História 50 Tons De Rebeldia - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ian Somerhalder, Marina Ruy Barbosa, Taylor Lautner
Personagens Ian Somerhalder, Marina Ruy Barbosa, Taylor Lautner
Tags Drama, Revelaçoes
Visualizações 13
Palavras 3.475
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse é o vô da Karol

Capítulo 8 - Mexi Com Fogo e Me Queimei


Fanfic / Fanfiction 50 Tons De Rebeldia - Capítulo 8 - Mexi Com Fogo e Me Queimei

Eu não via nada, era apenas a escuridão. Algo estava tentando me puxar para a luz, mas eu me recusava a sair do escuro, entretanto, ao sentir o cheiro forte de algo, eu voltei a mim. Com a visão destorcida, eu via borrões, mais nada e o cheiro forte que me fez ficar consciente era de álcool, eu tinha certeza.
– Ela está voltando. – Ouvi uma voz masculina falar, mas não sabia de quem era, haja visto que meus sentidos ainda estavam se recuperando.
– Srta Grey? – Uma voz chama. – Srta Grey, consegue me ouvir? – Oh, não. É ele. É ele.
Pisco algumas vezes para tentar ajustar a minha visão, e a primeira coisa que vejo é duas orbes azuis avaliando-me com preocupação. Pisco novamente e tento me levantar.
– A Srta está melhor? – Ouço uma voz que vem de cima. Instintivamente olho para ver quem é. Julius.
– Eu acho que sim. – Murmuro passando a mão na cabeça, que parece que vai estourar a qualquer momento.
– Deu-nos um susto. – Julius murmura. – Há algo que eu possa fazer por você, Srta? – Pergunta.
– Quero um copo de água. – Peço, porque minha garganta está seca.
– Eu já trago. – Julius anuncia e sai andando, e por incrível que pareça, o som de seu pé batendo no chão enquanto caminha é atrativo para que a dor na minha cabeça aumente. Gemo com as fisgadas que a dor causa.
– Levante-se. – ian fala baixo, mas percebo certa autoridade em sua voz, igualmente como meu pai fazia.
Ele estende a mão, e meio relutante eu dei a minha a ele, porque eu sabia que não ia conseguir levantar sozinha. Ele me puxou muito rápido, e uma ligeira tontura me fez cambalear para o lado, mas ian segurou forte em minha cintura, e eu não sei como, mas minhas mãos ficaram espalmadas em seu peito, e sem querer, nossos olhos se encontraram. Azuis no cinza.
Tudo que estava à minha volta desapareceu, e parecia que eu estava em outro mundo. Aqueles olhos, aquelas safiras me tiraram o ar. Ele era tão perfeito, tão magnificamente lindo, tudo nele era proporcional.
Eu não sabia se estava enganada, mas parecia que ian me olhava com adoração, a mesma adoração que eu olhava para ele. Contudo, num momento de lucidez, a imagem dele vendo as fotos que pertenciam ao meu pai me invadiu, fazendo-me lembrar de seu semblante quando retornei à mesa.
Empurrei-o bruscamente e me sentei na cadeira mais próxima. Ele pigarreou e ajeitou a gravata, sentando-se à mesa. Eu estava evitando olhar para ele, mas um papel em cima da mesa me chamou a atenção, só que o papel estava em branco. Foi quando ian o desvirou, revelando o contrato de Christian e Ana. A bile novamente se instalou em minha garganta.
– Pode guardar isso, por favor. – Pedi da forma mais humilde que consegui.
– Está pedindo? – Perguntou com a voz carregada de humor. Não era preciso olhar para ele para saber que o maldito sorriso de lado estava em sua face.
"SEU GRANDE IMBECIL DE MERDA!" – Pensei. Eu queria gritar aquilo para ele, mas se eu o fizesse, a vida dos Grey se tornaria um inferno. Tudo bem que Christian e Ana mereciam, porém meus bisavós, avós, tios e primos não tinham nada a ver com isso, então, era melhor eu baixar a crista e jogar o jogo do somerhalder.
Meneei a cabeça, evitando olhar para ele.
– Boa garota. Eu gosto quando você se comporta. – Comentou com sarcasmo.
Filho da puta.
Ouço um pigarrear e olho para cima, encontrando Julius segurando uma bandeja com uma garrafa de água. Estendo a mão e a pego, bebendo todo o liquido da garrafa.
– Posso ajudá-los em mais alguma coisa? – Julius pergunta.
– Sim. A conta. – ian pede.
– Oh, não, Sr. Devido ao incidente, o gerente lhes propôs o jantar como uma cortesia, haja visto que somos muito visitados pela família Grey.
– Tudo bem, então. Karol, sente-se bem para sair? – ian pergunta de um jeito que eu sinto calafrios.
– Eu não gostaria de sair pela frente. – Respondo outra coisa.
– O restaurante tem outra saída, a não ser a da frente? – ian pergunta a Julius.
– Sim, Sr. Fica nos fundos. Deseja que o manobrista leve seu carro para lá?
– Sim.
– Pois bem. Acompanhem-me. – Julius diz e saí andando.
– Consegue andar sem cambalear? – ian pergunta sério. Eu estou ficando assustada com as suas faces.
– Sim.
Viro-me e ameaço dar um passo, entretanto ian me vira novamente para ele.
– Esqueceu de alguma coisa. – Fala sombriamente.
– O que? – Pergunto confusa.
Ele me dá um olhar significativo, e imediatamente eu me lembro do que ele disse antes de eu desmaiar. "De agora em diante, você só me chamará de Sr somerhalder". Maldito bastardo.
– Acho que o momento já passou. – Falo macia, tentando esconder minha raiva.
– Então vamos começar de novo. Consegue andar sem cambalear? – Repete. Puta que pariu. Eu vou matar esse cara.
Respiro fundo.
– Sim, Sr. – Minha voz sai baixa demais.
– Deve fingir melhor da próxima vez, senão, já sabe o que te acontece. – Ameaça. – Dê-me sua bolsa. – Pede.
– Para quê? – Pergunto.
Ele me olha, advertindo-me com o olhar. Suspiro e dou a bolsa a ele, que recolhe as fotos e os papeis de cima da mesa e os guarda na bolsa novamente, mas ele não me devolve a bolsa, ele mesmo a leva.
Puta que pariu, eu deveria ter reparado na bolsa antes de sair. Maldita seja minha displicência.
Pondo a mão em minha costa, ele me encaminha até onde Julius está parado, nos esperando. Assim que nos vê, ele nos guia por um grande corredor, que nos leva à cozinha. Quando passamos por entre os funcionários – onde a maioria é homem – ouço assovios direcionados a mim. Eu sorrio, mas ian pigarreia e aperta fortemente a minha cintura. Minhas mãos se fecham em punho. Tamanha é a vontade de dá um soco no maxilar perfeito desse grande imbecil.
Julius abre a porta e lá está a Ferrari preta de ian. Nós saímos e logo a brisa fria da noite me invade. Abraço-me para tentar me esquentar, é quando sinto ian pondo seu blazer sobre mim.
– Não quero que se resfrie. – Sussurra em meu ouvido, fazendo com que um gostoso calafrio percorra meu corpo. Corpo traidor. Maldito corpo traidor.
ian abre a porta do carro e eu entro, apertando o blazer contra meu corpo, e a única coisa que eu não entendo é porque está tão frio. Depois de trocar apertos de mão com Julius, somerhalder entrou no carro e girou a chave na ignição, mas antes de dá partida, ele pôs a mão sobre a parte da minha coxa que estava descoberta pelo vestido. Dei um tapa na mão dele, mas um estalo alto e doloroso ecoou no carro.ian estapeou minha coxa.
– Ai. – Exclamei. – Seu...
– Olha! – Advertiu-me. – Eu vou sair desse beco e quando chegarmos na rua, eu vou pôr a mão em qualquer parte do seu corpo que eu quiser tocar, e se você resistir contra mim, bem, algumas informações... – Interrompo-o.
– Tudo bem. Eu já entendi. Não precisa ficar me relembrando de minuto a minuto o que você vai fazer. Eu não sou estúpida. – Esbravejei enraivada.
Ele deu outro tapa forte em minha coxa, só que dessa vez eu não reclamei, apenas finquei minhas unhas no meu próprio braço.
– Não fale nesse tom comigo. – Brigou.
Deu partida e ligou o rádio. Fomos tomados por uma onda de silêncio, nem ele e nem eu fazíamos um barulhinho sequer. A batida envolvente de "Part Of Me" da Katy Perry invadiu o carro. Comecei a tamborilar os dedos contra a porta, no ritmo da música.

Days like this i want to drive away 
Em dias como este, quero fugir
Pack my bags and watch your shadow fade 
Faço as malas e vejo a sua sombra sumir

Cantarolo baixinho e fecho os olhos, sentindo o leve friozinho na pele.

"This is the part of me
Esta é a parte de mim
That you're never gonna ever take away From me, no 
Que você nunca arrancará de mim, não
This is the part of me
Esta é a parte de mim
That you're never gonna ever take away from me, no
Que você nunca arrancará de mim, não
Throw your sticks and your stones
Jogue seus paus e suas pedras
Throw you bombs and you blows
Jogue suas bombas e seus golpes
But you're not gonna break my soul... 
Mas você nunca destruirá minha alma...

ian passa a música antes que o refrão chegue ao final.
– Não gosto dessa música. – Ele anuncia. Abro os olhos para olhar para ele, mas viro a cara para o lado.
Penso em como terminaria a noite se eu não tivesse trazido a maldita bolsa. Porra. Eu tenho tantas bolsas e eu fui escolher logo essa. É muito azar para uma pessoa só. Talvez você só esteja pagando por seus atos! – Ouço uma fina vozinha falar bem no fundo do meu inconsciente. Porém eu não posso pagar por uma coisa na qual eu sei que estou certa. Se já não bastasse a relação deles ser BDSM, Christian ainda tinha que escrever um diário dizendo que não me queria?! Poxa. Que tipo de pessoa não se revoltaria quando descobrisse isso? Eu não tenho sangue de barata para fingir que não aconteceu.
Será que durante esses 17 anos de convivência com Christian, ele fingiu gostar de mim só para agradar Ana? Eu estou com a cabeça tão cheia...  São tantos problemas... As recentes descobertas, o lance com Jacob, a escola, meu futuro, e para acabar de completar a merda toda, ainda estou sendo chantageada.
Tenho que admitir que estou com medo de ian e o que ele vai fazer comigo. Ele não pode ser uma pessoa tão ruim assim, pode? Será que ele quer dinheiro? Porque se for isso, eu posso dá um jeito de arrumar. 
E agora, como irá ficar o meu "relacionamento" com Jacob? O que ian quer de mim? Novamente são muitas perguntas sem nenhuma resposta. 
Eu estava tão imersa em meus pensamentos que mal senti a mão do somerhalder acariciando minha perna. Olho para ele, com nojo.
– Tem uma pele macia, Senhorita Grey. – Comenta, não tirando os olhos da estrada.
– Para onde está me levando? - Pergunto.
Um tapa ardido é dado em minha perna. Assusto-me, mas já sei qual foi o meu "erro". 
– Para onde está me levando, Senhor? – Minha voz sai carregada de indiferença e morbidez.
– Surpresa. – Ele responde, agora com suas mãos acariciando a parte interna de minha coxa. Tento fechar as pernas, mas ele dá outro tapa.
– Da pra parar de me bater? – Grito, enfurecida. Ele apenas ri.
– Abra as suas pernas, Karol! – Ordena.
– O que? – Pergunto, sentindo calafrios medonhos percorrendo o meu corpo.
– Você é surda? Abra as pernas. Rápido. Estou ordenando! – Ele soa impaciente, mas eu não faço o que ele manda. – Se não abrir a porra das  pernas, eu vou enviar essas fotos para a primeira revista de fofocas que eu ver e ainda por cima vou pagar para que isso vire assunto de primeira página. – Ele fala calmamente, porém a ameaça está presente.
Minha única opção e calar a boca e fazer o que ele está mandando. Encosto minha cabeça contra o apoio do banco e puxo a respiração, abrindo lentamente minhas pernas. Ele novamente começa a acariciar a parte interna da minha coxa e sem pressa, encaminha sua mão até o ápice de minhas pernas. Sinto-me tão humilhada. Será que se eu o tivesse tratado bem, ele estaria fazendo isso comigo agora?
Ele passa dois dedos por cima de minha intimidade, não posso vê-lo, mas ouço sua respiração se descompassar e um baixo gemido escapar de sua boca.
– Abra os olhos! – Ordena. Faço o que ele manda. – Olhe para minha mão que está no meio de suas pernas. – Envergonhada, eu faço o que ele manda. – Agora, toque-me! – O que? Tocá-lo? Aonde?
– Co-como? – Pergunto sentindo o rubor tomar conta de minha face.
Bruscamente ele pega minha mão e a leva até seu membro. O ar me falta.
– Aperte ele! – Manda. Tremulante e insegura eu aperto e nossa... é grande e grosso pra caralho. – Eu mandei apertar!
Começo timidamente a acariciar seu membro, porém o pior de tudo era que eu estava começando a gostar daquela situação. Entretanto lembrei que ele estava me chantageando, então tirei a mão. Outro tapa doído encontrou minha coxa.
– APERTE ESSA PORRA! – Ordenou entre dentes.
– Você vai causar um acidente. Se quer que eu faça isso, é melhor parar o carro. – Esbravejo, esquecendo-me completamente que era ele quem "mandava" ali. Fiquei esperando o tapa que eu tinha certeza que ele me daria, mas para minha surpresa, ele não me bateu, apenas pegou a rodovia da esquerda e entrou em um beco qualquer que eu nem sabia que existia ali, porém que era muito escuro. Bruscamente ele brecou o carro e rapidamente tirou o sinto, olhando-me com olhos faiscantes. Estremeci com aquele olhar.
– Faça! – Mandou com voz rouca. Reparei que seu peito descia e subia em ritmo descompassado. Engoli em seco, sentindo minha respiração faltar. Eu não queria fazer aquilo, queria? O pior era que eu queria. Mas por quê? Porque eu estava excitada por um homem que estava me chantageando? Será que Christian também chantageou Ana? Por que... – Eu estou começando a ficar impaciente. Vamos, faça logo, ou você nunca tocou em um pau antes? – Riu de seu próprio comentário. – Ah, esqueci que você é virgem. – Novamente riu sozinho, mas quando percebeu que eu fiquei em silencio, seu humor sumiu e ele me encarou com seriedade. – Você é virgem, não é? – Perguntou de um jeito esquisito, como se fosse metade pergunta, metade ameaça. Novamente fiquei calada, e ele logo interpretou a resposta. – Como ousa dar sua pureza a qualquer um? – Fala com brutalidade, mas não grita. – RESPONDA-ME,

Karol

! – Ele ordena gritando e é nessa hora que ele perde o controle.– E você queria que eu a desse para você? Um cara que está me chantageando. Pelo menos eu perdi minha virgindade com um cara que gostava de mim, e não com um imbecil de merda feito você. – E eu mal fechei a boca e recebi um tapa forte e doloroso no rosto. Doeu, mas em vez de acariciar o lugar, eu fechei os olhos e segurei a raiva e a vontade de chorar, controlando-me para não começar a gritar com ele. Eu não via sua face e nem como ele estava, mas falei, ainda de olhos fechados: - Eu saí de casa porque meu pai batia em minha mãe, e por ironia do destino caí nas mãos de outro monstro como ele. Faça o que quiser comigo, já não me resta mais nada mesmo. – E recostando minha cabeça no apoio do banco, eu continuei de olhos fechados. Humilhação era pouco para descrever o que eu estava sentindo.De repente, senti uma mão áspera acariciar o lugar onde o tapa foi dado. Era ele, mas eu não me virei para olhá-lo.– Olhe pra mim, por favor. – Sua voz estava baixa, macia. Eu poderia até dizer que sua voz transpassava dor, mas eu já não importava mais. Tudo que eu queria era chegar em casa e passar a gilete nos pulsos, de forma profunda, para que a morte logo me encontrasse e me levasse para longe. – Karol? – Puxou meu rosto para fitá-lo, mas eu estava de olhos fechados, eu não queria vê-lo.– Em todos esses meus 17 anos, eu nunca apanhei de ninguém, nem mesmo do meu pai. Mas acho que estou pagando pelo sofrimento que eu os fiz passar nos últimos dias. – Comento entristecida, sentindo cada vez mais a minha barreira ser rompida. – Era para ser diferente... – Não termino a frase e começo a chorar, derramando-me em lagrimas. E de repente, tudo pelo que passei e descobri retorna em minha mente. – Eu não tive culpa de nascer. – Murmuro, e me engasgo. – Eu só queria que ele me amasse.– Karol? Karol? Pelo amor de Deus. Olha pra mim. Abra os olhos. – Ele soa desesperado, mas eu puxo meu queixo e escondo meu rosto entre minhas mãos, entretanto me controlo e paro de chorar.– Eu quero minha avó. – Choramingo.– Tudo bem. Eu vou levá-la até ela, mas se controle. Se seus avós verem você assim, a confiança que eles me deram evaporará, assim como os negócios que já temos. – Ele fala seriamente, porém percebo que ele está voltando ao seu antigo ian, ou seja, o ian chantagista.Eu tiro seu blazer e o coloco em meu colo, depois eu me viro para a direita, não querendo mais olhar para ele. Ele dá a ré e sai do beco e entra novamente na avenida principal. Imersa em meus pensamentos, eu me esqueço do mundo, afundando-me em lembranças boas da minha infância, e dos momentos que eu passei com Jacob. Eu queria muito correr para os braços dele, poder abraçar-me com ele enquanto ele me acalenta. Eu só espero que ian não descubra quem ele é, pois tenho certeza que ele irá me impedir de vê-lo, e isso seria como a morte para mim. Foi apenas um dia, foi apenas um fica, mas eu tinha certeza de que, assim como eu, havíamos sentido uma coisa muito forte pelo outro. Na verdade, eu quero alguém que me entenda. Ninguém melhor do que meu irmãozinho.Penso em pegar meu celular, mas lembro-me imediatamente que minha bolsa está com ian. Para pegá-la, terei que pedir a ele. Engulo em seco, e o chamo:– ian?– Oi. – Responde virando-se para mim. Evito seus olhos.– Pode me dá minha bolsa?– Para quê?– Quero fazer uma ligação.– Para quem?– Meu irmão.– Irá contar a ele sobre o que fiz? Por que se você fizer... – Interrompo-o.– Eu só vou pedir para ele ir para a casa da vovó.– Não vai contar nada a ele? – Questiona sombriamente.– Eu nunca ferraria a família.– Boa menina. – Ele me dá a bolsa, mas completa: - Apenas tire o celular!Eu meto a mão dentro da bolsa e pego o aparelho, e sem esperar, ian a puxa de volta. Digito os números de Teddy e espero ele atender.– Karol? – Pergunta. É tão bom ouvi sua voz. Me faz sentir mais leve.– Teddy. – Tenho que me controlar para não chorar.– Oi, maninha. Como você tá? – Pergunta. Mal, maninho. Muito mal.
– Eu estou bem, e você? – Pergunto, segurando o choro.
– Estou ótimo. Mana... – Interrompo-o.
– Teddy, você pode ir agora para a casa da vovó?
– Sim, mas...
– Vá e me espere. Preciso de você.
ian pigarreia ao meu lado.
– Você tá mesmo bem? – Teddy pergunta, preocupado.
– Você vai ou não? – Ignoro sua pergunta.
– Eu vou.
– Tá. Eu devo chegar logo, logo. Então fique me esperando, ok?
– Ok. Karol? – Chama.
– Oi, maninho.
– Eu te amo. – Oh meu Deus. Eu vou chorar.
– Eu também te amo. – Respondo, sentindo uma lagrima escorrer de meus olhos.
– Até mais.
– Até.
Desligo.
A viagem segue silenciosa, e ian em nenhum momento puxou assunto. O que se ouvia era apenas nossas respirações.__X__

Estamos em frente ao hall de entrada da mansão Grey. ian para o carro diante da escada que leva a porta principal.
– Karol, vire-se para mim. – Ordena. Contra gosto, viro-me para ele. Ele acaricia o lugar onde bateu. – Não está vermelho, mas caso sua avó repare, você dirá que algum bicho a ferrou, entendido? – Meneio a cabeça. – Ótimo. Não se esqueça que se contar a alguém sobre o que fiz, eu irei entregar isso... – Ele tira as fotos, o contrato e as Xerox que tirei do diário de Christian da bolsa e os guarda no porta luvas do  carro. – À imprensa. Não vai querer que isso aconteça, vai? – Balanço a cabeça em negação. – Vai fazer alguma coisa amanhã?
– Sim. Irei terminar de ajeitar minhas coisas. – Respondo, nunca mantendo contato visual. Não quero que ele veja minha fraqueza.
– Pela noite eu venho aqui buscá-la para um passeio. Esteja prepara. – Assinto. Quando vou abrir a porta do carro, ian me puxa pelo braço, fazendo com que nossas faces fiquem quase coladas, tanto é que se ele se inclinar um pouco, ele me beija. Ele lentamente aproxima seu rosto do meu e beija o lugar onde ele bateu, e ele fica lá por um bom tempo, beijando minha bochecha. Quando ele se afasta, vejo um risco de tristeza cruzar seus olhos, mas ele logo retorna ao seu impasse.
Afasto-me e abro a porta do carro. Quando meus pés entram em contato com o chão, a minha vontade é sair correndo para dentro de casa, e assim o faço. Subo os degraus correndo e abro a porta, entrando o mais rápido que posso. Quando cruzo o salão principal, um par de olhos azuis me olha com preocupação.
– Teddy! – Exclamo e saio correndo ao seu encontro, pegando-o num abraço de urso. Eu preciso dele para me acalmar, eu preciso dele para esquecer, nem que seja por alguns minutos, tudo que aconteceu hoje. É engraçado como sua vida pode mudar da água para o vinho tão rapidamente.

 

Notas Finais


Meus anjinhos desculpem por ter ficado tanto tempo sem escrever, por isso vou mandar mais um capitulo.....Sorry, please. I promise not to do it again, if I do it again, you can swear at will ta escrito quase a mes,a coisa
TRADUÇÃO: Desculpem-me, por favor. Prometo não fazer isso de novo, se eu fizer de novo podem me xingar a vontade
I LOVE YOU


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...