História 6 Meses na França - Capítulo 9


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Kentin, Li, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Professor Faraize, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Dúvida, Intercâmbio, Traição, Triângulo Amoroso, Valores
Exibições 314
Palavras 1.391
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas, como estão? Espero que todas bem. Bom, eu trago hoje mais um capítulo que terá sua continuação amanhã, que acho que vocês gostarão. Eu ia colocar tudo junto, mas ficaria muuuuito grande e acho capítulos grandes demais cansativos. Então, fiquem com essa introdução.

Mudando de assunto, vocês já fizeram o ep 32 do Amor Doce? Eu quero fazer mas estou com preguiça daquela enrolação toda do hospital, confesso kkk. Enfim...

Boa leitura.

Capítulo 9 - Nove


Eu sei, sei que havia chegado a conclusão de que talvez fosse melhor atender aos meus ardentes e insistentes instintos e todo aquele bla, bla, bla super moderno. Mas não deu, simplesmente não consegui. Estou evitando o Castiel há exatos 7 dias. Eu vou até a coordenação, assino que fiz a consultoria, no entanto nunca apareço. Não atendo mais suas ligações e nem respondo suas mensagens.

Violette sempre me diz que ele está uma fera, me xingando até a décima geração. Só que foi isso que minha consciência mandou eu fazer e pronto, fiz. De uns três dias para cá ele simplesmente desistiu. Não me olha mais, não me cumprimenta de manhã, nenhuma ligação, nadinha. Deu saudade e um aperto egoísta no coração em saber que ele havia desistido de mim, porém no fundo foi bem melhor.

Hoje, por exemplo, eu nem mesmo o vi pelo campus ou no refeitório. Nathaniel sentou em nossa mesa de manhã sozinho, não disse nada sobre o Castiel, me tratou normalmente e está cada dia mais meiguinho com a Violette. É bonitinho vê-los conversando. Minha amiga está um pouquinho mais solta, pelo menos não sai mais correndo parecendo que está fugindo do Chuck, ou sei lá.
    — Bom, vou deixar vocês nesse papo maravilhoso e vou indo para a sala, oui? — Falei dando um sorrisinho malicioso aos dois e vi Nathaniel retribuir. Ele estava interessado, bastava a Violette dar-lhe espaço para que a coisa fluisse como deveria ser. Mas quem sou eu para dar conselhos amorosos para alguém, não é verdade?

— Não precisa sair, amiga. — Violette falou, já ficando corada.

— Non. Deixe ela ir. Assim podemos conversar melhor. — Nathaniel piscou para ela.

— Nossa, me expulsando na cara de pau. — Todos rimos. — Vou indo, beijos para vocês ou beijem-se vocês, também pode. — Vi Violette me fuzilar com os olhos, sorri e me retirei. Ninguém poderia dizer que eu não os estava ajudando.

Quando saí do prédio avistei Ambre passar com suas amigas e me destilar aquele olharzinho de ódio que só ela sabe dar, mas nada do Castiel. Onde este homem estava? Não que seja da minha conta, mas ultimamente ele tem estado bem mais com ela e agora não se encontra em lugar algum. Já que eu não poderia tocá-lo do jeito que eu desejava, então que pudesse pelo menos olhar de longe. E o fato dele ter desaparecido não facilitava as coisas.

Segui para a sala de aula e entrei junto do professor. Espalhei meu material em cima da mesa e a aula começou. Violette entrou toda atrapalhada 10 minutos depois, sob o olhar severo do Professeur Faraize. Ouvi quando ela deixou seu corpo cair na cadeira atrás de mim e seus suspiros de "que vergonha", seguidos de uma lufada de ar pesada. Eu ri. Coisas que pareciam normais para qualquer pessoa no mundo, para Violette eram um desafio diário, como chegar atrasada por exemplo, a menina fazia o possível e o impossível para tornar-se invisível.

Vi meu celular vibrar em cima da mesa e fiquei na esperança de que fosse Castiel insistindo mais um pouco. O que é? Eu tenho um ego que gosta de ser massageado de vez em quando. Porém o visor indicava uma mensagem de Violette com sua foto escondendo o rosto com as mãos, que eu havia tirado à força.

Violette: Nath estava me falando sobre o Castiel.

Li a mensagem e senti meu coração bater mais forte. Só de saber algo sobre ele eu ficava estranhamente animada. Estava parecendo uma adolescente que acabara de chegar ao ensino médio, deslumbrada com os carinhas do terceiro ano, sabe?

Eu: E? 

Fingi desinteresse, mas querendo loucamente saber se ele havia dito algo sobre mim.

Violette: Ele está doente. Eu meio que sabia mais ou menos, porque estive com ele esses dias e reclamava de dores. Mas Nath disse que está bem pior, febres altas...

Eu: Diga que vá ao médico.

Violette: Estamos falando do Castiel, amiga. Ninguém diz para ele fazer rien rs

Eu: Que a Ambre cuide dele então :)

Violette: Eles não têm esse tipo de relação.

Eu: E por que está me falando isso Violette?

Realmente não entendi. Só me fez ficar preocupada. Não é bom ter febres altas e ignorar isso. Pode ter outras complicações, evoluir para pneumonia ou alguma coisa mais séria.

Violette: De repente ele goste de te ver por lá, je ne sais pas.

Olhei para trás com uma cara de "Como?" Ela estava louca? Eu andei ignorando o cara há dias e do nada apareceria em seu dormitório para cuidar dele? Era até cômico.

Eu: kkk não vou aparecer no dormitório dele depois de dias para cuidar dele, amiga.

Violette: No appartement, você quer dizer.

Eu: Como?

Violette: Ele mora em um appartement e não aqui.

 E sua próxima mensagem foi com o endereço do Castiel, que era bem próximo a SA.

Eu: Não preciso desse endereço, não vou.

E não respondi a mais nenhuma de suas insistentes mensagens. Agora veja você. É eu tocar a campainha e Castiel me expulsar de lá com um facão na mão. Só não entendo porque nunca surgiu o assunto de "ei, não moro por aqui", mas enfim, o que isso importa, também?

(...)

Parece idiotice, mas passei as malditas horas restantes do meu dia pensando que aquele homem estava agonizando de febre em cima da cama, sem querer ir ao médico por teimosia e que sua namoradinha palhaça nem mesmo estava cuidando dele.

Deixei que a água quente do chuveiro caísse sobre meus cabelos e fechei os olhos, tentando fazer com que a ideia que passava pela minha cabeça sumisse e eu voltasse à minha realidade e maravilhosa decisão de deixar as coisas como estavam. Mas quando saí do banho eu ainda queria ir até ao apartamento dele com um saco de remédios para febre e gripe e medicar aquele ruivo francês grosseiro.

E no puro impulso foi o que fiz. Me vesti adequadamente, porque estava um frio de cortar os ossos ao meio, sequei meus cabelos e pus um gorro e luvas. Passei na farmácia que havia perto da SA e entrei em um táxi, entregando a ele o endereço que a Violette havia me dado.

Saí do campus sem dizer nada a ninguém, muito menos a Violette. Não queria ela me olhando com aquela carinha de "eu sabia", não mesmo. Estava fazendo a cagada na encolha e com muito medo da reação do Castiel. Não sei se aguentaria receber uma rejeição como a que eu dei a ele.

Parei de frente ao prédio que a Violette havia me dito e perguntei na portaria pelo Castiel. O porteiro disse que era ali mesmo e comunicou a ele que eu estava ali em baixo. Magicamente a passagem foi permitida. Já era um bom sinal, pelo menos não tinha me deixado lá fora, no frio.

O prédio era luxuoso, todo decorado em tons de cinza e branco, com um hall bem grande e um elevador espelhado. O corredor onde se encontravam os apartamentos, possuía um carpete vermelho e as portas eram todas cinzas. Dava para ver que a família do Castiel tinha dinheiro. Procurei pelo número 405 e toquei a campainha.

Me agarrei na sacolinha da farmácia que havia comprado, tinham alguns remédios indicados pelo farmacêuticos para baixar a febre, outros para dor de cabeça e garganta e algumas pastilhas. Talvez fossem ser úteis. E comprei também um chá expectorante para que ele pudesse tomar. Nesse frio cairia bem.

 A demora para abrir a porta era demais, visto que ele sabia que eu estava subindo. Quem sabe não desistira e me deixaria ali plantada até que eu me desse conta e fosse embora. E quando comecei a pensar nessa possibilidade de sair dali, a porta se abriu.

Um Castiel com os cabelos ainda mais desgranhados que de costume, enrolado em um edredom e com a cara amassada de tanto dormir, acredito, abriu a porta.

— Vous! — Sua voz era rude e seu olhar nada acolhedor. Se havia uma hora em que eu teria de correr para as colinas, era agora.

— Je. — Me encolhi. — Me disseram que estava doente. — Levantei a sacolinha da farmácia. A cara dele não melhorou em nada. Com certeza a visita tinha sido uma péssima ideia.

 

Glossário:


Professeur - Professor
Je ne sais pas - Não sei
appartement - Apartamento
Vous - Você
Je - Eu
 


Notas Finais


Será que o Castiel vai pôr ela para correr? kkk


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