História A amante ( livro 1 ) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Aamante, Romance
Visualizações 25
Palavras 1.482
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aproveitem!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A amante ( livro 1 ) - Capítulo 1 - Prólogo

Era o primeiro dia de aula, do último ano de Dulce no colegial. A mente da jovem funcionava em outra dimensão. - Seus pensamentos iam longe, e se encontravam com o falecido professor.

Sua morte repentina havia sido um mistério. Mas agora, todos sabiam o quão heroico tinha sido.

-Dulce você não me ouviu?

Jully a chama, fazendo a jovem Dulce se desenrolar em meio aos pensamentos.

- O que? Eu não ouvi nada.

- Eu perguntei se você não estava ansiosa para conhecer o novo professor de Português.

- Eu estou, quem não estaria?

- Estava pensando no Marcel não é?

- Sim... E eu sinto que esse ano será conturbado.

- Relaxe , qualquer coisa vá lá em casa pro Danny te aliviar.- Jully fala num tom sarcástico.

- Vocês são idiotas! - Dulce belisca a amiga, e a olha de frente.

Jully e seus longos cabelos negros com cachos grossos, uma pele parda e olhos negros. Ela tinha uma pinta, como a da Marilyn Monroe. - Jully chamava de charme.

- Dulce se divirta um pouco, saia desse casulo imaginário e curta sua juventude!

- Dormindo com seu irmão? Jully, o cara deseja a mim e a metade da escola.

- Nisso você tem razão. Mas isso é testosterona...

Ambas riem, ate seus olhos fitarem uma silhueta entrar direto para a sala dos professores.

Era um homem alto, ele tinha ombros largos e seu porte era de atleta aposentado. Ele estava carregando uma mochila indo diretamente para a sala dos professores. Ele tinha passos desajeitados que combinavam com sua postura de meia idade.

Dulce imaginou seu rosto, pois ela tinha o visto de costas e sua sombra refletida na parede.

Ela volta os olhos para Jully, a mesma também olhava o misterioso homem, elas pensavam na mesma sintonia. " Será que era ele?"

Alguns minutos depois já estavam na ,sala esperando o professor .

Dulce se esforçava para conter o nervosismo, mas o destino junto com o universo fodiam as expectativas de calma e tranquilidade. - Seu ex ia em sua direção. Dulce passou a se concentrar em outra coisa, que seria não estapear o jovem.

- Meu amor!

Dulce sorri e agarra o garoto pela gola da camisa. Aproximando os lábios dela nos ouvidos dele.

- Não me chame de meu amor, Antônio! Você me traiu e engravidou minha prima, e antes que eu te jogue naquela parede - Ela aponta para o lado. - Saia da minha frente.

Dulce o solta cruzando as pernas e juntando os dedos das mãos.

- Todas as garotas me desejam , mas a que eu quero me despreza...

- Vai dedicar seus versinhos de merda a outra! Agora saia da minha frente eu não quero estragar minha visão! Ou melhor, meu dia!

Jully olha para a amiga rindo . Ela arrasta a cadeira para mais perto e pergunta ansiosa:

- Dul , o que houve ?

- Esse estorvo vem me dar o ar de sua graça logo hoje!

- O que ele disse?

- Versinhos idiotas! Ele nem precisa dizer nada pra me irritar!

Dulce continuou a conversa com a amiga, com um tom dramático na voz. As garotas notam a chegada do Professor .- era o mesmo homem alto que elas tinham visto no pátio.

Ele coloca a mochila na mesa e pega um piloto, começando a escrever no quadro.

A turma parecia urrar. O professor leva os dedos aos olhos, respira fundo e depois bate o apagador na mesa.

- Bom dia . Meu nome é Alex Rodrigues. Sou o novo professor de Português de vocês.

" ótimo é um gato nerd . " pensa Dulce

- Bom dia Alex ! - Dizem os alunos.

- Eu tenho um modo de trabalhar. Trabalho apenas com três regras ... - Ele anda ate o quadro e aponta para o que tinha escrito - Regra número um :Quero respeito , me chamem de senhor. - Ele olha para Dulce por alguns segundos e em seguida encara a sala. - Regra número dois : Odeio bagunça em minhas aulas. Quero trabalhar com absoluto silêncio! - ele sorri de lado se sentando na mesa.- Regra numero três: Eu não faço nenhum tipo de amizade com meus alunos . Sou professor não amigo!

" vou morrer, é o fim!" - Pensa ela novamente .

Assim que ela tira o celular da bolsa, e tenta mandar mensagens para a amiga, o professor nota.

Ele se aproxima e toma o aparelho.

- É melhor você não pegar o celular em minha aula. Qual é seu nome? - Ele a encarou fixamente com seus olhos negros.

A voz dele era grossa e um pouco rouca . Dulce se arrepiou ao ouvir.

- Dulce Macotela de Maria.

- OK . menos dois pontos ora você.

- O que? Você não pode..

- Você não me ouviu ? Por acaso é surda ? Menos dois pontos! E se reclamar tiro mais dois pontos!

" Filho da puta" - pensou a garotinha mimada.

Mais tarde Dulce estava almoçando com os pais. Poderia ser algo supérfluo, se Dulce não tivesse problemas com a mãe e seu pai odiasse o próprio casamento.

Sim, tinham problemas. A mãe de Dulce era daquelas que foram moldadas pelo estereótipo. - Uma modelo. - E simplesmente ignorava a única filha.

- Filha - diz Rebeca - vou embora na amanhã.

- A porta da rua é serventia da casa!

- Não tenho nada mais aqui! E com esse seu comportamento tenho certeza de que não tenho...

- Esqueci que não sou nada pra você, Rebeca.

- Filha a sua mãe é uma grossa! Isso lá é jeito de falar com nossa filha Rebeca? - Carlos diz indignado.

- Fui apenas sincera. - Ela diz enquanto toma um pouco de suco.

- Não sei como eu pude casar com você!

- Você amava acordar com meu corpinho do seu lado...

- E eu adorava, mas com o tempo você foi perdendo a elegância e meu interesse morreu !

- Parem! - Dulce se levanta - infantis!

Ela sobe as escadas e se tranca no quarto. Era triste ver o rumo que levou o casamento dos seus pais, um jantar simples era una tortura dolorosa, como se houvesse um abismo entre eles.

E o mais triste era : Dulce se sentia responsável pelo erro de seus pais.

Dulce chorou ate dormir, e em sonhou, sonhou seus medos reprimidos. Sonhou com seu falecido professor.

Havia um espelho em seu sonho, e o reflexo parecia atacá-la . Ela odiava o fato de tudo de ruim acontecer com ela.

O fato de seu amigo ter morrido e culpa fosse dela. E se realmente disse culpa dela? Ele apenas a salvou, deu a vida por ela. Pobre professor .

Os dias iam se passando. Dulce começa a observar Alex . Ele parecia familiar, de algum modo, mas Dulce não se lembrava de onde.

Algo em seu andar lhe remetia ao passado, era como o andar de Carlos.

Alex era uma lembrança antiga de Dulce, assim como suas roupas de Ballet, e a delicadeza infantil.

Ele era uma lembrança esquecida, assim como o amor de Rebeca para Dulce.

Alex havia saído de seus sonhos, com um mistério de quem ele era.

O professor começa a falar sobre literatura brasileira. Ele cita Jorge Amado e um de seus livros. mas Dulce não nota seus pensamentos voavam e sua mente estava longe. - Alex nota e decide provocá-la.

- Dulce você esta ouvindo leitura?

Ela volta do limbo momentâneo.

- Ah! Você falava de Fernando Pessoa?

- Ah Claro! eu estava falando do dia em que ele foi lá em casa escrever Dona flor e seus dois maridos .. - Alex ironiza.

- Desculpa!

- Como castigo . Você vai me trazer uma redação sobre um dos livros de Jorge amado.

- Redação?

- Sim no mínimo 10 folhas!

- Isso é trabalho escravo!

- Não tenho culpa de sua displicência! - ele sorri sagaz.

Dulce rangeu os dentes, batendo as mãos na mesa, ela não queria aceitar as ordens dele. Dulce não queria aceitar as regras de ninguém. Mas Alex era esperto e ele a ensinaria a respeitar custasse qualquer coisa. Os mimos da jovem garota iam ser quebrados.

Dulce estava de cabeça baixa no banco do refeitório. Daniel vai em sua direção, ele costumava usar sempre roupas pretas, assim ressaltava sua pele alemã e seus cabelos ruivos. Com olhos âmbar, diferente de sua irmã Jully. Que tinha uma cor mais brasileira.

- Dul..

- Danny !- Ela o abraça.

- Eu vi o que o professor fez.

- Tenho raiva dele por isso!

- Calma loirinha! Ele deve ter uma mulher muito ruim. Mas mantenha a calma.

- Como manter? Ele é uma praga, Dani, e vai me infernizar o ano todo! Eu ja tenho problemas demais pra isso!

Daniel puxa um cigarro do bolso da calça, ele o acende e joga a fumaça no rosto de Dulce.

- Você não é a única que tem problemas Dulce, acredite nisso. O fato de ter problemas te torna humana, e assim como todos os 7 bilhões de humanos nesse mundo, você não é imune a isto.



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