História 50 Tons de Swan Queen - Capítulo 13


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Exibições 979
Palavras 2.555
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ei, amores!
Bom, sobre a história...temos somente mais 11 capítulos pela frente. Agora o enredo irá realmente se desenvolver, conforme o livro.
Como sabem a condução das situações pode não ser a mesma, então, não se assustem.
No mais, boa leitura!

Capítulo 13 - Getting ready for dinner


“Sobre reencarnação, eu bem poderia ter sido uma lesma em outra vida.” Meus pensamentos eram completamente sem nexo. 

Eu caminhava devagar, tão devagar que uma mulher que seguia de mãos dadas com um bebê vacilante nos passos ultrapassou-me. Estava retornando para meu dormitório. Talvez eu pudesse colocar algum parafuso em ordem na minha cabeça depois de um belo banho, uma boa porção de espaguete e algumas horas de sono. 

Certo. Eu faria aquilo imaginando que fosse adiantar alguma coisa, mas no fundo sabia que isso só fazia enganar. Eu sempre teria como foco principal de minhas reflexões todo esse envolvimento com Swan. Vontade de apagar a passagem dela por minha vida não faltava em alguns momentos, mas ela estava impregnada em mim, como seu perfume em minha pele. 

Ah, seu cheiro. Logo me veio a lembrança daquela insanidade em plena luz do dia. O cheiro de sexo obviamente mantinha-se em minhas roupas e eu não pretendia abster-me dele tão cedo. 

“Olha só! Regina Mills sendo bipolar. Quer, não quer. Ah, Deus. Se não for para fazer uma solução mágica que resolva todos os meus problemas cair na minha cabeça, eu não quero. Pássaros sobrevoando e fazendo merda, literalmente, o Senhor manda, não é?” 

Mal tinha terminado minha oração atrevida e silenciosa quando trombei com Will, namoradinho de Belle. Nem tinha percebido, mas já estava no corredor do meu quarto e, haja visto a presença de terceiros, não tinha certeza mais se queria realmente estar ali. 

— Desculpa. Eu me distraí. – Retratei-me com o rapaz que respondeu com um sorriso. 

— Olá, Regina! – A moça vinha logo atrás dele – Está tudo...bem? 

Franzi o cenho estranhando o tom sarcástico usado no cumprimento. Abracei-a desconfiada, alternando o olhar entre o casal e mais dois amigos que também saiam do dormitório, todos encarando-me com um sorrisinho de canto. 

— Está tudo ótimo. – Respondi observando suas feições na tentativa de descobrir o que se passava ali – Hã...reunião de estudos ou festinha fora de hora? – Estendi o assunto. 

— Nem um, nem outro. Só estávamos batendo um papo. Estamos programando uma pequena viagem. Mérida te passa os detalhes. Vai ser ótimo, Régis! Um fim de semana em um lugar paradisíaco. Você tem que vir conosco. 

“Esse povo está bêbado? Onde por aqui perto tem lugar paradisíaco? E o que eu faria lá sozinha?” 

— Quem sabe? Vou falar com a ruiva e, se não tiver nenhum compromisso ou prova, posso pensar no seu caso. – Brinquei e lancei-lhe o olhar de satisfação mais mentiroso que consegui. 

— Está bem. Sinto termos que ir logo agora que você chegou. – Os rapazes já haviam caminhado alguns passos, apressando-a – Até mais. 

— Não se preocupe. Vá antes que te puxem pelos cabelos. – Rimos. 

Fiquei observando o grupo sumir corredor afora. Suspirei em alívio e tratei logo de entrar e para pôr em prática os meus planos de descanso. 

“Oh, merda! Eu tenho um encontro à noite.” 

A memória falha só permitiu que eu lembrasse do convite de Emma naquele instante, apesar de tê-lo sido feito à poucos minutos atrás. Isso talharia a parte “descanso” do planejamento do dia, deixando uma Regina visivelmente frustrada. 

Segundos depois de ter fechado a porta atrás de mim, a voz da minha amiga fez-se ouvida. 

— Tudo bem?  

“Mas que raios as pessoas resolveram querer saber se estou bem hoje?” 

— Aham. – Respondi sem ânimo, refestelando o meu corpo na cama. 

— A Dra. Swan veio lhe procurar. Encontrou-se com ela?  

Em suas poucas palavras pude perceber o tom de sondagem. Mérida tentava arrancar alguma informação de mim sem ser explícita, mas digo, ela não era boa nisso.  

— Ah, sim. Encontrei. – Ative-me à responder o básico. 

— Will é mesmo um mentiroso. – A ruiva dizia ao passo que deitava em sua cama com uma revista nas mãos, fingindo interesse na leitura. 

— O que ele fez? – Perguntei. 

— Chegou aqui dizendo que te viu beijando a loira. 

Com certeza se eu estivesse bebendo algo teria cuspido e engasgado. Quando estava com a Toda Poderosa parecia que só existia nós duas no mundo, esquecendo-me que as pessoas têm olhos, ouvidos e boa disposição para fofoca. 

Bufei baixo, apertando os lábios na mesma intensidade que sentia meu peito se comprimir. Só então entendi que parte da minha aflição se dava por estar guardando esse “segredo”. A sensação de sufocamento havia transposto o sentido poético e agora fazia-se fisicamente e com grande intensidade. 

Mirando o teto, movendo minimamente meus músculos, falei em tom quase inaudível. 

— Ele não mentiu.  

— Supus que não mesmo. 

— Ela me convidou para jantar. 

— O que? – Nesse momento, minha amiga deu um pulo de onde estava, indo parar na minha cama, sentando aos meus pés – Você aceitou? 

— Não consigo dizer não para aquela mulher, por mais que eu queira. – Confessei. 

— Ei, por que está com essa cara de esmorecimento? Cadê a animação?  

— Não estranha o fato de eu estar saindo com uma mulher? – Questionei-a. 

— Não. Não vejo problema nisso. 

— Então também não vê problema no fato de termos transado? 

Nenhuma resposta veio de início. Desviei minha atenção do inseto pousado no teto e olhei para seu rosto surpreso. Ela meneou a cabeça afirmativamente, levantando-se em seguida, indo em direção à geladeira. 

— Preciso de uma bebida. 

— À essa hora, Mérida? 

Ela retornou para a minha cama com uma garrafa de vinho e dois copos. 

— Com uma bomba dessa você acha que meu cérebro vai processar horários? – A ruiva serviu-nos, consumindo boa parte do líquido – Então...vocês transaram e... 

— Transamos mais de uma vez e, pelo visto, parece que acontecerá de novo. 

— Não gostou da sua experiência lésbica? Está com a mesma cara de quem come legume amargo. 

— Não é isso. É mais complicado do que imagina ser. Eu...bem... 

— Está apaixonada? – Ela interrompeu-me tentando completar minha fala. 

— Não sei. Essa é a questão. Minhas vontades são proporcionais às suas atitudes. Ela é um amor, eu quero. Ela se mostra arrogante demais, eu desquero. 

— Ah, Regina. Isso é normal, eu acho. Deve ser o mesmo turbilhão de sensações que temos na adolescência quando apaixonamo-nos. Não se preocupe. Se fosse comigo provavelmente estaria pior que você. 

“Adolescentes não mantêm em casa um quarto cheio de correntes e apetrechos de tortura sexual.” 

—  Bem, desculpa por não ter te contado antes. Eu só...estou em conflito comigo mesma. 

— Eu já sabia de tudo. 

— Hã? Como sabia? 

— Quero dizer...eu já supunha que algo tivesse acontecido. Não sou idiota, Régis. Você está completamente diferente desde que saiu com a Dra. pela primeira vez. O brilho dos seus olhos, seu jeito...Só não entendia porque não me contava mesmo eu insistindo e te dando todas as deixas. Somos amigas, ou não? 

— É...somos. -  Fui dar uma golada em meu vinho, não percebendo que a taça já estava vazia. 

— E quanto ao jantar de hoje? Onde vai ser? 

— Eu não sei. Ela só disse que viria me buscar às 20:00. 

— Hum, então o que estamos fazendo aqui paradas? Temos muito trabalho pela frente! – Minha amiga retomava seu espírito agitado em demasia. 

— Que trabalho? Mérida, corta o álcool! 

— Mas como que trabalho, criatura? Você tem cabelo, maquiagem, unha...deixa eu ver – Ela pegou minhas mãos, analisando a aparência do esmalte. 

— Ai, para quê tudo isso? Nem sei o que vai acontecer. 

— Justamente por isso. Anda, vamos logo começar. E a depilação? 

— O que tem minha depilação? 

— Está em dia? 

— Está sim, oras! 

— Então deixa eu ver. 

— Mérida! Para de usar entorpecentes! De onde tirou que vou te...ah, Senhor! Era só o que faltava mesmo. 

— Estou brincando, idiota! Tome um banho, lave os cabelos que vou secar para você. Enquanto isso escolherei um vestido apropriado para a ocasião. 

— Tudo bem, mas, oh, nada espalhafatoso. É um simples jantar. 

Levantei-me indo direto para o banheiro. Até que uma ajuda não seria ruim. Com esse amontoado de nada em minha cabeça, discernir algo seria deveras difícil. Era certo que eu acabaria enfiada em uma calça e blusa qualquer com o cabelo amarrado em um coque talvez.  

Banho terminado, retorno para o quarto encontrando uma ruiva em polvorosa como se fosse ela quem iria passar a noite com Emma. Em cima da cama estava um vestido tomara que caia longo, na cor pêssego. Ao lado, um cinto dourado e scarpins pretos. 

— E aí, gostou? – Minha amiga perguntava ansiosa. 

— Bem, eu...acho demais para a ocasião.  

— Deixa disso. Tudo é demais para você. Vai ficar linda! Senta aí que vou dar um jeito nessa juba de leão. 

— Ei, olha como fala! – Repreendi-a – Não acha que é muito cedo? Só sairei às 20:00. 

Sim. Essa era uma preocupação de minha parte. Como não tinha intimidade com essas coisas de estar/permanecer bem arrumada sempre, temia em desastrosamente colocar todo o trabalho de Mérida no lixo antes da hora. Ela concordou comigo, então, optamos por assistir à um filme para que o tempo passasse mais rápido. 

E realmente foi o que aconteceu. Nem percebemos as 02:23 minutos que se seguiram, no entanto, ainda eram 16:00.  

— Já sei! Tem uma série muito boa que descobri semana passada. Como não entendi bem o início, podíamos acompanhar juntas, que tal? – Antes mesmo que eu desse a resposta ela já estava colocando para assistirmos – Sabia que concordaria. 

— É...Acho que só eu não sabia que eu mesma iria concordar. – Brinquei. 

Levantei e abasteci nossos colos com dois vasilhames de pipoca de microondas. Não havia alimentado direito durante a manhã, fazendo a fome reclamar em voz alta. Dava-se para ouvir os embrulhos de longe.  

Um episódio, dois, na metade do terceiro é que fomos nos dar conta de que faltava somente duas horas para o meu encontro. Minha amiga pegou o secador apressada, modelou meus cabelos em um coque com franjão, passando posteriormente para a maquiagem. Como ela tinha prática nas tarefas, não demorou muito para que eu estivesse quase pronta. Bastava apenas colocar o vestido e calçar os sapatos. 

— Uau! Prevejo uma noite deliciosa, hum? – A ruiva zombava. 

— Me poupe! Sinto que não terá nada disso. 

— Por que? Com um mulherão daqueles, poderosa, cheirosa, porque eu senti o perfume dela de longe, é impossível não ter uma noite perfeita. 

“Ela que não sabe o que tem por trás disso tudo!” 

Meneei afirmativamente com a cabeça, oferecendo um sorriso breve. Vi-a separando algumas roupas e colocando em uma mochila. Estranhei o fato, pois ela não havia comunicado que passaria a noite fora. 

— Vai sair? – Indaguei. 

— Ah, esqueci de te falar! Lembra daquela minha prima que mora na Inglaterra?  

— Aquela que raspou a cabeça? 

— Isso mesmo! Ela veio passar alguns dias em Steveston e como não temos espaço aqui, ficou hospedada em um hotel perto da faculdade. Farei companhia para a doida por hoje e amanhã.  

— Oh, sim. Tudo bem. Sem ninguém em casa...posso dar uma festa, mamãe? – Rimos. 

— Eu até ia tomar banho, mas vou deixar para aproveitar a hidromassagem da suíte dela. Inveje-me. 

Revirei os olhos e nem prestei a responder. Fiquei mirando a televisão, mas desatenta, com o pensamento bem longe dali. 

Assim que a ruiva saiu, vi-me só e desesperada. Sim, provavelmente a Toda Poderosa iria questionar-me sobre o contrato, sendo que eu ainda não havia digerido bem tudo aquilo. A pressão que sentia com o novo, fazia com que me visse cada vez mais distante daquele mundo reverso à tudo o que já tive conhecimento. 

Fui até minha mochila e retirei os livros, espalhando-os sobre o edredom. Peguei o primeiro e comecei a folhear. As palavras iam se embaralhando em meu cérebro. Eu entendia as referências e condutas, porém ainda assim não conseguia enxergar-me naquela posição.  

“Submissa. Isso pode ser...doloroso em demasia. Não sei. Não sei.” 

Contudo, não haviam maneiras de fugir da situação. Uma hora ou outra eu teria que encarar Swan e confronta-la. Na verdade, confrontar à mim mesma e meus receios diante dela. Com isso, peguei um caderno e fui anotando ponto por ponto, aos quais concordaria e discordaria em caso afirmativo à assinatura do contrato. Listei também algumas dúvidas aquém, destacando a folha e guardando-a dentro de minha bolsa em seguida.  

Faltavam apenas 20 minutos para as 20:00. Como eu já conhecia a pontualidade de Emma, vesti-me e calcei os sapatos, ficando por alguns segundos fitando minha imagem no espelho.  

— É...até que não está tão ruim.  

Lembrei-me do perfume que havia ganhado de meu pai no aniversário passado. Quase não o usava, pois era de grande estima. Sua fragrância só foi sentida em ocasiões muito especiais.  

“Isso é mesmo uma ocasião especial?”. Dei de ombros para o meu questionamento interno, uma vez que já havia dado duas borrifadas em cada lado do pescoço. 

Eu ainda analisava a minha imagem no espelho, quando ouvi batidas na porta. Imediatamente meu coração disparou, minha respiração descompassou, o suco gástrico quis subir e minhas mãos começaram a tremer. Eram sempre as mesmas reações, o que deixava as borboletas no estômago, assim como o resto, tão familiares.  

Congelei um sorriso em meu rosto antes de abrir a porta, sendo desfeito assim que vi a figura de um homem alto, parrudo, de barba e costeletas bem feitas. 

— Srta. Mills? Boa noite. Meu nome é Alfredo. Vim em nome da Srta. Swan para levar-lhe até ela. 

“Que...mas que merda é essa? Não arrumei toda para sair com um motorista! Ela tinha que ter me buscado, ou pelo menos ter avisado que não viria! Ai, que ódio!”. Eu espumava de raiva em pensamento, enquanto encarava o ser à minha frente, sem demonstrar minha insatisfação. 

— Boa noite. Só um segundo. Vou pegar a minha bolsa. 

Respirando fundo, virei-me caminhando até minha cama. Recolhi os objetos que levaria, guardei-os e saí sem proferir mais nenhuma palavra. 

Não teci nenhum comentário sobre a ausência de Emma, tampouco fiz qualquer questionamento à respeito. Também não escondi minha frustração com a cara de poucos amigos que mantive dentro do carro, assim como o meu silêncio. 

Demoramos um pouco mais de trinta minutos até chegarmos ao Steveston Seafood House, considerado um dos melhores restaurantes da região. Sua especialidade, obviamente, eram os frutos do mar e o ambiente simples e aconchegante, apropriado para casais que queiram desfrutar de um agradável momento à dois. 

Agradeci o homem quando este abriu a porta do automóvel para que eu saísse. No intuito de não passar a impressão de muita antipatia, lancei-lhe um sorriso antes de dar as costas e caminhar em direção à entrada do restaurante. 

Logo um hostess muito bem apessoado e de postura impecável, veio ao meu encontro receber-me e encaminhar ao setor do local de acordo com minhas preferências. Informei-lhe que uma pessoa estava à minha espera, dando o nome da Toda Poderosa em referência. Prontamente ele indicou-me uma mesa ao fundo de um salão superior, bem afastada das outras.  

E lá estava ela. Mesmo de costas para mim pude perceber o quanto estava linda! Usava um vestido na altura dos joelhos, de tecido fino, na cor verde escuro; a meia manga dava um ar romântico às suas vestes e seu decote traseiro, que ia até na base da coluna, o toque sensual que lhe era peculiar; o cabelo solto em cachos, caíam por sobre os ombros; isso tudo sem contar o deslumbre do Mary Jane nude nos pés. 

Ainda boquiaberta e admirando a magnitude de Swan, lembrei-me de uma frase de Anne Lambert: “A beleza da mulher deve avaliar-se não pelas proporções do corpo, mas pelo efeito que estas produzem.” 

As proporções, os efeitos...tudo ali era descomunal. Definitivamente o adjetivo que lhe atribuí caiu como uma luva: Demônio loiro. 



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