História A acompanhante - Sakura e Sasuke (Sasusaku) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Gaasaku, Ino, Itasaku, Kakasaku, Sakura, Sasusaku
Exibições 199
Palavras 5.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoas!!! Tudo certo???


Me sinto lisonjeada por ter leitores tão adoráveis quanto vocês. Obrigada pelo carinho, e comentários incentivadores.

Espero que gostem! Fiz de coração.

Capítulo 3 - Pink



   
   Minha mão direita estava fechada sobre minha perna, enquanto meu braço esquerdo estava colado em minha barriga, tentando evitar o contato com a mão dele, que repousava na minha coxa esquerda. Eu olhava pela janela, porém nervosa, eu não via nada. Ficava apenas pensando na burrice que eu estava fazendo, mas agora não vou mais voltar atrás.
   Apesar de ele se vestir de maneira simples, seu carro era bonito e luxuoso. E eu sabia que para ter um veiculo assim, ele precisava ter ao menos uma vida boa e estável. Por vezes ele tirava sua mão de mim, apenas para trocar a marcha, que tinha a opção automática, mas ele parecia gostar de dirigir.
   Estava frio lá fora, e mais frio ainda dentro do carro, que estava com o ar condicionado ligado, e ainda assim sentia minhas mãos suarem. Pensei por diversas vezes em dizer que estava incomodada com a temperatura, mas preferi ficar quieta. Já estava me sentindo constrangida o suficiente para uma vida inteira.
   Fechei os olhos, enquanto ele manobrava o carro na garagem de um motel, logo depois de ter falado com uma atendente pelo interfone. Me sentia extremamente estranha por estar naquele lugar, mais ainda com um desconhecido. Meu coração acelerava cada vez mais, e minhas mãos tremiam, ele parecia ser uma pessoa tranquila, e isso me deixava com menos medo.
   Desci do carro, quase tropeçando ao sair, estava desatenta e não sabia muito bem o que fazer, já que nunca tinha entrado em um lugar desses. Ele caminhou em minha direção, e por mais que eu quisesse me mover, meus pés não respondiam aos comandos do meu corpo. E eu fiquei parada, enquanto ele apertava um interruptor na parede, atrás de mim. Me assustei com o barulho da porta da garagem que ia se fechando, e ele me olhou sorrindo.
   Ele era muito atraente, e eu sentiria excitação por ele, com certeza. Porém por mais que eu tentasse parecer desenvolta, não conseguia. A vergonha estava tomando conta de mim, sem minha permissão. Ele pegou em minha mão, me guiando até uma porta pequena, abriu a maçaneta, que fez um pequeno barulho destravando.
   Colocou a mão para dentro e acendeu a luz, me puxando para entrar primeiro. O lugar era lindo, a cama redonda estava impecável, e tinha uma televisão enorme. Haviam espelhos por toda extensão da parede e teto, aquele quarto deslumbrante me encantou, mas pensar em estar nua no meio de tantos espelhos me refletindo me deixou com as bochechas ardidas de vergonha.
   - Pode ficar a vontade. - Sua voz calma, capturou minha atenção, ele soltou minha mão após terminar de falar, e foi direto a um frigobar, pegando uma das garrafas pequenas de bebida quente que tinha dentro dele. - Quer beber alguma coisa?
   - Água, por favor. - Tentei parecer o mais segura possível, e apesar de estar deslumbrada com a suíte presidencial, fingia não estar me importando muito com aquele luxo. Ele me entregou a água, tocando meus dedos. E um arrepio percorreu meu corpo com aquela sensação. Olhei no fundo de seus olhos, colocando o copo na boca e matando minha sede, mantendo o nosso contato visual. Olhar aquele homem lindo me admirando fez com que meu ego crescesse dentro me mim.
   Ele pegou o copo da minha mão, e se virou para pôr em cima do frigobar, e eu comecei a andar para o outro lado do quarto, até uma porta de vidro, passando por uma linda banheira redonda de hidromassagem que ficava no canto do quarto. Quando me aproximei, a porta se abriu sozinha, e do lado de fora havia uma piscina e um chafariz. Um dos corredores laterais davam para uma porta, com uma placa escrito " Sauna".
   Tremi ao ouvir um barulho, e quando olhei para o lado ele estava sem camisa, apertando um botão, e o teto da área começou a se recolher. Olhei para cima, admirando as estralas que começaram a aparecer graciosamente. Seus braços envolveram minha cintura por trás, e quando olhei por cima de meu ombro vi seus músculos definidos que me apertavam contra ele.
   Estava nervosa, e queria terminar logo com aquilo. Me virei para olhá-lo, e sua face estava serena, abracei seu corpo inclinando um pouco a cabeça a espera de um beijo, que veio sem demora. Tentava esvaziar minha mente de todos os meus problemas e aproveitar ao menos um pouco aquele momento diferente que estava tendo.
   Ele passou a mão pelo meu ombro, tirando de mim a pequena bolsa que ainda carregava. Me senti muito envergonhada quando moedas tilintaram, quando ele pousou meu acessório em cima de uma cadeira de praia branca, feita de madeira, que tinha ali perto de nós. Mas ele parecia não se importar com nada, apenas continuou me beijando.
   Sua boca era gentil e suave, e suas mãos passeavam pelo meu corpo, me causando arrepios inesperados. Ele era paciente, e quando eu começava a acelerar o ritmo, sentia ele me apertar um pouco como sinal de repreensão. Era quase como se ele estivesse tentando me ensinar a fazer aquilo como ele gostava. E eu comecei a relaxar o quanto podia meu corpo, tinha que começar a me acostumar com aquilo se quisesse seguir com meu plano.
   Comecei a passar suavemente minhas mãos pela barriga sarada dele. E seus lábios puxaram um pouco de ar, como se ele tentasse conter um gemido, continuei então com as carícias, percebendo que ele estava gostando. Mordi sem querer a boca dele, e arregalei os olhos. Mas ao invés de uma bronca, ele me puxou firmemente para seus braços, me apertando ainda mais contra seu corpo.
   Sua excitação estava visível, e apesar de já estar molhada, quase não conseguia sentir nada por conta do nervosismo. Ele começou a beijar meu pescoço movimentando um pouco o corpo enquanto arrastava os lábios em minha pele. Meus pés estavam presos ao chão, e minhas pernas tremiam um pouco pelo tesão que aquilo estava me arremetendo.
   Sua mão tocou minha pele por debaixo de minha blusa, e num impulso involuntário, empurrei ele para longe de mim. Ele fez uma cara estranha, como se tentasse entender minha atitude, e desconcertada, entreabri minha boca tentando formular alguma desculpa em minha cabeça. Mas achei que talvez fazer fosse melhor do que falar.
   Comecei a tirar minha blusa, agradecendo mentalmente o fato de estar vestindo uma lingerie descente, que combinava com a parte de baixo, que Hinata havia me dado. Olhei para ele, enquanto jogava minha peça de roupa no chão, e a postura dele estava mais relaxada. E sua mão direita estava sobre sua calça, apertando seu membro rijo.
   Abri os três botões que minha calça tinha, e comecei a descer o jeans lentamente pelo meu corpo, empinando um pouco minha bunda para provocá-lo um pouco. Ele estava com um sorriso tão gostoso nos lábios que eu já me sentia até mais confortável agora. Ele caminhou até mim, e eu levantei meus braços, os enlaçando em seu pescoço enquanto ele me abraçava fortemente pela cintura, ainda dando passos, me fazendo andar de costas às cegas.
   - Nossa, você é muito gostosa. - Abri um sorriso com aquelas palavras, e quis retribuir o que ele tinha dito.
   - Você que é uma delicia. - Ele parou, e se afastou do meu corpo apenas um pouco, balançando a cabeça e analisando minhas curvas. Sentei na cama, me lembrando de todas as coisas que Ino tinha me dito que fazia com os clientes dela. Achava um pouco nojento ouvir ela falar de sexo tão abertamente, mas agora todas aquelas conversas intimas me serviriam para alguma coisa.
   Abri as pernas, enquanto ele se aproximava de mim, encaixando seu corpo entre minhas coxas. Olhei em seus olhos, e tremula comecei a abrir o feche da calça dele. Pelo espelho podia ver minha bochecha vermelha, mas estava tentando parecer o mais normal possível. O pau duro dele, saltou pra fora, quando abaixei sua roupa.
   Senti um grande desespero dentro de mim, e lágrimas se formaram em meus olhos e eu fechei as pálpebras para que ele não percebesse minha inexperiência. Ele apoiou a mão direita na minha cabeça, enquanto eu ia, com a boca aberta de encontro a seu membro. Aquele sabor diferente, fez os pelos do meu corpo se arrepiarem, mas já estava quase que na metade do caminho, não podia dar pra trás.
   Tinha juntado bastante saliva na boca, para facilitar meus movimentos, que eram lentos e desajeitados. Mas ele parecia estar gostando, pela maneira que gemia. Comecei a fazer movimentos de vai e vem, e quando já senti meu maxilar doer de tanto ficar daquele jeito, forcei seu pênis até o fundo de minha goela, quase me arrependendo depois, por conta de um engasgo esquisito que soltei.
   Olhei para ele, limpando com a língua o molhado de minha boca, e ele parecia estar ensandecido com meus gestos bobos. Pelo jeito, mesmo não sabendo, estou fazendo as coisas ao menos um pouco certas, para ele me olhar desse jeito. Ele apoiou o joelho na cama e eu comecei a recuar, até estar escorada na cabeceira.
   De frente para mim, ele passou as mão sobre minhas pernas, até que seus dedos tocassem minha calcinha. Ele começou a deslizar o tecido pelas minhas pernas e num ato impensado coloquei minha mão direita na minha boceta. Ele riu mordendo os lábios com aquilo.
   - Não faz isso. - Ele falou excitado, e eu já entendia o que ele queria dizer. Já havia me tocado antes, e apesar de estar sem graça resolvi que faria um pouco para ele. Tinha que perder minha vergonha de uma forma ou de outra se fosse me tornar uma acompanhante mesmo.
   Abri minhas pernas, com o coração quase saindo pela boca, e ele se ajoelhou na cama, olhando fixamente para minha boceta melada, enquanto começava a se masturbar. Friccionei meu indicador no meu clitóris, olhando para a cara safada e gostosa que ele fazia, gemendo com a minha audácia. 
   Comecei a relaxar um pouco meu corpo, reclinando minha cabeça sobre um travesseiro que estava atrás de mim. Minha mão trabalhava agilmente, enquanto calada ouvia o barulhinho que ele fazia se masturbando.
   - Porra Sakura, você está me deixando maluco. - Abri um sorriso com as palavras dele, e tremi, abrindo os olhos, sentindo suas mãos tocando minhas coxas. Ele estava descendo seu copo em direção a minha intimidade. E eu estava quase morrendo de vergonha com toda a situação que estava, mas precisava me entregar por completo.
   Sua língua áspera tocando meu clitóris foi a melhor sensação que já tinha tido. Ele apertava minha bunda com força, pressionando a cabeça no meio das minhas pernas. E mesmo com vergonha acabei gemendo, sentindo o orgasmo mais gostoso que já tinha tido em toda minha vida sendo sugado pela boca dele.
   Estávamos ofegantes, e eu quase não conseguia abrir os olhos direito para encarar ele. Senti um puxão na minha cintura, e meu corpo foi para baixo, ficando deitado agora. Queria pedir para ele ter cuidado comigo, e que eu ainda era virgem. Mas preferi ficar quieta para não ver o homem irritado comigo, ele esticou a mão, pegando uma camisinha que estava em cima do criado mudo, e fiquei olhando pro lado, sem graça enquanto ele colocava a proteção.
   Seu corpo desceu sobre o meu, e com uma mão ele posicionou seu pênis na minha entrada. Fechei os olhos com força, enquanto ele deslizava para dentro de mim, soltando sôfregos gemidos no meu ouvido. Estava ardendo um pouco, e comecei a arranhar as costas dele, porém tirei rapidamente minhas unhas da carne do homem, ao lembrar que Ino tinha dito que eles não gostavam de ficar marcados.
   - Você é muito apertada. - Ele disse, começando a se movimentar de vagar dentro de mim. Ficamos dessa forma por um tempo, e eu já estava começando a me acostumar com suas investidas. E com o corpo um pouco mole, olhei para a face do homem que se ajoelhava, puxando meu corpo. Me levantei e fiquei de quatro para ele, olhando para trás, e soltando um gritinho em seguida, com o tapa que ele me dava, enquanto começava a meter mais uma vez em mim, porém mais de vagar agora.
   Comecei a sentir muito calor, mesmo com o ar condicionado. Minha respiração estava desritmada e meu corpo se movimentava de acordo com o vai e vem que ele fazia. Estava sentindo muito tesão agora, e minhas pernas bambearam quando contrações musculares tomaram minha boceta, liberando meu gozo.
   Inclinei meu corpo, me deitando parcialmente na cama, ainda de quatro. Ele soltou um alto gemido com a minha posição escancarada. E começou a deslizar seu dedo no meio da minha bunda. Eu sabia exatamente o que ele estava querendo, e morria de medo daquilo. Mas para encarar a vida de acompanhante eu precisaria me libertar de todos os receios que tinha na cama.
   Olhei para ele, acenando positivamente. Sua face suada, estava com fios de cabelos presos pelo rosto, mas ele parecia não se incomodar. Se deitou um pouco sobre meu corpo, estendendo a mão e pegando, com um pouco de dificuldade um vidro pequeno que estava em cima do criado. Eu ficava curiosa, olhando para trás, vendo ele abrindo a embalagem do vidro, ainda dentro de mim, mas sem se movimentar agora.
   Revirei os olhos ao sentir o liquido gelado escorrer sobre minha carne quente. Abaixei minha cabeça, a apoiando na cama e fechei os olhos, com medo do que estava por vir. Ele começou a se movimentar novamente, arrancando gemidos de mim. E depois de alguns segundos, senti seu dedo indicador entrando no meu ânus.
   Apesar de eu estar apavorada, não sentia dor, apenas um incômodo. E depois de algum tempo, aquilo até que ficou bom. Seu pênis bombando em mim enquanto seu dedo adentrava e saia do meu cuzinho apertado. Ele retirou o dedo de lá de dentro, e apertou seu pau fortemente dentro da minha boceta. Senti seu pau latejar um pouco dentro de mim, mas não estava entendendo bem o que acontecia.
   Olhei, mais uma vez para ele, enquanto sentia seu pênis saindo de dentro de mim. E quase falei besteira ao ver ele tirando a camisinha gozada, a amarrando e jogando no canto. Achei que ele ia tentar fazer sexo sem proteção, mas me contive ao ver ele pegando mais uma e vestindo. Posicionou seu pênis no meu ânus, proferindo uma palavrão, que me pareceu muito gostoso na hora.
   - Porra...
   Estava doendo aquela pressão que sentia na minha bunda. Suas mão me abriam para ele enquanto ele olhava atentamente o seu pau que entrava com muita dificuldade dentro de mim. Mordi meus lábios contendo a dor que estava sentindo, e tentando acabar de uma só vez com aquele sofrimento, joguei meu corpo para trás. E me senti sendo rasgada pelo homem que gemeu loucamente.
   Ele ficou parado por um tempo, como se me admirasse. E eu agradecia mentalmente por isso, pois pelo menos assim tive tempo de sentir aquela dor amenizar um pouco. Ele começou a se movimentar, e eu sentia meu cú apertando o pau dele. Respirava fundo tentando relaxar o máximo possível, mas estava ardendo muito aquela fricção.
   Senti mais do lubrificante caindo em cima de mim, e aquilo foi um alívio. Ele colocou sua mão na minha barriga, e começou a descer, sem parar seus movimentos. Seu toque estava começando a desviar minha atenção, e eu já começava a sentir prazer novamente. O barulho de nossos corpos me deixavam ainda mais excitada. Eu estava começando agostar de tudo aquilo.
   - Mais forte. - Falei me referindo, aos movimentos que ele fazia com o dedo em meu clitóris. Só que me arrependi um pouco, pois não foi só isso que acelerou, mas também sua estocadas em meu ânus, que já estava sensível com tanta pressão. Depois de um tempo comecei a sentir que iria gozar, e rezei para que ele fizesse isso também para acabar com aquilo logo. Estava muito bom, mas também ardia um pouco, afinal... Era minha primeira vez.
   Comecei a gozar e gemer feito uma cachorra no cio. Mas não estava conseguindo conter o tesão que sentia, e ele parou os movimentos, como da ultima vez, gozando de novo. Meu coração estava acelerado, e eu senti ele segurando uma de minhas pernas, com intuito de me deixar reta na cama. Entendendo o que ele queria, fiquei deitada de bruços, sentindo o corpo dele se abaixar junto com o meu, se deitando sobre mim, sem tirar seu pênis de dentro da minha cavidade.
   Minha cabeça viajava por vários lugares, enquanto ele ofegava e beijava minha bochecha. E apesar de todas as circunstancias, o sexo com ele foi muito mais gostoso do que eu imaginava. Comecei a pensar no que Ino tinha me dito, sobre os homens serem carentes, e resolvi testar a teoria da minha amiga.
   - Você é incrível. Gosto de você. - Ele saiu de cima de mim, e deitou ao meu lado, olhando meus olhos.
   - Acabamos de nos conhecer, como pode gostar de mim? - Ele disse num sussurro, e não sabia bem como responde-lo então apenas disse o que veio a minha mente.
   - É só o que eu sinto Itachi. - Me arrepiei ao perceber que essa foi a primeira vez que pronunciei o nome dele em voz alta. E ele fechou os olhos, puxando meu corpo para um beijo. Era estranho demais estar nua, na frente de um homem pela primeira vez. Mas tentava ficar na minha, fingindo não ligar.
   Fomos juntos para o banheiro, e eu estava morrendo de vontade de fazer xixi. Ele entrou debaixo do chuveiro, e sem graça fechei o box do banheiro, vendo a expressão de estranheza na face dele. Me sentei no vaso, e liberei o xixi devagar, com vergonha caso ele fizesse muito barulho. Estava rindo internamente daquela situação, mas eu não devo ser a única a sentir vontade de fazer xixi depois de gozar.
   Fui para o chuveiro depois, sentindo os beijos dele em meu ombro. Ele era bastante carinhoso e muito sossegado. Conversamos um pouco sobre bobagens. E ele pediu meu número, mas eu menti, dizendo que não estava com meu celular e que não sabia meu número de cór. Ele pareceu um pouco desacreditado, mas não insistiu. Fui para fora e peguei minha bolsa para ir embora quando ele achou aquilo um pouco estranho.
   - Não quer ficar a noite? - Ele perguntou, se sentando na cama.
   - Não, eu tenho um compromisso amanhã cedo. - Ele balançou a cabeça positivamente.
   - Eu te levo.
   - Não precisa. - Falei um pouco assustada com vergonha da minha casa e do meu bairro sem estrutura. Olhei para o relógio e quase enlouqueci ao ver que já passavam de uma da manhã, o metrô já não está funcionando mais. - Bom, se você puder, queria que me deixasse em um ponto de ônibus.
   Ele riu, e insistiu em me levar para casa, mas eu não aceitei. Fui embora toda ardida, mas estava me sentindo bem com tudo o que tinha acontecido. E repassava todas as cenas em minha cabeça. Desci do ônibus e fui rápido para casa, me jogando na cama, sem se quer trocar de roupa. Estava exausta demais.


   Acordei com meu celular tocando. Eram nove da manhã e eu ainda sentia muito sono. Fechei os olhos novamente, peguando meu telefone, que estava ao meu lado na cama, e atendi, encolhendo meu corpo um pouco com o frio matinal que sempre sentia, nessa cidade gélida.
   - Oi! - Falei com a voz arrastada.
   - Ei testuda! Já tinha ligado para você umas mil vezes. - Me sentei rapidamente ao ouvir minha amiga, fingido não ter ouvido o bulling dela.
   - Ino, você está muito ocupada? - Falei despertando.
   - Não muito, por quê?
   - Vem aqui em casa rápido. Eu tenho que falar com você!
   - Tá mais o quê é?
   - Por favor, não demora. - Falei desligando o telefone na cara dela, e correndo para o banheiro tomar um banho.
   Quase uma hora depois, estava andando de um lado para o outro na minha casa pequena. Estava nervosa e louca para pedir Ino que me apresentasse para a mulher que a gerenciava. Dei um pulo ao ouvir as batidas na porta e corri para atender. Com um sorriso enorme no rosto mandava minha amiga entrar em minha casa, mas ela parecia não entender nada.
   - O quê? Sakura, você tá ficando doida? - Ela disse espantada ao me ouvir dizer que quero trabalhar no mesmo ramo que ela.
   - Não Ino, eu não estou. - Disse revirando os olhos para ela.
   - Mas você não é virgem?
   - Essa é uma história para outro dia. Agora preciso que você me ajude, por favor.
   Não quis contar para ela como perdi minha virgindade, por motivos óbvios. E depois de muita discussão e briga, ela concordou em me apresentar Mei Terumi. Bufando ela pegou o celular e foi para fora da casa, ligando para alguém. Eu já estava quase arrancando meus cabelos de tão nervosa que estava. E depois de demorada meia hora ela voltou, com uma cara nada satisfeita.
   - Iaí? - Perguntei, torcendo para que estivesse tudo certo.
   - Se arruma rápido, e coloca uma roupa bem bonita que nós vamos almoçar com ela.
   - Hoje? - Arregalei os olhos.
   - Sim hoje, e se prepara, porque se tudo der certo é bem capaz de você já poder fazer as fotos pro site depois do almoço.
   - Mas tão rápido? - Perguntei abrindo meu guarda roupa minúsculo.
   - É porque hoje é sábado e ela disse que está mesmo precisando de meninas novas.
   Ino me ajudou a escolher a roupa que eu ia vestir, e fiquei me sentindo um pouco ridícula na saia social preta e blusa, também social branca. Por baixo estava com uma lingerie preta de renda, e coloquei um salto enorme, que só tinha usado uma vez na vida. Me olhei no espelho, e fiquei surpreendida com o resultado, apesar de parecer mais séria, estava realmente bonita.
   Ino chamou um táxi, e fomos até a paulista, caladas. Mas ela não parecia estar chateada comigo. Entramos num restaurante chique e bastante sofisticado. E eu tentava parecer o mais natural possível com tudo aquilo.
   - Você já fez algum programa? - A linda mulher de cabelos ruivos e olhos verdes perguntou, enquanto levava seu garfo até a boca.
   - Nunca. - Respondi secamente, olhando para Ino, que estava em outra mesa sentada com um rapaz de óculos e uma garota, também ruiva, com o cabelo mais curto.
   - E você tem certeza que quer fazer isso?
   - Tenho sim. - Disse firmemente.
   - Bom, Sakura. Nós temos um site, onde os clientes entram para escolher a garota que mais o afeiçoa. Alguns homens gostam de garotas fixas, e se qualquer um desses gostarem de você, ele podem acabar se tornando seu cliente permanente. - Eu ouvia atentamente as palavras da mulher, sentindo meus pés doerem no salto que estava calçada. - E é necessário que você tome anticoncepcional, mesmo se optar por apenas transar com camisinha, para evitar transtornos. - Ela fez uma pausa, olhando para a mesa do lado, e depois voltou a me olhar. - Você está disposta a fazer um ensaio fotográfico hoje?
   - Depois que eu fizer o ensaio, já vou começar a receber os clientes? - Perguntei, pensando no dinheiro que eu tanto precisava. Ela sorriu um pouco antes de começar a falar novamente.
   - Bom, depois das fotos, você vai poder escolher as que mais gostou para irem pro site. Lembrando que para sua segurança e privacidade, seu rosto não aparecerá em nenhuma delas. Depois disso, você pode escrever uma mensagem para os homens que visitarem seu perfil, ou simplesmente deixar a mensagem do site mesmo, como a maioria das garotas fazem.
   - Entendo.
   - Quando aparecer algum cliente para você, eu te envio a foto dele, junto com o perfil do mesmo. E se você se interessar eu passo seu telefone para ele.
   Ino, Karin, a garota ruiva que estava com ela na mesa, Chojuro, o rapaz de óculos e eu, fomos para o quarto de um hotel que tinha ao lado do restaurante para fazer as fotos. Ino me disse que Karin é a melhor acompanhante do site, e que sempre pega os melhores clientes. Só que é uma cobra e eu deveria ficar esperta com ela.
   Entramos no quarto, que era muito bonito, claro e limpo. O garoto ficou montando o equipamento dele, enquanto Karin estava sentada numa cadeira ao lado dele, olhando para Ino e eu que conversávamos sobre meu nervosismo por conta daquele momento diferente que estava passando. Para minha sorte Ino disse que eu não ia precisar ficar nua, as fotos eram apenas para aguçar a vontade dos clientes a me contratarem.
   - A Mei disse para a Karin vir pra poder te ajudar com as poses, já que ela é uma das garotas mais desenvoltas que temos. - O rapaz falou sem graça e inseguro.
   - É, mais vai ser difícil achar uma posição boa pra uma garota gorda que nem você. - A idiota não falou brincando, ela estava séria, como se eu fosse uma baleia. Não tenho culpa de ter bunda grande, mas minha barriga é sequinha. E pelo menos não sou uma magrela esquelética que nem ela. Ino e o rapaz ficaram desconcertados com a garota que parecia intimidá-los. Mas ela não faria isso comigo, não cheguei até aqui para ser tratada dessa forma por ninguém. Olhei para Chojuro, que limpava a garganta quebrando um pouco aquela tensão.
   - Seu você quiser pode escolher uma música para te ajudar a relaxar. - Abri um enorme sorriso, pensando num som perfeito para esse momento. Peguei, com um pouco de vergonha, meu celular simples, e conectei ele no computador do garoto, que tinha uma caixa de som extra, e escolhi a música que queria. Ele pediu para que eu fosse para o sofá que ficava de frente para a janela e começasse a me posicionar para as fotos. Vi a ruiva nojenta vindo em minha direção, desfilando e logo reagi.
   - Não preciso da sua ajuda. - A garota ficou com as bochechas vermelhas na hora e vi Ino rindo no cantinho do quarto.
 


Because you know I'm all about that bass 'Bout that bass, no treble I'm all 'bout that bass, 'bout that bass, no treble I'm all 'bout that bass, 'bout that bass, no treble I'm all 'bout that bass, 'bout that bass./ Porque você sabe que eu estou mais para um violão Um violão, do que uma flauta Estou mais para um violão, para um violão, não flauta Estou mais para um violão, para um violão, não flauta Estou mais para um violão, não flauta.
  


  Sapeca, me joguei no sofá com as pernas cruzadas, e subi um pouco minha saia, e abri os primeiros botões da minha blusa, deixando um pedaço do meu sutiã à mostra. Encostei minha cabeça no sofá, pensando apensas na raiva que senti de Karin me chamando de gorda. Abri os braços, os escorando no encosto do sofá enquanto sentia os fleches em mim.


Yeah, it's pretty clear, I ain't no size two But I can shake it, shake it Like I'm supposed to do 'Cause I got that boom boom that all The boys chase All the right junk in all the right places I see the magazines Working that photoshop We know that shit ain't real C'mon now, make it stop./ Então, é bem claro, eu não visto 36 Mas eu sei me sacudir bem Como eu deveria fazer Pois eu tenho aquela coisa Que todos os meninos procuram Todas as gostosuras nos lugares certos Eu vejo as revistas Fazendo todo aquele photoshop Sabemos que essa merda não é real Vamos lá, acabemos com isso!


   Fiquei de quatro no sofá, e ergui minha saia um pouco mais, até que um pedaço da minha bunda ficasse à mostra. Empinei mais um pouco o glúteo, olhando provocante para a ruiva que me encarava com os braços cruzados. Depois, ainda de quatro me agachei no sofá, fazendo com que minha saia quase estourasse em meu corpo.


 If you got beauty beauty just Raise 'em up 'Cause every inch of you is perfect From the bottom to the top Yeah, my momma, she told me Don't worry about your size She says: Boys like a little more booty To hold at night./ Se você tem beleza, apenas Mostre-as! Porque cada centímetro seu é perfeito Da cabeça aos pés Pois é, a minha mãe me disse: Não se preocupe com o seu tamanho Ela diz: Os meninos gostam mesmo é de umas gordurinhas a mais Para abraçar à noite


   Fui para detrás do sofá e levantei minha blusa, amarrando ela embaixo do meu seio, tirei meu sutiã, deixando os biquinhos aparecerem um pouco por conta da transparecia da blusa branca, de tecido fino, e mais uma vez os fleches piscavam para mim. Olhei para Ino e ela balançava a cabeça como se não acreditasse em como eu estava transformada. A verdade é que a noite passada, fez de mim uma pessoa melhor, e agora que estou descobrindo minha sexualidade, e vou usa-la ao meu favor, sempre que possível.


You know I won't be no stick figure Silicone Barbie doll So, if that's what's you're into Then go ahead and move along!/ Você sabe que eu não serei nenhuma Barbie magricela de silicone Então, se é disso que você gosta Siga adiante e vá embora!


   As poses seguiam quentes e provocadoras, e eu já começava a me excitar comigo mesma naquela loucura incrível que estava enfrentando. Não sei bem porque, mas as lembranças da noite que tive com Itachi estavam inundando minha mente. Eu queria mais daquilo, mais daqueles olhares devoradores que ele lançava para mim. Só espero que todos os meus futuros clientes me olhem daquela maneira.


I'm bringing booty back Go ahead and tell them Skinny bitches, hey No, I'm just playing I know you Think you're fat But I'm here to tell you Every inch of you is perfect from The bottom to the top!/ Eu estou trazendo as bundas de volta à moda Vá em frente e diga às Vadias magrelas: Ei Não, brincadeira! Eu sei que Você se acha gorda Mas eu estou aqui para lhe dizer que Cada centímetro seu é perfeito Da cabeça aos pés!


   O ensaio fotográfico estava fluindo com facilidade, e tudo em mim parecia gostar de receber aquela atenção e olhares abobalhados. Não aguentando a pressão, Karin, saiu pisando alto do quarto, e bateu a porta com força. Olhei para Ino, que ria muito com a situação, e Choujuro estava com suas bochechas vermelhas. Mas eu não ligava, apenas continuava. Não fiquei nua, em momento algum, mas se tivessem pedido para que eu ficasse, acho que não recusaria.
   Depois fomos escolher as fotos, e era muito difícil, porque eu precisava de apenas dez para o site, porém tinha gostado de quase todas as cinquenta que tinham sido tiradas. Entreguei a máquina na mão de Ino, confiando em seu bom gosto, e pedi para que ela fizesse o favor de escolher as melhores para mim.
   Me sentei no computador de Choujuro e comecei a pensar se deveria ou não deixar uma mensagem pessoal para as pessoas que visitassem meu perfil. Depois de muito matutar resolvi que eu deveria ter um diferencial, e isso tinha que começar desde o momento da minha apresentação aos meus futuros clientes, e aproveitar para adicionar meu nome fictício para eles.


   Estar com alguém que tenha a capacidade de lhe mostrar o mundo de outra forma pode ser algo revelador. Como sua acompanhante, me proponho não só a estar por perto, como também te dar a oportunidade de conhecer um lado totalmente diferente das coisas, junto de uma pessoa que esteja disposta a te proporcionar uma experiência o mais próximo possível de um relacionamento amoroso real.
Pink




Continua...
 


Notas Finais


É isso aí genteee!!!

Bjnn


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