História 6 Meses na França - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Ambre, Castiel, Kentin, Nathaniel, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Dúvida, Intercâmbio, Traição, Triângulo Amoroso, Valores
Exibições 96
Palavras 1.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, como estão? Eu tinha postado rápido e nem deu para escrever nada aqui, mas voltei e cá estou haha Vamos conversar. (vocês deveriam ler mais essas notas iniciais, por sinal kkk)

Bom, este capítulo está extraordinário? Não. Por que? Porque ele é apenas algo a secumprir na história. Visto que eu insinuei essa coisa da Ester com o Kentin, teríamos que ter uma explicação e aí está. E como não tem como fazer um capítulo apenas com isso, ele serve também de introdução para os próximos.

Como eu havia dito esses dias, a história está chegando ao final, como você verão nesse capítulo, há uma passagem de tempo (pequena) e a data do Castiel ir embora está próxima, então temos de nos preparar para as finalizações e saber o que vai acontecer com esses dois quando o Castiel tiver de entrar no avião. Separados de novo? :O'

Bom, é isso. Mesmo não tendo nada de muito interessante, espero que gostem haha Boa leitura!
Beijos.

Capítulo 33 - Trinta e Três


— O Castiel gosta mesmo de você, não é? — Ester quebrou o silêncio incômodo que pairava no ar, enquanto subíamos no elevador, ao lado de uma senhora que morava um andar a cima do meu. 

— É, parece que sim. — Eu sorri genuinamente. As lembranças dele dizendo que agora éramos namorados povoaram minha cabeça e provavelmente eu estava com cara de trouxa naquele momento. 

Antes que déssemos seguimento à conversa, as portas do elevador se abriram, eu me despedi da senhora que estava conosco com um aceno de cabeça e nós saímos, indo em direção ao meu apartamento. Por algum motivo a atmosfera estava pesada. Não que eu não soubesse o porquê, mas era estranho estar pisando em ovos com uma das minhas melhores amigas. A gente sempre falou sobre tudo, sempre estivemos a vontade na presença uma da outra e estarmos agora, agindo como se algo estivesse muito errado, não era nada confortável. 

Quando abri a porta de casa, minha mãe nos recebeu com um sorriso. Sempre ela, pronta para cumprimentar quem quer que fosse passar por aquela porta.  

— Ester, querida. Faz tempo que não te vejo por aqui. Uns minutos mais e você encontraria o menino da Mirela. — O menino da Mirela? Revirei os olhos. 

— Mãe, por favor. 

— O que foi? — Ester sorriu com as coisas insanas que minha mãe tinha o dom de proferir. 

— Na verdade eu o vi, quando estava chegando aqui, tia. Ele estava ali em baixo com a Mi. 

— E eles já haviam se conhecido. 

— Um bom rapaz. — Minha mãe deu de ombros e antes que ela viesse com qualquer papo a mais eu me retirei dali. Ao que parece Ester queria me dizer alguma coisa... que já deveria ter dito há muito tempo. 

— Nós estamos lá no quarto, tá mãe? — Falei enquanto sumia pelo corredor e ouvi um "sim querida", em resposta. — Bom, agora estamos salvas. — Sorri e fechei a porta, me sentando na cama e escorando-me na cabeceira. — O que queria me dizer? — Perguntei fitando-a. Ester estava visivelmente nervosa, como se eu fosse atacá-la com uma faca ou sei lá o que. Quase ri da situação. 

— Ah Mirela, você sabe sobre o que quero falar com você. Você disse algo ontem que... — Ester se sentou na ponta da cama e antes que ela completasse a fala eu a interrompi. 

— Que você está a fim do Kentin? Ou seria que você está de quatro por ele? — Dei uma risada. 

— Mi... 

— Olha Ester, eu não sei porque você está tão preocupada com isso. Sério? Eu não ligo. Quer dizer, não é como se não fosse algo estranho, namorei o cara alguns anos da minha vida e você fez parte desses anos como nossa amiga e agora... enfim. Mas o que se pode fazer? Eu sou a última pessoa que pode julgar alguém nessa história. — Ela soltou o ar pesadamente, como se tivesse acabo de lembrar que precisava respirar. 

— Eu não queria nada disso. Não gostava dele quando vocês estavam juntos. 

— Eu sei, Ester. 

— Mas enquanto você esteve longe ele fiou tão... frágil. O Kentin começou a ficar cabisbaixo demais e cada vez mais me procurava para conversar, pedir opinião e conselho. Passou a ir tanto no bar que beber começou a ser um hábito. Ele ia, tomava apenas uma cerveja, conversávamos enquanto eu servia uma mesa e outra e depois ia embora. No entanto, com o passar do tempo, ele passou a beber mais e conversar menos. Acho que foi quando percebeu que de fato havia algo acontecendo com você lá pela França. — Me encolhi. Sempre me culparia por não ter sido leal com ele. — Tinha dias que ele nem conseguia dirigir o próprio carro, era eu quem o levava em casa, ouvindo sua mãe dizer que o filho dela estava assim por minha culpa. — Nós duas reviramos os olhos juntas e rimos. 

— Por que aturou tudo isso? 

— Porque eu me senti necessária, Mirela. Eu vivo sozinha, estou sempre sozinha e ver o Kentin precisando de mim, mesmo que seja só para acompanhá-lo enquanto ele vomitava no meio fio, fez com que eu me sentisse incrivelmente necessária. E poder ver seu lado fragilizado, que não seja revestido de toda aquela tentativa de ser perfeito, me atraiu, sei lá. É estranho. — Ela deu de ombros e eu juro que não consegui compreender nada daquilo. 

Como a pessoa se limita a ser apenas uma bengala na vida de alguém? O Kentin estava usando a Ester como lixeira, na verdade, e ela achou que era necessária. Quando a gente escuta que o amor é burro, a coisa é bem mais profunda do que isso. Nos apaixonamos por cada situação, cada coisa que quando nos olhamos no espelho surge a pergunta de "como foi que isso aconteceu?" 

— Sabe que ele está te usando para jogar toda a merda dele, não sabe? — Perguntei me aproximando dela e pondo minha mão em seu ombro. Ester baixou a cabeça, encarando seus dedos entrelaçados. 

— Pior que sei. Só que acho que essa coisa de gostar de alguém, não é algo que a gente escolhe, certo? 

— Acho que não. — Sorri e a puxei para um abraço. — Eu só queria que me contasse desde o início. Nós somos amigas e eu nunca iria brigar com você pelo homem que fosse, Ester. 

— Fiquei com medo de te chatear. — Ela segurou meu braço e sua voz estava tremida. 

— Nunca! — Me afastei e sorri. — Pelo menos não por isso. — Dei de ombros. — Eu espero que ele consiga te enxergar, de verdade. Você merece ser mais do que substituta. 

—Ah! — Ester deu uma risada desgostosa. — Já não acredito mais nesse milagre, amiga. 

Nós duas ficamos por alguns minutos nos fitando. Sei lá, parecia que ainda havia algo fora do lugar, devido ao desconforto. Se ela namorasse o Kentin como seria? Nós trocaríamos figurinhas? Ok, não serei egoísta a esse ponto e se eles quiserem ficar juntos, eu não vou me intrometer, Kentin não é mais problema meu. 

— Faça acontecer, gata. — Ester secou os olhos úmidos e me deu sorriso. 

— E seus pais, o que acharam do Castiel? —  A mudança brusca de assunto era indício de que o assunto Kentin estava encerrado e possivelmente entre nós, nunca fluiria com naturalidade. 

Contei a ela tudo o que magicamente havia acontecido e nós ficamos algumas horas conversando sobre coisas triviais como era de costume. Mais tarde, Alexy apareceu em minha casa juntando-se a nós e tivemos uma noite divertida. Eu estava feliz por as coisas estarem enfim se acertando de novo. 

(...) 

 

Duas semanas depois... 

Os dias vinham passando na perfeita paz. Ester e eu estávamos levando nossa amizade como antes e vez ou outra Kentin, quem eu nunca mais vi depois daquela fatídica noite, virava assunto na nossa pauta. Alexy sempre era uma peste em nossas vidas e isso nunca mudou e espero que continue assim. Eu e o Castiel estávamos cada vez próximos se é que isso era possível. Ele vinha frequentando minha casa com regularidade e sua relação com meus pais só veio a melhorar. Meu pai andou me perguntando coisas sobre como eu estava me sentindo em relação a ele, se era isso mesmo que eu queria para mim, se já tínhamos pensando quando ele fosse voltar para a França e eu ouvi tudo sem saber uma resposta exata para suas perguntas. 

Na verdade, sobre a coisa de o Castiel ser com certeza o que eu quero para minha vida, eu sabia muito bem. Não havia espaço para mais ninguém no meu coração além dele. Eu nunca estive tão apegada a outra pessoa assim, era como se fôssemos feitos um para o outro e eu sei que isso soa clichê, mas não há outa definição. Quais as chances de encontrarmos uma pessoa que nos faça tão bem lá do outro lado do mundo? Só podia ser alguma jogada do destino eu estar na França naquele período. Se eu não passasse novamente na prova e tivesse de tentar mais uma vez, Castiel já não estaria mais estudando. E se ele não tivesse reprovado o semestre, não teríamos tido nenhum tipo de contato. 

É difícil explicar a ligação e empatia que temos. Vai muito além de atração física, é mais. Eu sinto isso. É a necessidade de estarmos juntos por um período em que nem mesmo conseguimos mensurar quanto. Eu quero o Castiel perto de mim ao que se assemelhe a uma vida inteira. Não admito que depois de tudo que passamos, que depois de termos enfrentado tanta gente e tanta distância não terminemos unidos. Não há volta para casa que me faça desistir do que nós dois temos. Não mesmo! 

Mas essa não é uma preocupação só do meu pai, é nossa também. Não conversamos sobre isso em momento algum que estivemos juntos. O assunto até surgia de relance, mas nada que nos levasse aprofundar a questão. Um erro, devo admitir. Porque a semana da volta para casa chegou, Castiel estaria em um avião daqui a 48 horas e nem mesmo sabíamos como as coisas iriam acontecer. Onde estávamos com a cabeça no fim das contas? 

Toda vez que penso nisso, lembro da pergunta debochada do Kentin sobre o que iríamos fazer quando Castiel tivesse de ir embora. O idiota do Kentin não tem nada a ver com a minha vida, mas o pior de tudo é que ele estava certo. O que nós vamos fazer? 

Terminei de passar o pincel sobre o grande painel que está à minha frente. Eu estava trabalhando naquele cenário, desde que começara meu estágio na oficina de artes. Algumas partes já estavam prontas e eu e mais dois artistas, seguíamos os trabalhos. Pintar não era exatamente o que eu queria para minha carreira, mas pelo menos me rendia algum dinheiro, no momento. 

Tive meus pensamentos sobre meu pequeno drama pessoal e meu trabalho interrompidos, quando o meu celular vibrou em meu bolso, anunciando que uma nova mensagem chegara. Deixei o pincel sujo de tinta azul em cima de uma pequena mesa que havia ao meu lado, tirei minhas luvas e puxei o aparelho. Castiel. Sorri sozinha. Estava pensando nele e olha quem aparece. 

 

Castiel: Jantar hoje? Quando sair da oficina? 

Eu: Oui, chérie. Com certeza. 

Castiel: Passo para te buscar em sua casa às 20:00h. Beijos. 

Eu: Aguardarei ;* 

 

Guardei o celular novamente e voltei ao trabalho.Já estava ansiosa para encontrá-lo, como já disse, sempre parece ser a primeira vez. 

 


Notas Finais


Muitos visualizam os capítulos e pouco deixam suas maquinhas por aqui. Não se acanhem, você que ainda não comentou, comente pelo menos uma vez o que estão achando, eu sou super legal, juro u.u kkkkk
Beijos e até o jantar do Castiel e da Mirela ;*


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