História A Aposta - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não tenho muita coisa que avisar, apenas que essa história vai estar bem forte. Eu pretendo escrever algo marcante e verdadeiramente intenso. Preciso que vocês mentenham a mente bem aberta para ela e não me julguem como ridícula por retratar cenas muito pensadas.
Prometo me dedicar bastante.
Espero que agrade.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A Aposta - Capítulo 1 - Prólogo

Minha visão gira e minha cabeça dói. Na verdade tudo dói; minha cabeça, meu estômago, meus braços, minhas pernas e… entre elas. Principalmente ali. Eu me sinto fraca e perdida, mas principalmente dolorida, uma dor além de física. O ventilador está girando lentamente, mas não sei se está sendo o feito pela eletricidade ou pela minha mente. Minha pele está pegajosa e minha garganta seca; preciso - antes de sair daqui - de água.

Ao me levantar pareço ser atingida por um soco de dentro pra fora. Minha cabeça dói como nunca e meus olhos se apertam automaticamente. Escorrego para fora da cama lentamente e percebo a dificuldade que agora preciso enfrentar para ficar em pé. Meus joelhos estão fracos e um tanto trêmulos. Eu praticamente me arrasto para a cozinha, sem conseguir pensar em nada além da sede e em encontrar um enorme copo de água.

O primeiro gole foi a coisa mais estranha. A água estava com um gosto péssimo, que me causou ainda mais náuseas. Experimente outro copo na esperança de que fosse apenas um sabor causado pelo meu psicológico já que… É claro. Não era da água que vinha o sabor horrível, ele estava na minha própria boca. Me lembrei de tê-lo sentido na noite anterior.

De repente a sede foi embora e as náuseas cresceram, fazendo minha boca salivar e algo se remexer dentro de mim. Eu engoli em seco, na intenção de afastar a sensação, pelo menos a tempo de encontrar um banheiro. E quando o fiz, tudo se foi para fora de mim. O novo gosto que minha boca tinha agora era péssimo, mas não chegava nem perto do nível do gosto anterior.

Eu deixei minha testa cair sobre a borda da privada e fechei os olhos.

Está frio. Muito frio. Mas eu prefiro sentir esse frio pelo resto da minha vida, a sentir o calor da cama do homem sobre ela, nem mesmo por um milésimo de segundo. Meus cabelos foram para frente do meus rosto, num embaraço imenso. Eu os joguei para trás e meus mamilos se chocaram contra o material gélido, me obrigando a recordar daquela boca percorrendo todo o local de modo agressivo.

Foi a pior noite da minha vida.

Estou destruída de todas as formas. Estou com nojo de mim mesma. Com vergonha de minha ingenuidade. Com vergonha das lembranças. Com medo de tê-lo acordado. Essa possibilidade me faz erguer a cabeça abruptamente e ir até o quarto novamente.

Tento evitar o máximo que meus olhos vá para ele, mas para verificar se está acordado ou não eu preciso permitir isso. Seus olhos estão fechados de forma calma, e sua respiração exatamente igual. Os braços de um lado do corpo nu e o lençol cobrindo apenas sua área pélvica. Antes ele me parecia tão bonito e doce, tão gentil e educado. Eu sou mesmo tão burra.

Deslizei ligeiramente o vestido pela cabeça e senti uma culpa imensa por ter optado anteriormente por algo tão vulgar. Algo mais simples não teria ocasionado nisto.

Todo o resto fica para trás quando eu saio correndo pela porta.

Vejo que todos me olham com curiosidade e, nos olhos delas eu posso ver desprezo. Elas me olham como uma mulher imunda, miserável, um verme. E é absolutamente isso que eu sinto. Me sinto desprezável, quebrada. Alguns me lançam olhares de nojo, outros de medo, uns nem olham, e outros até sussurram insultos. Vi uma mãe impedir a filha de olhar na minha direção e um senhora comentar algo com outra, referente a mim. Ouvi a palavra prostituta e corri exausta para um beco vazio.

Cai entre dois barris e escondi o rosto mas mãos, liberando todas a minha dor nas lágrimas e soluços de desespero. Eu quero gritar o mais alto que eu posso, mas não tenho voz e tampouco fôlego para isso.

É assim que eu serei vista daqui em diante? Uma prostituta? Eu pareço mesmo uma prostituta? Eu nunca ouvira isso antes quando alguém se referia a mim, mas agora eu sei que isso vai ser frequente. Minha aparência degradante só confirma isso. Vestido amassado, pés descalços, seios praticamente expostos pela falta do sutiã e de tecido na parte do decote. Minha maquiagem está borrada e meus cabelos bagunçados. Até eu me julgaria como prostituta mediante a aparência.

Eu sei que eu não sou. Mas… algo ainda indica que eu não estou tão distante de ser uma. Provavelmente uma prostituta está muito mais limpa que eu.

Eu sou muito pior que uma prostituta.

Nem que eu fique o dia inteiro mergulhada em desinfetante eu me limparei disso. Não é apenas meu corpo que está deplorável. Eu me sinto imunda de dentro pra fora. Tudo o que ele me causou ficará marcado para sempre em minha memória, ficará sempre. Nada que me ofereçam me limpará dessa noite.

Eu preciso de ajuda. Mas de quem? Eu não conseguiria explicar o motivo de estar assim. Eu não quero que ninguém saiba sobre isso. Ninguém. Eu preciso de ajuda mas ninguém pode fazer isso por mim. Ninguém além de mim mesma. 


Notas Finais


Decidi começar nesse período, mas nos próximos capítulos tudo vai se passar em um certo tempo antes disso ocorrer e, o que leva à tal situação.
Me dê sua opinião sobre o capítulo e diga se tem algum erro ortográfico que eu esqueci de corrigir. Às vezes meus meus olhos não funcionam muito bem!
Eu não pretendo ficar escrevendo avisos ou nada além dos capítulos nos próximos, a menos que eu realmente precise, mas é mais provável que eu só faça no último capítulo. E se alguém comentar alguma coisa.


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