História 50 Tons Mais Escuros de SwanQueen - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 490
Palavras 3.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Going Steady


Fanfic / Fanfiction 50 Tons Mais Escuros de SwanQueen - Capítulo 8 - Going Steady

Certa vez me perguntaram sobre minhas paixões, e desde então venho refletindo sobre esse sentimento colérico, que provoca dor, loucura, e que faz eu me sentir cada vez mais viva, mais inteira, não sei bem ao certo, já que paixão é algo não muito “explicável”. Para mim, quem não tem paixões é bom tirar a pressão, pois pode estar morto. E eu? Estava bem viva e consciente de que queria experimentar por completo o que é mergulhar de cabeça em uma paixão avassaladora, esta apelidada carinhosamente por mim de Demônio Loiro.

Talvez eu tenha me precipitado ao lançar-lhe uma "bomba" sem prévio aviso, mas desde quando isso é algo que se anuncia? É como comunicar a morte: não tem uma maneira branda, correta. Eu sabia que a tinha surpreendido de uma maneira que talvez ninguém tivesse feito até hoje. Essa certeza se dava pelas suas feições: cenho franzido, a boca entreaberta, e o movimento do peito como quem puxava o ar para falar, porém desistia no meio do caminho. Emma estava estática na minha frente já há alguns segundos. Ou seriam minutos? Ah, pouco importava, e nem se eu quisesse conseguiria mensurar. A Toda Poderosa não reagia, passando o silêncio a enervar-me mais do que eu já estava nervosa.

- Você não vai dizer nada? - Em um súbito impulso corajoso, indaguei-a.

- Eu…sinceramente, Regina, não sei o que fazer contigo.

- Como assim? 

- Você me deixou sem palavras, e ninguém me deixa sem palavras.

Aquela fala acendeu a chama do orgulho dentro de mim. Tive que fazer um esforço sobrehumano para não esboçar nenhuma reação que viesse a interromper de alguma maneira o momento ímpar onde Swan confessava ter sido "derrotada" por mim em uma baralha - mesmo que sem querer. 

- Levando em conta que imagino ter visto o esboço de um sorriso formar-se em seus lábios, vou tomar o que acabou de relatar como um elogio.

- Meu bem, estamos cansadas, não dormimos direito. Acredito que poderemos conversar melhor após tomarmos um belo banho e tirarmos um cochilo. 

- Eu não farei nada disso sem antes você definir se aceita ou não um novo acordo. 

Respirando profundamente e prendendo o ar em seus pulmões por alguns instantes, o Demônio Loiro levou ambas as mãos aos cabelos, esvoaçando-os. 

- Certo. Venha. - Ela deu alguns passos e entrou em seu quarto, deixando a porta aberta, comigo entrando em seguida e fechando-a de costas, com o pé - E quais seriam os termos do acordo que pretende me propôr? 

- Não existem muitos. Também não os redigi e registrei em cartório, tal como você fez. O que quero é bem simples. Eu aceito ser sua submissa, aceito experimentar todas as práticas de BDSM contigo, desde que tenhamos um relacionamento baunilha também. Pouco me importa se isso é aceitável, se isso é possível. Eu preciso que você defina o que somos uma da outra.

- Deixa eu ver se entendi. - Emma sentou-se na beirada da cama tirando os sapatos - Você quer que nos rotulemos…namoradas? E dentro desse relacionamento baunilha, que estejam inclusas as práticas sexuais que já lhe apresentei anteriormente?

- Basicamente isso. Quero que nos rotulemos sim. A minha necessidade não é nem tanto do nome, mas sim do que ele traz. Quando você rotula uma relação, dá um sinal de que existe um interesse maior. Preciso sentir que você está investindo de verdade em mim. E eu acredito que isso seja muito natural porque, quando se fala em relações, se fala em envolvimento e segurança, é isso o que o rótulo traz. Quero que sejamos namoradas que praticam o BDSM de vez em quando, em suma.

- De vez em quando?

- Já está de bom tamanho à princípio, não? O progresso é lento, mas existe. - A Toda Poderosa deu uma breve gargalhada. 

- Se você me conhecesse de verdade, jamais proporia tal disparate.

- Eu conheço o suficiente. Não que eu não queira, que eu não pretenda conhecer mais, mas sei que não é uma pessoa ruim. Isso basta. E, sinceramente, não entendo o porquê de você insistir em dizer essas coisas.

- Regina, é complicado…

Tomada por impulso, fui aproximando-me devagar, sentando ao seu lado e roçando meu rosto no dela.

- Dessa vez não precisaremos de assinaturas, cartórios, formalidades, nada disso. Seremos só…eu e você.

Swan ficou encarando-me durante um tempo. Alguns instantes que me fizeram questionar se aquela atitude que tinha tomado era assertiva ou não. Repentinamente, seus longos dedos entrelaçaram nos meus cabelos e, quando dei por mim, sua boca já possuía a minha, explorava, mordia, gemia dentro dela. Era instantâneo. Toda vez que o Demônio Loiro agia imperiosamente, minha respiração ofegava junto com minha vagina que pulsava. Talvez eu ainda tivesse um pouco de receio quanto ao que aconteceria dali para frente, mas eu não queria pensar no depois. O agora estava perfeito demais.

- Faremos como você quiser. - O sussurro foi dado em meu ouvido, logo após uma mordida no meu lóbulo - Preciso te pedir em namoro formalmente, como…em filmes?

- Não. Já me basta a certeza de que estamos em um relacionamento monogâmico.

- Estamos. Estamos sim. Agora…banho e cama! Podemos conversar melhor depois. 

Ela tinha razão. Por mais que tenhamos dormido na casa de Von Straten, o descanso não fora suficiente. E pelo o que entendi de suas intenções, passaríamos o dia "namorando". Puta merda! Essa palavra fez meu estômago revirar em cambalhotas. Depois de tudo o que senti, tudo o que vivi, lá estava eu oficialmente namorada da Dra. Emma Swan. Quem diria, não? Quem diria que um dia eu alcançaria esse patamar? Quem diria que uma simples e tímida estudante de direito seria a companheira da poderosa e desenvolta advogada criminal? Ah, ninguém poderia sequer supôr algo do tipo. Contudo, lá estava eu, contrariando a lógica do universo.

- Vai tomar banho comigo? - Perguntei ao vê-la se levantar e caminhar em direção à porta.

- Melhor não. Não consigo resistir à sua bunda exposta para mim. Eu irei para o banheiro social. Volto para dormirmos juntas. Tudo bem?

- Tem outra opção? 

- Temo que não. 

- Sendo assim, te espero.

- Não demoro.

Um aceno por parte de Emma e um suspiro por mim. Ao primeiro instante à sós, fiquei tentada em permitir o meu corpo tombar na cama para que meus olhos mirassem o teto enquanto eu sonhava e delirava com o que tinha acabado de acontecer, principalmente com o que viria em seguida. Essa era a minha vontade suprema, no entanto, eu sabia que se a Toda Poderosa retornasse e me encontrasse ainda com os trajes da festa, teria motivos para repreender-me com razão. 

Com a lentidão que minha preguiça instaurou em meu corpo, fui tirando as minhas vestes e seguindo para o banheiro. O chuveiro parecia adivinhar a temperatura ideal para a água no qual gostaríamos de tomar o banho. Meu corpo reagia às dores enquanto eu me limpava. Consequências de uma foda tripla e intensa que agora não me parecia tão ruim. 

"Nossa, preciso mesmo dormir direito. Já estou começando a ter pensamentos distorcidos."

Não sei quantos minutos fiquei ensaboando e enxaguando meus braços, pernas e barriga, só sei que as pontas dos meus dedos estavam começando a enrugar. Estranhei o fato de Swan ainda não ter aparecido e reclamado a minha presença. Talvez, ela também tivesse perdido a noção do tempo, relaxando os músculos debaixo d'água.

Enrolada na toalha, fui até seu closet ,onde peguei um de seus camisões para vestir. 

"O que será que essa mulher está fazendo?" A pergunta martelava em minha cabeça me incomodando em grau máximo. Eu não conseguia ouvir nenhum barulho, vibrações de movimentos, nem nada parecido, mas obviamente esse silêncio se dava pelo tamanho da residência. Um desconhecido perderia-se por entre os corredores e vários cômodos. Resolvi descer, já que esse desassossego tirava a minha paz. Ao avançar pelas escadas, nem precisei ir tão longe, pois a voz sussurrante do Demônio Loiro estava bem debaixo de mim. 

- Eu não posso esquecer o que aconteceu! Não dá para simplesmente apagar um fato. (…) Eu só não quero e nem posso colocar a vida dela em risco. (…) Mal, você sabe como lidar com isso, eu não. (…) Então vai me ajudar? (…) Certo. Vou entrar em contato com algumas pessoas e verificar quais providências podemos tomar. (…) Obrigada.

Tão logo percebi que a conversa havia terminado, corri de volta para o quarto. Por sorte eu estava descalça e era mestre em me esgueirar sorrateiramente. E mais sorte ainda foi eu não ter aplicado os meus dons de uma boa desastrada naquele momento. Deitei-me cobrindo o meu corpo até o pescoço, quase sumindo por baixo do edredom felpudo e cinzento disposto na cama. Minha respiração era irregular, e minha apreensão crescia a cada segundo.

"Por que diabos Emma estava falando com Mal? O que significa 'colocar a vida dela em risco'? Que droga! Será que…Não, não, não. Ela foi sincera comigo. Pude ver em seus olhos. No momento certo eu vou descobrir, e se eu não descobrir, pergunto. Não há mal nenhum em querer esclarecer as coisas!"

- Já dormindo? - Assustei-me com a Toda Poderosa adentrando no quarto e indo regular o aquecedor. O black-out na janela deixava o ambiente escuro e aconchegante, ficando ainda melhor com o seu perfume impregnado no ar - Demorei?

- Não, mas mais um pouco me pegaria cochilando de verdade. - Respondi receosa em denunciar as minhas suspeitas.

- Pois agora podemos aproveitar esse aconchego e descansar. - Ela murmurava baixo, abraçando-me por trás - Tenha bons sonhos.

- Você também.

"Eu estava imóvel como me fora ordenado que ficasse. Nada me prendia, nenhuma corda, nenhuma corrente, nem mesmo a coleira estava em mim. Mas mesmo assim eu não ousava mover um músculo sequer além dos necessários à respiração. Mantive-me de olhos fechados, deitada sobre o catre, e apesar do silêncio ensurdecedor do quarto, sentia a presença da minha Domme nele, como meu sangue correndo em minhas veias...

Ouvi diversos sons conhecidos: o tilintar das algemas, o riscar do fósforo, as correntes sendo trocadas de lugar, o papel sendo rasgado como se desembrulhasse algo. Minha mente permanecia agitada com pensamentos enlouquecidos, mas eu tinha que me controlar. A única autorização que possuía era para respirar normalmente.

Senti que estava sendo trocada de posição. Eu mais parecia uma boneca, inerte e sem vontade própria. Logo veio uma dor profunda quando fui erguida da cama pelos cabelos. Nesse instante cometi um erro ajudando-me a levantar. Prontamente fui punida com um tapa na cara e uma ordem ríspida:

- Nenhum movimento mais. Eu comando você, minha puta!

E assim me deixei levar, cair inerte novamente. Sentia a minha face queimar, mas nada podia fazer. Ela pegou-me no colo delicadamente, me permitindo gozar do carinho que a Toda Poderosa demonstrava nutrir por mim, com as carícias doces distribuídas por todo o meu corpo, como quem avalia cuidadosamente uma jóia rara. 

De repente, movimentamo-nos. Minha Domme me levava a algum lugar. Onde seria? Senti um arrepio que bravamente tentei controlar quando o calor da pele dela foi trocado pela madeira gelada daquele enorme X que me causava tanta dor e prazer.

Swan me mantinha de pé, usando o próprio corpo para segurar-me, enquanto me amarrava ao seu local de tortura. Prendeu as minhas mãos e afastou-se de mim, soltando os meus membros. Nisso, uma dor intensa se deu em seus braços, como se me fossem ser arrancados, mas não ousei mover um músculo mais sequer, até ouvir então a ordem:

- Em pé e com as pernas abertas.

Prontamente atendi-a. De pé, consegui aliviar o peso de meus braços, porém rapidamente minhas pernas foram presas firmemente ao X, e a coleira colocada em meu pescoço. Senti que a guia estava sendo presa em algo no teto, mantendo-me totalmente ereta. Meus músculos, que antes foram obrigados a ficarem completamente relaxados, estavam agora extremamente tesos.

Permaneci de olhos fechados, começando a arfar em apreensão. A mão firme de Emma puxava as minhas madeixas e a sua deliciosa boca estava colada na minha invadindo-me. Aquela língua exploradora enlouquecia, excitava. Quando ela afastou-se, mantive-me com a boca entreaberta, querendo mais. Senti, como só eu sentia, quando minha Domme, com seu riso sádico, me dizia:

- Quer algo em sua boca, cadela? Sou generosa... terás! - Eu deveria prever que ela faria algo, mas fui pêga de surpresa. 

Em questão de poucos segundos eu já estava com o gagball na boca - uma espécie de mordaça que impede a submissa de falar. 

A Toda Poderosa afastou-se de mim por um longo tempo. O silêncio gritava em meus ouvidos. Em um dado momento, senti o cheiro do perfume dela e meu medo aumentou. Aquele perfume só era usado quando ela saía para algum evento. "Será que ela me deixará aqui? Por quanto tempo? Meus músculos agüentariam?" 

Meus pensamentos, meus medos, meu pavor, minha confiança, meu desejo, minha submissão, tudo misturado. Ouvi a porta bater sem uma palavra ser dita. E naquele silêncio mortal, as lágrimas rolaram de meus olhos cerrados. Ousei respirar mais fundo e me recompor. Swan nada faria que me machucasse, jamais agiria inconseqüentemente. Não seria naquele momento em que ela correria riscos. 

Pensando assim busquei a paz. Crente de que estava sozinha, entoei mentalmente a nossa canção "I hate you, I love you", esboçando um sorriso tímido, quase imperceptível.

Assustei-me ao sentir o chicote me queimando as pernas, e assim abri os olhos instintivamente. Boquiaberta, vi à minha frente a minha Domme - que em nenhum momento saíra do quarto - com um sorriso nos lábios e o olhar penetrante.

Mais uma chibatada. Voltei a fechar os olhos e ouvi seu riso quando desamarrou as minhas mãos, ordenando que as colocasse no chão, mas a guia continuava presa ao teto, sendo impossível obedecer. A Toda Poderosa, vendo a minha dificuldade, soltou a guia e prendeu-a no chão.

Eu ali, dobrada, sentia-me única. O chicote me queimava as costas como línguas de fogo. Gemi sentindo o meu gozo se aproximar.

Ao perceber que eu estava perto do clímax, Swan cessou as chicotadas, soltando-me das amarras e me abraçando.

- Minha morena....como você me dá prazer! - Tirando o gagball, a loira ordenou - Ponha a língua para fora, e não ouse ter um orgasmo. - Ela passou a esfregar sua buceta em minha cara em um ritmo só dela. O Demônio Loiro fechou os olhos, arqueando a cabeça para trás, se deliciando com o contato de meu músculo quente e molhado. Ela abria a fenda com o dedo para que minha língua a penetrasse mais fundo - Vou te deixar toda suja com a minha gozada. - E assim Swan fez. Lambuzou todo o meu rosto com sua secreção viscosa e um tanto salgada - É perfeito gozar em você! 

Devagar e delicadamente, após chegar ao ápice e me deixar na vontade, ela conduziu-nos até a cama, deitou-se ao meu lado, beijou-me doce e calmamente, me ninando até que eu adormeçesse…"

Acordei de súbito, com os olhos inchados de tanto chorar. Circundei o quarto com o olhar percebendo que estava só.

"Merda! Foi um sonho estranho! Bom, mas estranho!"

Um sentimento de tristeza tomou conta de mim, e eu nem sabia o motivo. Meu coração estava puro, a minha alma tranqüila, no entanto, entristeci repentinamente. Provavelmente me incomodava o fato de não ter gozado de verdade, do sonho ter sido tão realístico, tal como aquela sensação de vazio.

Decidi procurar por Emma. Não a encontrei na cozinha, nas salas, nem no escritório. Todos os cômodos pareciam gelados e solitários em demasia. Ela poderia estar no jardim cuidando das plantas, já que obviamente os funcionários tinham sido dispensados. 

Andei sem pressa até encontrar uma espécie de anexo nos fundos da residência. Minha curiosidade me impulsionou a seguir até ele, em busca do paradeiro do Demônio Loiro. Empurrei a porta e pude ver um local aparentemente não muito frequentado, mas com certo conforto, e apesar da simplicidade, simpaticamente mobiliado. Era agradabilíssimo, só precisava tirar o pó.
"Pena que estou só. Emma e eu poderíamos nos divertir." Sorri sozinha.

Abri a janela, pondo-me a admirar as belas cores do jardim à frente. Assustei-me com o barulho da porta fechando, e ao virar, senti a minha face queimando com um tapa....

- Minha vadia! Correndo risco desnecessário? E se não fosse eu a lhe seguir?

Em um misto de surpresa e alegria, as lágrimas escorreram pelo meu rosto, enquanto me ajoelhava diante dela. Dessa vez não era sonho. A Toda Poderosa estava em carne e osso erguendo-me pelos cabelos, beijando minhas bochechas à secar as lágrimas e observando cada centímetro do meu corpo. O brilho em seus olhos transparecia a aprovação pelos resultados das horas de sono.

Emma acariciou o meu rosto, percebendo o frescor de minha pele. O reluz de meus cabelos estavam realçados pela réstia de sol que adentrava pela janela. Eu podia notar a excitação que se dava no Demônio Loiro ao reparar na vivacidade e beleza natural realçadas pelos meus olhos arregalados devido à deliciosa surpresa.

- Swan…

- Minha cadela, minha mulher... - Ela disse, antes de beijar-me longa e ardorosamente. Com um movimento só, arrancou-me a camisa do corpo fazendo os botões espalharem-se pelo chão. Nua, Emma pôde comprovar que realmente cada centímetro da minha pele estava esplendoroso. Ambas arfavamos, sentíamos nossos sexos molhados. Era incrível essa capacidade mútua de excitação apenas com a simples presença - Fique de quatro, minha cadelinha. - Ordenou minha Domme.

Eu, pronta e languidamente obedeci, movendo-me com toda a sensualidade que possuía - ou pelo menos tentava possuir - e emanava de meus poros naquele momento. Eu sabia que isso a excitava.

Uma rústica vara de pescar, caprichosamente deixada em um canto, inspirou a Toda Poderosa. Levemente ela passava-a pelas minhas costas, pernas, seios, braços e pela minha vagina, deixando-me enlouquecida. Eu me contorcia sem parar e o prazer começava s inundar a minha bucetinha.

Slap! Esse som que a vara fazia antes de atingir o meu corpo.

- Hummmmmmmm! - E esse era gemido de prazer que seguia a cada movimento.

De súbito, Swan parou, largou a vara e beijou, lambeu, sugou cada marca deixada pelo objeto em minhas curvas, nas curvas de sua cadela.

Eu ainda estava na mesma posição quando Emma abraçou-me pelas costas, beijando cada centímetro do meu pescoço antes de agarrar meus cabelos, enquanto eu me contorcia revelando minha lascívia e sensualidade.

O Demônio Loiro, enlouquecida com o que via, revolvida pelo prazer que eu lhe proporcionava, introduziu firme e em movimento único, dois dedos em minha vagina e um em meu ânus. Apesar do grito de dor que saiu alto de minha garganta, não pude evitar o tesão e o delírio por estar sendo comida daquela maneira. O vaivém era rápido, preciso, intermitente. O som dos dedos dela batendo em minhas entradas junto com o barulhinho gostoso de minha lubrificação natural, nos fazia ficar ainda mais excitadas. Como não me foram dadas restrições, após acostumar-me com a invasão, rebolei feito uma verdadeira vadia, até gozarmos juntas em pouco tempo, com uma estocada funda e forte.

- Pooorraaaa… - Emma gritou e eu, ofegante, sorri satisfeita. Aninhamo-nos em um abraço caloroso e ficamos curtindo uma à outra por alguns minutos até que a Toda Poderosa tomou a palavra novamente quebrando o nosso silêncio reconfortante - Vamos subir. 

No calor do momento, nem tinha dado fé de que eu estava nua, vindo a perceber somente quando adentramos no quarto de porta preta. O antes tão temível quarto, agora causava-me outro tipo de sensação, divergente do medo: a ansiedade.

Tão logo despiu-se, Swan pegou uma coleira, colocando-a em mim junto com a guia. Em um movimento brusco, ela forçou meu corpo para baixo de forma que eu ajoelhasse aos seus pés e ela pudesse afagar meus cabelos. 

- Vamos, minha cadelinha, ali. Seu tapete está estendido! - E eu fui, graciosamente deitando-me no tapete felpudo aos pés da cama, e lá permanecendo até que ela me chamasse - Venha aqui, minha pequena cadelinha. Venha brincar aqui comigo. - O Demônio Loiro dizia, deitada nua e toda arreganhada, batendo a mão na cama. Em um salto, como uma cadela feliz, atirei-me sobre o colchão, oferecendo-lhe a barriga para ser acariciada. Brincamos assim por alguns minutos, felizes, absortas. Eu beijava e lambia as suas mãos, os braços, o rosto, seus seios, suas pernas, pés, até chegar ao seu sexo. Atirei-me com volúpia à sua buceta latejante, abrindo-a com os meus dedos, esfregando o meu rosto ali e sorvendo seu gosto e seu cheiro inebriante. A Toda Poderosa, extasiada, fitava as minhas ações. Ambas sorriamos, nossos olhos brilhavam... - Minha pequena cadelinha, busque os brinquedinhos...

"E agora, caramba, quais?" 

Tive receio de perguntar e estragar o clima. Tomei por base o que estava disponível no meu sonho, e levei para a cama as algemas, as cordas, a gagball, as correntes, os afastadores, os clamps de seios e a venda, sendo retribuída com um beijo e um tapa na bunda. 

- Huummm… - Gemi quando seu dedo tocou em meu ânus sem querer.

- Vem cá.... - Aproximei-me. Sobre a cama, ela começou a paramentar-me. De quatro, Emma me algemou, imobilizou, amordaçou e vendou, tudo de maneira que sobrasse pouco espaço para eu me contorcer com o queimar da chibata. À cada "slep", a loira se deliciava. Eu não podia ver, mas sentia que minha bunda estava ficando cada vez mais vermelha - Que cena maravilhosa... - Swan sussurrava enquanto passava a mão contornando os vergões deixados pelo chicote, como uma escultora admirando sua obra. Ela beijou cada marca, sentindo em seus lábios o calor da minha pele. Ao pôr a mão na minha bucetinha, foi inevitável perceber minha inundação - Como você é deliciosa! - Por motivos aquém de meu conhecimento, a Toda Poderosa retirou a gagball para ouvir os meus gemidos. 

- Hummmmmmm… 

Que sinfonia maravilhosa! Nossos sons se misturavam ao passo em que eu empinava ainda mais o meu rabinho deliciosamente vermelho, ao seu inteiro dispôr. Que delícia! Um dedo seu brincava em meu cuzinho. Nesse momento tentei me mexer, rebolar, mas estava impossível. Emma firmou ainda mais as amarras, deixando-as bem presas.

- Quer se mover? - Apenas meneei a cabeça afirmativamente e logo fui desamarrada parcialmente.

Iniciei uma espécie de dança, balançando a bunda. Eu sabia que o gozo de Swan estava próximo só de ouvir a sua ofegação. Não percebi em qual momento ela havia colocado o cinto de couro, só atentando para o fato quando a Toda Poderosa encaixou os membros na minha buceta e em meu cuzinho. Em uma penetração dupla, minha Domme freneticamente me possuiu. Enlouquecidas pelo inebriante estado de sensualidade e prazer, soltamos todos os gritos calados, proferimos todos os palavrões possíveis enquanto minhas entradas eram maltratadas com socadas fundas, rápidas e precisas. 

Mesmo em um sexo violento, na comunhão das nossas almas, trocamos juras de amor mentalmente, ao instante em que chegamos ao êxtase juntas. Emma me libertou, me beijou, me abraçou forte, mantendo-me junto à ela, o mais próxima possível. Olhamo-nos com ternura e a certeza de que nos completávamos. 

Estranha e repentinamente, em uníssono, mas sem havermos combinado, dissemos em alto e bom som: 

- Eu te amo! 



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