende

-"Christi.." sussurro sem poder terminar de dizer as palavras, e meu choro volta.

-"Ana, o que aconteceu. Você está bem?" Pergunta preocupado 

-"A minha mãe" digo chorando, eu acho que ele mal compreende o que estou falando por causa das lágrimas. 

-"calma Ana, o que aconteceu com sua mãe?" Ele pergunta e eu não respondo, simplesmente não consigo dizer nada.

-"Ana, respira e fala,amor respira" diz ele. Eu respiro levemente como ele diz e acho que consigo dizer agora

-"ela teve uma emorragia interna e um AVC pela madrugada. O Bob me ligou à poucos minutos" Eu murmuro tentando parar meu choro.

-"você quer que eu volte p'ra Seattle?" 

-"não Christian, resolve primeiro seus problemas. Eu só quero ir para Geórgia hoje, o quanto antes"

-"o jato da empresa está em Portland, eu vou providenciar o vôo para você em uma hora" 

Me sinto feliz por ter a compreensão de Christian, por poder contar com ele quando mais preciso. 

-"Ana, vai ficar tudo bem. Eu não posso estar aí com você, mas vou te ligar a cada minuto. Eu estou aqui para tudo que você precisar" ele diz em tom suave e reconfortante

-"eu sei. Bom, eu vou arrumar algumas coisas e te ligo mais tarde"

-"oh baby, vai ficar tudo bem. Até mais"

-"adeus Christian"

Pego somente minha bolsa, não tenho tempo para arrumar malas. Essa é a única vez ma minha vida que eu não me importo em ter que comprar roupas. Mas eu posso pensar no que vestir quando estiver com a minha mãe. 

-"sra. Grey, nós vamos até Portland onde o jato está esperando, certo?" Diz Martty assim que eu entro na sala

-"sim, por favor"

O caminho até Portland parece mais longo do que nunca, meu coração está disparado, sinto meu rosto branco e gelado. Puxo minhas coxas contra meu peito e abraço minhas pernas, me encolhendo no banco de trás do Audi. Eu preciso ligar para o Bob, será que ele tem novidades? 

-"Bob" susurro assim que ele atende. 

-"Ana, eu não tenho novidades, e isso é bom. Mas como você está?"

-"eu não estou bem, mas mantenha-me informada de qualquer coisa"

-"eu sei Ana"

-"até mais Bob, obrigado por estar com ela"

-" é meu dever estar aqui, adeus"

Eu deligo e encosto minha cabeça no vidro, por favor, por favor, deixe que minha mãe fique bem, por favor Deus. Faço uma oração em silêncio.

Chegamos na pista de pouso e eu espero no carro enquanto Martty conversa com o piloto. Me lembro das duas vezes que eu embarquei nesse jato, as duas foram em ótimas situações.

-"sra. Grey, já pode embarcar" murmura Martty me tirando dos meus sonhos com Christian. 

-"claro" digo então desço

 Antes de entrar no vôo, recebo uma ligação do Christian e atendo imediatamente. 

-"oi Christian" murmuro com minha voz chorosa, nas últimas horas, tudo o que eu fiz foi chorar

-"Ana, como está sua mãe?" Pergunta. Eu sei o quanto ele está se preocupando comigo

-"o Bob não disse muito"

-"e como você está?" Ele questiona, oh Christian, como eu queria você aqui

-"morrendo um pouco mais a cada segundo" digo chorando

-"vai ficar tudo bem, e antes do que você pensa, eu vou estar com você"

-"Christian, parece que as horas não passam, até você estar comigo de novo, eu não sei.... uma semana é muito tempo, e talvez até lá eu nem precise tanto de você como eu preciso agora. Mas eu quero que você fique aí, eu sei que seus problemas também são grandes. Não quero atrapalhar você"

-"você não me atrapalha nunca"

"Bom, eu vou embarcar agora, eu te ligo quando chegar na Geórgia" 

-"até mais baby"

Entro no jato e me sento na mesma cadeira que me sentei na nossa lua de mel. Meu pensamento está com minha mãe, no hospital, morrendo e talvez com dores. 

Na decolagem, me sinto mal. Christian sempre segura minha mão nesse momento, mas ele está ocupado com seus próprios problemas, eu tenho que me conformar, eu tenho que aguentar! 

Fecho meus olhos e penso na minha mãe, quando eu era uma criança, ela nunca foi boa cozinheira, mas eu adorava a comida dela. 

Pousamos três horas depois, até que a viajem foi rápida. Na Geórgia deve ser cinco da tarde, então eu ainda posso vê-la hoje. Ligo para o Christian, mas ele não atende, deve estar em uma reunião ou ocupado, que se foda!

Eu tenho que ligar para Bob, tenho que ir direto para o hospital. 

-"oi Bob, eu já cheguei na Geórgia, me diga o nome do hospital por favor" 

-"Ana, eu acho melhor você descansar."

-"eu não vou descansar sem ter certeza que ela está bem. Me diga o nome do hospital"

-"certo, é o HGemergence"

-"obrigado Bob"

Confesso que estou cansada, muito cansada, mas minha mãe é mais importante do que qualquer coisa agora. Olho no relógio, é pouco depois da hora de almoço em Seattle, mas já passou das cinco aqui.

Assim que desço do jato, tem um Audi branco na pista de pouso. Martty abre a porta de trás para mim e eu entro.

Chegamos no hospital em meia hora e imediatamente eu corro até a recepção, onde uma mulher ruiva me diz para aguardar na sala de espera. Entro na sala de espera, é toda azul e branco. Logo avisto o Bob, ele parece mal, pálido com os olhos fundos, eu devo estar da mesma forma.

-"oh Ana, querida" diz ele me abraçando, eu também o abraço e sinto as lágrimas ameaçarem cair novamente. 

-"você precisa descansar" digo à ele

-"não, eu vou ficar" murmura balançando a cabeça, enfatizando sua negação. 

-"Bob, não vai adiantar ficar aqui sem notícias, por favor, um de nós tem que estar bem para quando ela acordar. E pode ter certeza que eu só saio daqui quando ver minha mãe" digo e olho no fundo dos seus olhos cansados. 

-"ok, você venceu. Mas eu vou voltar a noite"

Assim que o Bob sai, me sento na poltrona e Martty me entrega um copo com água

-"obrigado Martty" agradeço forçando ao máximo um sorriso

-"não por isso sra. Grey"

De repente a porta da sala de espera se abre e Christian entra olhando ao redor da sala, me procurando. Assim que ele me vê, sorri e a sombra de um sorriso se forma no meu rosto quando eu o vejo. 

Me levanto e corro para os braços dele, Christian me abraça com força e inala profundamente meu cheiro.

-"oh Christian" susurro. Quando me dou conta, me rosto está encharcado. Era isso que eu queria e precisava, do meu marido, dos seus braços. 

Christian beija o topo da minha cabeça e me aperta mais perto do seu peito. 

-"vem" ele murmura e passa a mão no meu rosto, enxugando minhas lágrimas. Pegando minha mão e me levando para sentar. Ele se senta e me puxa para o seu colo. Me enrolo no colo de Christian, apoiando minha cabeça no seu peito.

-"você tem um aroma celestial Anastácia, eu senti falta disso" murmura e beija meu cabelo novamente. 

-"você disse que não poderia voltar antes de uma semana" susurro

-"Depois que você me ligou chorando, eu cancelei todos os meus compromissos para ficar com você"

-" Christian, não precisava estar aqui, esses são meus problemas"

-"seus problemas se tornaram meus também quando você disse sim" Christian diz e me abraça mais apertado. Com certeza uma parte de mim está melhor por ele estar comigo.

-"eu amo você" falo e beijo seu peito.

 

 

 

 


Notas Finais


O que estão achando da história, dos capítulos?
O que estão achando dos personagens?
Comentem, compartilhem, favoritem!!
Bjs na bundaaaaa♥


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