História A Aparência é Irrelevante para Aquele que Não Pode Ver - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Armin, Castiel, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Vida Real
Visualizações 17
Palavras 1.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIEEEEEEEEEEEE
ANTES DE TUDO, DESÇAM E COLOQUEM A TRILHA SONORA PRA TOCAR ENQUANTO LEEM <3

COF COF altas referências à Life is Strange COF COF

SIM <3333

Nas nota finais eu falarei sobre o que espero da fic, como eu havia prometido no cap anterior <3

Espero que gostem! Boa leitura <3

Capítulo 3 - My Fucking Sketch Book


  Depois do breve diálogo com o ruivo, acabo decidindo de que já está mais do que na hora de prestar atenção na aula. O conteúdo que a voz firme de Delanay fazia questão de passar-nos com total perfeição, acabara me fazendo ficar sonolenta.

         Rolei o olhar por todo aquele ambiente escolar. Neste possuía um garoto de cabelos azuis e outro de cabelos pretos. Estes parecidíssimos, por sinal. Talvez fossem irmãos, pelo andar da carruagem.

         Uma garota de longos cabelos platinados conversava com o azulado entre sussurros, porém dava para escutar nitidamente sua animação. Ela era bem mais magra que as outras garotas.

         Olhei novamente para a sala num modo geral e parei na carteira vazia que ficava mais a frente um pouco intrigada. Quem poderia ter faltado aula naquele dia? Enfim, talvez minha pergunta possa ser respondida amanhã, quem sabe.

          Dou um longo e cansado suspiro.

      Escola é realmente um lugar cruel, na minha concepção. Todavia, até agora não estou com vontade me estrangular. A Delanay sim, mas eu não.

         E esse é realmente um ótimo sinal.

         Olho para o ruivo ao meu lado. Eu tenho a real sensação de que já chegamos a nos ver antes.

         Entretanto, se isto chegasse a ocorrer, eu teria lembrado, não?

        Argh, eu só posso estar ficando com problemas mentais. Reviro os olhos, rindo internamente. Olho-o novamente.

     Chego ao ponto em que o visava fixamente e depois, assusto-me quando ele drasticamente se movimenta, amarrando parte de seu cabelo em um rabo de cavalo mal feito. Suspiro novamente, em uma forma de aliviar a tensão.

     Ele está em uma perfeita posição, com os óculos escuros e o cabelo vermelho fazendo um belo contraste com sua pele um pouco pálida.

    Sem pensar duas vezes, pego meu caderno, me viro um pouco para sua direção e começo a desenhá-lo. Eu estava prestando tanta atenção em seu maxilar bem desenhado, que nem percebi o barulho da voz de Delanay cessar.

 

— Srta. Natalie, gostaria de saber se meus exercícios estão escritos na cara do Sr. Collins.

 

       Assustei-me, dando um pulinho na cadeira. Fiquei calada nos primeiros momentos.

     Ouvi risadinhas das amigas da loira asquerosa e recebi olhares (que mais pareciam tiros de uma AK-47) da mesma. Argh, ninguém merece.

 

       Acreditem, nem seus piores inimigos merecem isso.

 

— Não, professora. — Respondi-a, olhando para as órbitas da de cabelo chanel, logo sentindo o “olhar” do ruivo em mim.

— Então por que motivo estava olhando para o Sr. Collins? — Perguntou-me, arqueando uma de suas sobrancelhas bem feitas.

 Por nada. — Senti minhas pernas tremerem. Todos estavam me olhando e posso dizer que não é muito agradável.

— Você só podia estar de olho no meu homem! — Olhei para a loira, que agora falava. — Mas saiba, queridinha: O Castiel é  meu! — E com isso, cruzou os braços, arrebitando o nariz.

 

     Arregalei os olhos. Uma súbita sensação de ânsia tomou conta.

     “Castiel”?

    Lembranças, pela segunda vez naquela manhã, faziam questão de invadirem-me como uma forte enchente.

 

     “Não ligue para esses bastardos. Você está bem? Ah, desculpe por não me apresentar. Meu nome é Castiel, qual o seu?”

 

— E-eu... Não estou me sentindo bem. — E com isso, corri para fora daquela sala que já me estava tornando-se sufocante, deixando meu caderno de desenho à amostra, em cima da mesa.

 

     “Natalie, somos melhores amigos! Você nunca irá me abandonar, não é? Me prometa.”

 

      Corri pelos corredores, tentando não me descontrolar totalmente.

 

      “Hey, meus pais brigaram novamente. Posso dormir aí hoje? Você realmente é a melhor amiga do mundo.”

 

         Chego ao banheiro feminino, batendo a porta logo em seguida.

 

         “Me prometa que nunca mais irá sair do meu lado. Me prometa.”

 

           Encosto-me no fundo da cabine, abraçando meus joelhos.

 

          “Eu sempre te protegerei. Me prometa que fará o mesmo por mim.”

          “Natalie! Meus olhos! Eu não enxergo nada!”

          “Me prometa que fará o mesmo por mim”

          “Me prometa que fará o mesmo por mim”

         “Me prometa que fará o mesmo por mim”

 

          Àquela frase ecoava na minha mente. Fecho os olhos, tentando incansavelmente me acalmar.

 

        Castiel,

me desculpe, eu quebrei a promessa.

 

** * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * **

 

           Me levantei dali, tentando respirar.

           Por favor, que minha asma não entre em colapso com meu nervosismo.

           Respiro fundo, tentando me recompor. Talvez eu esteja errada. Talvez possa ser outro “Castiel”.

          Devem existir vários “Castiel” no mundo, não?

         Sim, deve ser realmente isso.

         Aposto que Valérie* nunca permitiria que seu filho ficasse na cidade onde foi —em sua concepção— agredido “sem dó nem piedade”.

 

         Tsc, como uma pessoa sã poderia pensar isso sobre uma criança?

 

         Aliviei-me. Eu poderia tentar explicar a situação para o ruivo.

      Lavei meu rosto e saí de lá. Nem fiz questão de me olhar no espelho. Fazer bullying consigo mesma já é demais, já bastava o que eu aturava dos outros.

       Pouco sei quanto tempo permaneci nos banheiros, no entanto sei faltavam poucos minutos para o intervalo.

        Segui para a escadaria, pensando em como explicaria para o outro sobre o que ocorreu.

      Sento no segundo degrau da escada. Cinco segundos depois o sinal toca, seguido de um mar de estudantes apressados para saírem de suas entediantes aulas.

      Observo a garota platinada de antes seguir em minha direção sorrindo, seguida do azulado. Arqueio uma sobrancelha, curiosa.

 

— Olá! Meu nome é Rosalya e esse é o Alexy. Seu nome é Natalie, não é? Muito prazer. — Olhou para meus olhos e eu pude perceber que havia profundas olheiras abaixo de seus olhos âmbar, tais que foram disfarçadas pelo seu outro sorriso sincero.

— Muito prazer para vocês também. — Respondo, sorrindo. Eles não parecem ligar para minha aparência.

 Você tem um lindo cabelo! — Fala Alexy, sentando ao meu lado.

— Não é? Bem que eu queria que meu cabelo fosse cacheado. Nem sempre é bom e gratificante ter um cabelo liso “lambido” que nem o meu. — Declara dengosamente, Rosalya.

— Hey, Alie, não quer que nós apresentemos você para os outros? — Pergunta Alexy, sorrindo novamente.

— Seria uma ótima ideia! Vamos logo! — Me puxam pelo braço em direção ao refeitório.

— Rosalya, tem certeza de que vai ficar tudo bem? — Perguntei um pouco insegura.

 

     Eu concluo, ela era estranhamente magra, coisa que me surpreendi. Ela parecia ter problemas de saúde.

    Apesar de tudo, sua expressão gentil me mostrava que era uma pessoa boa, juntamente como a feição de Alexy.

 

— Claro que sim! Aliás, pode me chamar só de Rosa.

 

** * * * * * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * ** * * * **

 

 — Esta é Iris, esse é o Armin, irmão gêmeo do Alexy — Apontou para uma ruiva, —diferente de Castiel, a Iris possuía os cabelos naturais— e em seguida para o moreno que eu suspeitava ser da família de Alexy. — Essa garotinha fofa é a Violette — Apertou levemente as bochechas da garota de cabelo roxo, cortados até os ombros. Esta possuía um semblante calmo e inocente. Percebi que essa não possuía o braço direito. Deve ter sido algum acidente ou algo do tipo. — Essa é Peggy. — Apontou para uma garota que remexia seu gravador e microfone. Seus cabelos eram curtos e de um tom escuro de roxo. — O Castiel deve estar rondando a escola e o meu cunhado não veio hoje, mas isto não faz mal.

  — Você está com seu celular, Alie? — Me pergunta Alexy.

   — Estou sim.

   — Pode me emprestar? — Me pergunta.

    — Ah, claro. — O entreguei.

 

         Ele digitou algumas coisas durante algum tempo e logo depois me entregou, dizendo que gravou o número de todos que se lembrava do número. Sorrio, dizendo um “Obrigada”.

         Tento impedir que a pergunta “Onde Castiel está?” saia. Não quero que pensem errado de mim novamente.

            O assunto segue naquela mesa e o sinal toca novamente.

 

** * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * * * * **

 

         Volto para a sala e nenhum sinal do ruivo novamente.

         O professor de geometria, Faraize, chega e começa a dar sua aula.

         Ouço umas garotas cochichando algo. Tento prestar mais atenção.

 

— Castiel cabulou a aula novamente, né?

 

       Me espanto e procuro desesperadamente o caderno que usei para desenhá-lo. Sem sucesso.

 

— Que merda... — Sussurro chateadíssima comigo mesma. Duas mancadas no mesmo dia? Assim não dá.

 

       A aula seguiu.

      Meu corpo estava lá, mas minha mente estava em outro planeta. Eu só quero que esta maldita aula termine logo.

     Quando ouvi o sinal, corri apressada. Eu não sabia onde procurar Castiel, muito menos meu caderno, então segui para a escadaria.

       Olho para os lados e deixo minha bolsa no batente. Suspiro pesadamente, sussurrando comigo mesma o quão sou retardada. Tsc, grande novidade.

         Logo, duas mãos me surpreendem por trás, tampando minha boca e me puxando para trás, para uma espécie de porão.

 

— E aí, Natalie? Tenho poucas lembranças de minha infância e principalmente de minha aparência, mas, me diga: Eu estava tão bonito ao ponto de você olhar para mim incessantemente? — Perguntou debochado.

 

Continua no próximo capítulo...


Notas Finais


TRILHA SONORA ->>>>>> https://www.youtube.com/watch?v=NqWcpEZ3GY0

Válerie*: A mãe de Castiel.

Beeeeeeeeeeem
vamos às explicações

Peço que vocês não fiquem esperando pegação logo nos primeiros caps, claro que não :v
Terá todo um processo e de beijinho acho que só lá pro 13...... SE TIVER BEIJINHO NÉ

E sim, eu espero que essa fanfic agrade a todos.

Eu fiz com que todos daí possuam problemas, problemas físicos e mentais
por isso, eu demorarei em torno de 8 dias para postar outro capítulo, já que preciso revisar
várias e várias vezes, achar as palavras corretas e etc. Mas, tudo vai dar certo <3

Vocês entenderão mais a frente o por quê que o Lysandre faltou neste dia 'u' por isso, aguardem

Enfim, beijinhosss e até o próximo <333


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