História 50 Tons de Swan Queen - Capítulo 18


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Exibições 284
Palavras 4.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amores, eu prometi atualização no dia seguinte da última postagem e peço desculpas por não ter conseguido. Tive alguns problemas familiares e hoje machuquei minha mão esquerda, comprometendo por enquanto alguns movimentos. Mas como os capítulos finais estão pré-preparados, acredito que não terei maiores problemas em postar. Sim, teremos mais ou menos mais seis capítulos até o fim. Está quase acabando...Nessas condições eu peço: perdoem os erros e não desistam de mim!
Bom, sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 18 - Are you ready?


Sinceramente achei que a semana seguiria mais lenta, tediosa e torturante. Estava enganada. Os dias de clima ameno contribuíram para que eu não entrasse em colapso pelo TCC apresentado, a pressão sobre uma fase da vida à ser concluída e a inicialização de outra sob novas e mais pesadas responsabilidades.  

Eu ocupava o meu tempo com o acerto das arestas dos estudos. Isso era incrível, pois a displicência que tomou-me desde que conheci a Dra. Swan, iria acabar prejudicando-me irreversivelmente. 

Tentei controlar e regrar meus horários, inclusive os de alimentação. Curiosa sobre como as pessoas normais faziam para comer bem e ainda manter o dia-a-dia agitado, procurei por alguns tutoriais na internet e, pasmem, achei coisas interessantes à respeito. Tirei uma tarde para acondicionar alimentos cozidos em potinhos individuais, sendo a quantidade exata de uma refeição, assim facilitando na hora de comer. Era só esquentar e pronto! Lá estava uma Regina bem alimentada e disposta.  

Sim, eu estava ocupada com várias tarefas, inclusive a da minha mudança. Terminando o curso, eu teria que entregar o dormitório. Eu não, Mérida. Nós, aliás. Ela sugeriu que fôssemos morar em um loft no centro de Steveston, lugar de ótima localização, porém havia muito o que ponderar. Não era uma decisão do tipo “o que vestirei mais tarde”. Programamos uma visita ao local e em mais alguns outros na próxima semana. Por incrível que pareça, não empolguei muito com o fato, não sei porquê, mas era necessário. 

E mesmo com tudo isso, havia algo do qual eu não conseguia livrar-me: Emma. Vez em sempre ela invadia os meus pensamentos, fazendo-me sorrir abobalhada. E como eu poderia imaginar que estaria em tal posição, envolvida com uma mulher do porte da Toda Poderosa, tendo relações, digamos, não muito convencionais? Nunca havia parado para pensar em perfeição e beleza feminina antes dela. Nunca havia reparado nos trejeitos encantadores que uma mulher pode ter e no quanto eles têm o poder de dominância por si só. E não se tratava apenas de atributos físicos. Sua perfeição remetia à atitude, à pegada forte, ao sex appeal. Deus! Quem não queria ter um Demônio Loiro desses inspirando seus dias?  

Eu tinha. Não como gostaria exatamente, mas tinha. Swan, em toda a sua contradição sentimental, havia dito que sabia das minhas intenções, porém não era certa a possibilidade. Feliz me deixou com a esperança de que tentaria. Não existia uma definição do que era “tentar”, mas não queria pensar naquilo e ficar atordoada. Alguns dias de paz mental estavam sendo ótimos para mim e eu gostaria que permanecesse um pouco mais assim. 

Emma enviava mensagens diárias sempre no mesmo horário. Metódica, virginiana. Eu tomava os sms’s quase como um despertador se fosse preciso lembrar de algo. Assustador e necessário ao mesmo tempo.  

De certa forma, não via a hora dessa fase de adolescente boba e apaixonada passar, firmando um sentimento maduro. A sensação era boa, mas já andava ultrapassando os limites do aceitável. O coração disparado, o estômago revirando...caos interno como um gozo interrompido.  

Sexta-feira. Dia de euforia para muitos, chateação para outros e tanto faz para mim. Provavelmente eu usaria os dias de folga para organizar meus livros e roupas para facilitar no caso da mudança.  

Resolvi começar a “faxina” assim que terminei de tomar minha xícara de café preto, acompanhada pelas notícias matinais do telejornal. Engraçado como acumulamos coisas desnecessárias ao longo do tempo e nem nos damos conta disso. Não tinha meia hora do tira e põe de objetos da pequena estante e dois sacos estavam cheios de cadernos velhos de anotações, obras sem utilidade para mim e outros materiais sem sentido. Isso trazia um bem enorme, como se junto com o inútil, fossem embora as coisas ruins.  

Comecei a utilizar a cama de Mérida como depósito temporário quando repentinamente ouvi "Singin’ In The Rain". Por brincadeira, minha amiga e eu trocamos os toques do telefone e esqueci de alterar de novo. Ri da idiotice, desfazendo o sorriso idiota ao verificar quem ligava. 

“Emma. Ai, meu Deus! O que eu faço? Atendo, não? Por que fiquei nervosa? Será que aconteceu algo?” 

- Alô. – Tentei disfarçar o incômodo que as borboletas saltitantes faziam dentro de mim. 

- Ei! Como vai, morena?  

- Eu...estou bem. E você? Imaginei que fosse mandar uma mensagem à noite. 

- É possível ainda. Nada impede que eu o faça e te ligue também. Algum problema? 

- Não. Não. Imagina. É bom, sempre bom ouvir sua voz. 

- Posso afirmar que a recíproca é verdadeira. - Seu tom malicioso fazia-me perder a firmeza das pernas – Na verdade, eu deveria estar em preparação para uma audiência importante. Se me visse como uma fugitiva dentro do banheiro iria achar cômico. 

- Já estou só de imaginar. – Dei uma breve risada – Está se escondendo somente para falar comigo? – Meu ego inflou à ponto de quase explodir. 

- Eu...queria saber se tinha esquecido do nosso encontro amanhã. 

“Caramba! Amanhã é sábado! Ela comentou que queria me ver! Droga! Sim, esqueci.” 

- Não. Como eu esqueceria? Onde devo lhe encontrar? 

“Se fosse o Pinóquio estaria ferrada agora, Regina!” 

- Em lugar algum. Vou te buscar. 

“Como se eu acreditasse que não será o troncho do Alfredo...” 

- Tudo bem. Em qual horário?  

- Às 21:00. Pode ser? 

- Claro! Estarei pronta em seu aguardo. 

- Ótimo! Eu tenho que ir. Se cuida!  

- Você também! Até amanhã. 

- Até... 

Silêncio do outro lado da linha, mas a ligação não tinha sido interrompida. Podíamos ouvir a respiração e sentir a tensão uma da outra, no entanto, ninguém cedia. 

- Emma? 

- Tchau, Regina. 

- Tchau. 

Criei coragem e encerrei aquela breve conversa. Minhas mãos tremelicavam e um nó formava-se em minha garganta. Algo ficou por se dizer e, de minha parte, bem sabia o que era. Da parte de Swan poderia ser imaginável, o que dobrava a minha angústia. 

“É só dizer. É só se abrir, por favor.” 

Quase que imediatamente da ligação da Toda Poderosa, veio a da ruiva. Por mais que eu tentasse disfarçar, ela conhecia-me perfeitamente bem, sendo impossível esconder algo. 

- Oi. 

- Oi. Tudo bem? 

- Está sim. Trabalhando? 

- O que houve contigo? 

- Nada. Por que? 

- Sua voz está diferente.  

- Não é nada demais. 

- Esse nada demais tem o cabelo loiro? 

- Mérida... – Suspirei – Sinceramente não sei se te amo ou se te odeio. 

- Me ama. Diga, o que ela fez dessa vez? 

- Ligou. Temos um encontro amanhã.  

- Ah, Regina. Nem sei o que dizer mais com relação à isso. Em alguns momentos parece que está tudo certo e em outros você se confunde toda. Não consigo definir o quanto ela te faz bem ou mal.  

- É complicado, amiga.  

- Por que você não esquece essa mulher? Vá procurar respirar novos ares, conhecer gente nova, interessante.  

- Não é simples assim. Algo em Emma me prende. Eu quero... – Respirei fundo buscando coragem – Eu quero essa mulher sendo minha. É isso. 

- Acredita nessa possibilidade? Acha que daria certo? 

- Nunca saberei se não tentar.  

- Está tentando e pelo visto não anda funcionando... 

- Nada foi explicitado. Não tenho como afirmar. 

- Regina, lhe farei uma pergunta e espero sua resposta sincera. 

- Pois faça. 

- É isso mesmo que você deseja? Um relacionamento sério com ela? Ou é apenas apego à algo novo e que te agradou? 

“Porra! Definitivamente eu odeio essa ruiva!” 

À partir do momento em que alguém te faz uma pergunta dessa categoria e você pensa, é porque existem dúvidas. A certeza não está 100% presente, o que complica um pouco mais as coisas. Contudo, acredito que somente a morte é certa para todos nós nesse mundo. De resto, o 100% era ilusório. 

- Eu preciso saber o que vai acontecer. Nunca terei paz em minha vida se assim não fizer. 

- Não tem medo de se machucar ainda mais? 

- Que pergunta idiota! Claro que eu tenho! Só que...Mérida, permiti que meus medos me talhassem de muitas experiências ao longo desses anos. Sempre fui a “certinha”, a que nunca fugia das regras, a que não explorava o mundo. Eu preciso disso. Eu preciso que seja a Emma. 

Eu sabia que minha amiga adquiriu uma birra da loira por conta do episódio em que desatei a chorar, incerta dos meus sentimentos. Não tirava a sua razão. Faria o mesmo ou até pior por conta de quem estimo. No entanto, a ruiva só tinha conhecimento de parcialidades do meu relacionamento com aquele Demônio Loiro, se assim podia se chamar. Era uma proteção, e eu a agradecia por isso. 

- Então te apoiarei em qual for sua decisão. Só não quero te ver sofrendo.  

- Eu também espero que não veja isso. 

- Certo. Não liguei para falar da sua namoradinha rica.  

- Então para o que foi? 

- Tive uma idéia para você arrumar um emprego.

- Mesmo?

- Vim fazer um trabalho avulso em uma afiliada local da ABC. Eles têm o departamento jurídico e acho que seria uma ótima oportunidade para você. Que tal?

- Não é má idéia. Ao menos terei contato com minha área. Bem, não exatamente, mas preciso de um começo.

- Justamente o que pensei. Vou te passar o endereço depois e você trás seu currículo. Eu poderia te dizer para encaminhar por email, só que fica impessoal demais. O cara à cara define muita coisa que sequer sonhamos.

“Eu que o diga. Minha vida está uma bagunça justamente por causa de um ‘cara à cara’ com uma advogada famosa.”

- Certo. Farei isso semana que vem. Estou...organizando algumas coisas minhas. Não sei se nos mudaremos mesmo e quando se dará, então, estou me precavendo.

- Parabéns e boa sorte. O máximo que farei será enfiar tudo dentro de caixas e só. – Rimos – Preciso ir. Tenho um rostinho sardento para maquiar. Até mais tarde.

- Até mais tarde.

Desliguei a chamada, jogando o celular posteriormente na cama, bem como o meu corpo. Essa interrupção na tarefa que eu estava executando, fez com que o desânimo se abatesse sobre mim. Liguei a televisão em um desses canais de séries de comédia e distraí-me com a programação. Tanto que as horas passaram sem que eu percebesse.

Mérida chegou, jantamos, conversamos um pouco sobre trivialidades e fomos dormir. Acordei sem a ruiva por perto e praguejei-me sentindo um alívio culposo. Ela era incrível, porém, cansava a paciência em certas ocasiões com seus falatórios infindáveis.

Procurei não pensar muito no encontro que teria logo à noite para não aumentar a ansiedade que já se fazia presente. Será que todas as vezes seria assim? Um nervosismo latente, um medo crescente de que algo desse errado, de que fosse a última vez. Adoraria  dissipar essa angústia de dentro do meu peito e esperava que se desse o quanto antes.

Saí para comprar um vestido, fazer as unhas, ajeitar o cabelo e o que mais fosse necessário. Nunca tinha tomado aquela atitude por conta própria, algo que de fato era de se comemorar. Mudanças são, em geral, bem vindas, e aquela, de certa maneira, mesmo que na intenção de agradar à Swan, beneficiaria à mim mesma.

Funcionou a intenção de ocupar meu tempo e desanuviar a minha mente. Retornei para o dormitório apenas ao tempo de vestir-me, retocar maquiagem e cabelo. Como de praxe, fiquei mirando a minha imagem no espelho por longos minutos, ora achando um defeito, ora admirando a bela morena que meus olhos viam refletida.

20:57 e o “toc-toc” na porta fez-se ouvido. Não atingiu-me de nenhuma maneira, pois já estava farta de receber o motorista da Toda Poderosa, que acabara tornando-se meu também. Atendi já com um revirar de olhos e uma bufada nada discreta.

“Puta merda!”

Fiquei boquiaberta e paralisada quando, ao invés de Alfredo, vi uma loira distinta e elegante à encarar-me.

- Boa noite, senhorita. – Seu sorriso dispensava iluminação artificial de qualquer espécie – Pronta?

- Sempre. – Demorei alguns minutos para responder e esboçar uma reação amigável – Só um segundo que vou pegar minha bolsa.

Emma assentiu, estendendo a mão para mim assim que retornei. Seu nariz veio direto ao meu pescoço, inalando meu perfume, fazendo meu corpo todo arrepiar-se.

- Está tão bonita, tão cheirosa!

Nada à se comparar com ela. O Demônio Loiro usava uma blusa preta de seda e saia justa um pouco acima dos joelhos em estampas preto e branco. Seus cabelos soltos caíam em cachos pelos ombros e os sapatos em tom creme davam um ar mais elegante ao look. Já eu, optei por um vestido vermelho, meia manga, recorte reto indo até a metade das coxas, em conjunto com Mary Jane azul marinho. Prendi os cabelos em um leve topete e maquiei-me aparentando a maior naturalidade possível.

Eu estava deveras surpresa com sua presença e, oh céus, agradecia imensamente por não iniciar a noite já frustrada. O contato físico, que até à pouco tempo era velado, dava-se com naturalidade agora. A Toda Poderosa parecia não ter nenhuma preocupação quanto à ser vista de mãos dadas comigo andando pelo campus. Sentia-me envergonhada à princípio, mas tudo nessa vida é questão de costume. Isso não seria diferente.

Entramos no carro, seguindo entre risadinhas e outras frivolidades. Apesar de ter toda a minha atenção voltada para aquela mulher exuberante ao meu lado, percebi que não era o mesmo caminho que fazíamos até sua casa. Estranhando o fato, questionei-a:

- Para onde exatamente estamos indo? À algum restaurante?

- Não, querida. – Ela olhou-me de soslaio – Já estamos quase lá.

E realmente estávamos. Não demorou muito tempo para que o automóvel parasse frente à uma casa. Bom, ao menos aparentava ser uma. Logo um rapaz bem apessoado veio até nós, recebendo-nos com extrema gentileza e destreza de trato. Pegou a chave da mão de Emma, fazendo sinal com o braço para que entrássemos.

“Mas o que é isso? Fico com medo e saio correndo?”

Foi o primeiro pensamento que tive ao adentrar o local. Era uma casa, um bar, um restaurante? Os vários ambientes davam-me várias impressões e confundiam-me por completo. Pessoas transitavam excitadas, contidas, casais, em individualidade. À cada passo uma indagação e surpresa maior.

- Onde estamos? – Não contive minha curiosidade apressada.

Notando meu desconforto pela ignorância do que se passava, Swan deu uma pequena lambida em meu pescoço antes de sussurrar:

- The Club. Sim, eu sei, bem clichê o nome, mas te garanto que o que se passa aqui dentro não tem nada de convencional ou enfadonho. Estamos em um espaço para diversão e prática de BDSM. Aqui se encontra eventos de integração, workshops, festas...tudo o que se pode desejar dentro dessa temática. – A Toda Poderosa ia dizendo, eu ia ouvindo e um fio de receio e excitação ia percorrendo o meu corpo. Minha respiração ficou desregulada, obrigando-me a morder o lábio em contenção – Regina, olhe para mim. – Emma segurou em ambos os lados do meu rosto – Quis te fazer uma surpresa. Te trouxe aqui para que visse que não há nada demais na prática, para desmistificar seus medos. Podemos apenas sentar, tomar uma bebida, conversar um pouco e ir embora. Não temos obrigação de absolutamente nada. Podemos sair daqui imediatamente também, se assim for do seu agrado. Tudo o que fizermos será em comum acordo. Você quer ir ou ficar?

“Eu quero sumir. Tem essa opção? Socorro, Senhor! O que eu faço?”

Engoli à seco pensando na resposta. Pensamentos desconexos e complexos povoavam minha mente e eu não conseguia discerni-los, organizá-los.

- Vamos ficar. – Respondi de supetão, impulsivamente e torcendo para não arrepender-me em um evento posterior.

Ela sorriu, obviamente aliviada e satisfeita com a resposta. Caminhamos mais um pouco, sentando-nos em uma mesa pequena. O ambiente, iluminado por lustres baixos e decorado em tons escuros, tinha um ar sofisticado e aconchegante. Percebi algumas pessoas olhando-me, e isso incomodou um pouco. Era tudo diferente, estranho, como se quisessem desnudar-me.

- Isso é um bar apenas. Não existe perversão ou o que quer que seja. Aqui é onde bebemos um drink, relaxamos, se for da intenção, fazemos novas amizades. A diferença para qualquer outro clube noturno é que se tem um espaço para a prática em questão, Mills. Relaxe. Apenas relaxe. – O Demônio Loiro falava como se pudesse ler meus pensamentos – O que deseja beber?

- Gin?

- Isso é uma pergunta ou uma afirmativa?

- Afirmativa. Um gin, por favor.

Emma sorriu, repousando sua destra em minha perna. Acompanhei o movimento de sua mão, que refletia diretamente no meu sexo. Ela levantou-se, indo até um balcão próximo de onde estávamos. Em poucos minutos retornou com duas taças do incrível Ginebra San Miguel. Apesar de não ser devidamente familiarizada com destilados, as poucas vezes que tive contato com a bebida, agradaram-me bastante.

 Eu não podia negar o espanto diante do local onde a doutora trouxe-me, nem tampouco a excitação que sentia por estar ali. Sim, o ambiente exalava extrema sexualidade e isso, de fato, iria contribuir para que eu relaxasse, como Swan recomendou.

A música era agradável, os murmurinhos também; a companhia da Toda Poderosa nem se fala! Aos poucos fui adaptando-me, esquecendo por completo o que provavelmente estava por vir. Conversávamos animadamente. Mantinha-me um tanto quanto “leve”, devido ao álcool que fazia seu efeito devastador em meu organismo. Por mais estranho ou incrível que parecesse, eu estava adorando tudo aquilo cada segundo mais.

De repente, uma mulher muito sexy aproximou-se de nossa mesa. Ela trajava uma calça de couro, um top, botas de salto agulha e seus cabelos longos, negros, bem tratados, iam até a cintura, garantindo um “quê” de sensualidade à mais. Sorridente, a morena sussurrou algo no ouvido de Swan, fazendo-me inclinar o corpo levemente em uma tentativa falha de ouvir o conteúdo da conversa, na verdade, do monólogo. Foram segundos, mas o suficiente para que eu estreitasse os olhos, enciumada pela maneira como a loira sorriu ao ver a mulher afastando-se.

- Eu vou me retirar. Em alguns instantes uma pessoa virá até você e te levará onde estarei. Tudo bem?

- Você...Emma, vai me deixar aqui sozinha? – Franzi o cenho, descrente e confusa.

Ela aproximou-se de mim, circundou meus lábios com a ponta da língua, dando-me um beijo lascivo em seguida.

- Confia em mim? – Ela entoou maliciosamente sua voz.

- Sim. – Minha resposta foi afirmativa, porém hesitante.

E assim deu-se. O Demônio Loiro levantou, caminhou até uma escada próxima, subindo os degraus rebolando. Ela sabia que eu a observava e aproveitava-se disso para provocar.

“Filha da mãe! Deus, o que estou fazendo? O que estou prestes a fazer?”

Meu coração acelerou, meu corpo aqueceu em tempo recorde. A face ruborizada com certeza denunciaria a ansiedade e o temor que me acometeu. A última dose de bebida havia acabado e eu nada mais podia fazer senão tamborilar os dedos na mesa, nervosa.

Não sei mensurar o tempo certo, se foram minutos tantos ou poucos. Tomando-me de sobressalto, a mesma morena estendeu a mão para mim, ao passo que eu erguia uma sobrancelha à espreita.

- Pode acompanhar-me, senhorita?

Não respondi em palavras. Apenas meneei a cabeça afirmativamente, oferecendo-lhe um sorriso inquieto. Levantei-me seguindo pelo mesmo caminho que Emma fez, atrás da mulher que igualmente rebolava como minha loira.

“Preciso aprender a fazer isso com maestria.”. Fiz uma nota mental.

Paramos frente uma porta talhada, no centro do corredor extenso. A morena exuberante fez menção para que eu girasse a maçaneta.

- Obrigada. – Ela apenas sorriu, seguindo por outro corredor lateral.

Entrei no quarto, sem saber o que esperava por mim. As luzes estavam apagadas, não permitindo meu vislumbre de absolutamente nada.

“Onde está você, Swan? Acho que já me arrependi disso.”

- De joelhos. – Eu reconheceria aquele som onde quer que estivesse. Sua voz era firme, mantendo todo o seu poder nela.

Repentinamente alguns pontos de luz foram acessos.

- Uau!

O quarto era decorado em tons de preto, vermelho e cinza. Eu não seria capaz de descrever cada objeto ou móvel ali presente, mas muito se assemelhavam ao quarto que Emma mantinha em sua mansão.

- De joelhos. – Novamente a imposição ecoou no ambiente.

Fiquei sem saber como agir, como reagir. Lembrei-me de alguns trechos que li dos livros que a Toda Poderosa havia me dado e das pesquisas na internet. Mesmo hesitante, ajoelhei-me sobre o tapete bordô, com os olhos circundando o local pouco iluminado parando em minha...Mestra? Foi então que reparei que ela trajava somente um conjunto de lingerie em couro.

 A loira estava sentada em uma cadeira parecida com essas de rei e rainha, segurando em sua destra, um chicote preto.

- O que...o que eu faço agora? - Uma risada estridente fez-se ouvida. Ao invés de sentir o descompasso das batidas do meu coração, pude notar um filete de medo percorrendo em minhas veias.

- Eu te autorizei a falar? A olhar-me? Venha aqui, agora! – O clima, vinculado com sua voz impositiva, causava-me um leve grau de temor. Conforme ordenado, fui engatinhando até ela. Não conseguia encará-la, mas podia sentir o peso de seus olhos verdes sobre mim. Repentinamente senti meu rosto queimar em um tapa - Isso é para você não falar antes da minha permissão, querida. - Agora, levante-se e tire a roupa. – Ardia o local da punição e eu tinha certeza que estava marcado. Sem delongas, receosa de ser castigada novamente, levantei e fiz o que ela mandou – Isso...gosto assim...- Swan levantou-se, aproximando perigosamente do meu ouvido - Preparada para momentos de dor e prazer, morena? – Apenas meneei positivamente com a cabeça, não arriscando a cometer nenhum deslize – Boa garota! – Emma falava entre dentes, sorrindo de forma maliciosa. Ela pôs-se atrás de mim e quase de imediato tive uma breve sensação gelada em meus pulsos, atentando para o fato de que eram algemas os prendendo. Em seguida, a dor surda de uma corda, amarrada e apertada em volta dos meus cotovelos. - Eu não quero ouvir um pio. Se desobedecer, já sabe que irei castigá-la impiedosamente.

De volta à minha frente, a Toda Poderosa deslizou os dedos suavemente em cascata sobre os meus seios. Seu toque suave abrandou o meu temor, fazendo-me ansiar por mais. Ledo engano. Bruscamente aquilo tornou-se grosseiro, apertando e puxando meus mamilos. Prendi a respiração, ofegante silenciosamente com a dor, mas mesmo assim senti o líquido de minha excitação acumular-se entre minhas pernas.

 - Sabe contar? – Sua pergunta surpreendeu-me e somente fiz que “sim” em gesto.

Suas mãos pegaram uma palmatória de madeira na mesinha posicionada ao nosso lado. Meu clitóris pulsava, contrariando o meu cérebro que insistia para que eu corresse fugida dali. Com firmeza, Swan segurou meu seio direito, apertando o mamilo sensível em direção à ela. Uma onda de dor percorreu-me, fazendo prender o ar, reprimindo um urro sentido quando observei arder minha carne.

- Boa garota! Conte!

- Um. - Minha voz trêmula denunciava minha ambigüidade de sentimentos quando o seio esquerdo fora atingido.

Contei quatro vezes até sua língua mover-se suavemente acariciando e sugando cada mamilo aliviando a dor. Não sei qual efeito adverso aquilo fazia em mim, pois acabei por gozar, sentindo o melzinho quente e espesso  escorrer pelas coxas.

- Isso, garota! Venha aqui!

Swan inclinou-me para parte de trás de um sofá de couro, expondo todo o meu sexo. A alça de sua palmatória deslizou pela minha bunda até friccionar levemente minha buceta molhada pelo orgasmo recém atingido.

- Me diga: está gostando de sua Mestre a  tratando assim?

- Sim.

- Sim o que?

- Sim senhora.

- Eu vou te machucar agora. Sei que quer, então terá que pedir. Peça para ser castigada!

 - Por favor, Mestre, me castigue! – À essa altura do campeonato já não havia hesitação que me contivesse.

Eu quis dizer cada palavra que eu disse. Para mim trouxe uma dor muito mais intensa do que prazer, mas eu sabia que aquele Demônio Loiro queria proporcionar-me contentamento, obviamente retirando a sua parcela de gozo.

- Sinta-se à vontade para chorar. – Seria cômico dizer que a permissão ao choro também trouxe alívio para o incômodo físico.

A palmatória desceu em minha bunda, várias vezes e ela continuou até que eu chorei em um suave grito de dor. Em seguida, Swan estendeu a mão e pegou um punhado de meu cabelo, puxando-o dolorosamente. Senti quatro de seus dedos penetrarem a umidade da minha buceta. Ela entrava e saía de dentro de mim aumentando a velocidade gradativamente.

Havia ali um misto de sensações desconexas: minhas mãos amarradas de forma tão cruel nas minhas costas, meus mamilos ardendo em dor, minha bunda ardendo pelo espancamento, e agora seus dedos fodiam tão duramente que fizeram-me chegar ao ápice de forma única, intensa. Meu corpo sofria espasmos incontrolavelmente, enquanto o ataque de sentimentos trovejou através de mim.

- Ah, que delícia você gozando para mim, sua safada!

Quando meus tremores começaram a diminuir, Emma empurrou-me para baixo, em meus joelhos, passando a ficar de frente. Ainda puxando meus cabelos, a Toda Poderosa levou os dedos que me comiam com maestria até minha boca, fazendo movimentos como se estivesse a fuder. Usei minha língua para chupar meu próprio mel, sugando, lambendo, fartando-me do que era oferecido.

- Uhhhhhhhhhhhh... - A loira soltou um gemido gutural em puro prazer, puxando a minha cabeça para entre suas pernas. Ela arredou o tecido da calcinha para o lado, friccionando a buceta em meu rosto – Pooorraaaa... – Respingos do seu líquido quente lambuzaram minha boca e eu sorri, apenas sorri mesmo com a respiração e o corpo em condições deploráveis – Ah, Regina, isso foi maravilhoso! – O peito arfando a atrapalhava na fala – Agora, responda-me. Está pronta para mais um pouco?

E eu estava. Eu estava pronta para muito mais.



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