História 6 Meses na França - Capítulo 8


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Kentin, Li, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Professor Faraize, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Dúvida, Intercâmbio, Traição, Triângulo Amoroso, Valores
Exibições 327
Palavras 1.534
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas, como estão? Primeiramente eu quero pedir desculpas pela demora, mas teve um motivo. Estive sem internet todos esses dias e o rapaz veio consertar apenas hoje, depois de muita aporrinhação, mas enfim... Cá estou. Consegui escrever algumas coisas durante esses dias então terei conteúdo que postar, espero que gostem! Obrigada aos novos leitores, obrigada pelos comentários e continuem comigo, pf *-*

Bom, hoje teremos mais um pouquinho de confusão da Mirela, mas juro que está acabando haha e conheceremos mais um pedacinho da Violette. Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 8 - Oito


Meu objetivo era ir embora, durante toda aquela conversa sem cabimento, mas para variar Castiel me impediu e como se não bastasse me beijou. Eu tentei me desvencilhar de seus braços mas no fim das contas não consegui. O toque de sua boca, sua língua macia e quente tocando a minha, seu corpo pressionado contra o meu me fizeram derreter inteira.

Simplesmente me entreguei. As mãos que antes socavam seu peito, agora agarravam sua blusa com força, ao passo que o beijo tornava-se ainda mais intenso. E foi só apenas em um lampejo de lucidez que eu me soltei daquela coisa maravilhosa. A verdade é que eu não queria que acabasse, mas também não poderia continuar. 

— Non. — Falei com a respiração acelerada, empurrando-o para trás. — Não podemos fazer isso, Castiel. Que droga, não podemos. — Pus minha mão sobre a boca, podia ver meus dedos trêmulos. Ainda sentia a pressão de seus lábios contra o meu e cresceu em mim uma vontade de agarrá-lo novamente que eu tive de controlar.

— Mirela, eu... — Ele passou a mão pelos cabelos. — Por que não pode ser? — Me puxou novamente pela cintura e colou sua testa contra a minha. 

Os olhos cinzas do Castiel me encaravam com intensidade. Não havia deboches, frieza ou joguinhos ali, apenas desejo. Eu não conseguia parar de olhar para eles.

— Não torne as coisas mais difíceis.

— Mirela eu nunca implorei nada a mulher nenhuma. Você está mexendo comigo de uma forma que eu desconheço completamente. Deixa eu viver isso só pelos meses que nos restam. Viva isso comigo, porque eu sei que você também quer, mon amour.

— Eu preciso mesmo ir.  — Ofeguei e enfim consegui sair de perto dele e caminhar rapidamente para longe. Não é que eu não quisesse, ou que Castiel não mexesse comigo. Só que era errado. Não era? Trair meu namorado com uma coisa que eu sabia muito bem que seria passageira? 

Quando cheguei no quarto o meu celular tocou indicando que era o Kentin. Eu não queria atender. Como iria conversar com ele depois de tudo que acabara de acontecer se nem mesmo eu havia assimilado bem todas aquelas coisas e aqueles sentimentos que estavam me consumindo devagarzinho?

Por mais que eu quisesse negar sei muito bem que não sinto apenas amizade pelo Castiel. Ele mexia comigo e para mim mesma, tenho que admitir que estou... apaixonada. O que posso fazer? Ele é bonito, inteligente, um grosso, mas quando resolve me tratar bem, tira todo meu chão. E não é como se eu tivesse esquecido o Kentin, nesse momento, meu coração está em frangalhos, dividido, ferrando com minha cabeça que já não é muito certa.

 — Alô? —  Atendi receosa.

— Oi meu amor, como está? Que tempo que você não liga. — Sua voz estava rouca e arrastada.

— Aconteceu alguma coisa? Está falando esquisito. — Ele riu.

— Talvez eu tenha bebido um pouco demais na saída com a galera da faculdade.

— Sei. E você achou que seria legal me ligar bêbado? — Confesso que possivelmente esta pergunta tenha soado rude demais, no entanto não estava com pique para aturar isso. As coisas já estavam bem complicadas por aqui.

— Calma. Só senti sua falta.

— Sinta minha falta sóbrio e a gente conversa.

 Nunca falou comigo assim. — Ele retrucou, sério e eu respirei fundo. Realmente nunca havia falado com ele assim e não era a primeira vez que ele ficava bêbado.

— Só não estou muito bem hoje, podemos falar outra hora?

Silêncio.

— Kentin?

— Olha, Mirela. Não esquece que essa sua vida aí, só vai durar mais 4 meses. Depois você estará de volta.

— O quê quer dizer com isso?

— Até mais!

—  Kentin... Kentin... — E só ouvi o barulho do telefone sendo desligado na minha cara. O que ele quis dizer com isso? Parece que todo mundo sabe de alguma coisa, menos eu. 

Me joguei na cama e antes que pudesse pensar em qualquer coisa a Violette entrou no quarto, toda sorridente.

— Salut, mademoiselle!

— Uau, que animação é essa? — Deixei meus probleminhas de lado por um tempo e fui me concentrar na minha amiga. Era melhor lidar com a felicidade dos outros do que com minhas dúvidas.

— Rien. — Violette estava com um sorriso que não lhe cabia no rosto então definitivamente não deveria ser nada.

— Nem vem. Pode contando — Sentei ao seu lado em sua cama. — Vai Violette, solta tudo.

— O Nath... Passamos a tarde toda juntos. — Vi sua bochecha corar.

— Aimeudeus, que coisa incrível e algo que definitivamente eu nunca pensaria. Conseguiu ser um ser humano normal perto dele? — Sorri ao ver seu embaraço.

— Ei, não fale assim. - Violette me empurrou e riu. - E sim, tanto quanto eu posso, consegui ser o mais normal possível. Conversamos tanto sabe? E sobre tudo. Foi incrível.

— Que bom amiga. — A abracei. — E vocês se beijaram? — Violette revirou os olhos.

— Não acha que aí já é demais? —  Sim, eu sabia que era demais, só não entendia o porquê.

— O que rola com você e os caras? — Violette me olhou profundamente e vi em seus olhos um traço de tristeza.

— Quem sabe um dia eu te conte. — Me deu um sorriso desanimado.

— Então há algo? — Ela assentiu.

— Mas um dia eu vou me libertar disso, Mirela. Eu tenho que fazer isso por mim. — Vi que minha amiga estava a ponto de chorar e me arrependi amargamente de ter mexido nesse assunto que parece mesmo delicado.

— Não fique assim, Violette. — A abracei novamente. — O que você precisar, qualquer coisa, eu estarei aqui. E caso eu já tenha voltado ao Brasil, estarei em todas as redes sociais e de comunicação possíveis para que você possa falar comigo. — Sorri, enquanto passava o polegar por uma lágrima que escorreu de seus olhos. — Agora minha vez de contar.

— Contar o quê? — Ela perguntou fungando e se recompondo. Eu iria contar. Só tinha ela para que eu pudesse conversar sobre isso e guardar definitivamente não estava sendo a melhor opção, eu surtaria.

— O Castiel me beijou se declarou sei lá o que foi aquilo. — Falei rápido, sem vírgula, ponto ou respirar.

— Quê? — Ela perguntou caindo na gargalhada. — Ok, imaginei que isso iria acontecer. Por algum motivo Castiel está tomando umas atitudes com você que não são normais. Torre Eiffel? Sério? — Me encarou com uma expressão divertida.

— Não sei o que se passa na cabeça dele. É errado fazermos isso com as pessoas que estão conosco. — Violette parou um tempo e ficou me encarando. Como se estivesse pensando em algo.

— Sabe, Mirela? Eu fui a primeira a dizer para você tomar cuidado com o Castiel. Ele realmente é galinha, trai bastante a Ambre e normalmente leva as meninas para a cama e puff, nada mais. Mas o que posso dizer? Tenho visto mon ami falar mais de você do que ele fala de qualquer outra pessoa, seu humor fica ainda pior quando você falta às consultorias ou não atende o celular. Ouvir Castiel reclamar não é nem de longe a coisa mais legal do mundo, acredite. — Ela riu. — Ele tem dado vários bolos na Ambre e um deles foi no dia que te levou para conhecer la ville, então... acho que você se tornou diferente. Se no começo ele queria bagunçar, algo mudou. E eu sei que você também sente alguma coisa por ele, vê-los juntos, implicando um com o outro é de encantar. Até Nathaniel já percebeu.

— O irmão da Ambre também percebeu? Que ótimo. Estou muito bem mesmo. Ela quase me matou hoje, sabia? 

— Nathaniel não liga. Ambre não é a pessoa mais querida que conhecemos. — Ela deu de ombros. -—Mas o que eu quero dizer é, se tem sentimento, será que é tão errado assim? Eu sei que você tem seu carinha no Brésil, mas quem te garante que ele está sendo um santo durante esses dias que está aqui? 

Parei para pensar. Isso era verdade. Não havia garantia. No entanto meu pensamento foi além. Porque o que estava em questão aqui não era o caso de dar o troco no Kentin e sim fazer o que eu queria. Eu gostava do Castiel e segundo ele, também gostava de mim. Será que é tão errado assim?

— Non sei o que pensar.

— Eu não sou a melhor pessoa para dizer para você se arriscar por motivos óbvios. — Violette riu. — Mas eu já vi muita coisa errada nesse vida, amiga. E isso de vocês não me soa como tal. - Violette levantou e foi em direção ao banheiro. — Agora vou tomar banho. 

— E me deixar com essa bomba que jogou no meu colo? — Ouvi sua risada.

— Para você pensar melhor, ué. — E a porta do banheiro se fechou.
    Eu tinha muito o que pensar. Não é fácil você abrir mão das coisas que acreditou serem certas para você a vida inteira. Mas também não é fácil deixar de atender aos desejos que correm pelo meu corpo. É como o Kentin disse, eu só tenho mais 4 meses aqui. Não sei em que situação ele quis colocar essa frase, mas estava me fazendo pensar que eu tinha de aproveitar as oportunidades. Iria embora depois e tudo voltaria ao normal, ao seu devido lugar. Talvez eu devesse dar ouvidos ao que meus instintos estão berrando.

 

Glossário:


Mon ami - Meu amigo
La ville - A cidade
 


Notas Finais


Beijos e até amanhã. (Se eu não postar é porque a internet voltou a ficar ruim)


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