História 60's - Capítulo 10


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Categorias Janis Joplin, Pink Floyd, The Doors
Personagens David Gilmour, Janis Joplin, Jim Morrison, John Densmore, Personagens Originais, Ray Manzarek, Robby Krieger, Syd Barrett
Tags Anos 60, Janis Joplin, Jim Morrison, Musica, Pink Floyd, Poesia, The Doors
Exibições 9
Palavras 793
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Nós Somos Apenas Duas Almas Perdidas


Fanfic / Fanfiction 60's - Capítulo 10 - Nós Somos Apenas Duas Almas Perdidas

Estava organizando algumas tralhas que eu e Syd havíamos juntado no sótão sem perceber. Encontrei num canto alguns quadros que ele havia pintado, todos empoeirados, lindos, resolvi pregar nas paredes, achei também uma caixa de madeira cheia de poesias que eu havia escrito no ensino médio, todas eram simplesmente horríveis, que evolução - pensei. Guardei algumas das tantas guitarras que haviam na casa e tirei a poeira de tudo, o toque do telefone me interrompeu, desci as escadas para atendê-lo. Era Robby.

- Andy? Como vai? Quanto tempo, você foi embora sem avisar, Ray me disse que voltou para Oklahoma.

- Sim, voltei, está tudo bem por aqui. Como estão? Por que me ligou? Os shows vão voltar? - Empolguei.

- Bom, não. Na verdade, acho que nunca voltarão.

- O que quer dizer com isso? - Minha voz estava trêmula. Os Doors não podiam acabar.

Jim teve uma overdose, havia morrido há três meses, Pâmela fez uma cerimônia fechada, não avisou ninguém. Ray, Robby e John só souberam quando um amigo de Jim, convidado para o enterro, os avisou e ficou pasmado ao saber que Pâmela escondeu tudo de todos. Nem os pais de Jim sabiam ainda. 

Comecei a chorar no telefone, Robby tentava me consolar, mas eu estava sem chão, perder Janis e Jim me fazia sentir como se alguém tentasse explodir meu coração com a mão. Syd passou aquela semana inteira agarrado em mim, deitado no sofá o dia inteiro, tentava me fazer comer alguma coisa, comprou um caderninho novo de poesias, compôs uma música bonita no piano, mas nada parecia ser suficiente para me tirar daquela situação.

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Alguns ruídos me acordaram no meio de uma tarde, eu ainda estava no sofá, meu cabelo estava tão sujo que poderia ser jogado numa sacola plástica e levada para o aterro sanitário. Syd desceu as escadas que levavam até a sala com o espelho do banheiro na mão, parou na minha frente e me fez enxergar a pessoa no espelho, uma Andy abatida, cansada, cheia de olheiras, cabelo desgrenhado.

- Eu estou fedida, Syd. - Sussurrei.

- Bom, você não pode sentir seu cheiro apenas se olhando no espelho, mas se acha isso deveria tomar um banho. - Ele pendurou o espelho num prego ali na sala mesmo. Voltou, jogou minha coberta no chão, me pegou no colo e me levou até o banheiro.

 Lá ele tirou minhas roupas, ligou o chuveiro e me deu banho. Além disso, escolheu uma roupa legal para eu usar, secou meu cabelo e escovou meus dentes. Depois me deu um beijo e disse que tudo ia ficar bem, pois a morte era parte da vida.

- Sei que passou bastante tempo ao lado do Jim, ele era especial para você, mas já está vivendo sem ele há um tempo. Pelo que me disse ele nunca foi muito apegado ou presente, já estava te preparando para a ausência. Sei que não é fácil, mas você consegue, minha Andy. Você é uma mulher tão forte, a mais forte que eu conheço. - Disse enquanto penteava meu cabelo para o lado no estilo Twiggy, como eu gostava. Sorri. - Isso mesmo, amo seu sorriso.

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Quando Syd morreu, cinco meses após a notícia da morte de Jim, numa tarde que ventava bastante, eu liguei para o hospital da cidade e chamei David para o sepultamento, ele levou Roger, Richard e Nick, que também eram amigos de Syd. 

- Ele era espetacular. - Roger disse chorando. - Apesar de tudo, sensacional. Nossa, como vou sentir saudades.

David me deu um abraço e deixou que eu encharcasse sua blusa com minhas lágrimas. Eu era uma sem teto, não tinha mais meu lar, meu universo, não tinha mais Syd.

Voltei para casa, os rapazes insistiram em ficar comigo, mas disse que não havia necessidade. Naquela mesma tarde liguei para Ray e pedi que ele viesse a Oklahoma com Robby, Ray e John, lhe passei o número de David e pedi que o convidasse, junto com os outros rapazes, para vir também. Juntei todas as minhas coisas e as de Syd na sala, os quadros apoiados na parede, outros pendurados, minhas caixas de poesia sobre a TV, todas as fotos, além da câmera de vídeo e várias outras quinquilharias. Deixei um bilhete grudado na porta que dizia: 

"Guardem tudo, dividam entre vocês, não são somente bens materiais, somos nós. Eu, Syd, Janis e Jim estamos contidos nessas pinturas, fotografias e poesias."

Depois disso fui para o quintal, sentei num balanço que havia ali, todo enferrujado. Bebi os comprimidos de Syd e me despedi. O universo não teria mais que se preocupar comigo. Me uni a ele. Me uni a eternidade.

  ''A criança cresceu

   O sonho acabou

   E eu fiquei 

  Confortavelmente entorpecido...''

 60's


Notas Finais


Obrigada pela companhia, pelos comentários e favoritos. Foi incrível estar com vocês nessa primeira breve fanfic! Mil beijos e até outras histórias <3


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