História A alcatéia - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Lobos, Originais, Romance, Velho-oeste
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Palavras 2.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse cap ficou bem fraquinho 🙄 mas o próximo tá trazendo altas emoções!!!! Aguardem até amanhã sai
Aproveitem então é boa leitura 😁 😘

Capítulo 12 - Interrogatório


Fanfic / Fanfiction A alcatéia - Capítulo 12 - Interrogatório

O sol mal havia nascido, e aqueles homens já estavam à postos para partir. Esperaram a chegada de Diana e como a mesma não apareceu, Leon entendeu que aquela tinha sido à sua decisão, afinal. Não a procuraria. Não tinha este direito. Deixaria que ela seguisse sua vida da maneira que quisesse. Ele e aqueles homens tinham uma coisa a fazer, e nada os pararia.

- ¿Para dónde vamos, señor? – Kevin perguntara montando em seu cavalo.

- Vamos seguir o plano original. – A resposta veio seca e sem emoção. Como sempre.

- Bueno! – Todos assentiram.

XXX

- Como assim seu imbecil? – Sanders gritava à pleno pulmões com um dos subordinados de sua fazenda. -Porque não fui informado disso ontem mesmo?

- S-senhor!

- Anda! Responda-me seu imprestável!

- O-o s-s-ssnhor estava passando mal ontem à noite. Ninguém queria lhe dar mais uma notícia ruim!

- A está hora o maldito xerife já deve estar vindo até aqui para me perguntar um monte de disparates! E nem sequer estava a par de nada! – Ele bufava de ódio, o que só fazia a dor de seu ombro enfaixado aumentar mais. Porém ele não ligava para isso. Levantou de sua enorme poltrona e atirou uma garrafa de whisky no chão do aposento. O homem se encolheu temendo a ira de seu patrão.

- Brent desgraçado!! Agora serei responsabilizado por essa insensatez! Ah!! Maldito seja! Você tem certeza que todos os homens dele estão mortos?

-S-sim S-senhor.

- E alguma das praguinhas, dos Blackwolf morreram também?

- Que eu saiba não, senhor. A dona levou um tiro, estão comentando... Mas até onde eu sei, ela não morreu ainda.

- Ah mais que ódio! Se ao menos Brent estivesse aqui, vivo... Ah como queria arrancar as tripas daquele verme eu mesmo! Eu mandaria todos aqueles incompetentes para o inferno de uma vez!

- Com licença senhor... Quem o senhor mandaria para o inferno? -Thomas adentrara o cômodo com sua natural austeridade e compostura, porém com um leve toque de bom humor na voz. O homem agradeceu silenciosamente aos céus pela intercessão do capitão e mais que depressa se despediu de seu patrão e saiu apressado do local.

O coronel ainda berrava de fúria e parecia vermelho como um tomate, jogando diversos objetos ao chão em seu ataque repentino. O capitão assistia a toda cena sem parecer preocupado ou aflito, conhecia bem a personalidade explosiva de Sanders e não ousaria interrompe-lo em seu ataque. Esperaria até que sua raiva se aplacasse então conversaria com ele. Depois de alguns bons minutos, o capitão tomou a palavra, cortês como sempre:

- Senhor...

- Aquele desgraçado Thomas... – Ele balbuciava coisas totalmente desconexas, e isso foi o que Burke conseguiu juntar para compreender. Instintivamente ele deduziu um nome.

- William?

- Não! – Agora o coronel o encarava ainda mais irritado - Brent!

- Brent senhor? Seu capataz? – A menção do cargo do homem fez a fúria de Sanders se acender ainda mais e Thomas se arrependeu imediatamente de ter perguntado.

- Aquele maldito se atreveu a atacar a fazenda Blackwolf em meu nome! Maldito infeliz! Ele começou um tiroteio lá! Agora você acha que aquele palerma do xerife vai ficar como um abutre em cima de quem?

- Senhor, com todo o respeito, se não teve nada a ver com o caso, não tem com o que se preocupar. Além do mais, sua patente o deixará acima de qualquer suspeita!

- Ah você acha mesmo capitão Burke? Mesmo depois de ter tido um duelo com William em praça pública!? – Ele esmurrava a mesa em cada sílaba que proferia, mas o olhar do capitão nem sequer se intimidava.

- Acho sim senhor. – Aos poucos o coronel foi se acalmando esforçando-se para não perder o controle por completo. Quando notou que seu capitão trazia um envelope em mãos e perguntou.

- O que é isso?

- Ah... Já estava, me esquecendo senhor. Uma das criadas mandou que entregasse para o senhor. Não há remetente, e ela não soube explicar quem deixara na porta. Está endereçada para o senhor.

Ele entregou a carta para o coronel que imediatamente teve vontade de abri-la e ler logo do que se tratava. Mas achou melhor fazer isso em outra hora, talvez quando estivesse a sós. Guardou o papel na primeira gaveta de sua escrivaninha e sentou-se novamente, desta vez, convidando seu soldado a fazer o mesmo na poltrona da frente.

- Eu o convidaria para um drink, mas o whisky acabou.

O capitão olhou para a bebida castanha espalhada pelo chão do cômodo e arqueou levemente os lábios em um sorriso condescendente.

- Diga-me Burke o que deseja tão cedo em minha casa? Não veio para entregar correspondências, certamente... – O coronel começou em tom mal humorado - Deseja ver Samantha?

- Antes queria conversar sobre algo com o senhor, coronel.

- Deixe essa pose de lado moleque! Desembucha! Eu não estou de bom humor...

- Eu me sentiria extremamente honrado se me concedesse a mão de sua filha, a senhorita Samantha, em matrimônio senhor.

O rosto de Sanders pareceu se inflamar um pouco mais e, pela primeira vez a reação do capitão não foi tão calma e indiferente quanto ele se esforçava para sustentar.

-Coronel...

-Capitão...

Minutos constrangedores se sucederam. Na mente de Thomas, os mais longos de toda a sua vida. Suas mãos suavam frio e o ar parecia simplesmente faltar nos pulmões de Thomas Burke.

Quando ele iria falar mais alguma coisa, que lhe pareceu apropriado, Sanders explodiu em uma risada alta.

- Ah capitão Burke... Tinha que ter visto sua cara... Branco como um papel! Ah isto com certeza melhorou meu humor nesta manhã dos infernos! Mas é claro que SIM! Claro que concedo Samantha à você rapaz! Eu ficaria extremamente feliz em saber que minha filha estará em boas mãos.

-Senhor – Thomas estampava o sorriso mais genuíno que conseguiu distribuir em anos – É claro que, não desejo uma união contra a vontade dela. Eu pedirei a sua mão no momento certo.

- Ah Burke não seja idiota... Não sabia que era metido à romantismos... É claro que Samantha irá aceitar! Você passa mais tempo com ela do que fazendo seu trabalho! Não se preocupe, eu te garanto que ela irá aceitar.

XXX

- Eu já falei tudo! – A moça começara – Não era o xerife que tinha que fazer isso? O que mais querem saber? Eu matei dois homens na praça, todo mundo viu! Eu não preciso negar nada, oras.. Vocês são mais burros do que eu imaginei!

-Sabe o que eu estou imaginando? – A voz autoritária do xerife se fez preencher todo o ambiente quando ele entrou na sala. Diana se calou. Ele trazia um papel enrolado nas mãos e olhava fixamente para a moça.

- Eu acho que você se deixou ser apanhada.

- E porque eu faria isso?

- Responda-me você. Diana Sulivan. -Ele desenrolou o papel depositando em cima da mesa. Era um cartaz. Um cartaz de procurado onde estava estampado o rosto da moça, junto com o de outros homens. Ela engoliu em seco. Não esperava que aquele xerife seria astuto.

- Eu não a reconheci de imediato, mas sabia que já tinha visto seu rosto em algum lugar. – Ele sentara-se em sua frente – Procurada por roubo a banco, assalto à uma diligência, sequestro e assassinato também. Parece uma ficha bastante extensa você não concorda?

Ela não disse nada, se dignou apenas a continuar olhando para aquele homem fixamente.

- Talvez se me disser onde ele está, eu consiga diminuiu a sua pena?

- Ele?

- Leon O'connel é claro. O leão da montanha... Um dos patifes mais procurados deste país, e um de seus comparsas Eu suponho. Eu sei que sabe onde ele está.

- Isso é um absurdo! – Ela desatou a rir. Negar não ajudaria nada no seu caso. Eles eram procurados no fim das contas. Todos os seus maiores medos, estavam se concretizando, chamara muita atenção para si mesma, acabara presa e agora estava sendo interrogada pelo próprio xerife. Estava em uma situação difícil. Talvez abrir o jogo com aquele homem fosse o mais sensato a fazer.

- Não vejo porque seria...

- Eu não sei onde ele está – Ela pronunciou as palavras tão calmamente que chegava a irritar os ouvidos do xerife, frisando bem a parte do não sei. - E se eu soubesse não diria a você e a sua corja!

- Corja? Mulher, vocês são bandidos procurados por crimes hediondos e tem coragem de insultar minha honra e meu pessoal?

- Vá para o inferno! – Dois homens ameaçaram conter a moça que estava prestes a pular na garganta do xerife, quando este os impediu voltando sua atenção para ela:

- Você deve ser mesmo muito leal à ele, já que eu estou oferecendo um alívio em sua pena e você recusa.

- Se eu soubesse onde ele está, eu estaria com ele agora! E não na sua adorável companhia... – Um sorriso falso perpassou o seu rosto. O xerife não respondeu nada. Se ela queria testar sua paciência, problema dela! Então finalmente, ela disse, e sua voz saiu mais amarga do que imaginava que fosse:

- Ele está morto.

- Quer que eu acredite nisso?

- Não. É problema seu se vai acreditar ou não. Mas é a verdade. Todos estão mortos. Só eu restei. Então, se quiser me matar ou qualquer outra coisa do tipo, pode ficar a vontade. Eu não tenho mais utilidade nenhuma. Eu... Quebrei meu juramento! – Aquelas últimas palavras pareciam ser mais para ela mesma do que, de fato, para ele, e ainda assim ele as ouviu.

- Eu acho que deixou-se ser apanhada Sulivan - Tirou-a de seus pensamentos.

- Você quer ouvir que está certo?

- Isto é uma confissão? Então agora está admitindo? Vamos ver se admite mais algumas coisas... Você queria passar a noite aqui. Uma atitude desesperada de uma criminosa, sem dúvida, mas inteligente de qualquer forma, tendo em vista sua situação...

Aquele homem era mesmo astuto.

- Inteligente? Deve estar delirando... Não vejo “inteligência” nisso. Eu não agi de caso pensado seu idiota!

- Será mesmo? – Ele ignorou o insulto, estava conseguindo desestabiliza-la. Arqueou uma das sobrancelhas desafiadoramente e prosseguiu - Meus homens me avisaram sobre um incidente ontem na reserva. Você sabe de alguma coisa a respeito?

Droga! Maldito xerife...

Diana não disse uma só palavra, estava ponderando o que poderia falar sem complicar ainda mais sua situação. Optou pelo silêncio.

- Esperem do lado de fora. – Os guardas saíram. Ele levantou-se da cadeira e exclamou assim que a porta foi fechada.

- Quando eu era garoto, eu me perdi na reserva. Meus pais me procuram por todo o canto, mas eu não aparecia.

Ela engoliu em seco novamente.

- Anoiteceu e o pequeno Dimi não voltava pra casa... Eles decidiram encerrar as buscas porque uma tempestade estava no caminho. Sabe como são essas coisas... Só o meu pai teimou em continuar me procurando... Os pais são assim mesmo com relação aos filhos não? Já ficou perdida no meio da floresta em uma noite de lua cheia, Sulivan?

- Isso parece uma historinhaa para assustar crianças – Ela respondeu esquivando-se e rindo-se

- É algo para assustar sim, mas não apenas crianças moça, e algo me diz que você sabe bem disso. – O olhar dele derrepente mudou de tal forma que Diana podia jurar que não estava mais olhando-a, estava olhando a sí mesmo. – Eu... nunca me esquecerei o que vi naquela noite..

- O sr está bêbedo? Logo de manhã? - Ela perguntou irônica. Mas ele nem podia ouvi-la, murmurava coisas que só ele tinha consciência de sua existência.

- Eu fiquei perdido...

XXX

Quando Isabella acordou, o sol já invadia a janela de seus aposentos e banhava sua cama com a luz da manhã. Fazia um dia lindo lá fora. Ainda estava meio grogue pelo ocorrido, havia dormido a noite toda e não se lembrava muito bem de nada. Remexeu-se nos lençóis e uma dor aguda na lateral do corpo a fez voltar a si. Seus filhos! Virou-se bruscamente chamando por Logan, mas não o encontrou. Apenas William estava em deu quarto. Ele encontrava-se sentado em um divã que ficava em frente ao seu leito. Parecia cansado e pesadas olheiras estampavam seu rosto bonito. Ele nem havia notado que ela acordara, até que seu grito foi ouvido.

- Ele não está, mãe. Desta vez só eu estou... Eu... – Ele parecia estranhamente distante como se também não estivesse ali, somente o corpo estivesse presente – Ele está bem. Não se preocupe. Estão todos bem.

Então Isabella notou que seu filho tinha um objeto nas mãos e parecia brincar com ele entre os dedos. Ela estava pronta para perguntar o que era, quando reconheceu-o.

Era um canivete.

Um, que seu marido, particularmente gostava. Foi um presente de Samuel Sanders no dia em que ele e Isabella ficaram noivos.

A arma não era grande, e sim de um tamanho perfeito para se carregar por aí nos bolsos. Fazia muito tempo que Isabella não a via. O cabo era feito de marfim branco, muito raro e valioso, e possuía uma ondulação perfeita para que fosse acomodado a palma da mão de alguém ali. No final do cabo havia a cabeça de um lobo esculpida de forma detalhada e incrivelmente bonita. No lugar dos olhos, duas pequenas safiras adornavam a peça, tornando-a ainda mais maravilhosa aos olhos de quem aprecia belas obras de arte. Não era uma arma, verdadeiramente era uma jóia. Will abriu o canivete, revelando sua lâmina. Estava muito afiada, tinha certeza que sim, mas não chegou a tocar nela.

- Onde conseguiu isso?

- O pai me deu.

- Quando?

- Uma noite antes dele ir embora. – Isabella recordava-se daquela ocasião. Era a noite em que eles estavam em um jantar especial na casa de Sanders, iriam oficializar o noivado de Will e Samantha. Minha nossa quanto tempo já se passara? 8 anos?

- Já fazem 9 anos. – Ah agora William podia ler seus pensamentos também? - Não sei porque tanto apreço nessa faquinha...

- Bem, é muito valiosa... – Isabella sorria tentando desanuviar, o que quer que estivesse, apreendendo seu filho – O cabo é de marfim e safiras, talhado nas mãos do melhor artesão e a lâmina... Bem, a lâmina é feita da prata mais pura.

- Parece até o papai falando – William fechou o cenho parecendo uma criança quando está sendo contrariada, o que fez Isabella rir ainda mais.

- Will, não nos sobrou muita coisa de valor então, temos que nos alegrar por ainda podermos ver este tipo de objeto em nossa casa. – Will apertou o cabo da arma com mais força e instantaneamente Isabella compreendeu que disse a coisa errada.

- O que é que está te afligindo meu filho?

- Eu queria perguntar a mesma coisa para a senhora... A senhora desmaiou ontem, mesmo o médico a examinando e dizendo que seus ferimentos não eram tão graves e que por um milagre fora socorrida de forma aceitável no momento certo. Então diga-me a senhora, está me escondendo alguma coisa mãe?

- Não meu filho.

- A senhora tem certeza disso?

- O que é Isto William? É um interrogatório?

- Não - Will fora claro, objetivo é sucinto, como sempre. E no fim tornou a perguntar - Há algo que eu deveria saber?

- Não – A resposta foi uma obvia imitação das palavras de seu filho, mas transmitia segurança, e por isso mesmo, Will não viu motivos para continuar com suas indagações no momento. Levantou-se do divã em que estava, colocou seu chapéu sujo e empoeirado de sempre, e que tinha deixado sobre a mesinha e se encaminhou para a porta quando sua mãe Isabella o interrompeu:

- William eu carreguei você por meses dentro do meu ventre, eu embalei você quando era pequeno e cada uma dessas cicatrizes que você tem espalhadas pelo corpo fui eu quem fechou... Por isso mesmo meu filho eu reconheço quando vejo uma ferida aberta em você... Me diga para que eu possa te ajudar.

- A senhora não pode me ajudar. É o contrário, eu que deveria ter estado aqui para ajudar a senhora e meus irmãos. Mas não vai mais acontecer... Sanders não vai mais encostar um dedo na senhora!

- William o que é que você vai fazer? William! – Ele já tinha saído do quarto, caminhava a passos decididos escada a baixo quando esbarrou em Gregory no meio do caminho.

- Mano onde você vai?

- Vou resolver uns assuntos... Greg tranque bem a casa e não abra essa porta para ninguém até que eu volte! Está ouvindo? Eu não vou demorar... John está na propriedade vocês não precisam ficar com medo, é só fazer o que eu estou mandando! Eu volto logo!

Dizendo isso ele caminhou para fora até a enorme figueira que havia na frente de sua casa e onde havia amarrado Rosa Negra.

A égua ainda demonstrava um pouco de agitação perto do seu dono, o que era bastante incomum e muito irritou o rapaz.

- Hoje não Rosa Negra! – Com um único movimento, ele agarrou-se às rédeas e pulou para cima da sela enquanto a égua já começava seu trotar.

- Aquele olhar... – Isabella murmurava vendo-o se afastar – Meu Deus não pode ser!



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