História 7 Minutos no Céu - Scallison - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Tags Lydia Martin, Scott Mccall, Stiles Stilinski, Teen Wolf
Exibições 36
Palavras 1.905
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Essa é minha primeira One Shot.
Escrevi pensando em Pepini (Pepe + Tini) mas com o decorrer da história, as únicas pessoas que vinham na minha cabeça eram Scott e Allison, meus amores. <3

Então... espero que vocês gostem!
Boa leitura!

mua

Capítulo 1 - Capítulo Único


Parei e estacionei o carro na única vaga que encontrei por ali. Não tinham muitos carros porque o esperado não eram muitas pessoas, mas ainda sim quase não havia espaço naquela rua. Em seu aniversário, Lydia sempre queria a casa cheia (as melhores festas eram as dela), mas parece que para hoje ela pensou em algo mais íntimo.

Saí do carro e passei a mão em meu vestido preto para ajeitá-lo. Meu batom de cor clara foi retocado enquanto eu olhava para o retrovisor do carro e logo em seguida peguei minha bolsa indo em direção a casa de Lydia. Mal esperei para que ela abrisse a porta e já me joguei em seus braços garantindo que ela tivesse o melhor abraço em seu aniversário.

— Parabéns! - eu disse a apertando e finalizei aquele gesto de carinho com um beijo na bochecha. — E isso é pra você. - a entreguei uma caixinha preta de veludo.

Talvez alguém pensasse que estávamos velhas de mais para isso, mas no momento não teria presente melhor que um colar da amizade.

— É muito lindo, Allison! - recebi outro abraço enquanto via, por cima do ombro dela, seus amigos sentados no chão em círculo.

— O que vocês estão fazendo? 

— Acredita que estamos brincando de "jogo da garrafa"? - ela riu e me fez rir também. Antes de chegar, imaginei que a festa seria resumida em dançar a noite toda e beber até tirar a roupa, mas não, estavam apenas brincando. — Vamos entrar.

Assim que entrei a rodinha de amigos concentrou seu olhar em mim. Os mesmos de sempre. Cumprimentei todo mundo com um sorriso e um aceno, e Lydia me arrastou para a roda como se quisesse que eu brincasse também. Assim que me sentei, a campainha tocou e ela se dirigiu à porta enquanto eu me enturmava naquela rodinha. Arrastei meu olhar para a porta e vi o sorriso que eu conhecia mais do que ninguém. Eu olhava fixamente para ele como se estivesse paralisada — e talvez eu realmente estivesse — enquanto ele entregava seu presente à Lydia e ela o agradecia com um abraço. Tentei disfarçar voltando minha atenção para o jogo. Ele entrou, se sentou e olhou para mim também surpreso.

Lembrei que já faziam meses que não nos falávamos, meses que não trocávamos olhares, meses que nos separamos. Olhar para ele novamente foi lembrar de tudo o que vivemos juntos e não sabia se ter ele ali na minha frente estava me causando sensações boas ou ruins. Eu só não esperava que ele estivesse aqui e estava rezando para que aquela brincadeira não aprontasse algo comigo.

Lydia sussurrou um pedido de desculpas e eu balancei a cabeça avisando que estava tudo bem. Na verdade não estava mas eu precisava e queria mostrar que sim.

— Toma. - Lydia me deu a garrafa avisando que era a minha vez de rodá-la no chão. Sorri entrando na brincadeira e girei a mesma. Assim que ela parou pude ouvir o risinho de todos eles e logo depois um beijo de Danny e Ethan.

E assim ficamos durante grande parte daquela noite. Eu intercalava meus olhares entre a garrafa e seus olhos, e perdia a concentração na maioria das vezes. Ele sorria e as pessoas ali ao meu redor desapareciam fazendo com que meu foco não se desviasse dele. Olhava para o seu cabelo e lembrava de quantas vezes o fiz dormir apenas passeando meus dedos entre ele. Olhava suas mãos e lembrava do quanto eram quentes e me protegiam. Olhava para sua boca e me lembrava dos inúmeros momentos em que me perdi ali.

A garrafa foi girada novamente enquanto eu viajava nos meus próprios pensamentos, e ficava girando e girando. Eu parecia não fazer parte daquela brincadeira porque a garrafa tinha algum problema em não parar em mim.

Nem nele.

— Acho que essa brincadeira já deu. - disse Erica pegando a garrafa e deixando em qualquer canto daquela sala

— Propõe algo melhor? - Isaac perguntou enquanto Erica se sentava novamente com a gente

— Podemos jogar "7 minutos no céu" - Aiden falou como se fosse uma ideia qualquer. Todos o olharam com dúvida e curiosidade de saber que tipo de jogo era aquele. — Não acredito que não conhecem. - ficou surpreso mas nos explicou — Duas pessoas entram em um lugar fechado e escuro e ficam lá durante 7 minutos. Podem fazer o que quiserem, mas não podem acender a luz e muito menos sair antes do tempo. - todos pareciam ter aceitado a brincadeira e eu estava com a maior cara de "tanto faz" até ouvir meu nome sendo pronunciado.

— A Allison vai. - olhei para Erica que me sugeriu para aquela brincadeira

— O quê? Não!

— Já que você não participou do outro jogo...

Os encarei sabendo que aquilo não iria acabar bem. Respirei fundo e concordei em participar. Pegaram meu celular, meu relógio e qualquer coisa que me distraísse da brincadeira.

— Vamos sortear uma pessoa e daqui a pouco terá alguém aí dentro para te fazer companhia. - Stiles me olhava com a cara mais suspeita que ele poderia fazer. O conhecia muito bem e sabia que poderia aprontar algo.

Escutei a porta sendo fechava enquanto eu estava sozinha naquele pequeno quartinho escuro, até que ela foi aberta e uma pessoa entrou se juntando a mim.

— Daqui a 7 minutos eu abro. - ouvi Stiles gritando e o barulho da chave sendo girada trancando a porta daquele pequeno quarto que pelo tamanho parecia mais um banheiro.

Fiquei calada durante alguns segundos e poderia continuar até os últimos segundos daquela brincadeira, mas não era isso que eu iria fazer.

O quarto estava literalmente preto, bem escuro. Eu arregalava os olhos na tentativa falha de conseguir enxergar alguma coisa.

— 7 minutos é muita coisa, não? - falei quebrando aquele silêncio e curiosa para ouvir a voz do meu colega de quarto.

— O que são 7 minutos ao lado de quase 1 ano?

Congelei.

Meu corpo foi envolvido por arrepios e calafrios que eu senti em milésimos de segundos. Foi só ouvir sua voz que tudo em mim foi despertado. O tom da sua voz que me fazia ficar completamente centrada e não prestar atenção em mais nada. Não sabia o que responder, e tinha sorte por ele não poder me ver naquele momento.

1 minuto.

— Já fez isso antes? - ele me perguntou sobre a brincadeira e aquela foi a primeira vez na noite que falei me dirigindo a ele (tendo a certeza de que era ele).

— Nunca.

— Disseram que seria sorteio, mas eu acho que nos enganaram - soltei uma risada fraca que eu tenho certeza que o fez sorrir também.

Uns 30 segundos em silêncio e eu já conseguia me imaginar segurando suas mãos.

— Talvez eu seja uma completa idiota por dizer isso, mas eu sinto a sua falta.

10 segundos de silêncio e eu já estava arrependida.

— Achei que estava bem sem mim.

— Bem? - eu perguntei incrédula — Foram meses tentando superar que nada mais entre a gente dava certo. - me pronunciei exaltando a minha voz, mas diminuí o volume tentando não perder a cabeça e começar uma discussão chata na festa da minha melhor amiga.

2 minutos.

— Eu também sinto a sua falta. - como eu amava a sua voz! E naquele momento eu estava odiando não poder acender a luz e ver o movimento de seus lábios pronunciando a frase que eu mais queria ouvir depois de todos esses meses.

Sem pensar, me aproximei, e caí em cima dele ao tropeçar em algo. Ele me segurou e riu do meu jeito desastrado que já conhecia. Suas risadas foram porta de entrada para as minhas. Estava tão perto que conseguia sentir o calor da sua respiração em meu rosto, e sem pensar (novamente), passei meus braços pelo seu pescoço encostando nossas testas.

3 minutos.

Pela primeira vez naquela noite eu me sentia calma, tranquila. Sua respiração se chocando contra o meu rosto conseguiu fazer com que a inquietude do meu corpo diminuísse por pelo menos um momento. Fechei os olhos como se fizesse alguma diferença, mas acreditei que assim poderia aproveitar ainda mais o momento.

— Eu juro que poderia ficar nos seus braços pra sempre. - eu disse assim que ele me envolveu em um abraço.

— Eu poderia escutar a sua voz por muito mais que 7 minutos.

Acariciei seu rosto passando a mão na boca que me proporcionava as melhores sensações. Fiquei brincando com seus lábios até que ele tomou a iniciativa de começar um beijo depois de tanto tempo. Ela estava esperando. Minha boca estava esperando pela dele. Depois de tanto tempo eu ainda conseguia sentir tudo o que sentia quando o beijava, conseguia sentir o mesmo gosto que eu amava sentir.

4 minutos.

Eu não queria o soltar mais. Queria continuar aqui ou em qualquer outro lugar, mas queria continuar sentindo as mesmas sensações que sentia há quase um ano atrás. Segurei firme em sua nuca enquanto intensificávamos o beijo. Era impressionante o que ele conseguia fazer comigo.

Ele se afastou para que pudéssemos respirar e em uma fração de segundos começamos o segundo beijo da noite, e com a vontade que eu estava, colocaria mais uns cinquenta beijos na fila.

5 minutos

Toda a saudade que sentíamos do beijo um do outro ia embora naquele momento. Eu mordia sua boca claramente pedindo por mais e já havia perdido a noção do tempo. Parecia tudo tão devagar e tudo tão rápido, mas eu queria ter ele ali pra mim de qualquer jeito. A única coisa que me incomodava era saber se eu me arrependeria ou não, mas um arrependimento a mais ou a menos não faria diferença nesse ponto da minha vida.

— Já se arrependeu? - ele perguntou entre o beijo (que agora estava mais acelerado) como se tivesse o poder de ler a minha mente

— Cala a boca porque ainda não. - ele sorriu e eu sorri também.

6 minutos

Adorava quando isso acontecia. Adorava o seu sorriso. E lá estávamos nós começando o terceiro beijo.

O beijo acelerado foi perdendo a velocidade e ficando mais calmo. Queria poder saber o que passava pela sua cabeça cada vez que a gente se tocava daquele jeito. Queria saber se a saudade dele era do tamanho ou maior que a minha. Não queria me arrepender. Finalmente soltei meus lábios dos seus. Acariciei seu rosto e depois passei a mão em seus cabelos.

— Scott, eu t... - fui interrompida pelo barulho da chave sendo girada na porta.

— 7 minutos, pombinhos. - Stiles disse assim que abriu a porta, e o sorriso em seu rosto desapareceu quando viu que estávamos um em cada canto daquele pequeno quarto. 

— Qual é?! Não rolou nada? - levantei os ombros — Tá, saiam daí!

Stiles parecia decepcionado e eu tentava esconder o quão engraçado aquela situação estava. 

Depois daquela brincadeira, Lydia decidiu cantar parabéns e cortar o bolo. Ficou me perguntando o que de fato aconteceu e eu queria contar tudo, até contar que eu queria muito mais que 7 minutos naquele quarto escuro com o Scott, mas preferi deixar que aquele momento fosse só meu e dele.

Todo mundo indo embora depois daquela longa (e metade entediante) noite de brincadeiras. Me despedi de Lydia e passei por Scott só o olhando e dando o sorriso mais sincero.

— Não se arrependeu? - ele disse segurando meu braço não deixando que eu saísse naquele segundo.

— Não.

— Por quê? 

— Porque eu te amo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado aaaaaaaaaaaa (olha a louca)

Meu twitter é @goalstoessel. Se gostou da história pode comentar e se não gostou pode me xingar lá no twitter alsghakdlahsh. Beijos!


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