História 6 Meses na França - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Ambre, Castiel, Kentin, Nathaniel, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Dúvida, Intercâmbio, Traição, Triângulo Amoroso, Valores
Exibições 174
Palavras 2.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas, como estão? Eu feliz por ver gente nova por aqui e por mais gente estar comentando. Obrigada mesmo. Eu não costumo postar fim de semana, mas como quase não postei essa semana que possou e o capítulo de ontem tinha uma continuação, preferi não deixar vocês esperando demais, então aqui está haha
até coloquei uma fotinha do Castiel descamisado no começo, que por sinal é uma das minhas preferidas u.u
Enfim... espero que gostem!!

Capítulo 10 - Dez


Fanfic / Fanfiction 6 Meses na França - Capítulo 10 - Dez

 

— Vai me deixar plantada aqui? — Perguntei, ficando impaciente. Ele estava me encarando, eu poderia arriscar, há uns dois minutos. 

Castiel enfim chegou para o lado da porta, abrindo-a um pouco mais, dando espaço para que eu passasse. 

— Sua cara está péssima. — Falei olhando para ele e fazendo uma careta involuntária em seguida. 

— Primeiro elogio do dia. — Sua voz soou ríspida, como creio que ele queria que fosse, e bateu a porta mais forte do que o necessário.  

— Pardon, não foi isso que eu quis dizer... — E não havia sido mesmo, mas a cara dele estava realmente horrível, de alguém que se encontrava doente há dias. Mas ele não deixou que eu terminasse de falar. 

— O que está fazendo aqui, Mirela? — Castiel deixou seu corpo, enrolado no edredom branco até a cabeça, cair sobre seu sofá preto. Ele se encolheu de lado e fechou os olhos.  

Fui até a sala e me sentei em uma poltrona que havia perto de onde ele tinha deitado. 

— Vim te ajudar. A Violette me disse que você estava mal e que não queria ir ao médico então achei que... 

— Achou errado! — Interrompida de novo. — Sou bem grandinho para saber o que fazer quando estou doente. Não preciso da sua ajuda. 

— E vai ficar aí ardendo em febre até morrer? — Ele abriu os olhos e eu preferi que estivessem fechados. Castiel me olhou com uma raiva tão grande que me senti afundar no estofado. 

— Não me faça rir, porque se não percebeu não estou na porra do clima de fazer graça. Você me ignorou uma semana e agora quer cuidar de mim? Vai à merda, Mirela. Cresça! 

— Ei, não fale assim comigo, ok?  

— Eu vou até a coordenação dizer que não sou mais seu tutor. 

— E vai reprovar? — Minha garganta apertou, eu sabia que ele precisava dos pontos ou faria o último período pela terceira vez. — Não tem que fazer isso, eu estou indo lá assinar todos os dias. 

— Mas eu não estou fazendo o trabalho e não quero mais nada que tenha a ver com você. —Castiel sentou e um lado do edredom caiu de seu ombro, mostrando sua pele. 

— Não está vestindo uma roupa de frio? — Falei antes que eu pudesse me perder naqueles ombros largos e musculosos. Estava ali por outro motivo. Castiel estava mal de verdade. 

Normalmente ele tinha uma presença incrível, agora estava arriado, com bolsas escuras em baixo dos olhos, os lábios que antes vermelhos agora estavam pálidos e o olhar caído. 

— Você não está me ouvindo? — Sentei no mesmo sofá que ele e pus minha mão em sua testa. — Mirela, sai! 

— Castiel, você está ardendo em febre, s'il vous plaît. — Puxei o edredom até que chegasse ao pescoço. — Se enrole nisso e vá já tomar um banho para ver se a temperatura baixar, enquanto eu arrumo os remédios para você tomar e vejo se tem algo que possa comer na geladeira. 

— Não quero que cuide de mim, porra. Sortir de ma maison

— Larga de ser teimoso. Anda. — Levantei puxando-o comigo. Eu não estava gostando de ouvi-lo me expulsar com tanta insistência, mas também não poderia deixá-lo ali, naquele estado. — Onde fica seu banheiro? 

— Mirela... — Castiel fechou os olhos, impaciente. 

— Onde Castiel? — Ele bufou. Se tinha uma coisa que eu sabia era ser insistente. Então espero que ele já tenha percebido que não adiantava  protestar. 

— Segunda porta do corredor. 

Saí arrastando aquele homem moribundo pelo apartamento bem decorado e abri a segunda porta, como ele disse. O banheiro era inteirinho claro, espaçoso, com uma banheira de frente para a porta e um espelho grande do lado esquerdo, pendurado na parede. 

— Senta aí. — Apontei para o vaso sanitário e ele obedeceu.  

— Não estou inválido. 

— Cale a boca. — Ele bufou, mas ignorei. 

Abri as torneiras da banheira, deixando a água em uma temperatura agradável. Puxei o Castiel novamente pela mão e tirei o seu edredom. O que eu obviamente não deveria ter feito. Senti que o oxigênio fugiu completamente do meu cérebro. Eu não conseguia pensar. Castiel estava vestido apenas com uma cueca boxer branca, que marcava perfeitamente o volume no meio de suas pernas. Não havia como não reparar e tenho que dizer que fiz questão de olhar cada detalhe daquele corpo. Os músculos que eu havia sentido por baixo de tanta roupa de frio estavam lá, perfeitamente esculpidos.  

— Gosta do que vê? — Sua voz rouca e com um tom de deboche me tiram do transe. 

— A-ah... não... é q-que... — Bufei e passei as mãos pelo meu cabelo, esquecendo que estava com o gorro e fazendo com que caísse no chão. Droga! — T-toma seu banho aí, vai. — Saí do banheiro correndo, quase tropeçando em minhas próprias pernas. Que situação mais embaraçosa, meu Deus. Mas não posso negar que a visão foi magnífica. 

Consegui preparar uma sopa para que ele pudesse se alimentar, separei os remédios para febre e estava terminando de fazer o chá expectorante para Castiel tomar depois de comer. Obviamente fiz tudo isso pensando naquela pessoa seminua na minha frente e toda vez que a imagem vinha claramente na minha cabeça, o fôlego faltava em meus pulmões. Meu Deus, eu só poderia estar passando por algum tipo de provação. 

Quando pus a água quente na xícara ele apareceu na cozinha, vestido com blusa e calça de moletom cinza e uma meia branca nos pés. Os cabelos estavam molhados e arrepiados, a aparência tinha melhorado um pouco. Meus olhos o seguiram até vê-lo sentar-se na bancada da cozinha. Nunca mais o olharia com os mesmos olhos, não mesmo! 

— Deixou cair. — Seu sorriso era malicioso enquanto me entregava meu gorro, eu tinha até esquecido que havia o deixado cair. 

— Merci. — Respondi tão baixo que quase nem eu pude ouvir. — Olha, fiz uma sopa para você. — Empurrei o prato para ele. 

— Não vou comer isso. — O sorriso tinha sumido. 

— Não é isso, é sopa. E claro que vai. 

— Não estou com fome. — Dei a volta no balcão e me sentei do lado dele. 

— É sério, precisa comer. Se não vai passar mal tomando apenas os remédios com o estômago vazio. — Castiel me encarou por alguns segundos, sempre tão intenso. Qualquer coisa que ele me pedisse naquele momento eu sei que faria. Droga. Pigarrei. — Vai, toma. 

— Você é chata. 

— Já me disse isso. — Sorri satisfeita, ao vê-lo pôr uma colherada na boca.  

— E fala demais. 

— Isso também. — Revirei os olhos. 

— Não está envenenada, né? — Ele me olhou fingindo estar assuntado e eu dei um tapa em seu ombro, fazendo-o rir. 

— Para! — Sorri também. 

— Tá gostosa. — Castiel me olhou de cima a baixo e eu fiquei encabulada. Quem estava gostosa, eu ou a sopa? Senti meu rosto esquentar. Por que ele fazia essas coisas? — A sopa, quero dizer. — E sua gargalhada preencheu o lugar. 

— Você é um cretino. — Levantei irritada. Não gostava desses joguinhos. — Depois tome esses remédios.—- Cheguei duas cartelas de comprimidos para próximo dele. 

— Vou tomar agora, doutora. Não sabia que cursava médicine

— Larga de ser chato e nem terminou de comer ainda. — Apontei para o prato. 

— Nem quero. — Ele deu de ombros e foi até a geladeira pegar uma garrafa d'água. — Acho que vou deitar. Meu corpo está me matando. 

— Tudo bem. — Assenti. Não iria insistir mais, pelo menos ele já havia comido alguma coisa. — Levo o chá para você. — Castiel apenas concordou e sumiu no corredor. 

Eu peguei a xícara e caminhei lentamente atrás dele. Dando uma boa distância. Poucos segundos e eu estaria no quarto do Castiel. Fiquei analisando se aquilo era uma boa ideia. Talvez fosse melhor eu deixar a xícara em cima de um móvel qualquer por lá e dizer que tinha que ir embora. Eu fiz minha parte aqui, o ajudei, agora já estou liberada, pelo menos estou vendo que ele não irá morrer e posso ficar mais tranquila com isso. 

Abri a porta do quarto e Castiel já estava enrolado novamente no edredom branco. 

— Vou deixar o chá aqui e estou indo, oui

— Por que está fazendo tudo isso? — Seus olhos cinzas e cansados me fitaram. Agora não havia brincadeira nenhuma, era apenas uma pergunta sincera que eu não saberia responder sinceramente. 

— Somos amigos! — Encolhi os ombros. O que eu iria dizer? 

— Ou por que você se importa muito comigo? — Me deu um pequeno sorriso. 

— Me importo com os meus amigos. — Castiel bufou.  

— Oui, Mirela. Comme vous voulez. — Ríspido de novo. 

— É... Estou indo, então. Au revouir. — Quando ia fechar a porta o ouvi me chamar. 

— Oui? — Pus minha cabeça para dentro do quarto. 

— Tem como você não ir agora? — Sabe aquela carinha de criança indefesa pedindo alguma coisa que não tem como negar? Pois é. Voltei a entrar no quarto. — Não quero ficar sozinho. — Ah, que bonitinho! 

— Posso sentar aqui... — Apontei para uma poltrona vermelha que havia no quarto, perto da janela. — ... e esperar você dormir. — Sorri sem saber se aquela era uma boa decisão. 

— Merci. Mas senta aqui. — Ele bateu na cama ao seu lado. — Juro que não vou te atacar, só se você quiser, é claro. — Sorriu. 

— Castiel... 

— Por favor, Mirela. Estou doente. — Fez beicinho e eu ri. 

— Você é ridicule. — Fui até a cama e tirei minhas botas. Sentei escorando minhas costas na cabeceira e com as pernas esticadas. 

— Je suis. — Castiel rapidamente pôs sua cabeça nas minhas pernas e as envolveu com seus braços, como se abraçasse um travesseiro. Respirei fundo. — Só vou ficar assim um pouquinho. — Seus olhos estava fixos em mim e eu simplesmente não sabia o que fazer, principalmente com as minhas mãos. 

Ele estava me testando e me provocando de todas as maneiras possível e imagináveis. Sabia muito bem porque eu estava ali, da minha fraqueza em relação a ele e se aproveitou disso. Vê-lo deitado no meu colo, todo manhoso, agora com os olhos fechados e a respiração profunda, me deu vontade de abraçá-lo e beijá-lo como se fosse meu. 

Movi minhas mãos para seus cabelos que contrastavam com minha pele branca. Deslizei meus dedos pelos seus fios e ele se remexeu, acomodando-se mais ao meu colo. Eu gostava tanto dele, tanto... isso não poderia ser errado. Baixei minha cabeça e depositei um beijo em sua testa, que já não estava tão quente como quando eu cheguei aqui. Castiel abriu os olhos preguiçosamente. 

— Por que resiste, chérie? — Ele piscava devagarzinho. 

— Não sei. — Sussurrei. E vi, quase que em câmera lenta, quando ele levantou, sentou de frente para mim e puxou minha nuca para si. 

Seus olhos encararam meus lábios até o último instante em que não estava unido ao dele. Sentir a maciez de sua boca junto à minha, sua língua passear e envolver minha língua e seu gosto inebriar meu corpo era divino. Entrelacei meus dedos em seus cabelos, puxando-os de leve, enquanto ele me segurava pela cintura e me puxava ainda mais próximo de seu corpo. Uma de minhas pernas passou por sua cintura e em alguns minutos quem estava no colo era eu.  

Castiel traçou um caminho de beijos até meu pescoço, mordiscando minha pele fina. Ele me apertava ainda mais contra o seu corpo e gemidos estrangulados escapavam de minha garganta. Nunca havia sentido coisa tão intensa ou estado em sintonia tão perfeita com alguém. Fiquei tanto tempo reprimindo aquilo, que quando se libertou foi sufocante. Eu queria beijá-lo inteiro e para sempre, era bom demais sentir seu toque, seu gosto, tudo... Parecia que nunca ficaria satisfeitas das doses daquele homem. 

Até que o beijo chegou ao final. Nossos rostos estavam a milímetros de distância, estávamos ofegantes e nossos olhos procuraram imediatamente um ao outro. 

— Eu não vou mais tentar fingir que não está acontecendo. — Falei enfim e vi um sorriso bonito rasgar seus lábios. 

— Merci. Porque eu não estava aguentando mais. — Castiel tomou novamente meus lábios com voracidade e senti seus dentes cravarem no lábio inferior. — Eu faria tantas coisas com você agora, nem imagina quantas. Mas não estou aguentando nem comigo no momento. — Nós dois rimos. — Se importaria se deitássemos juntos, abraçados aqui na cama? — Olhei para ele com uma felicidade que não cabia em mim. Eu não imaginava ver o Castiel deitado em uma cama abraçado e somente abraçado a alguém. Sorri. 

— Tudo bem. — Me deitei e senti seu corpo ainda febril encostar ao meu. Ele puxou o edredom para nos cobrir e envolveu seu braço em minha cintura. 

—  Quando eu faria isso, fille? — Ele riu baixinho. — Você está me deixando louco. 

Não falei nada. Apenas apreciei satisfeita o fato de que talvez ele pudesse realmente gostar de mim. E naquele momento eu não lembrei e nem liguei para coisa alguma, me aconcheguei naquele abraço e nem percebi quando caí no sono. 

 

Glossário:


Sortir de ma maison - Fora da minha casa
Médicine - Medicina
Comme vous voulez - Como você quiser.
Je suis - Eu sou
Fille - Menina
 


Notas Finais


E aí, gostaram? Enfim Mirela desencanou em. Agora vamos ver no que dá haha Deixem suas opiniões. Beijos!


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