História A amante do meu marido (Romance lésbico) - Capítulo 9


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Categorias Originais
Tags Amante, Bissexul, Casamento, Lesbicas, Marido, Mulher, Romance
Exibições 379
Palavras 1.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu to muito boazinha com vocês né? Já disse para vocês não se acostumarem? kkk
O CAPITULO 10 está lá no blog (Link nas notas finais).
Quero saber da opinião de vocês e ahh e não fiquem chateadas com a Júlia, ela é lerdinha, mas é boazinha <3
Não esqueci das fotos que me pediram, estou providenciando. ;)

Capítulo 9 - Capitulo 09


Meu coração batia a mil, meu medo era dele descobrir que conhecia a Bruna, mas depois eu percebi que era ele quem deveria estar comigo e não eu, então coloquei meu melhor sorriso no rosto e senti os braços dele abraçarem minha cintura. Bruna na mesma hora olhou para onde os braços dele estavam, mas logo desviou o olhar.

- Querida você sumiu, fiquei preocupado. - Carlos falou como se nada estivesse acontecendo.

- Eu decidi comer algo e então vim para cá.

- Certo. - Ele sorriu e me deu um selinho.

- Querido, essa é Bruna, ela está se formando em Direito. - Apresentei os dois. - Ela esta se formando na faculdade em que você dá aula.

- Existem muitos professores e muitas turmas, Julia. - Os dois se cumprimentaram, nada fora do comum, se eu nao soubesse com certeza não iria desconfiar de nada.

- Me desculpem, mas eu vou conversar com uns colegas que chegaram. Ate mais ver. - Bruna não parecia nada feliz quando saiu de perto de nós, eu sabia que ela não estava em seu melhor humor porque a conhecia.

- Como a conheceu?

- Acabei de conhecer, o Doutor Rodrigo nos apresentou. - Sorri.

- Eu te vi conversando com ele. - Pronto, outro que iria começar a me perturbar por causa do Rodrigo.

Dito e feito, na ida para casa Carlos não parou de falar um minuto, reclamou, parecia até que sentia algo por mim, mesmo sendo estranho me senti feliz, ele estava sentindo ciúmes de mim.

- Ele é um abusado, se eu ver ele falando com você novamente, ele vai se arrepender.

- Vai? - Tirei seu paletó e lhe beijei. - Fazia tempo que não o via assim.

- Eu cuido do que é meu.

Aquela noite foi diferente, não digo que completa e cheia de amor, mas foi selvagem, decidi ser menos submissa, como Bruna me disse e parece ter dado certo. Na manhã seguinte eu acabei acordando tarde, isso significava que ninguém deve ter tomado café. Carlos não estava na cama, então ja deve ter acordado. Ouvi minha bolsa vibrar, levantei  com dificuldade, estava um pouco dolorida da noite anterior e vi que haviam milhares de ligações, algumas dela de minha irmã e as outras de Bruna, em horários bem estranho. Decidi ligar para Kat antes.

- Bom dia! - Falei animada.

- Aquela desgraçada está me traindo! - Kat falou de forma estridente.

- Você a pegou com outra? - No caso de Mochele so poderia ser outra, afinal ela era lésbica.

- Ela estava com outra no carro, depois chegou em casa cheirando ao perfume dela.

- Espera, você a pegou no flagra?

- Não, foi bem pegar no flagra, foi como ver ela dando carona.

- Então ela só estava dando carona. - Tentei defender Michele, afinal o pouco que conheço dela, diria que Michele não estava traindo Kat, mas deveria ter um motivo para ela estar agindo diferente. - Está no Rio?

- Estou!

- Vamos nos ver, as crianças ainda não devem ter tomado café da manhã, então vamos almoçar com você.

- Se o merda do seu marido não for, por mim tudo ótimo.

- Kat! - A repreendi.

- Só falei a verdade.

- Eu vou ver onde ele está e se vai fazer algo hoje, com certeza deve ir para um churrasco com os amigos do futebol.

- Certo! Até mais tarde.

Como sabia, Carlos foi jogar futebol e eu pedi para as crianças se arrumarem para sairmos com a tia Kat. Henrique foi o primeiro a ficar pronto, Lena como sempre demorou horrores.

- Mãe, vamos de Uber. - Lena falou.

- O quê? - Franzi o cenho.

- É uma espécie de táxi, só que um pouco mais barato. Me dá seu celular. - Estendeu a mão.

- Me ensina a fazer isso. - Claro que não daria meu celular para ela.

- Deixa que eu te ajudo mãe. - Henrique me ajudou a instalar o aplicativo e a me cadastrar. Alguns minutos depois um carro com vidros fumês chegou.

- Como pagamos?

- Pode escolher com cartão ou dinheiro, nesse caso já escolheu como cartão. - Lena me explicou.

No caminho abri meu Whatsapp, mandaria mensagem para Bruna explicando o porquê de não ter atendido, mas para minha surpresa já haviam algumas mensagens dela.

Paola: Eu preciso falar com você.

Paola: Eu realmente preciso falar com você.

O nome de contato era Paola porque não podia colocar o verdadeiro, então ela escolheu Paola, simplesmente porque é fã da novela A Usurpadora. Essas foram as duas últimas, subi as mensagens e fui ler as primeiras.

Paola: Vocês deveriam ganhar o prêmio de casal do ano. :)

Sarcasmo, acabei revirando os olhos.

Paola: Rodrigo veio me perguntar mais sobre você. Eu quase mandei ele se fuder, eu realmente odeio esse cara.

Várias mensagens eram de xingamento para Rodrigo, realmente não entendia porque tanto ódio do homem. As últimas eram sobre falar comigo. Vi que ela estava online então mandei uma mensagem.

Julia: Me desculpe por não responder logo, acordei tarde, a noite foi longa rs.

Paola: Hum… Está ocupada?

Júlia: Estou com meus filhos indo almoçar com minha irmã.

Paola: E Carlos?

Júlia: Disse que iria jogar futebol, mas deve aparecer aí mais tarde. - Eu já sabia  quando ele ia na casa dela. Então geralmente eu avisava ou ela me avisava sobre ele estar vindo para casa e etc.

Paola: Queria ver você.

Não sei porque, mas naquela hora meu corpo ficou levemente arrepiado.

Júlia: Sério? Nos vimos ontem.

Paola: Sim, mas nem conversamos e eu ainda estava irritada com algumas coisas, queria conversar com você, te ver, sei lá.

Júlia: Hoje não tem como, minha irmã vai estar na cidade, então deve me arrastar para ficar com ela.

Paola: Você vai passar o final de semana e o feriado todo com ela?

Júlia: Provavelmente, ela está com problemas no relacionamento, acha que a Michele, esposa dela, está tendo um caso.

Paola: Uau! Sua irmã é casada com uma mulher, por essa eu não esperava. Já que você não vai ter tempo para mim, acho que vou viajar.

Júlia: Você está bem? Você parece diferente.

- Mãe, chegamos. - Lena me avisou.

- Obrigada! - Agradeci ao motorista, desci do carro e fui em direção ao restaurante preferido de Kátia, ficava no Leblon, próximo a lagoa.

- TIA KAT! - Meus filhos correram para abraça-la, fui logo atrás e a abracei também.

- Você já pensou em virar modelo? - Perguntou a Helena.

- A que isso tia. - Minha filha falou sem jeito.

- E você está quase maior que eu. - Bagunçou os cabelos de Henrique, mas logo tratei de ajeitar.

- Estou jogando vôlei.

- Um dos melhores do time. - Falei orgulhosa do meu filho. Eu amava os dois, mas por Carlos tratar Henrique diferente, eu tentava suprir tudo que o homem não dava. Lena como era mais velha, não era tão dependente de mim, mas eu amava minha filha, acho que a pior época foi em seus quinze anos, quando arrumou um namoradinho, Carlos enlouqueceu e eu fiquei no meio do fogo cruzado. Lena e Kat saíram na frente conversando me deixando para trás com Henrique.

- Mãe, quer que eu carregue sua bolsa?

- Obrigada, meu amor. - Beijei entre seus cabelos e ele foi me acompanhando.

Eu acabei esquecendo do celular porque Kátia queria atenção, parecia que ela estava carente, mas não falei nada. Depois do almoço fomos dar uma volta na lagoa, Henrique e Lena alugaram uma bicicleta e ficaram indo de um lado para o outro.

- Então, você e o homem das cavernas estão bem?

- Não o chame assim.

- Homem das cavernas é algo bom perto dele. - Kat riu e eu apenas revirei os olhos. - E como anda com a outra. - Enfatizou a última palavra.

- Nossa, até esqueci de ver o que ela me mandou.

Paola: Acho que estou de TPM, ainda por cima com cólica. Fico mais chata e carente.

Júlia: Acho que não deveria ir viajar.

Paola: Só fico em casa se você disser que vem me ver. Porque se não nem tem motivos para ficar no Rio.

Júlia: Chantagem?

Paola: Nós usamos o que temos.

Júlia: Chantagem descarada rs.

Paola: Vai vir me ver e trazer chocolate?

Júlia: Eu só não vou poder demorar.

- Peça para sua amiga esperar, eu também quero atenção. – Katarina tirou o celular da minha mão.

- Me devolve Kat. – Tentei pegar.

- Ownn que fofo, ela está de tpm e quer que você leve chocolate para ela.

- Pare de debochar, me devolva.

- Agora eu estou em duvida, ela é amante do Carlos ou sua?

- Katarina! Me devolva agora esse celular.

- Ihh ficou irritadinha. – Minha irmã riu e me devolveu o celular.

- Não me provoque.

- Sabe, agora estou curiosa para conhecer essa tal de Bruna, a amante.

- Não a chame assim.

- Pelo nome dela.

- Você entendeu.

- Vamos marcar para sair nós três.

- Eu te conheço Katarina, então a resposta é não. – Kat era desbocada e muitas vezes inconveniente.

- Se ela é sua amiga e está te fazendo bem, gostaria de conhece-la. Vamos irmãzinha, sei que você não gosta de sair a noite, mas só hoje.

- Carlos vai reclamar.

- E quando ele não reclama. Pela sua irmã mais nova que está sofrendo com uma possível traição. – Kat e Bruna, duas chantagistas emocionais.

- Certo! - Resmunguei

Júlia: Minha irmã está te convidando para sair com a gente esta noite, você aceita?

Paola: Para onde vamos?

- Para onde vamos?

- Diga a ela que vamos a um local chamado Sinônimo, fica na lapa.

Júlia: Vamos a um local chamado Sinônimo, na lapa, conhece?

Paola: Conheço, você já foi lá?

Júlia: Eu não costumo a sair muito.

Paola: Percebi kkk

- E então? – Katarina parecia ansiosa.

- Ela aceitou, disse que conhece o local.

- Isso não me surpreende em nada. – Kat passou o braço pelos meus ombros e me abraçou. – Eu estou me sentindo ansiosa.

- E eu estou preocupada.

- Se as coisas forem como estou pensando, é o Carlos que deve se preocupar.

- Por quê?

- Nada, nada, apenas esqueça.


Notas Finais




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