História 6 Meses na França - Capítulo 11


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Ambre, Castiel, Kentin, Nathaniel, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Dúvida, Intercâmbio, Traição, Triângulo Amoroso, Valores
Exibições 175
Palavras 1.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas, como estão? Espero que tenham passado um ótimo fim de semana.
Trago hoje para vocês mais um capítulo, um POV do Castiel. Não é muito grande, mas é inteirinho com o ponto de vista dele. Espero que gostem.

Obrigada pelos comentários e por mais pessoas terem favoritado a fic, estou adorando ver vocês por aqui. Beijos e boa leitura!!

Capítulo 11 - Onze


P.O.V. Castiel

Eu acordei melhor na manhã seguinte e não havia como isso não acontecer. O cheiro da Mirela ainda estava no meu travesseiro mesmo ela já tendo ido embora há uma hora atrás. Se pudesse a prenderia aqui para sempre, sem deixar que saísse, mas Mirela tinha de ir para a faculdade e eu não podia ficar bancando o maricas implorando para a femme ficar, já bastou na noite passada. 

Pela primeira vez eu estava contente em apenas dormir agarrado à uma mulher gostosa. E isso só queria dizer uma coisa: estou fodido! Nunca me aconteceu, nunca baixei a guarda nem mesmo para a Ambre e resolvi que seria uma boa ideia fazer isso justamente com a garota que vai embora daqui há alguns dias. Zut! Onde eu estava com a cabeça? 

Infelizmente não tem para onde correr, Mirela mexe comigo, mais do que deveria e me deixa fodidamente confuso sobre meus sentimentos, o que faz com que eu faça coisas que nem em meus piores pesadelos me imaginaria fazendo. Quando a vi pela primeira vez no anfiteatro nunca pensei que ela se tornaria nesse problema gigantesco na minha vida. Só achei que  seria mais uma que quem sabe passaria pela minha cama. Ledo engano. 

Rolei na cama e encarei o teto. 

— Putain... como eu cheguei aqui? — Falei sozinho e sorri esfregando meu rosto. Eu não estava preparado para lidar com aquela merda toda. 

Levantei e fui ao banheiro fazer minha higiene pessoal. Minha cabeça ainda doía um pouco, parecia que havia alguma coisa solta dentro dela e a sensação definitivamente não era das melhores. Quando eu ia sentar para tomar meu café da manhã, tranquilamente, a campainha tocou. O porteiro não tinha anunciado, então deveria ser alguém conhecido. Violette, talvez? Mas ela não faltaria à aula. 

No momento em que abri a porta dei de cara com a Ambre, impecavelmente arrumada, como sempre, distraída, olhando para o lado e mascando um chiclete. Quando deu conta que eu abrira a porta jogou seus braços ao redor do meu pescoço. Sinceramente eu não estava a fim de aturá-la logo pela manhã. 

— Mon amour! — Falou animada enquanto punha sua boca na minha. Senti sua língua com gosto de morango invadir minha boca e retribui o beijo, mas tornando-o o mais breve possível. 

Normalmente eu gosto quando a Ambre aparece, isso sempre quer dizer que vai rolar sexo ou qualquer coisa assim, bem animada. Mas de um tempo para cá, a única coisa que essa mulher vem despertando em mim é cansaço. 

— Bonjour, Ambre. — Falei me afastando e fechando a porta. 

Fui para a cozinha pegar uma xícara do café, que a Céleste havia preparado mais cedo, deixando-a parada exatamente onde estava. 

— Que recepção merveilleux, está cada dia melhor. — O sarcasmo em sua voz era palpável. 

— Você não deveria estar na faculdade? — Minha cabeça estava explodindo e eu não queria entrar naquela merda que ela estava criando porque sei muito bem que daria confusão, então optei por mudar de assunto, enquanto me sentava para beber meu bendito café. 

— Vim te ver. — Ela sentou de frente para mim e eu forcei um sorriso. 

— Agora? 

— Ué, o que queria? Você mesmo disse para que eu não viesse, Castiel. 

— E você, enquanto minha namorada dedicada, podia ter vindo ver se eu não morri ou sei lá. Não seria necessário que eu precisasse mandar que fizesse essas coisas, Ambre. 

— Está falando sério? — Ambre me olhou indignada. Normalmente não agíamos assim, mas de alguma maneira eu queria irritá-la e concordei com a cabeça. 

Ela levantou as mãos e as sacudiu como se estivesse apagando toda aquela conversa matinal sem cabimento a qual nunca tivemos. 

— Não foi para isso que vim aqui. Agora que estou vendo que você está bem, vim te chamar para irmos a um pub novo que abriu. — Arqueei uma sobrancelha. Ela estava ouvindo o que eu estava falando? Sem contar que não me lembro de ter dito em hora nenhuma que eu estava bem. 

— Primeiramente, mesmo você não tendo perguntado, eu te digo que não estou bem. Segundo, não vou a pub nenhum. Não sou seu chaveirinho para você sair por aí me exibindo Ambre, vá com seus cãs de guarda que você chama de amigas. 

— Não fale assim da Charlotte e da Li. — Ela revirou os olhos e foi em direção a sala, jogando-se no sofá. — Qual o problema em sairmos, Castiel? Na verdade, qual o problema com você? 

— Nenhum Ambre, mas eu estou mal, minha cabeça parece que vai explodir e você chegou aqui como se nada tivesse acontecendo. — E aí a diferença entre ela e a Mirela se fez gigantesca. 

Ambre nunca faria o que a Mirela fez ontem. Ela é egoísta e fútil, só pensa em si, e nos outros apenas quando são convenientes. No meu caso, eu sou o único que a atura por mais de uma semana. Todos os outros caras sempre saem correndo depois que conseguem o que ela saber fazer de melhor... sexo. Eu fui o único que fiquei, fui o único que aturei as doideiras, as crises de choro, os dramas familiares. E não posso mentir que para mim ela também foi uma tábua de salvação, muitas  vezes. Gente problemática sempre se entende, certo? 

No entanto, de um tempo para cá eu quero mais do que isso. É idiotice, eu sei, mas pensar que eu estou construindo nada com a Ambre, que já tenho 24 anos e nem consegui terminar minha faculdade e que continuo sozinho como a maior parte da minha vida, anda me desesperando um pouco. Eu não quero terminar na sarjeta, sem porra nenhuma, sem ninguém. Zut, é difícil de explicar. Talvez essa vontade tenha vindo depois que eu conheci a Mirela e vi que eu consigo conviver com outro ser humano sem tantos estresses.

Ao mesmo tempo eu olho para ela e penso que eu não posso simplesmente abandoná-la. Ambre passa o diabo com aquela família  dela e eu sou a única coisa que ela tem. Porque o Nathaniel saiu fora de casa assim que pôde e não tem nenhuma paciência com a irmã. As vezes fico com pena de sair e deixar que ela caia sozinha. 

— Você nunca me negou nada, mas depois que começou a foder com essa vadiazinha da Mirela, está diferente. O que foi Castiel? Tá apaixonadinho? — Ambre chegou perto de mim, sua voz estava carregada de escárnio e ela me encarou como um galo de briga. Inspirei fundo para não gritar. 

Ambre cismou que eu estou dormindo com Mirela e não que eu não queira fazer isso, mas até o dado momento não era verdade. E definitivamente Mirela não merece estar em seu radar. Eu sei o quanto ela pode ser desprezível. Quase todos os dias que conversamos temos de discutir sobre esse assunto e eu só não queria fazer isso na porra do dia que eu estou doente. 

Assez! Foi só para isso que você veio até aqui? Se for pode ir, já te dei minha resposta. 

— Como é? — Sua cara de surpresa foi sensacional. 

— Isso que ouviu. 

— Eu vim te chamar para sair porque você é meu namorado. Meu entendeu? Não da vadia da Mirela. 

— Ela não é vadia, porra. Cale a boca, Ambre. Enquanto pode. 

— Eu devia era terminar com você, te largar na merda. — Quando ouvi isso eu ri, mas ri histericamente. 

Ambre ainda me encarava como quem desafia a alguém para um duelo. Segurei seu rosto com uma mão, apertando-lhe as bochechas e fiz com que ela olhasse diretamente para mim. Os olhos verdes me fitavam com uma raiva que eu já estava mais do que acostumado a ver. 

— Você quer me largar? — Sacudi seu rosto alguns centímetros. — Vai lá, chérie. Me abandone. E aí você vai se virar com quem? Com aquelas imbeciles das suas amigas? — Ri mais uma vez. — Não seja ridícula, Ambre. — Soltei seu rosto e vi as marcas vermelhas dos meus dedos tatuadas em sua pele. — Você sabe muito bem que ninguém te atura e se tem alguém que ficou fui eu. Nem seu irmão te aguenta, então baixa a bola, pare com essa chantagenzinha cretina, porque quem precisa mais de quem aqui, mon amour? É só você me dar um incentivo para eu te abandonar, que é isso mesmo que eu faço, tá me ouvindo? — Vi Ambre piscar rápido, seus olhos brilhavam e se ela não fosse tão orgulhosa estaria chorando ali mesmo. 

Sei que fui duro, sempre sou. Mas se eu deixar que ela cresça para o meu lado simplesmente não conseguirei controlá-la, plus jamais. Ela não pode achar que tem algum poder sobre mim e que um dia suas chantagens irão funcionar, até porque não irão. Eu estava com ela mais por piedade e comodidade do que por necessidade, a qualquer momento eu posso pular fora e é isso aí, não ficariam nem mesmo as cicatrizes.  

— Je vous hais! — A raiva era nítida. 

— Odeia? E o que ainda está fazendo comigo, chérie? — Foi quando senti a pele do meu rosto arder, a mulher tinha me dado um tapa na cara.  

Respirei fundo, fechei meu olhos e quando abri vi que Ambre havia se levantado. Eu sei que exagerei, mas não estou sabendo lidar com ela e suas excentricidades. São mais de cinco anos nessa luta, nesse relacionamento vazio, cheio de turbulências e chateações. 

— Ambre! — Ela parou com a mão na porta, pronta para ir embora e me olhou por cima do ombro. —Deixa a Mirela em paz. — Sua risada debochada preencheu o lugar. 

— Vai sonhando, mon amour. Ninguém mexe com o que é meu. — E só pude ouvir quando a porta foi batida violentamente. 

Mais problemas, era tudo o que eu queria. 

— Enfer! 

 

Glossário:


Femme - mulher
Zut - Droga
Putain - Porra
Merveilleux - maravilhosa
Assez - Basta
Plus jamais - nunca mais
Je vous hais - eu te odeio
 


Notas Finais


E aí? O que acharam? A relação do Castiel e da Ambre é uma relação meio esquisita rs porém mais para frente será explicada, não vai demorar muito eu acho.
Deixem suas opiniões. Obrigada e até amanhã ;*


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