História A amante do meu marido (Romance lésbico) - Capítulo 10


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Categorias Originais
Tags Amante, Bissexul, Casamento, Lesbicas, Marido, Mulher, Romance
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Palavras 1.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey guys, como prometi mais um capitulo para vocês õ/

Lembrando que o CAPITULO 11 já está no blog (notas finais). Quero saber da opinião de vocês sobre a história, é sempre bom ter um feedback :D

Capítulo 10 - Capitulo 10


Por volta de dez da noite Kat e eu saímos em direção a lapa.  Meu marido reclamou muito, mas no fim desistiu, disse que já que eu iria sair, ele também sairia para beber. Não fiz caso, apenas dei de ombros e ele saiu furioso de casa, acho que no fim ele esperava que eu dissesse que não iria mais para ele ficar. Pela expressão no rosto de Kat ela ficou surpresa com minha reação, mas já fazia um tempo que as coisas andavam mudadas, por mais que eu não quisesse perder meu marido, agir como antes não estava ajudando em nada, pelo menos agora sei que posso contornar as coisas com sexo ou simplesmente fingir que não escuto.

- Sua amiga já saiu de casa?

- Droga, estou só com 20% de bateria. – Eu havia esquecido de colocar o celular para carregar, afinal o dia foi bem corrido.

- Toma, salva no meu. – Kat me deu o celular.

- Eu não sei mexer no celular da maçãzinha. – Kat começou a rir e eu me senti uma boba.

- Deixa eu salvar. – Kat salvou o contato de Bruna, mas como Bruna mesmo. – Quer ligar ou mandar mensagem?

- Tanto faz. – Dei de ombros. Kat ligou e me entregou o celular, chamou umas quatro vezes e por fim ela atendeu.

- Alô!

- Oi Bruna, sou eu, a Júlia.

- Oi Ju. Já estou saindo de casa, vou de carro.

- É muito perigoso sair de carro a noite, vai de uber.

- Eu não pretendo beber.

- Mas é ruim de estacionar no centro, você sabe. Vem de uber ou taxi, se o problema for dinheiro eu pago.

- Hummm... – Kat implicou comigo e eu lhe dei uma cotovelada. – Ai! Que agressiva.

- O problema não é dinheiro.

- Se você for de carro eu vou ficar preocupada a noite inteira.

- Chantagem emocional. Tudo bem, eu vou de uber. Ah e de quem é esse número?

- Da minha irmã. Meu celular descarregou.

- Ah sim, então nos vemos na Sinônimo, até daqui a pouco.

- Até, tchau.

Quando chegamos, Kat pagou nossas entradas, ela me chamou para sentar numa das mesinhas que tinha ali, segundo ela eram dois ambientes, na parte de baixo teria música ao vivo e na de cima música pop, funk e estilos mais dançantes. O local estava um pouco vazio, segundo ela só enchia depois da meia noite, mas eu não deveria me preocupar. Ficamos papeando, aos poucos iam chegando mais pessoas, Kat comprou um balde de cerveja, eu não era de beber, então ficaria tudo para ela e Bruna, que já tinha sido clara dizendo que gostava de beber.

- Essa é a primeira vez que fazemos algo juntas a noite. – Minha irmã abriu um sorriso enorme.

- Kat, eu fui uma péssima irmã mais velha. Você estava sofrendo tanto e eu apenas fingia que não via, que não te conhecia. – Segurei sua mão. – Eu errei tanto contigo, minha irmã.

- Eu sei que os nossos pais tinham muita influencia sobre você e por mais triste que seja, acho que parte de você se libertou quando eles morreram, principalmente o papai. – Aquilo era verdade.

- Mamãe morreu há um ano, sendo sincera, sinto muita falta dela.

- Eu também sinto, mas você precisava dessa liberdade, parar de sentir medo de decepcionar eles. Ainda tem muita coisa para você fazer, você é jovem, tem apenas trinta e seis.

- Já tenho cabelos brancos.

- Com aquele homem em casa, quem não teria? – Katarina riu.

Depois daquele papo meio deprê mudamos de assunto, acabei bebendo com minha irmã, foi só então quando olhei ao redor que vi dois homens se beijando, acho que pela minha expressão de surpresa, Kat percebeu.

- Ah é esqueci de te falar que aqui é uma boate GLS. – Katarina era minha irmã, mas era o ser humano mais cínico e desprezível, em alguns momentos. – Não vai dizer que você é homofobica.

- Deus, não! É só que, nunca vim a lugares assim.

- É mais tranquilo e bom, a menos que Carlos tenho um amante homem, vai ser difícil ele nos ver aqui, por isso pensei nesse local.

- Por que não me contou antes?

- Porque você iria agir como está agindo agora. Apenas relaxe Júlia, ninguém vai te agarrar. – Ela gargalhou.

- Isso não é engraçado, Kat.

- Tudo bem, tudo bem. Vamos continuar conversando e bebendo, ser GLS ou não, não vai mudar nada em nossas vidas. – Ela estava certa, mas ainda assim eu estava surpresa, nunca vi dois homens se beijando pessoalmente, só no Game of Thrones. – Acho que sua amiga chegou. – Me virei para a porta, era realmente Bruna, ela parecia estar nos procurando. Kat viu porque estava sentada de frente para a porta, e devo admitir que a memoria dela é muito boa, afinal, ela só viu Bruna uma vez em São Paulo e ainda lembrava dela. Acenei e ela sorriu. Caminhou até nós, desviou de algumas pessoas, até chegar na nossa mesa.

- Olá! – Falou sorridente. Levantei, dei dois beijinhos no rosto, Bruna me deu um rápido abraço e nos viramos para Kat, que tinha uma sobrancelha arqueada.

- Bruna, essa é minha irmã Katarina. – Apresentei as duas.

- Pode me chamar de Kat. – Kat deu dois beijinhos no rosto e depois todas sentamos. – Você já conhecia a Sinônimo, Bruna?

- Sim. – Ela sorriu.

- Você sabia que aqui é uma boate GLS? – Eu não aguentei, precisava saber se era a única enganada.

- Sim. – Ela riu e eu quase pude ver um ‘desculpa’ no seu olhar. – Você não sabia, né?

- Não. – Kat falou rindo. – Ela surtou um pouco, mas agora está mais tranquila. Está até bebendo.

- Não sabia que você bebia cerveja.

- Não gosto muito, mas as vezes eu bebo e essa até que é boa.

- Você bebe, Bruna?

- Sim, mas essa noite eu não pretendo beber.

- Você está se sentindo mal? – Coloquei a mão no seu joelho. Bruna estava usando uma calça preta com alguns rasgos.

- Não, eu estou bem.

- Acostume-se minha irmã é super protetora, com os filhos e agora com você. – Kat riu.

- Eu estou bem. – Bruna fez um breve carinho na minha mão, parecia querer me deixar menos preocupada.

A noite foi passando, a música ao vivo começou, eram músicas mais da minha época, coisas como Legião Urbana, Cazuza, Fábio Jr, no segundo andar Bruna disse que estava tocando pop, me convidou para dançar, mas eu neguei, não sabia dançar, então não queria passar vergonha.

- Eu vou ao banheiro. – Me levantei da cadeira.

- Vou com você. – Bruna se propôs logo em seguida.

- Cuida dela ein. – Kat já estava sobre o efeito do álcool, eu também estava começando a ficar.

- Sua irmã é bem direta. – Bruna sorriu.

- Me desculpe, ela realmente passou do ponto perguntando sobre o sexo com Carlos e o tamanho do equipamento dele.

- Me senti mais constrangida por você, acho que em outra situação eu teria respondido. – Ela riu. Entramos no banheiro, eu fui rapidinho, quando sai Bruna não estava ali, deveria estar me esperando do lado de fora.

- Oi! – Ouvi uma voz feminina falar. Era uma mulher de cabelos curtos, tingidos de cinza, não parecia ser mais velha que Bruna. – Está curtindo a noite.

- Estou sim. – Respondi envergonhada.

- Eu não sou muita boa com rodeios, eu queria saber se posso pagar algo para você beber? – A mulher tinha um sorriso bonito.

- Júlia! – Bruna entrou no banheiro. Ela alternou o olhar entre a mulher e eu, percebi que a expressão dela mudou na hora. – Você já terminou, amor? – Bruna colocou a mão na minha cintura.

- Eu... já. – Eu estava extremamente envergonhada.

- Então, eu vou indo lá. – A mulher saiu praticamente correndo do banheiro. Bruna me encarava de maneira bem séria.

- É por isso que não pode fica no banheiro de uma boate sozinha. Ainda bem que vim com você. Vamos voltar para a mesa. – Bruna em momento nenhum retirou a mão da minha cintura. – Acredita que aquela ali estava dando chamando sua irmã para beber algo? – Bruna parecia estar se queixando a Kat.

- Ela até que é bonita.

- Ah me poupe. – Bruna pegou uma cerveja e começou a beber.

- Pensei que não iria beber.

- Mudei de ideia. Júlia, você quer dançar uma comigo?

- Eu não sei dançar, Bru.

- É só se mexer. – Ela me puxou. Estava tocando Caça e caçador, do Fábio Jr.

Eu estava completamente envergonhada, só dancei uma vez e foi no meu casamento, depois disso não dancei mais. Bruna cantarolava a música, pisei algumas vezes em seu pé, eu sempre pedia desculpa.

- Você não acha estranho?

- O quê? – Bruna se afastou um pouco.

- Ah, dançar assim.

- Você quer parar? – Bruna parecia decepcionada.

- Não, só que faz muitos anos que eu não danço.

- Pensei que estava se sentindo desconfortável por eu ser uma mulher.

- Bom... isso também é um pouco estranho para mim.

- Ju, eu sou a Bruna e é apenas uma dança. Apenas deixe acontecer. – E foi isso que eu fiz, ao som daquela música, eu deixei acontecer a dança, parei de pensar em tudo, apenas aproveitei o momento. Eu não lembro quando foi a ultima vez que me deixei aproveitar algo sem julgamento, mas era muito bom.


Notas Finais




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