História 6 Meses na França - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Ambre, Castiel, Kentin, Nathaniel, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Dúvida, Intercâmbio, Traição, Triângulo Amoroso, Valores
Exibições 170
Palavras 1.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas, como estão? Trago para vocês mais um capítulo. Espero que gostem. Hoje seguimos com a visão da Mirela.
Boa leitura!!

Capítulo 12 - Doze


Eu não conseguia parar de pensar no Castiel e na noite que tivemos. Não aconteceu nada além dos nossos beijos e carícias mas foi tão especial. Eu ainda podia sentir o gosto  de sua boca, a pressão dos seus lábios, como se tivéssemos acabado de nos beijar. 

Depois daquele dia não nos vimos, ele não veio à faculdade ontem, disse estar um pouco indisposto ainda, mas falamos por horas ao celular e foi tão... bom. Era maravilhoso ouvir sua voz rouca e quente antes de dormir, é bem verdade que eu queria muito mais do que apenas ouvir sua voz, porém se era o que tínhamos para aquele momento, tudo bem. 

Hoje quando Violette e eu saíamos do dormitório, vimos Castiel encostado na ponta da escada, concentrado em algo no celular e senti meu coração bater acelerado. Eu estava feito uma tonta com aquele homem e só faltava sorrir sozinha enquanto olhava para ele. 

Non é o Castiel ali? — A Violette interrompeu meus pensamentos. 

— Oui, acho que sim. — Não achava, tinha certeza, no entanto não queria demonstrar empolgação demais. 

— Será que está te esperando? — Violette sorriu e me cutucou com o ombro. Eu tinha contado à ela o que havia acontecido, até porque não tinha como não fazer, visto que ela ligou para o Castiel para saber se eu tinha aparecido por lá e ele disse que dormiria com ele, então... 

Non sei Violette. — Apenas ri, de verdade eu não poderia responder aquela pergunta com certeza, mas acho que a resposta era meio óbvia no fim das contas. 

Quando chegamos perto dele a Violette deu um tapa forte em seu ombro que fez o Castiel pular de susto e soltar palavrões franceses que eu nunca tinha ouvido. Nós duas gargalhamos da reação exagerada. 

— Está perdido? — Ela complementou ainda rindo. 

— Por que fez essa merda, vous êtes fou? — Castiel olhou, indignado, para ela.  

— Ah, não seja fresco.  

— Gostava mais quando você era uma nerd que mal falava, Violette. Mirela está te levando para o mau caminho. — Pela primeira vez àquela manhã, ele olhou para mim e me lançou um sorriso cínico. 

— Está levando a todos nós, não é mesmo? — Violette levantou uma sobrancelha para provocá-lo. 

— Ei, estou aqui e não estou gostando nada, nada desse papo. — Fingi estar ofendida cruzando os braços e Violette me abraçou de lado, o que era realmente uma evolução.

— Não fique assim, nós te amamos. Não é Castiel? — Vi o homem ficar mais branco do que era e olhar para Violette com uma força que só fez com que ela risse ainda mais. 

— Cale a boca, Violette. — Castiel se virou para mim. — Podemos conversar, Mirela? — Sua expressão já não era tão divertida como no começo. Violette havia conseguido deixá-lo extremamente sem graça. Isso era difícil de se fazer. 

— Oui. — Sorri. 

— Ok, essa é minha deixa. Bonjour para vocês. — E se retirou, ajeitando a bolsa nos ombros. 

— Diga, moço! — Agora ele parecia mais à vontade e me puxou pela mão. 

— Vem comigo. — E foi o que eu fiz.  

Segui o Castiel que me levou para um lugar distando dos prédios do campus. Era um jardim bonito, pouco frequentado, onde obviamente conversaríamos sem sermos incomodados, se essa era a intenção. Eu fiquei tentando saber o caminho inteiro sobre o que conversaríamos, será que ele iria dizer que aquilo tudo foi uma bobagem e deveríamos parar? Ai meu Deus. Começou a me bater um desespero. 

O homem passou o percurso todo sem dizer uma palavra, seu maxilar estava tensionado e ele segurava minha mão com mais força do que era necessário. Eu realmente comecei a ficar com medo do que estava por vir. Talvez ele tenha percebido que a Ambre era a mulher certa para ele, como tinha sido todos esses anos. 

— Castiel... — Resolvi chamar-lhe a atenção, porque eu estava começando a cogitar demais. 

Mas ao invés de me responder com palavras, Castiel parou de andar, me puxou pela cintura e com a outra mão segurou minha nuca firmemente, pressionando seus lábios contra os meus. Um calor subiu pelo meu corpo, eu não esperava por aquilo, queria, porém não esperava. Eu levei minhas mãos às suas costas e o puxei para mais próximo de meu corpo. O beijo aprofundou-se e estava ficando cada vez mais intenso, até sermos obrigados a parar para conseguirmos recuperar o fôlego. 

Castiel juntou sua testa à minha, tínhamos nossas respirações aceleradas e ele trazia um sorriso safado nos lábios vermelho vivo, devido ao beijo. 

— Estava fodidamente louco para fazer isso, femme. Você nem imagina. — Eu sorri, ainda com a testa junto a dele e lhe dei um selinho. 

— Eu também. Tive vontade de ir à sua casa ontem, mas não quis parecer grudenta. — Fiz uma careta e me afastei um pouco, enlaçando meus braços em seu pescoço e sentindo suas mãos fortes apertarem minha cintura. 

— Pois deveria ter ido, eu estava pronto para fazer tudo o que não fizemos àquela noite. — Fiquei vermelha. 

— Castiel... — Bati em seu ombro.  

— Quoi? — Ele riu cínico. — Non posso falar sobre o tesão que eu tenho em você? 

— Ai céus, definitivamente não temos que ter essa conversa. — Escondi meu rosto em seu peito e o senti vibrar com sua risada. 

Castiel puxou meu rosto de volta para que pudesse encará-lo. 

— Brincadeira, mon ange. Mas realmente senti sua falta, você pode aparecer por lá quando quiser. —Ele me abraçou e depositou beijos ousados em meu pescoço, fazendo que minha pele arrepiasse. Um gemido baixinho escapou da minha garganta. Eu adorava sentir seus toques. 

— Vou me lembrar disso. 

— Ok, mas agora vamos. Temos aula e mais tarde consultoria, certo? — Ele perguntou enquanto íamos andando de volta para os prédios, mas agora sem as mãos dadas. 

Nós fomos conversando sobre coisas triviais no caminho de volta e implicando um com o outro como de costume. Era impressionante como as coisas conosco fluíam perfeitamente bem e como gostávamos de estar na presença um do outro. Castiel não era uma pessoa fácil de se lidar, mas por algum motivo ele resolveu se tornar maleável comigo e de verdade eu agradecia mentalmente por isso, porque pude conhecer uma pessoa extraordinária. 

Quando estávamos chegando próximos à cantina, aos risos, a voz estridente nos interrompeu. 

— Mon amour! — Ambre o abraçou por trás. Ouvi o beijo que ela deu em suas costas e a cara de impaciência que ele fez. 

— Ambre! — Ele virou para ela e a mulher beijo-lhe os lábios de forma nada discreto. 

Senti meu corpo gelar, eu não sabia onde enfiar minha cabeça. Eu acabara de beijar aquela mesma boca, ainda deveria ter o meu gosto lá e fui obrigada a ver aquela loira nojenta agarrada no pescoço dele, beijando-o como se não houvesse amanhã. Meu estômago revirou e o amargo veio na minha garganta e voltou. Droga! 

O que eu queria? Era isso que se ganhava por querer tornar-se amante de alguém, Mirela.  Castiel era dela, da Ambre, muito antes de eu chegar. Nunca seria meu, não de verdade e por completo. E isso me fez lembrar do Ken, eu deveria me sentir dele e não de outra pessoa.  

Pigarreei. 

— É... eu estou indo... hum... encontrar a Violette. — Castiel afastou a Ambre daquele beijo que pareceu eterno e abriu a boca para dizer algo mas a namorada não deixou 

— Vai lá, chérie. Boa aula. — Respirei fundo para não mandar ela ir à merda. Odiava quando me chamava de chérie, porque ela carregava a palavra de deboche, cinismo, ironia. Mulher intragável. 

— Depois a gente se fala, Mirela. — Castiel disse simplesmente, aquele cara divertido que estava há pouco comigo não existia mais, a frieza costumeira tomou seu lugar.  

Rodei nos meus calcanhares e me retirei dali. Se eu não estivesse tão indignada com a situação em que eu mesma me coloquei teria chorado. Que merda era essa que eu tinha escolhido para mim? Eu tinha o dom de fazer as escolhas erradas e talvez Castiel tenha sido a número um dessa lista. Mas era um erro tão gostoso de se cometer que nem diante de tanta humilhação eu pensei em voltar atrás. 

Avistei Violette e Nathaniel saindo do refeitório, os dois que por sinal estavam cada dia mais próximos, chamei por ela e corri para alcançá-los. O que eu tinha de fazer era tentar esquecer aquela cena patética. 

(...) 

Saí da aula apressada, pois já estava atrasada para a consultoria do Castiel, ele havia me mandado algumas mensagens bem malcriadas por estar esperando tanto tempo e vendo quem vinha em minha direção, acho que ele terá de esperar um pouco mais. 

— Olha ela! — Ambre, Charlotte e Li pararam na minha frente com sorrisos debochados no canto dos lábios. 

— O que quer dessa vez, Ambre? — Eu já estava cansada daquela perseguição. Ok, eu estava com o namorado dela, mas ela não tinha de reclamar comigo sobre isso e sim com ele. Senhor, eu já estou começando a achar normal ser amante, é o fim dos tempos. 

— Nada, só quis cumprimentar a coleguinha do meu namorado. — E ela fez questão de frizar o Meu. — Amigas do Castiel são minhas amigas também. — Franzi o cenho para ela. Como era entojada essa criatura. Forcei um sorriso. 

Oui. Que bom. Mas agora tenho que ir. — Ia saindo mas ela segurou meu braço e eu voltei. 

— Consultoria com seu tutor? 

— Oui. — Puxei meu braço de volta. As guarda-costas dela deram sorrisinhos baixos. 

— Bom, non quero que esqueça sobre aquela notre conversa, Mirela. Eu e o Castiel estamos juntos há cinco anos, então... não acredito que você queira destruir um relacionamento, não é mesmo? E o Castiel quando se envolve com essas meninas por aí, é apenas para me fazer ciúmes. — Ela riu e eu engoli seco. Será? 

Até que fazia sentido essa coisa do ciúme. Ela o abraçou e beijou hoje e ele não demonstrou em momento algum estar descontente com aquilo. Mas por outro lado ele estava sendo tão cortes comigo que eu não poderia pensar que não sentia nada por mim. Respirei fundo e olhei para as três que esperavam uma resposta. 

— Você já deixou isso claro, amiga. — Falei, forçando a última palavra. — Agora tenho que ir, já estou atrasada para encontrar o seu namorado. — Saí andando, mas não sem antes ouvir. 

— Castiel não vai ligar, tenho certeza, vocês se dão tão bem. — Eu me virei e olhei para uma Ambre com raiva nos olhos, braços cruzados e uma postura quem estava pronta para uma guerra. Resolvi que não responder era a melhor opção. 

Fui ao encontro do meu tutor, com todas aquelas conspirações espremendo a minha cabeça. Como o dia podia começar tão bem e terminar uma merda?

 

Glossário:


Vous êtes fou?: Você é louca?
Quoi? : O quê?
Mon ange: Meu anjo
Notre: Nossa
 


Notas Finais


O que vocês acharam? Deixem seus comentários, eu ainda não escrevi os próximos capítulos (por isso não sei se postarei amanhã), mas digo que serão momentos lindinhos da Mirela com o Castiel. Aguardem *-*

E uma perguntinha para vocês, leriam uma história da Violette com o Nathaniel? Eu estava pensando em fazer uma série do Amor Doce, partindo dessa fic aqui. Sempre quis escrever uma série, não sei se vou conseguir, mas enfim... para a Violette já tenho uma ideia pairando na minha cabeça. O que acham? Se puderem responder, fico muito grata.
Beijos e até a próxima ;*


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