História A amante do meu marido (Romance lésbico) - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Amante, Bissexul, Casamento, Lesbicas, Marido, Mulher, Romance
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Palavras 1.741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Voltei antes do esperado kk
Mas tenho uma triste noticia, agora o próximo Capitulo só Domingo
O CAPITULO 12 ESTÁ NO BLOG (Notas finais). Só tenho uma coisa a dizer sobre o capitulo 12 "Que comecem os jogos."
Amo vocês <3
Se estão gostando divulguem <3

Capítulo 11 - Capitulo 11


Acordei sentindo um pouco de dor de cabeça. Minha boca estava seca, eu havia bebido bastante noite passada, sinceramente não lembrava como havia chegado em casa. Sentei na cama e olhei ao redor, foi só então que eu percebi que não estava em casa. O desespero bateu, mas antes que eu pudesse sair da cama Bruna passou pela porta, estava com uma bandeja cheia de coisas.

- Bom dia! – Falou animada.

- Bom dia?

- Você estragou a surpresa, mas tudo bem. – Ela colocou as coisas na cama e sentou ao meu lado.

- Bruna, o que estou fazendo aqui?

- Quando saímos da boate você estava meio alterada. – Bruna riu. – Você ficou falando sobre Carlos, sobre não deixar Carlos fazer nada com você, ai sua irmã pediu para eu te trazer para cá.

- Eu não consigo lembrar de quase nada. Lembro de dançar, de estarmos no carro, mas depois, está tudo um borrão.

- Chegamos no meu apartamento, você vomitou em mim...

- Oh meu Deus. – Coloquei as mãos no rosto, estava extremamente envergonhada.

- Mas tomou banho sozinha e se vestiu.

- Pelo menos isso. – Murmurei. Coloquei as mãos na cabeça. – Algo mais que eu deva saber?

- Acho que o café ficou muito forte, então se não gostar tome o suco, porque eu comprei. – Foi só então que minha atenção foi para a bandeja de café da manhã.

- Você fez tudo isso? – Eu acabei rindo, em meio a toda preocupação que eu sentia, eu me senti feliz.

- Mais ou menos, o café quem fez foi a cafeteira, na verdade eu comprei tudo.

- Você tem uma cafeteira?

- Eu comprei hoje. – Bruna riu sem graça. – Comprei escova de dentes para você, pode deixar aqui para quando precisar.

- Quem me trás café na cama é o Henrique, todos o dia das mães. – Meus olhos marejaram, realmente era um gesto bem bonito, não estava acostumada com tanta gentileza.

- Não chora, se não eu vou chorar, lembre-se que estou na TPM. – Bruna colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

Tomamos café juntas, já que ela disse que não comeu nada, pois queria comer junto comigo. Depois de terminar de tomar café, Bruna me acalmou dizendo que Kat foi buscar meus filhos para passear e que segundo Helena, Carlos também não voltou para casa.

- Vai passar um tempo comigo? – Bruna fazia uma carinha de cachorro carente que era praticamente impossível resistir.

- Eu terei que voltar quando minha irmã disser que vai levar meus filhos de volta.

- Espero que ela demore com eles. – Ela saiu correndo e foi ao closet. – Quer sair para almoçar?

- Acabamos de tomar café.

- Eu sei, mas queria sair com você.

- Saímos ontem.

- Sim, mas queria te levar para almoçar hoje.

- Podemos ficar assim, assistir um filme, eu faço o almoço.

- Júlia, você não vem para cá para ser empregada, não quero que faça nada. Se não quer sair tudo bem, mas não vai cozinhar, eu peço comida ou faço.

- Você cozinhando? – Soltei uma enorme gargalhada.

- Eu sim. Não sei fazer muita coisa, as garanto que macarrão eu sei fazer.

- Uhh macarrão.

- Não deboche dos meus dons culinários. – Nós duas rimos. – Vamos sair ou pedir comida?

- Tá um friozinho. – Me joguei na cama novamente.

- Tudo bem, eu vou pedir comida. Tem preferencia?

- O que quiser, mas não pode ter camarão, porque sou alérgica. – Me levantei da cama, peguei a escova de dentes e fui para o banheiro, percebi que estava usando uma roupa de Bruna e nossa, que short curto.

Quando sai já não tinha mais nada na cama, Bruna recolheu tudo e ao chegar na cozinha a vi lavando. Ela parecia estar incomodada, era engraçado como eu percebia as pequenas expressões dela.

- Está tudo bem?

- Só um pouco de cólica.

- Claro, está descalça.

- E o que isso tem a ver?

- Pé no chão gelado piora a cólica. – Ela riu e negou com a cabeça, como se eu estivesse falando besteira.

Procurei por minha bolsa e a encontrei ao lado do sofá. Peguei o remédio para cólica que eu deixava guardado, porque Helena sofria de cólicas. Enchi um copo com água e lhe entreguei. Ela ergueu a sobrancelha, num gesto mudo de contestação.

- É para cólica.

- Eu não gosto de tomar remédio.

- Mais vai tomar! – Coloquei na mão dela e a contra gosto ela tomou. – Helena sofre de cólicas, então eu sempre tenho remédio. Agora sei que você também sente, então quando comprar mais, eu deixo um com você.

- Você me vê como sua filha? – Bruna estava estranhamente séria.

- Eu estou cuidando de você.

- Não, você está me tratando como sua filha Helena. – Ela estava irritada. – Eu não sou a Helena, Júlia.

- Eu sei.

- Então não fique me tratando como se fosse sua filha.

- Qual o problema de cuidar de você como cuido deles?

- Eu só não quero que me veja como se fosse um de seus filhos. Eu sou uma mulher, independente, não quero ser considerada uma adolescente, quero ser vista como uma mulher.

- Eu te vejo como mulher. – Ela ficou me encarando por um longo tempo.

- Vamos assistir a um filme, se continuarmos esse assunto não vai acabar bem. – Soltou um suspiro e foi para o sofá. Fui até o sofá e me sentei também.

- Bruna, desde o coquetel eu tenho te achado estranha. – Ela deitou a cabeça nas minhas pernas e eu comecei a fazer carinho em seus cabelos. – Você sabe que pode me contar tudo. Pode confiar em mim.

- As coisas andam muito complicadas para mim, Ju. – Ela estava de olhos fechados. – Acho que estou começando a nutrir sentimentos por um amigo da faculdade.

- Isso é algo ruim?

- É ruim sim, ele não vê da mesma forma. Pela primeira vez na minha vida, eu sinto ciúmes, sinto raiva, tanta raiva que me dá vontade de brigar com o mundo e chorar ao mesmo tempo. Em todos os lugares tem alguém olhando para ele, alguém querendo a atenção dele e eu sou tão egoísta que eu quero a atenção dela... dele... só para mim.

- Você já disse isso a ele?

- Eu prefiro sofrer calada do que perder ele.

- Ele é comprometido?

- Sim. Casado, mas ele não é igual ao Carlos, ele é fiel, do tipo que faria qualquer coisa para o casamento dar certo. Ele é do tipo que se você tiver sorte dele te amar de volta, você tem que fazer de tudo para manter esse amor vivo.

- Eu sinto muito, Bruninha.

- Eu também sinto, porque no fundo eu sei que sou capaz de fazer ele feliz. – Ela olhava dentro dos meus olhos e eu me sentia invadida, era como se aqueles verdes pudessem ver minha alma.

- Eu realmente espero que você encontre alguém que te ame da mesma forma, na mesma intensidade, um alguém que vai ser só seu.

- É um dia aparece alguém. – Ela desviou o olhar. Se levantou, pegou o controle e deitou de novo, com a cabeça no meu colo. – Continua com o carinho?

- Pode deixar. – Voltei a fazer cafuné.

Eu acabei dormindo um pouco no meio do filme, aquele clima friozinho me deixava bem molenga, Bruna me acordou dizendo para deitarmos no chão, para eu não ficar dolorida. Trouxe cobertas e ficamos ali, eu não dormi mais, até porque toda hora ela encostava os pés gelados na minha perna e me despertava. O filme terminou era por volta de três da tarde, foi a hora que ela pediu nosso almoço, depois deitou de frente para mim.

- Quer ver outro? – Perguntei e ela negou.

- Quero conversar com você.

- Então vamos conversar. – Eu ri e ela permaneceu com a mesma expressão.

- Primeiro eu quero falar sobre as roupas que você me fez. Ontem eu tive oportunidade de conversar com sua irmã e ela acha uma ótima ideia você confeccionar e vender online.

- Bruna, você sabe o que Carlos pensa e...

- Júlia, sem Carlos, apenas Júlia, você não é uma extensão dele. E nem poderia ser. – Ela sorriu, fazendo com que seus olhos quase e fecharem. – Você precisa parar de ser dependente dele, porque ele usa isso contra você, é uma forma dele te manipular.

- Ele não me manipula.

- Júlia, ele te manipula, ele é abusivo e te obriga a fazer as coisas, chegou a hora de acordar e parar de defender ele. Isso não é amor, é ser submissa, ser quase que uma empregada e escrava sexual.

- Ele não me trata assim.

- Tudo bem. – Bruna se sentou. – Existe algo que você discorda de Carlos, algo que seja tão absurdo para ser aceito?

- Ele quer que Helena curse direito, mas ela não quer. Minha filha ama desenhar, fotografar, ela é uma artista, quer estudar Publicidade.

- E Carlos nunca vai permitir isso, nós o conhecemos. Você quer realmente ver sua filha infeliz? – Neguei. – Sua filha começa a faculdade ano que vem, ela vai fazer o vestibular agora em Novembro e bom, se ele não apoiar ela financeiramente, quem vai? Você pode ter a chance de ajudar ela a estudar o que ela quer ou até mesmo a sair mais com seus filhos, porque eu sei que Carlos é um muquirana com vocês, é tudo contado, qualquer coisa que vão comer ou comprar. Pensa na independência financeira que você pode alcançar, sua irmã e eu vamos te ajudar nisso. Helena não puxou o lado artístico do pai e sim seu, o que você faz é arte, é lindo, vamos mostrar ao mundo.

- Existem muitos problemas...

- Confia em mim, eu vou te ajudar, eu prometo.

- Fazer roupas demora.

- Sim, por isso vamos separar uma pequena coleção, você vai desenhar, vou te ajudar na confeccionar...

- Vai me ajudar? – Eu não consegui segurar o riso, da ultima vez ela ficava comendo enquanto eu costurava.

- Vou, não duvide de mim. Depois que tivermos todas as peças, ai vai ser com Kat.

- Você vai ser minha sócia?

- Não, eu vou te ajudar sem pedir nada em troca.

- Então não vou aceitar sua ajuda.

- Vai sim, shiu. – Ela colocou sua mão na minha boca. – Agora vamos ao segundo tópico. Eu vou terminar tudo com Carlos.


Notas Finais




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