História A acompanhante - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cara Delevingne, Jared Leto, Lana Del Rey, Margot Robbie
Tags Ação, Drama, Traição
Exibições 390
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


comentem meus anjos ♥

Capítulo 8 - No way


Fanfic / Fanfiction A acompanhante - Capítulo 8 - No way

 

"Everyone come with scars, but you can love them away i told you that i wasn't perfect and you told me the same..."

“Para emergência” “batimento cardíaco caindo” “chame o Dr. Grey” Foram as palavras que eu consegui ouvir enquanto estava deitada em uma maca, os médicos corriam ao meu lado, sentia uma dor absurda no meu corpo e na minha cabeça. Tentava manter os olhos abertos mas era quase impossível, então os fechei.

Abri os olhos com um pouco de dificuldade, senti a boca seca e um gosto ruim.

-Água – foi o que consegui pronunciar.

-Ela acordou – ouvi vozes no quarto em que estava, alguém me deu um pouco de água e finalmente eu consegui abrir os olhos. Primeiramente encarei o teto branco, depois Lizzy, Jared e outro homem apareceram. – Como você está? – reconheci a voz dele, ele apertou minha mão.

-O que aconteceu? – foi o que consegui falar.

-Você sofreu um acidente, Margot – disse o homem desconhecido, descobri que era um médico pois pegou uma pequena lanterna e checou meus olhos.

-Meu filho... – comecei a ficar um pouco desesperada com medo de ter perdido meu filho

-Não se preocupe, sua criança ainda está bem. – Jared deu-me um beijo no rosto, senti uma leve dor latejar.

-Que bom que você está bem – ele falou para mim ainda segurando minha mão. – foi culpa minha, não deveria ter te deixado naquele carro. – sinto a culpa em sua voz.

-Está tudo bem, Jar – minha fala está calma, minha garganta doí quando eu tento falar.

-É melhor deixar ela descansar – diz o médico, Jared me dá outro beijo e eles saem – ela está fora de perigo, vai ficar alguns dias em observação mas logo vai poder ir para casa. – escuto ele dizer e depois saem. Estava muito sonolenta então acabei pegando no sono de novo.

Acabei acordando novamente mais tarde, me sentindo mais forte e apenas com um pouco de dor de cabeça, Lizzy, Lila e Marina estavam sentadas lendo algumas revistas e conversando.

-Olha quem acordou. – disse Lizzy. – como está se sentindo?

-Bem, eu acho – falei me ajeitando na cama.

-Tá, agora, não nos da mais um susto desse, menina – brigou Marina, nós rimos, olhei para a minha barriga e agradeci mentalmente pelo meu bebê estar bem, eu não sei o que seria de mim se tivesse machucado ele, fui uma estupida por ter bebido daquela forma simplesmente por que Jared havia me magoado.

-Eu tenho que contar para Angelina e Daniel que estou grávida – falei, as meninas fizeram uma careta e se entreolharam – O que foi? – perguntei.

-Deveria se preocupar com você agora – disse Lila – Angelina e Daniel estão muito bem.

-Mas são meus chefes...

-Eles são ninguém – quase gritou Lizzy, ela estava um tanto irritada, passou a mão no cabelo o jogando para trás e suspirou – eles não precisam saber de nada da sua vida, e acredito que você nem deveria voltar lá.

-Do que você está falando? – perguntei confusa. – eles me ajudaram, ajudaram vocês. Eles são praticamente a razão por que estamos aqui. – defendi eles.

-Sério, Margot? Você não acha que atrás daquele sorriso da Angelina não existe algo a mais?

-Não sei do que você está falando – as três pareciam alteradas. – vocês estão sendo egoístas e mal agradecidas, como podem pensar mal deles? – acusei

-Eles não são quem você pensa que são – Lizzy disse.

-Cala a boca Lizzy, eu não quero ter que ouvir isso, o que deu em você?

-Eles mandaram aquele bêbado te estuprar – ela disse quase gritando, depois colocou a mão na boca arrependida de ter soltado aquilo.

-O que? – falei baixo.

Ela suspirou.

-É verdade, não queria que você soubesse disso nessa situação, mas é verdade. Eu ouvi uma conversa entre eles dois e Angelina estava orgulhosa por ter tido a ideia.

-Isso só pode ser brincadeira.

-Não é – falou Marina – eu ouvi a mesma coisa sobre outra garota ah um tempo atrás mas achei que fosse só fofoca.

Meu estomago revirou, eu pensei que fosse desmaiar. Passei a mão no cabelo jogando-o para trás, aquilo só podia ser loucura, não podia ser verdade. Olhei para Lizzy desesperada.

-Por que você está fazendo isso comigo? – gritei

-Margot, calma – tentou me acalmar – eu não queria ter te falado assim.

Sem poder segurar minhas lagrimas, elas vieram, uma atrás da outra, desesperadas. Eu sentia como se alguém tivesse enfiado uma faca no meu peito e a puxasse para cima e para baixo fazendo um rasgo difícil de consertar, quase não consegui falar. Minha respiração começou a ficar pesada, como se minhas vias aéreas estivessem sido obstruídas.

-Margot... – Marina se aproximou sentando ao meu lado – calma.

-Não... Não pode ser. Aquilo destruiu minha vida, destruiu a mulher que eu era... Não pode ser verdade.

-Marg... – Lizzy também se aproximou de mim, então eu comecei a chorar completamente desesperada, uma raiva tomou conta de mim, uma raiva de mim mesmo, nojo, nojo do meu corpo que aquele homem havia abusado depois de me espancar, comecei a arrancar alguns fios de cabelos puxando-os com força. De repente, me senti revivendo aquele dia.

-Margot, pare – pediu Lila tentando segurar minhas mãos.

-O que está acontecendo aqui? – Jared entrou no quarto com um buque de rosas enorme que logo foi colocado de lado, ele correu até a minha cama e me abraçou com força segurando meus braços para que eu parasse de me machucar. Chorei como uma criança, berrando, alinhada a seu corpo.

-O que foi, Margot? – ele perguntou acariciando minha cabeça. Estava sem entender nada.

-Eu tenho nojo de mim mesma, ódio. – falei, ele me apertou mais contra si. Tiveram que me sedar para que eu parasse de chorar e me acalmasse. Fiquei durante uma semana no hospital, internada. A batida do carro não havia sido nada tão grave mas havia uma grande preocupação em relação ao bebê, eu devia parar de consumir drogas o que era difícil para mim, que comecei a usar aos quinze anos. Jared ia me ver todos os dias, eu não perguntei nada para ele o porquê ele havia mudado de ideia, se era culpa que ele sentia, medo, ou sei lá, muito menos o que havia se resolvido entre ele e Natalie, mas só a presença dele já era o bastante para eu me sentir bem. Saber que Angelina e Daniel haviam tramado aquilo contra mim era horrível, eu não tinha estomago para olhar na cara dele, mas enquanto estava naquele hospital maldito eu tive tempo suficiente para pensar no que eu iria fazer.

-Como está se sentindo, Margot? – perguntou o Dr. Lendo minha ficha.

-Bem, bem melhor – falei

-Eu vou te dar alta, mas preciso ter certeza de que haverá alguém cuidando de você 24h por dia – como Lizzy iria ficar comigo 24h por dia se ela estava sempre trabalhando? Nós nos entreolhamos.

-Você pode ficar lá em casa – disse Jared surpreendendo a todos nós.

-O que? Sério? – falei surpresa

-Claro, tenho uma grande e nova mansão, com empregados para estar a sua disposição, eu também estarei por perto, vamos cuidar de você até que você se recupere, depois, se quiser pode voltar para sua casa. – ele disse. Eu hesitei, eu não sabia mais nada da minha vida.

-Tudo bem, eu acho – falei um pouco baixo, procurando no olhar de Lizzy aprovação.

E assim foi, Jared me levou para sua grande mansão maravilhosa, preparou um enorme quarto para mim e me tratou como uma rainha, ele estava sendo incrível comigo, mas algo nele ainda estava me incomodando, eu não podia me mexer muito porque meu corpo ainda estava um tanto dolorido então eu passava a metade do dia na cama, deitada assistindo televisão ou me torturando em meus pensamentos. A tala em minha perna quebrada também me impossibilitava de andar, mas com tantas pessoas ao meu dispor, isso não era necessário.

-Está se sentindo confortável? – Jared veio pela noite ao meu quarto.

-Muito – falei – só é um pouco solitário aqui as vezes.

Ele sorriu e se assentou na ponta da cama.

-Jared, por que está sendo tão legal comigo? Quero dizer... Eu não era uma prostituta?

Ele me olhou e sorriu.

-Eu ia falar com você sobre isso... Você carrega um filho meu em sua barriga, é o mínimo que eu posso fazer. – ele passou a mão no cabelo jogando-o para trás. – e você não precisa mais fazer isso.

-Isso o que?

-Se vender – ele parecia buscar as palavras que não iriam me ofender. Fiquei encarando ele tentando decifrar o que ele queria dizer mas suas expressões eram indecifráveis.

-Jared, eu realmente não quero falar sobre isso – falei, ele ficou quieto, comprimiu o lábio inferior e se levantou, caminhou um pouco pelo quarto e depois voltou a me olhar.

-Fique bem, Margot, você precisa se recuperar – ele se aproximou, colocou o dedo polegar no meu queixo e tentou me beijar, mas eu virei o rosto.

-Você não precisa beijar uma prostituta. – falei irônica, ele fez uma cara de decepção e saiu.

Com os dias passando eu fui me recuperando, meu médico me visitava toda semana para ver como eu estava, e Jared aparecia apenas uma vez ao dia no meu quarto para me ver, nós não conversávamos muito eu simplesmente não conseguia esconder a mágoa que sentia dele por ele ter me tratado como um lixo antes de saber que eu estava grávida. E se eu não estivesse grávida? Continuaria sendo um lixo para ele? Então com esse pensamento na cabeça, falar, ou até mesmo olhar para ele era difícil. Mas eu não podia negar a falta que sentia dele os dias, amava quando ele ia me ver até mesmo quando não conversávamos, adorava simplesmente sentir o cheiro dele, olhar dentro dos seus olhos que parecia uma porta para o paraíso.

Mas o tempo em que fiquei trancada dentro daquele quarto não foi em vão, eu finalmente consegui pensar no que eu faria em relação a Angelina e Daniel.

Em uma segunda feira a tarde, depois que tirei o gesso da minha perna liguei para as meninas e pedi para que elas fossem me encontrar na casa do Jared, e elas não demoraram em aparecer.

-Aconteceu alguma coisa? – perguntou Lizzy preocupada.

-Eu estava pensando sobre tudo o que aconteceu – falei – e tomei uma decisão.

-Você vai se casar com o Jared? – disse Lila encantada.

-Shut up­ – Disse Marina para ela.

-Não, nós não vamos nos casar, nós nos mataríamos. Mal andamos nos falando, mas não é sobre ele que quero falar.

-Então?

-Eu vou me vingar da Angelina e de Daniel. Eu vou tirar tudo, cada centavo, deles! Toda maldita dor que eu passei, eles vão passar.

As três ficaram caladas apenas me olhando, tenho certeza que elas podiam ver a fúria que estava em meus olhos. 



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