História A amante do meu marido (Romance lésbico) - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Amante, Bissexul, Casamento, Lesbicas, Marido, Mulher, Romance
Exibições 404
Palavras 2.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Como eu não postei nada na quarta, por motivo tendinite, eu estou antecipando o CAPITULO 13 (link externo), até porque também estava escrito. Eu espero que gostem, comentem o que estão achando. A opinião de vocês é muito importante para mim <3

Capítulo 12 - Capitulo 12


- O quê?

- Já não existe mais motivos para continuar com ele, você sabe, nunca foi por amor.

- Você é jovem e realmente precisa de alguém que cuide de você, que te ame e queira construir uma família.

- Júlia, você já pensou em recomeçar? Sabe, se um dia acontecer de você deixar o Carlos, como você faria para recomeçar.

- Eu... não sei. São tantos anos com ele, eu não sei como viver sem ele.

- É claro que sabe. A questão é saber se realmente quer. – Permaneci calada, não tinha como responder, mesmo não sendo uma pergunta. – Para mim já deu, por isso quero seguir em frente.

- Quando você decidiu isso?

- Eu já estava pensando nisso a um tempo. – Bruna voltou a deitar de frente para mim. – Você deveria estar feliz.

- Se você estiver feliz. – Fiz um breve carinho em seu rosto e ela sorriu.

- Você vai continuar me vendo?

- Claro que vou, a menos que você não queira. – Bruna pulou para o meu travesseiro, eu quase me afastei, não costumava a ficar tão próxima de uma pessoa.

- Posso te contar um segredo? – Bruna me encarava, de maneira profunda e séria. Concordei e ela sorriu. – Eu não sei mais se posso viver sem você na minha vida.

- Que bobeira Bruna. – Sorri sem graça.

- É sério. – Ela colocou uma mecha de cabelo para trás da minha orelha. – Você é uma peça muito importante na minha vida. Se estou doente você cuida de mim, se eu choro você me consola, se me sinto só você me faz companhia, eu me sentia tão só antes de você aparecer.

- Eu também me sentia só. – Acho que por isso Bruna e eu nos aproximamos bem rápido, no fundo somos dois extremos, a garota extrovertida, bonita e atraente aos homens, que consequentemente afastava as outras mulheres, por inveja, insegurança ou ciúmes e  eu, a dona de casa dedica ao lar, que passava seu tempo vendo novelas e cuidando da família, vivendo sobre as regras do marido.

- No dia do coquetel eu senti medo de te perder.

- Por quê? – Sua respiração quente, que tocava meu rosto, antes estava ritmada, agora ficou descompassada. – Você estava diferente desde a nossa conversa sobre coquetel. Se estiver com ciúmes de Carlos, você pode admitir, eu não...

- Júlia, entenda de uma vez, eu não estava com ciúmes de Carlos, nunca senti e nunca sentirei. – Bruna tomou ar, parecia também reunir coragem. – Eu estava com ciúmes de você.

- De mim? Por quê? – Eu estava confusa.

- Eu só senti ciúmes e acabei agindo como Carlos, fui grosseira e completamente rude com você. – Me sentei, as coisas não faziam sentido na minha cabeça. Bruna se sentou de frente para mim.

- Eu não consigo entender, Bruna.

- Eu sei que não consegue, na sua cabeça é tudo preto e branco, o cinza não existe. Eu não quero que me trate como sua filha, porque eu não quero que me veja como ela, quero que me veja como mulher.

- Eu te vejo como mulher. – Bruna engoliu a própria saliva.

- Não dessa forma, Ju. – Ela segurou minhas mãos. – Eu quero que me veja como mulher de verdade, quero que passe a me ver como eu te vejo. – Bruna acariciou meu rosto.

- Bruna, eu não consigo entender. – Minha cabeça estava dando nó, não podia ser o que eu estava pensando, não podia mesmo. Bruna estava falando de amizade, porque era isso que existia entre nós.

- Terei que ser bem direta então.

Ela se aproximou tão rápido que não tive tempo de desviar, os lábios quentes e macios tocaram os meu. O ar fez falta em meu pulmão, senti todo meu corpo se arrepiar e meu coração acelerar. Eu estava em choque, eu não sabia como agir, meu corpo estava travado, não se mexia. Bruna estava me beijando, aquilo não podia ser verdade. Quando finalmente consegui recobrar meus movimentos a empurrei.

- O que você está fazendo? – Eu perguntei horrorizada.

- Ju, eu estou tentando te mostrar...

- Me mostrar o quê? Eu não sou lésbica.

- Nem eu.

- Então por que me beijou?

- Eu não preciso ser lésbica para te beijar, basta eu sentir atração por você, mas não é só atração é algo mais.

- Não Bruna! Você não pode sentir nada mais.

- Claro que posso e eu estou sentindo. – Ela tentou se aproximar de mim, mas eu me afastei.

- Você quer com que eu me separe do Carlos? – Aquela era a única resposta plausível para tudo aquilo.

- Claro que não, eu realmente gosto de você e jamais faria nada disso.

- Então não deveria ter feito, você sabe que eu sou uma mulher bem casada e amo meu marido.

- Bem casada? Se fosse bem casada ele não estaria comigo a quatro anos.

- Eu vou embora.

- Júlia! – Ela segurou o meu braço. – Eu aceito o que você quiser, mas não vai embora sem antes a gente conversar.

- Não temos mais nada para conversar. – Puxei o meu braço.

- Ele não te ama.

- Eu não vou desrespeitar meu marido e minha família.

- Seu casamento acabou, mas você está cega demais para notar isso. Eu estou disposta a tudo por você.

- Está tão acostumada com sua posição de amante que nem ao menos pensa em ser algo mais. – Eu só percebi o quão cruel eu fui quando vi  que ela estava prestes a chorar. – Eu vou embora.

Peguei todas minhas coisas e sai praticamente correndo de seu apartamento, ela não me seguiu, o que evitou mais uma cena, ainda mais em um local publico. Entrei no primeiro taxi que passou e acabei chorando todo o caminho, o homem não sabia o que fazer apenas me deu uma caixa de lenços de papel. Quando cheguei em casa não tinha ninguém, desabei na cama, chorei por horas. Como ela teve coragem de fazer algo assim? Meus lábios formigavam só de pensar no beijo e as borboletas no estomago voavam me causando um certo desconforto, meu cérebro não parava de me alertar que isso era errado, mas por que eu estava tão triste? Por que eu queria ligar para ela? Não era para ser assim. Eu acabei adormecendo na cama, acordei quando ouvi o barulho da porta do meu quarto.

- Mãe? – Meu filho Henrique entrou e vi preocupação em seu olhar. – O que houve? Você brigou com o papai?

- Mais ou menos, filho.

- Tia Kat está vendo as fotos da Lena, quer que eu a chame?

- Quero sim, mas não diga nada a sua irmã.

- Tá bom. Eu vou preparar um chá para a senhora.

- Obrigada, meu herói. – Dei um beijo em seu rosto e ele saiu do quarto. Pouco depois Kat entrou, fechou a porta com chave, sentou na cama e me abraçou. – Kat... ela fez algo terrível.

- O quê ela fez? – Kat falou assustada.

- Ela me beijou. – Voltei a chorar, só de lembrar do beijo sentia mil coisas e um culpa de um milhão de toneladas sobre meus ombros.- O quê?

- Já não existe mais motivos para continuar com ele, você sabe, nunca foi por amor.

- Você é jovem e realmente precisa de alguém que cuide de você, que te ame e queira construir uma família.

- Júlia, você já pensou em recomeçar? Sabe, se um dia acontecer de você deixar o Carlos, como você faria para recomeçar.

- Eu... não sei. São tantos anos com ele, eu não sei como viver sem ele.

- É claro que sabe. A questão é saber se realmente quer. – Permaneci calada, não tinha como responder, mesmo não sendo uma pergunta. – Para mim já deu, por isso quero seguir em frente.

- Quando você decidiu isso?

- Eu já estava pensando nisso a um tempo. – Bruna voltou a deitar de frente para mim. – Você deveria estar feliz.

- Se você estiver feliz. – Fiz um breve carinho em seu rosto e ela sorriu.

- Você vai continuar me vendo?

- Claro que vou, a menos que você não queira. – Bruna pulou para o meu travesseiro, eu quase me afastei, não costumava a ficar tão próxima de uma pessoa.

- Posso te contar um segredo? – Bruna me encarava, de maneira profunda e séria. Concordei e ela sorriu. – Eu não sei mais se posso viver sem você na minha vida.

- Que bobeira Bruna. – Sorri sem graça.

- É sério. – Ela colocou uma mecha de cabelo para trás da minha orelha. – Você é uma peça muito importante na minha vida. Se estou doente você cuida de mim, se eu choro você me consola, se me sinto só você me faz companhia, eu me sentia tão só antes de você aparecer.

- Eu também me sentia só. – Acho que por isso Bruna e eu nos aproximamos bem rápido, no fundo somos dois extremos, a garota extrovertida, bonita e atraente aos homens, que consequentemente afastava as outras mulheres, por inveja, insegurança ou ciúmes e  eu, a dona de casa dedica ao lar, que passava seu tempo vendo novelas e cuidando da família, vivendo sobre as regras do marido.

- No dia do coquetel eu senti medo de te perder.

- Por quê? – Sua respiração quente, que tocava meu rosto, antes estava ritmada, agora ficou descompassada. – Você estava diferente desde a nossa conversa sobre coquetel. Se estiver com ciúmes de Carlos, você pode admitir, eu não...

- Júlia, entenda de uma vez, eu não estava com ciúmes de Carlos, nunca senti e nunca sentirei. – Bruna tomou ar, parecia também reunir coragem. – Eu estava com ciúmes de você.

- De mim? Por quê? – Eu estava confusa.

- Eu só senti ciúmes e acabei agindo como Carlos, fui grosseira e completamente rude com você. – Me sentei, as coisas não faziam sentido na minha cabeça. Bruna se sentou de frente para mim.

- Eu não consigo entender, Bruna.

- Eu sei que não consegue, na sua cabeça é tudo preto e branco, o cinza não existe. Eu não quero que me trate como sua filha, porque eu não quero que me veja como ela, quero que me veja como mulher.

- Eu te vejo como mulher. – Bruna engoliu a própria saliva.

- Não dessa forma, Ju. – Ela segurou minhas mãos. – Eu quero que me veja como mulher de verdade, quero que passe a me ver como eu te vejo. – Bruna acariciou meu rosto.

- Bruna, eu não consigo entender. – Minha cabeça estava dando nó, não podia ser o que eu estava pensando, não podia mesmo. Bruna estava falando de amizade, porque era isso que existia entre nós.

- Terei que ser bem direta então.

Ela se aproximou tão rápido que não tive tempo de desviar, os lábios quentes e macios tocaram os meu. O ar fez falta em meu pulmão, senti todo meu corpo se arrepiar e meu coração acelerar. Eu estava em choque, eu não sabia como agir, meu corpo estava travado, não se mexia. Bruna estava me beijando, aquilo não podia ser verdade. Quando finalmente consegui recobrar meus movimentos a empurrei.

- O que você está fazendo? – Eu perguntei horrorizada.

- Ju, eu estou tentando te mostrar...

- Me mostrar o quê? Eu não sou lésbica.

- Nem eu.

- Então por que me beijou?

- Eu não preciso ser lésbica para te beijar, basta eu sentir atração por você, mas não é só atração é algo mais.

- Não Bruna! Você não pode sentir nada mais.

- Claro que posso e eu estou sentindo. – Ela tentou se aproximar de mim, mas eu me afastei.

- Você quer com que eu me separe do Carlos? – Aquela era a única resposta plausível para tudo aquilo.

- Claro que não, eu realmente gosto de você e jamais faria nada disso.

- Então não deveria ter feito, você sabe que eu sou uma mulher bem casada e amo meu marido.

- Bem casada? Se fosse bem casada ele não estaria comigo a quatro anos.

- Eu vou embora.

- Júlia! – Ela segurou o meu braço. – Eu aceito o que você quiser, mas não vai embora sem antes a gente conversar.

- Não temos mais nada para conversar. – Puxei o meu braço.

- Ele não te ama.

- Eu não vou desrespeitar meu marido e minha família.

- Seu casamento acabou, mas você está cega demais para notar isso. Eu estou disposta a tudo por você.

- Está tão acostumada com sua posição de amante que nem ao menos pensa em ser algo mais. – Eu só percebi o quão cruel eu fui quando vi  que ela estava prestes a chorar. – Eu vou embora.

Peguei todas minhas coisas e sai praticamente correndo de seu apartamento, ela não me seguiu, o que evitou mais uma cena, ainda mais em um local publico. Entrei no primeiro taxi que passou e acabei chorando todo o caminho, o homem não sabia o que fazer apenas me deu uma caixa de lenços de papel. Quando cheguei em casa não tinha ninguém, desabei na cama, chorei por horas. Como ela teve coragem de fazer algo assim? Meus lábios formigavam só de pensar no beijo e as borboletas no estomago voavam me causando um certo desconforto, meu cérebro não parava de me alertar que isso era errado, mas por que eu estava tão triste? Por que eu queria ligar para ela? Não era para ser assim. Eu acabei adormecendo na cama, acordei quando ouvi o barulho da porta do meu quarto.

- Mãe? – Meu filho Henrique entrou e vi preocupação em seu olhar. – O que houve? Você brigou com o papai?

- Mais ou menos, filho.

- Tia Kat está vendo as fotos da Lena, quer que eu a chame?

- Quero sim, mas não diga nada a sua irmã.

- Tá bom. Eu vou preparar um chá para a senhora.

- Obrigada, meu herói. – Dei um beijo em seu rosto e ele saiu do quarto. Pouco depois Kat entrou, fechou a porta com chave, sentou na cama e me abraçou. – Kat... ela fez algo terrível.

- O quê ela fez? – Kat falou assustada.

- Ela me beijou. – Voltei a chorar, só de lembrar do beijo sentia mil coisas e um culpa de um milhão de toneladas sobre meus ombros.


Notas Finais




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