História A acompanhante - Sakura e Sasuke (Sasusaku) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Gaasaku, Ino, Itasaku, Kakasaku, Sakura, Sasusaku
Exibições 240
Palavras 3.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoas!!! Tudo certo???

Espero que gostem do primeiro capítulo da história!
E quero aproveitar para dizer "muito obrigada", a todas as pessoas que estão confiando nessa história, e que apenas em ter lido o pequeno prólogo que fiz, resolveram apostar na fanfic e colocá-la como favorita.
Podem ter certeza que vocês terão retorno com o que fizeram, darei o meu melhor.

Bjs!

Capítulo 2 - Os primeiros meses



   Andar de avião era algo novo, só de vê-lo de longe, senti minhas entranhas retorcerem. Tentava a todo custo não fazer cara de boba, pra não pagar mico na frente das pessoas. O fato de eu ser do interior, não é motivo para que também seja caipira. Tive um pouco de dificuldade na hora de encontrar meu assento, e depois que o achei, acabei ficando entre um senhor gordinho, e uma mulher com um nenê no colo.
   A velocidade atingida por aquele aglomerado de fuselagem, para alçar voo, era incrivelmente assustadora. Sentia um friozinho na barriga, e uma vontade imensa vontade de rir. Por que, eu não sei! Fui atingida, em seguida por uma pressão no ouvido, e ficava abrindo a boca, quase que deslocando meu maxilar, para tentar aliviar aquilo.
   Em geral correu tudo bem, o medo que senti, foi apenas durante o pouso. O aeroporto de Congonhas tinha uma pista muito curta, e por conta disso foi possível sentir, com certa intensidade os freios do avião agindo. Segurei em minha poltrona, olhando pro senhor que havia dormido a viajem inteira, e depois para a mulher, que ficou quase imóvel, e quando o bebê ameaçou chorar, enfiou uma mamadeira na boca dele. Eles pareciam tranquilos, então tentei relaxar também.
   Ino foi me buscar, o que foi um alívio, mas quase me perdi naquele aeroporto enorme, e ela me disse, depois que o de Guarulhos é ainda maior. O movimento de carros era intenso, e exaustivo. Só de pensar que ainda terei que chegar na pequena casa, de dois minúsculos cômodos que aluguei pela internet, e arrumar minhas coisas já ficava chateada.
   Por mais que tivéssemos muito para conversar, ficamos praticamente o tempo todo caladas, sentadas no banco de trás de um táxi branco, muito bonito. Antes que eu a avistasse, fiquei assustada com os taxistas que gritavam, chamando os passageiros. Sei que poderia ser um vigarista qualquer, então fiquei em um canto, próximo à uma das portas de vidro. 
   Durante o caminho ela apontou pela janela, mostrando o bairro que morava. Tinha dito que eu poderia ficar com ela sem problema nenhum, mas não poderia aceitar. Meu orgulho era grande demais, e também não queria causar incomodo. Ela mora em Moema, próximo ao parque Ibirapuera, um dos lugares mais valorizados da capital.
   Ficava o tempo inteiro no celular, disse que estava marcando com alguns clientes, na maior naturalidade do mundo. E eu apenas assenti, tentando ignorar o fato de saber que minha amiga é uma garota de programa, ou acompanhante de luxo como ela gostava de falar. Reparei em seguida o quanto ela estava mudada. Seu jeito de se vestir estava sofisticado e sua maquiagem muito bem feita e sem excessos. Suas unhas, que antes eram roídas por conta de sua hiperatividade, agora estavam grandes e pintada com esmero.
   Ela fez uma cara feia, quando entramos na minha casa. Peguei a chave na vizinha, como combinado. Eu não achei tão ruim assim, estava bom para um começo, a minha maior preocupação agora seria conseguir um emprego, porque as economias que trouxe comigo não durariam mais do que um mês, contando que aqui, o custo de vida é mais alto.

 


   Depois de quase três semanas, deixando currículos em todos os lugares que via, consegui um emprego. Ino me ajudou muito, fazendo um rascunho com os números dos ônibus que eu deveria pegar para chegar até a lapa, a 25 de março, paulista e outros lugares. E foi assim que me orientei nesse lugar enorme.
   O barulho nas ruas era intenso, vários motoristas buzinando constantemente, motoqueiros que me assustavam com suas manobras perigosas, sirenes para todos os lados e alguns carros de som. Mas o pior era ter que sair de casa mesmo, quando se vai para algum lugar tem que estar preparada, pois tudo é longe. Ficava as vezes mais de uma hora em um ônibus, para depois ter que pegar outro. Isso quando não havia trânsito.
   Quando ia procurar emprego, a primeira coisa que faziam era olhar para meus cabelos rosas, mas eu jamais me desfaria do meu estilo. E também demorei tempo demais para conseguir chegar no tom que eu queria, agora não vou mudar mesmo. O que mais se via pelas ruas eram japoneses, chegava a ser engraçado, pois acabava me sentindo em outro país.
   Algumas pessoas andavam muito bem arrumadas, enquanto outras pareciam ter saído de casa do jeito que estavam. Sem contar o cheiro horrível que outras tinham, as vezes o ônibus ficava insuportável, e como se não bastasse ainda tinham alguns homens impregnados de cachaça. Uma vez um cara sem noção roçou numa senhora, e o ônibus inteiro foi parar na delegacia, algo que é bem comum nesse lugar.
   Fiquei muito brava nesse dia, perdi um tempão com isso, enquanto poderia estar deixando currículos por ai. O metrô em horário de pico era enlouquecedor. A primeira vez que entrei em um, quase não consegui aproveitar nada, pois dei o azar de chegar na plataforma no horário de almoço, e depois o percurso acabou perdendo a graça, já que tinha que passar por ali para ir para a faculdade. Era sempre lotado, e lembrava até uma daquelas fotos que vemos nos livros de história... Um campo de concentração cheio de pessoas famintas e desordenadas.
   O lugar onde eu estudava era enorme, e pra minha felicidade tinha uma professora incrível. Ela era extremamente inteligente, mas muito exigente também. Seu nome é Tsunade, e além de Ino, era a única pessoa que podia contar para alguma coisa nesse lugar enorme. Não conversava com ninguém que estudava comigo, tinha que me focar o máximo possível para valer a pena tudo o que estava fazendo.
   Os dias eram cansativos e longos, a lanchonete onde eu trabalhava pelas manhãs, não assinou minha carteira, mas eu não pude escolher muito, já que não tinha experiência alguma. Saia de lá correndo, comia bem rápido e ia para a faculdade, fedendo a pastel frito. Sei que não acharia o emprego dos sonhos, mas também não imaginava que o que conseguiria seria tão cansativo.
   Ficava em pé a manhã inteira, e meus pés doíam bastante. Andava o tempo todo, tinha serviço desde o momento que eu chegava até a hora que eu tinha que sair. E o pior é que tive que me virar sozinha para aprender fazer tudo, ninguém ajuda ninguém em uma cidade grande. Chegava em casa, e ainda tinha que fazer comida, limpar as coisas e estudar. Resumindo dormia tarde e acordava cedo.
   Falava com meus pais pelo whats, mas com o tempo nem isso estava fazendo direito. O cansaço era tanto que não queria papo com ninguém. Quase toda sexta feira ia encontrar com Ino em um barzinho "badalado", como dizia ela. Para minha sorte, ela que sempre pagava a conta, pois eu não tinha condição. Ficava muito sem graça com isso, mas não podia recusar.
 

 


  Os meses se arrastaram, e eu nem acreditava que já estava aqui a mais de cinco meses. Para meu total desespero fui mandada embora a quase um mês, não conseguia emprego em lugar nenhum, todos diziam estar fazendo cortes por conta da crise. A grana estava curta, e além de aluguel, tinha água, luz e todas as outras coisas pequenas, mas que juntas ficavam enormes.
   Eu já não sabia o que fazer, mas tentava me manter o mais calma possível, pensando que tudo ficaria bem, e uma hora as coisas se acertariam. Todo sacrifício que eu fizer, me será muito bem recompensado quando eu terminar minha faculdade de medicina e começar a fazer o que amo, e sempre sonhei. Porém, isso ainda está longe, e preciso me esforçar ainda mais para conseguir seguir enfrente.
   Domingo pela manhã, fui com Ino, até uma casa imensa, que um cliente dela a disponibilizou, para que pudessem se encontrar sem incômodos nem preocupações, já que o homem era casado. O lugar tinha o jardim mais lindo que já havia visto na minha vida. Tudo era perfeito e extremamente luxuoso, na geladeira havia de tudo e mais um pouco. Me senti uma formiga na casa de um gigante.
   - Ele é bem tranquilo. - Ela falou, colocando uma uva, graciosamente na boca.
   - Mas você não acha estranho saber que a qualquer momento ele pode simplesmente parar de ficar com você? - Perguntei, me sentando ao seu lado, no lindo sofá de couro branco que dava para a piscina.
   - Se ele me dispensar, não tem problema. Ele não é o único cliente que eu tenho. - Seu sorriso parecia realmente verdadeiro. Em todos os momentos que estive com ela, sempre a achei muito feliz.
   - Quantos anos ele tem? - Queria saber sobre tudo sempre, e não seria diferente com esse novo cliente dela.
   - Sessenta e oito. - Ela disse, como se não houvesse nada de errado naquilo. E não me aguentando comecei a rir.
   - Não pode ser! - Exclamei, gargalhando, enquanto ela quase engasgava com minha estranheza.
   - É sério! - Ela falou me dando uma tapinha na perna.
   - Mas ele... Ele ainda consegue? - Já estava quase chorando de rir, imaginando um homem velho, grisalho e barrigudo em cima dela.
   - Claro que sim né sua tonta! - Ela disse rindo. - Nesse trabalho, nem sempre a gente consegue ter sorte de pegar uns caras bonitos e novos. Mas eu não me importo, porque os mais velhos são os que mais gastam com a gente. - Ela falou, esticando seu braço e me mostrando o anel lindo que estava usando.
   - Foi ele quem te deu? - Passei meu dedo por cima do anel, que possuía uma pedra enorme em cima. Não conheço joias, mas tenho quase certeza que é um rubi verdadeiro.
   - Sim! E olha que ficamos juntos apenas duas vezes. - Ela arqueou uma das sobrancelhas, convencida.
   - Nem da para acreditar Ino. - Sussurrei, achando isso impressionante.
   - Esses caras normalmente são muito carentes, e os que não são costumam fazer o tipo safado. Então a gente ouve de tudo. Eles não são nenhum pouco convenientes.
   - Imagino. - Falei, molhando minha uva no chocolate, e levando até a boca com cuidado, com medo de sujar o sofá.
   - Humm... - Ela começou, engolindo sua fruta, e abanando a mão freneticamente. - Tem uns que são muito tímidos, e ficam esperando que façamos tudo. - Ela achou muita graça, para algo pequeno demais em minha vista, e eu ri falsamente. Talvez só não entendesse o que ela queria dizer por nunca ter saído com ninguém até hoje.
   - Mas me tira uma dúvida... Quando você fica com eles, usa camisinha né? - Ao sentir a seriedade em minha voz, ela se ajeitou no sofá, me olhando em seguida.
   - Bom, as vezes eles pedem para transar sem camisinha. Mas quando é assim o correto é pedir um exame. Aí eles pagam o nosso exame e o deles, e se estiver tudo certo e os dois concordarem, fechamos o negócio, porém o preço do programa se supervaloriza . Mas, se a mulher recusar eles compreendem, e mesmo que fiquem frustrados acabam deixando para lá. Porém é claro que tem gente que transa com qualquer um sem proteção e sem exigir os exames. - Ela gesticulava suas mãos enquanto falava, e seus olhos estavam fixados nos meus.
   Mechemos em tudo o que tinha na casa, esvaziamos gavetas, olhamos dentro dos armários, e até experimentamos umas roupas que tinham dentro de uma caixa. Ela disse que eram da filha dele, que havia pedido para doar, e que eu poderia ficar com as que eu gostasse. Meus olhos brilhavam com cada peça de roupas de marca, que caia bem em meu corpo. Estavam como novas, tinha um vestido que ainda estava na etiqueta, e eu se quer podia imaginar de que tecido ele era feito.
  Fiquei imaginando como a mulher desse cara se sentiria se descobrisse que ele a trai, mas acho que não deve nem ligar. O importante mesmo deve ser a vida boa que ele a da, em troca de sua liberdade. Isso se ela não tiver nenhum amante também, já que Ino me contou que o homem desconfiava que a mulher dele tinha outro.
   Ela me falou que eles confidenciam tudo a ela, e que as vezes se sente como uma psicóloga, porém com um salario muito melhor. Ela recebia em média mil reais por encontro, e se não se sentisse a vontade com o homem poderia recusar a se deitar com ele. É claro que nessas situações poderia acontecer algum tipo de desentendimento, mas o site em que ela anunciava seu perfil explicava todo o processo detalhadamente, então ela estava "assegurada".
   Quando saia, tinha sempre que estar bem arrumada, e não podia parecer muito vulgar, a não ser se o cliente pedisse. Ela nunca precisava pagar nada, nem mesmo o taxi que a levava ou trazia dos lugares. Eles bancavam jantares caríssimos e hotéis de luxo, isso quando não faziam como o velho pervertido, dando a chave de uma casa para que os encontros ficassem mais fáceis.
    Mei Terumi, era a promotora dela, e todo o trabalho que Ino fazia tinha que dar 5% do que recebia a mulher. A Mei assegurava o pagamento e a resoluções de qualquer transtorno com algum cliente que minha amiga pudesse ter. Ela me disse que essa mulher era muito gente boa, e que se em algum momento não quisesse mais a ajuda dela poderia dispensa-la de seu serviço, mas não faria isso já que sabia que essa tal de Mei conhecia muitos clientes da alta sociedade.

 


   A minha vida seria muito mais fácil se eu tivesse uma condição financeira melhor. Lembrar da casa em que estive no domingo me fazia ficar inebriada. Todo aquele espaço, todos aqueles móveis planejados e a vizinhança silenciosa eram de dar inveja a qualquer um. A própria fachada da casa parecia gritar riqueza.
   Mas enquanto uns estavam com a vida ganha, eu andava pelas ruas de São Paulo procurando emprego para pagar minhas contas que venceriam semana que vem. Já é sexta, então sei que vai ficar tudo atrasado, e não faço ideia de como vou pagar meu aluguel, muito menos comprar algo para comer.
   E apesar de abominar pedir as coisas pros outros, não via outra opção a não ser dizer para minha amiga que estou precisando de ajuda. Pelo menos até poder conseguir um emprego. Mas ai o desespero fica ainda maior, porque um salario mínimo não dava para nada, muito menos para juntar dinheiro e pagá-la depois. Meus pais não tem a menor condição de me ajudar, vim para cá dar minha cara a tapa, buscando meu sonho. Eu realmente estou ficando perdida, mas preciso pensar em alguma coisa
   Cheguei em casa cansada, mas fui tomar um banho e me arrumar para ver Ino, no mesmo barzinho de sempre. Coloquei uma roupinha melhor, combinando uma blusa branca de babados, que peguei da caixa na casa do ricaço, com um jeans velho que tenho. Dizem que uma roupa de grife com outra mais ralé pode dar um bom contraste. Espero que sim, pois é assim que vou. Calcei uma sapatilha, passei maquiagem, para não me sentir inferior a minha amiga que sempre andava bem arrumada, e corri pro ponto de ônibus para não me atrasar.
   O motorista, ignorante, quase me matou quando saiu do ponto com a porta do veiculo aberta. E eu mal tinha acabado de subir, a minha sorte foi uma senhora que segurou pelo meu braço. Todo mundo começou a xingar o motorista, e aquilo virou uma baixaria. Eu me fingi de boba, para evitar mais confusão ainda, e passei para trás, ficando de pé, segurando em uma cadeira, porque não tinha lugar para sentar.
   A lotação, estava ficando cada vez mais... "lotada"! E lá dentro já começava a fazer calor, e a ventilação interna do veiculo era tão pouca que chaga a ser algo desumano. Minha maquiagem parecia que estava derretendo em meu rosto, mas tentei não pensar muito nisso. A verdade é que minha vida está um inferno, e eu fico jogando tudo para "debaixo do tapete", tentando não enlouquecer com minha situação.
   Quando estava procurando emprego mais cedo, um cara lindo, daqueles que nunca me daria bola, ficou me cantando. Eu fechei a cara imediatamente para ele, não se pode confiar em ninguém por aqui. E ele também só ia perder tempo comigo, ouvindo minhas lamurias sobre falta de dinheiro. E encontrar tempo para ele na minha vida também seria difícil, já que quando chego em casa, a noite só quero dormir.
   Dei sinal, quase perdendo minha parada por ficar pensando besteiras. O motorista parou, mas demorou quase um século para abrir a porta. Pronto! Depois de quase uma hora, cabelos bagunçados, roupa amarrotada, por causa do povo que ficou me empurrando no ônibus, e maquiagem derretida estou em frente à casa noturna.
   O lugar estava agitado, tinham garçons com aventais pretos na cintura, andando para todos os lados. Fiquei na ponta dos pés, com a cabeça erguida procurando um lugar para me sentar. Avistei um homem muito bonito, com cabelos pretos que sempre estava aqui quando eu vinha. Provavelmente um cliente assíduo do lugar.
   Fui até um canto, onde tinha uma das únicas mesas vazias, e me sentei, quase me arrependendo depois por perceber que o som era bem mais alto ali. Estava preocupada demais, pensativa de mais. Minha mente calculava várias possibilidades que poderia seguir para resolver meu problema financeiro. Porém nenhum plano que eu formulava tinha chances de dar certo.
   Uma hora já havia se passado, e Ino ainda não tinha chegado. Mandei várias mensagens pra ela, mas não tive resposta de nenhuma. Estava com fome e com sede, mas abri minha pequena bolsa, com alça de lado, contando o dinheiro que tinha. Se eu gastasse um real se quer, não teria como comprar carne para a semana.
   Apoiei meus cotovelos na mesa, e descansei meu rosto sobre minhas mãos. Balançava minhas pernas freneticamente, me sentindo uma derrotada por estar passando por uma situação tão humilhante. Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto eu refazia os cálculos mentalmente, eu tinha apenas cinquenta reais, tinha que pagar passagem para procurar emprego e comprar pelo menos um quilo de carne e arroz. Mas só com um pacote de cinco quilos de arroz eu já gastaria 10 reais.
   Me levantei da mesa abruptamente. Não enxergava direito as coisas a minha volta, e a musica que tocava parecia estar no mesmo ritmo das pontadas que sentia na minha cabeça. Fui para o banheiro, entrei numa das portas e me tranquei, jogando meu corpo sobre a tampa do vaso e me derramando em lágrimas.
   Meu celular tocou nesse exato momento, e tremula abri a caixa de mensagens. - Sinto muito Sakura, não vou poder ir hoje. - Quase joguei meu celular longe ao ler aquela mensagem. Ino era minha única esperança que eu tinha para conseguir ao menos uma pequena quantia, até que conseguisse arranjar algum trabalho.
   A casa aconchegante do senhor que estava saindo com minha amiga veio em minha mente. Ela estava vivendo bem, e parecia feliz com isso. Sua preocupação era só uma; agradar seus clientes. Enquanto eu vagava todos os dias na cidade a procura de emprego para ter dinheiro para comer e viver em um muquifo.
   Mas eu ainda sou virgem, e não teria coragem de leiloar minha virgindade por ai, como muitas fazem. Seu vou ficar com alguém tem que ser com quem tenho vontade, dai só depois disso falarei com Ino que quero tentar trabalhar no mesmo ramo que ela. Uma loucura se passou pela minha mente, e me lembrei do homem que vi sentado no balcão do bar. Me levantei do vaso, olhei meu rosto no espelho, tentando ajeitar um pouco meu rosto manchado de lágrimas e sai do banheiro.
   Minha mente estava tão perturbada, e eu não tinha certeza de mais nada. A única coisa que sabia é que não aceitaria viver uma vida miserável. Muito menos desistir da minha faculdade por falta de coragem ou força de vontade. Eu disse a mim mesma que enfrentaria tudo o que fosse preciso para conquistar meu objetivo, e não vou voltar atrás com minha palavra.
   - Tá afim de ficar comigo? - Perguntei no ouvido do homem, de cabelos pretos que segurava um copo de whisky na mão. 
   - O quê? - Ele gritou, tendo sua voz abafada pelo som que tocava alto no lugar.
   - Eu quero transar com você.



Continua...
 


Notas Finais


É isso ai gente!!!!
Pode deixar que logo, logo tem mais!

Bjs


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