História A arqueira - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Arrow, Batman, Emma Watson
Personagens Bruce Wayne (Batman), Emma Watson, Oliver Queen (Arqueiro Verde)
Tags Arqueira, Arrow
Exibições 80
Palavras 3.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


GENTEEEE! Sim, eu sei vocês estão querendo me matar.
Praticamente, eu fiquei acho que dois meses sem atualizar a fic. Entretanto, eu também não estava entrando nem no site.
Vou falar melhor nas notas finais!

Capítulo 5 - Losses


Fanfic / Fanfiction A arqueira - Capítulo 5 - Losses

 

Meu pai sempre gostou de esportes. Quando era mais jovem adorava praticar vôlei e natação. Seus esportes favoritos, entretanto aos dezoito anos acabou sofrendo um grave acidente de moto, infelizmente, a perna direita dele acabou ficando quebrada. Então, ele mesmo resolveu parar de praticar os esportes e começou a se dedicar mais no estudo de administração. 

 

Em 2013 nas férias de verão, eu, meu pai e mais alguns parentes resolvemos nos juntar para acamparmos num chalé, um pouco afastado de Nova York. Naquele meio tempo, todos — menos os adultos — criariam seus próprios grupos pois iriam ter provas, (desafios) por cada categoria (crianças contra crianças e jovens contra jovens). 

 

Tinha provas como, competição de barco, do saco, ovo na colher, cabo de guerra, arco e flecha e mais . Ainda me lembro eu na prova de arco e flecha. Meu desespero de perder e fazer meu grupo não ir na final, pois todas as flechas que atirava em vez de irem para qualquer um dos círculos, sempre acabam no chão. Restava apenas quatro. Tinha pego mais uma flecha nas costas, arrumei sobre o arco e direcionei ao ponto principal. Tentei me concentrar, mesmo nervosa. Minhas mãos tremiam, parecia que há qualquer instante iria escorregar sobre o arco. Então, atirei. Para minha surpresa consegui 40 pontos, pela flecha estar no segundo circulo. Mais uma, não acertei. No terceiro 20 pontos. E o último. Respirei fundo e atirei. Como era tudo tão rápido, só depois consegui racionalizar de tão surpresa. 80 pontos. Praticamente, no penúltimo circulo. Todos do meu grupo ficaram animados, assim como nossos pais que nos assistiam sentados.

 

Foi incrível aquelas férias de verão.

 

Ao recordar sobre esse passado, me fez sentir um pouco nervosa. Nem à menos eu sabia se era uma coisa boa ou ruim. Entretanto, sempre tentava parar de lembrar das minhas rememorações. Era tanto tormento, que mesmo com todos os vestígios se tornou impossível não recordar das piores (ou melhores) lembranças. 

 

Com um longo suspiro, voltei a me concentrar nas minhas escolhas recentes. Foi quando só depois reparei. Eu estava definitivamente perdida .  O que achava até idiota da minha parte, por não ter parado num posto que já estava a metros atrás de mim. Como andava pela estrada, deduzi que iria ter inúmeros carros andando pelas ruas. Mas nem um passava. Bufei irritada. Minhas pernas ainda doía um pouco, por isso, fiquei mancando por todo aquele trajeto.  

 

Enquanto ainda andava pela autopista, ouvi uma música. Olhei para trás. Um carro. Aos poucos a música aumentava e o automóvel se aproximava. Foi quando tive a ideia de tentar chamar atenção do motorista fazendo um sinal com meus dois braços. Não sabia se ele me enxergava ou não, porém, não tinha mal nenhum em fazer aquilo. Mas deu tudo errado. Ele não parou, continuou andando rapidamente. 

 

Fiquei encarando então, aquele carro até sair de minha vista. Gritei. Gritei de raiva. Parece que dendê do dia anterior aquilo era o que mais sentia. A raiva. Frustrada com tudo aquilo, jóquei a minha mochila no chão e ajoelhei. Fiz o que nunca esperava fazer. Chorar.

 

 Aqueles malditos caras tinham acabado comigo, mesmo, que estivessem mortos. O que apenas achava. Eles me fizeram sentir o ódio, mostrando, esse tipo de sentimento na palma de minha mão. Com isso, dando-me uma visão melhor no que homens como eles são capazes. 

 

Mesmo poucos minutos ajoelhada. Não iria ficar me lamentando. Coloquei a mochila nas costas e voltei a andar, pelo menos, encontrar um local em que possa ficar para descansar por pouco tempo. Encarei uma pequena lanchonete, então atrevi à ir mais rápido.

 

Era o que se esperava. Entrei na lanchonete, que estava completamente vazia. Tinha uma mulher limpando uma taça de mal jeito, usava seu típico avental e sua barriga grande. Não dando sinônimo de gorda, mas sim, pois parecia que estava grávida. Quando fui me sentar no balcão, acabei me assustando com uma voz grossa bem no fundo, gritando um palavrão. Um homem. Ele me encarou por um instante. 

 

— O que deseja moça? — Perguntou e cutucou a mulher.

— Na verdade, eu ... estou meio perdida. Sabe à quantos quilômetros estou de Nova York?

— Não muito. Uns dez quilômetros. — Ele respondeu um pouco medonho. 

 

Engoli um seco. Não era muito para as pessoas que tinham um carro, mas para mim, podia demorar. Suspirei, fortemente impaciente. O homem ainda me encarava estranho e a mulher grávida continuava na mesma situação. Também o local onde estava não era muito limpo. Enquanto olhava percebi uma pequena televisão posta na parede. 

 

— Poderia ligar a tv. Por favor! — Apontei para o objeto. Ele fez um pequeno som com a garganta e ligou.

— Não vai pedir mesmo nada? — Foi só naquele instante que percebi do porquê ele me olhava estranho.

 

Antes mesmo de responder olhei para o cardápio que estava sobre a bancada. Na verdade, não queria pedir nada, porém, ao olhar para aquele casal que viviam sozinhos.

 

— Me vê uma torta de frango e... apenas uma água. — Respondi e a moça anotou.

 

Desviei meu olhar para a tv, passava apenas um programa. Peguei o controle sem ser vista por nenhum deles e passei de canal. Foi quando vi uma repórter nas ruas de Nova York. 

 

Repórter: ...Ontem à noite. Quando o acelerador de partículas foi ativado por Harrison, minutos depois, aconteceu um acidente. Fazendo assim, alguns dos trabalhadores do cientista morrerem. Além deles, a própria cidade que também acabou sendo atingida.

Harrison antes de vim a Nova York, morava em Vancouver aonde o próprio tinha feito a mesma coisa. A policia está investigando, porém, estão achando que o cientista tinha um plano. Quando descobrirem o motivo, vão levar essa queixa a delegacia e prende-lo de novo. Harrison pode ser preso por mais cinco anos. 

 

 Desviei meu olhar para a minha frente. Então voltei a comer. Acabei ouvindo um barulho vindo fora da lanchonete, então deduzi que fosse apenas algumas pessoas saindo (ou não) de Nova York. Então curiosa, levantei e fui até a janela. Encarando um carro Toyota preto, depois de alguns segundos três homens saíram, um deles parece que me viu e sussurrou algo no ouvido dos amigos. Então começaram a andar rapidamente na direção da lanchonete. 

 

—Bosta! —Resmunguei alto.

 

Peguei minha mochila rapidamente e coloquei nas minhas costas. Eu tinha que fugir pela porta dos fundos.

 

—Moça, você não pagou a conta. —A mulher chamou minha atenção. Desviei o olhar para ela, mas em milésimos segundos o som de um tiro soou sobre o local. As panelas que estavam sobre os pregos da parede caíram sobre o chão, ecoando um barulho irritante.

 

Mais tiros. Coloquei o capuz do moletom sobre a cabeça e jóquei meu e também o corpo da mulher no chão atrás de um balcão. As balas da arma também tinham atravessado as janelas, então os pequenos cacos de vidros começaram a cair sobre o chão. Alguns dos cacos me atingiram, porém não dei muita importância para isso. Eu precisava fugir, porém não podia deixar aquele casal na mão. Não podia deixa-los morrer. 

 

A mulher loira, estava um pouco com os cacos de vidro no braço esquerdo e respirava fundo relando a mão na barriga. Imagina à dor. Fiquei do lado dela e por aqueles pequenos momentos tudo ficou em silêncio. 

 

—Joyce Riordan. —Um deles se pronunciou. O que me deixou cheia de temor, ao falar o nome da minha mãe. —Uma bela mulher. —Ficou quieto novamente. —Pena que era uma prostituta. 

 

Aquilo definitivamente só podia ser mentira!

 

Fechei os olhos, respirando fundo para não ter um surto de nervosismo. Por querer,  uma pequena gota de lágrimas escorregou sobre meu rosto.  Então levantei-me de onde estava e aqueles três homens me encararam, coloquei minhas mãos sobre o alto e eles riram em si.

 

—Foi mas fácil que pensava. —Um deles comentaram. O moreno aproximava de mim. Ficando na minha frente.

 

Então reagi, com a perna direita bati no cara bem na sua parte intima. Peguei a arma e depois o empurrei para longe, caindo junto com uma das mesas. Então comecei a atirar na direção dos outros dois que sobraram, dava passos para trás, até que encostei minhas costas na parede e encarei ainda a mesma mulher, ainda sentada no chão com uma cara de pavor e medo.

 

—Corra! — Gritei e ela levantou-se com dificuldade, entrando na cozinha.

 

Peguei uma cadeira que estava no chão e jóquei na direção de um deles, que infelizmente, conseguiu desviar. Então fui até a cozinha, não encontrei a moça e nem o marido dela. 

 

Argh! —Gritei de dor, quando senti uma bala me atingir no ombro esquerdo. Virei-me e o cara me deu um empurrão, bati minhas costas fortemente sobre um armário e tentei-me levantar. Relei minha mão sobre a testa e percebi que escorregava sangue, não só pela testa, mais um corte profundo do lado da boca. Eu estava cansada e tonta. Senti uma mão me levantar agressivamente, então o cara, que era careca, apontou a arma na direção da minha cabeça com um sorriso vitorioso. 

 

Foi quando para minha surpresa, um barulho alto aconteceu sobre o corpo à minha frente. O homem caiu no chão, desmaiado. Encarei e vi a mulher com uma frigideira na mão. Ela engoliu um seco, me encarando e depois o corpo, fazendo isso repetidamente com os olhos arregalados. 

 

—Que foi? Tem mais um, garota! —Disse firme.

 

Antes mesmo de eu responder ela, a porta dos fundos foi aberta, então, vi o marido dela  parado com uma espingarda na mão. Depois viu o corpo na minha frente.

 

—Vocês fizeram isso? —Perguntou um pouco surpreso.

 

Então, o mesmo acabou sendo atingido por uma bala perto do abdômen, ele desabou na hora. O cara que tinha entrado na cozinha, atirava praticamente, em todos os lados com uma fúria total. Tinha que impedi-lo. Fui até a bancada e pulei, jóquei meu corpo em cima dele, caímos brutamente no chão, a arma ainda estava na sua mão e tanto ambas usávamos nossas forças para impedir um ao outro de atingir. Eu me sentia fraca, mas tentava ser forte e apertada seus pulsos. Ele conseguiu se virar, ficando em cima de mim. O mesmo conseguiu direcionar a arma para meu peito. Então consegui dar um soco no rosto, não com minhas mãos mas sim com a cabeça. E como ainda estava na minha frente, a espingarda que estava na mão do dono da lanchonete, direcionava para o crânio dele. O mesmo, na mesma hora parou de se remexer. 

 

 

 

 

A mulher pelo qual tinha me ajudado, se chamava Jaqueline. Não sabia da sua historia, porém não dei a mínima para saber. Fora gentil por me oferecer gelo para colocar na minha testa que sangrava. O homem, que tinha praticamente toda a intensão de me matar, estava quieto, amarrado com as duas mãos com a corda. Seu estado estava horrível, suas roupas estavam sujas, húmidas e cheias de sangue. O marido de Jaqueline, queria mata-lo, porém o impedi. Eu precisava do cara vivo, até naquele momento.

 

Ele respirava com dificuldade e seus olhos estavam fechados.

 

Coloquei o gelo sobre a mesa e fui na direção dele, ao perceber minha aproximação, me encarou irritado.

 

—Quem é o seu chefe? —Perguntei. Nem um pouco surpresa, mesmo assim ele começou a rir de algo que não tinha graça. —Para quem você trabalha? Como sabe sobre minha mãe? —Peguei ele pega gola, aproximando seu rosto do meu e gritei. —Quem é você?

 

Ele ainda continuava rindo da minha situação. Engoli um seco nervosa, impaciente peguei a arma do meu bolso, praticamente pronta para atirar, novamente, fiz à pergunta.

 

—Me responde para quem você trabalha ou eu atiro! — Falei firme. O cara me encarou com seus olhos castanhos e depois para Jaqueline e seu marido, que estavam sentados perto do balcão.

 

Ele ainda me encarava, de baixo para cima lentamente, sua boca tinha uma grande ferida, um corte profundo na bochecha esquerda e na testa. Mesmo naquele estado, ele se atrevia à não responder minha pergunta. Continuou quieto, como se nunca tivesse ouvido o que perguntei. Em seguida, deu um sorriso fraco e acabou cuspindo sangue no chão.

 

Cansada e impaciente, bati com força na cabeça dele com a arma. O cara caiu no chão desmaiando na hora. Virei-me e pequei minhas coisas e coloquei nas costas. Jaqueline e seu marido ficaram encarando todos os meus movimentos. Então, ela se pronunciou.

 

— Nos fundos temos uma bicicleta. Nós não usamos mais, se quiser pode ir com ela. 

Agradeci, mentalmente. Ela apenas levou-me para uma pequena e húmida garagem. Peguei a bicicleta e voltei para a estrada.

 

Não sabia quanto tempo demorei para chegar a cidade. Mas, ao beirar percebi que tudo estava num clima tenso e nada  lisonjeiro. Além das ruas estarem sujas, alguns desastres naturais no pleno meio ambiente e algumas pessoas agindo diferente. Foi quando virei uma esquina. Algumas viaturas policiais e bombeiros. Corpos. Quando digo corpos , estava dizendo muitos e eles estavam cobertos por uma sacola preta. Provavelmente, mortos. 

 

Mesmo assustada com tudo aquilo continuei pedalando, só que, mais lentamente para poder observar melhor. Porém, acabei me distraindo. Fazendo assim, um carro acabar me atropelando. Talvez a dor que sentia do dia anterior, não podia se comparar com o que tinha acabado de ter acontecido. Do dia anterior era mil vezes pior. O motorista em vez de parar ,continuou correndo. Enquanto, eu, estava jogada na rua  resmungando de dor. Ouvi inúmeras buzinas de carros e pessoas correndo sem rumo, mas, tinham a mesma expressão no rosto. Apavorados. 

 

Mesmo um pouco tonta e com as costas doendo, por causa da batida. Consegui me levantar. A minha curiosidade era grande. Em vez de ir na mesma direção que os outros, decidi ir ver o que estava acontecendo. Muitas pessoas se esbarravam em mim. Foi quando reparei. Mesmo em duvida, sem expressão, ainda confusa, também... sem palavras para descrever. Algo ou alguém ataca um dos prédios. Quando digo prédio. Estava atacando o prédio onde meu pai trabalhava. 

 

Foi naquele mesmo instante que senti as batidas do meu coração, cada vez mais frenéticas. Além de assustada. Entrei em desespero. Eu não iria mais perder. Eu não conseguia tolerar.  Ele era meu companheiro. Meu melhor amigo. Principalmente, meu pai.

 

Sem à menos pensar duas vezes, comecei a correr com dificuldade. Algo ou alguém destruía não só um prédio, mas sim, vários prédios de trabalho. A fumaça só aumentava, então entrei em todo aquele ar sujo. Não conseguia enxergar nada. Então fechei meus olhos e senti aquela brisa gelada. 

 

Papai!  

 

Ouvi uma voz tão doce. Que ao abrir meus olhos, vi tudo aquilo em completo caos. Uma pequena menina estava de pé. Fui até ela.

 

— Ei, tudo bem? — Ok. Aquela foi a pergunta mais estupida que eu tinha feito. A menina de longos cabelos loiros começou a chorar em meu ombro, descontroladamente.

 

Enquanto estava com a pequena menina em meus braços, que retribua um abraço bem forte por sinal, fiquei encarando os prédios sendo destruído. Em caos total.

 

Distancie-me dela e dava pequenos passos tentando enxergar melhor através de toda àquela nuvem de pó. Mas, mesmo assim ouvia gemidos que há cada instante só aumentava e minha visão foi tomada por um homem preso e sangrando. Olhei melhor. O mesmo não conseguia mover nenhum dos pés, por ambas estarem presos numa pedra enorme.

 

Então para ajuda-lo fui até ele. Ao encarar seus olhos, o reconheci na hora. Seu rosto estava coberto pela poeira, lábios machucados e na testa escorregava sangue, quando me viu tentou abrir a boca para falar, porém, nada saiu e ficou olhando para cima ainda gemendo. Ele sabia quem eu era. Levantei-me do chão que há poucos instantes estava ajoelhada. Com minhas duas mãos tentei erguer a pedra, mas, infelizmente não consegui. Escorregou em minhas mãos, deixando ela cair e o homem gemeu alto de novo.

 

— Ei! — Fiz sinal com os braços para uma das viaturas policiais, que ao me verem apareceram do meu lado em poucos instantes. — Essa pedra está prendendo o homem. — Apontei.

 

Sem demora. Um dos dois me ajudou com a pedra, em quanto, o outro puxava os braços do ferido. Sons de carros da ambulância, pessoas correndo e chorando, quando a poeira abaixou um pouco, pude ver melhor tinha mais corpos jogados, feridos e mortos.

 

— A ambulância chegou, vamos leva-lo. — Ouvi um dos policiais falando, desviei o olhar. —Você está bem? —Perguntou para mim, apenas assenti com a cabeça. Quando voltou a dar atenção para o homem que estava sendo colocado na maca, fui até ele cheia de esperanças e implorando.

 

— Ryan. — Falei o nome dele, impedindo apenas por poucos segundos de levarem para o carro. Eu precisava perguntar. Eu precisava saber. — Você viu meu pai lá dentro?  — Minha mão tremia com medo da resposta.

 

— N-não. — Tossiu. — Não vi ele desde... o momento que entrei na empresa. Sinto muito.

 

Os médicos o levaram para dentro da ambulância, em quanto  eu, fiquei permanente por longos minutos. Aquilo não era possível. Uma duvida. Mas, conhecia meu pai muito bem para saber. Ele não faltava nenhum dia sequer na empresa. 

 

Parecia que meu ouvido ficou nulo, não ouvia nada apenas observava as expressões assustadas e apavoradas das pessoas, chorando e desesperadas. Reportes, programas de televisões. Era muitas perdas e muito luto. Enquanto eu ainda estava no mesmo jeito, sai de todo aquele transe quando ouvi dizerem o meu nome. Virei o rosto e vi uma repórter vindo até mim. Que ótimo! Ódio repórteres!  

 

Antes mesmo de chegar até mim, comecei a andar. Não estava aguentando toda àquela pressão. Dois dias, em apenas dois dias e tudo ao meu redor estava ficando confuso e acabado. Tinha que tomar minhas decisões, tornar-se independente. Meus atos. Minhas escolhas. Minha escolha era me vingar. Já os meus atos, vão se tornar diferentes.

 

Parei de andar nas ruas de Nova York, encarando aquele grande local. Coloquei meus pés nas lixeiras e minhas mãos nas grandes. Com dificuldade, pois ainda sentia dores musculares. Ao passar para o outro lado, pulei. Arrumei minha mochila que estava nas costas. Suspirei fortemente e abri a grande porta daquela indústria que já foi herdada para meu tio. 

 

Se tinha uma coisa que aprendi naqueles dois dias, foi que: só consegui me defender se não tivesse lutado. Se não tivesse coragem, eu não teria forças. Então é assim? Sobreviver é a coragem de lutar. 

 


Notas Finais


Desculpa, pessoal. Eu tenho focado muito no meu cursinho preparatório e mais na escola.
Infelizmente, eu realmente deixei de lado esse meio tempo do spirit, para me dedicar mais em outras coisas. PORÉM, isso não significa que vou parar de escrever. Eu amo essa fic e ela vai até o final.
Não tenho data quando vou postar, pois eu tenho outras coisas para fazer.
Desculpa, pessoal!! Desculpa, mesmo.


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